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3. Estruturando um programa de dança

Theresa Purcell Cone, Stephen L. Cone Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo

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Estruturando um programa de dança

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ensino da dança não é apenas desafiador, é também muito gratificante. A escolha da melhor maneira para apresentar uma experiência de dança, ou de uma unidade de estudo, é um processo de aprendizagem contínuo. Em cada uma das aulas que ensina, você aprende algo novo sobre o conteúdo, a sequência da tarefa e a resposta esperada de seus alunos. É uma atividade dinâmica, através da qual você está constantemente avaliando suas aulas e introduzindo modificações para a próxima seção. Neste capítulo, apresentamos ideias para o desenvolvimento de um programa anual, assim como para unidades de estudo e aulas individuais. É possível que sua escola já conte com um currículo de dança que sirva de diretriz para suas aulas, mas também pode ser que a estruturação desse currículo dependa de você. Nas duas situações, o planejamento é essencial. Para começar, você deve procurar conhecer seus alunos, compreender os objetivos da escola e identificar os elementos fundamentais do programa de dança. Leve em conta os parâmetros educacionais em nível nacional, estadual e local, necessários

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4. Flexibilidade relaxada

Eric Franklin Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO4

Flexibilidade relaxada

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itmo, fluxo, postura e liberdade de movimento são conceitos-chave de dança relacionados ao nível de tensão e flexibilidade do seu corpo. Por exemplo, o músculo trapézio conecta a cabeça à coluna e às escápulas.

Quando ele é habitualmente encurtado, ele puxa a cabeça para trás e as escápulas para trás e para cima. Para encontrar o eixo central e liberar as pernas, você precisa relaxar esse músculo. É difícil realizar piruetas ou se equilibrar bem se o trapézio estiver tenso, mas ter o trapézio contraído é comum em muitos dançarinos.

Estar livre de tensão não representa apenas um sentimento agradável; isso é essencial para a dança. Este capítulo tem como objetivo ajudar a experimentar a relação entre flexibilidade e tensão e melhorar a técnica ao reduzir a tensão. O capítulo também descreve os princípios básicos do alongamento seguro e explica como acentuar o alongamento com a imagem corporal, abordando as principais áreas do corpo que sofrem tensão, como os ombros e pescoço, e descrevendo o papel dos órgãos na flexibilidade.

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4. Core

Jacqui Greene Haas Editora Manole PDF Criptografado

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CORE

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a dança, todos os movimentos são gerados a partir do tronco, que constitui sua base. Uma base estável proporciona consciência postural e estabilidade da coluna vertebral. Sua intenção é movimentar-se no espaço criando passos de dança mais desafiadores e interessantes com naturalidade, certo? Para atingir esse objetivo você precisa de músculos fortes no tronco. Um dos movimentos fundamentais da dança

é o plié e, quer seja executado com os membros inferiores em posição paralela ou rodados medial ou lateralmente, requer coordenação com a respiração e força no core.

Quando a coreografia exige que seu tronco se desestabilize, a força do core impede o colapso da coluna vertebral. Durante a extensão da coluna vertebral em um salto, a musculatura do core deve protegê-la, fixando-a como uma cinta. Todos os aspectos da dança podem interferir na posição da coluna vertebral. Quando você se prepara para movimentar-se, a ativação do core lhe proporciona maior controle de seus movimentos.

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8. Desenvolvendo potência no tronco e nos braços

Eric Franklin Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO8

Desenvolvendo potência no tronco e nos braços

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corpo humano foi singelamente construído de forma a proporcionar às mãos um inigualável repertório de movimentos. Punhos, cotovelo e ombros permitem que as mãos se movam com o máximo de destreza e tenham a habilidade de se ajustar às tarefas mais delicadas. Usar essas partes do corpo para mover os braços de maneira coordenada e graciosa ajuda a centrar o corpo inteiro e é primordial para melhorar a técnica de dança.

Tradicionalmente, aulas de dança enfatizam o treinamento das pernas, mas esse foco está mudando. Em algumas companhias de dança, dançar com os braços está se tornando parte do repertório padrão. Particularmente no treinamento de balé, braços e troncos dos dançarinos precisam ter força suficiente para realizar elevação e gestos rápidos do petit allegro. Desenvolver força nos braços e no tronco não apenas melhora todas as técnicas de dança, mas também elimina o tão comum desequilíbrio de força entre a parte superior e a inferior do corpo (ver também Cap. 4 sobre a liberação de tensão dos ombros e do pescoço). Os braços funcionam apropriadamente apenas quando sustentados por um tronco e um dorso fortalecidos e com equilíbrio muscular. As cadeias musculares que envolvem a parte superior do corpo criam a base a partir da qual você pode iniciar movimentos de braço potentes e graciosos.

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9. Melhorando giros, saltos e rotações externas

Eric Franklin Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO9

Melhorando giros, saltos e rotações externas

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este capítulo, três das principais preocupações funcionais de um dançarino serão observadas de perto: saltos, giros e rotações externas (en dehors ou turn-out). Além dos limites fisiológicos e anatômicos de cada dançarino, ter ideias de como coordenar o movimento e alterar a imagem corporal pode ajudar a melhorar em muitos aspectos esses três grandes vilões. Neste capítulo, o foco será em ajudá-lo a melhorar sua técnica e, ao mesmo tempo, a dançar com segurança. Saltos mais altos, maior amplitude de giros e melhores rotações externas não devem comprometer a saúde do dançarino.

Girando sem medo

Até mesmo dançarinos que giram bem estão sempre buscando melhorar o número e a estética de seus giros.

Aprender a girar bem é tão divertido que você pode se apegar a essa prática. Por essas razões, costuma-se sentir o nível de tensão crescer no ambiente quando o momento da prática de giros se aproxima.

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8. Experiências de aprendizagem para pré-escola e primeiro e segundo anos

Theresa Purcell Cone, Stephen L. Cone Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo

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Experiências de aprendizagem para pré-escola e primeiro e segundo anos

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rianças pequenas sentem grande alegria nas danças que envolvem imagens vívidas, histórias, animais e personagens bem conhecidos. Muitas das experiências de aprendizagem deste capítulo oferecem às crianças a oportunidade de expressar suas ideias a respeito de personagens circenses, animais e experiências reais ou imaginárias. Na qualidade de professor, você desempenha um papel importante quanto ao planejamento de tarefas adequadas às necessidades físicas, cognitivas, emocionais e sociais de uma faixa etária específica. Nas experiências de dança criativa apresentadas nesta obra, você orienta as crianças na criação e na expansão de movimentos dentro de uma estrutura planejada da dança da apoteose. Para facilitar sua seleção de experiências de aprendizagem, resumimos cada uma delas na Tab. 8.1.

Você verificará que cada experiência de aprendizagem

é esquematizada, em linhas gerais, em doze seções que identificam resultados e avaliações, equipamentos e organização, além de uma descrição detalhada de como im-

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1. O dançarino em movimento

Jacqui Greene Haas Editora Manole PDF Criptografado

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O DANÇARINO EM

MOVIMENTO

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ovimento é qualquer ação física ou mudança de posição. Porém, quando se observa um dançarino em movimento, isso é muito mais que uma mudança física de posição. É uma arte visual vibrante de imagens rápidas criadas por força, equilíbrio e graça. A estética dessa forma de arte não pode ser sacrificada pela análise científica. Contudo, aprender princípios básicos de movimento permitirá que seu corpo se movimente de modo mais eficaz e seguro. Utilizaremos ilustrações de três posições de dança – jazz layout, attitude derrière e salto espacate (Figs. 1.1, 1.2 e 1.3) – para demonstrar os princípios do movimento neste capítulo.

Figura 1.1

Posição jazz layout.

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Figura 1.2 Posição attitude derrière.

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Anatomia da dança

Figura 1.3  Posição salto espacate.

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8. Tornozelos e pés

Jacqui Greene Haas Editora Manole PDF Criptografado

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TORNOZELOS E PÉS

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és fortes e equilibrados servem como base para todo o corpo. O aprendizado sobre o alinhamento da perna associado à força do core e da pelve proporcionará a seus pés a potência de que você precisa para ser rápido e audaz. Como dançarino, é necessário que você tenha um conhecimento básico sobre o alinhamento preciso e a ação muscular para melhorar sua técnica. Existem 26 ossos e 34 articulações em seu pé, criando, portanto, muitas possibilidades de movimento. Ao suportar peso, qualquer movimento articular tem relação direta com outras articulações do pé. Você deve ser capaz de dançar como uma unidade, em que todas as articulações trabalham em harmonia.

O jazz, as danças moderna e de salão e a maior parte das danças folclóricas requerem movimentos similares de pés e tornozelos. Você deve ser capaz de se deslocar rapidamente com os pés e elevar-se sobre a cabeça dos metatarsais (“bola dos pés”) e na ponta dos dedos dos pés. Talvez você precise correr e pular usando sapatos de salto ou girar e dar impulsos com os pés descalços. Praticantes de sapateado, clog1 e flamenco realizam muitos movimentos difíceis de percussão com os pés que exigem potênca intensa. Girar, saltar, ficar na ponta, executar relevés e pliés são habilidades básicas necessárias para todas as técnicas de dança. Cada estilo requer posições incomuns dos pés, sem mencionar os calçados específicos, utilizados mais como efeito estético que para sustentação. O balé clássico requer amplitude extrema de movimento para o trabalho na ponta, mas este capítulo é dedicado a todos os estilos de dança e à importância do conhecimento de anatomia. É importante conhecer as estruturas de sustentação que mantêm seus arcos

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4. Criando um ambiente para o ensino da dança

Theresa Purcell Cone, Stephen L. Cone Editora Manole PDF Criptografado

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Criando um ambiente para o ensino da dança

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tarefa de ensinar fica mais fácil quando pode ser executada em um ambiente considerado ideal. Assim, a implementação de nosso planejamento ocorre sem percalços. O fato é que a condição de ensino que você encontra nem sempre disponibiliza todos os elementos necessários, o que o obriga a adaptar suas ideias de forma a tornar o aprendizado significativo, seguro e efetivo para os alunos. Todos nós compartilhamos algumas semelhanças... e algumas diferenças marcantes! Entre essas diferenças, encontramos: tamanho das turmas; frequência das aulas; duração de cada período de aula; instalações; equipamentos e materiais; comunidade; e um amplo conjunto de diferentes idades, aptidões e necessidades especiais, dentro da mesma classe de crianças (Newnam, 2002). Em

1995, a National Dance Association publicou, em colaboração com o Consortium of National Arts Education

Associations, o Opportunity-to-learn standards for dance education (Parâmetros de aprendizagem para o ensino de dança). Esses parâmetros descrevem as condições físicas e educacionais necessárias para que os alunos aprendam

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6. Pelve e quadris

Jacqui Greene Haas Editora Manole PDF Criptografado

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PELVE E QUADRIS

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dança requer um movimento repetitivo pouco comum da articulação do quadril que exige controle extremo. Movimentos rápidos e rebuscados do quadril constituem a marca da apimentada dança latina. Praticantes de dança moderna possuem força e agilidade para movimentar os quadris em todos os planos enquanto mudam o apoio do peso e ainda mantêm o equilíbrio. Sapateadores conseguem movimentar os pés e o restante dos membros inferiores com velocidade extraordinária enquanto a pelve permanece estável. Bailarinos exibem a altura do développé mantendo a força e a flexibilidade nos quadris. Todos os dançarinos precisam entender como as forças do movimento dos membros inferiores são distribuídas pelas articulações do quadril e pela pelve. Todo estilo de dança exige que a coxa trabalhe junto e, em vários momentos, em posições de rotação lateral ou medial. Entender como a pelve trabalha em harmonia com os membros inferiores pode melhorar sua técnica. Sua meta é realizar o movimento desejado dos membros inferiores sem perder o controle da pelve.

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5. Movimento alinhado para uma técnica aprimorada

Eric Franklin Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO5

Movimento alinhado para uma técnica aprimorada

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ssisto a uma aula de dança no estúdio da Broadway, na cidade de Nova York; “Alinhamento e eficiência de movimento estão interconectados”, diz o professor de balé e coreógrafo israelense Zvi Gotheiner. “Se o seu corpo não estiver alinhado, seu nível de tensão aumenta.” Ele vai além, “a tensão dificulta a técnica”. Seus alunos escutam, mas as mudanças acontecem de forma lenta, pois muitos desequilíbrios precisam de correção.

“Alinhe sua cabeça à pelve, ombros nem para a frente e nem para trás, pelve equilibrada e os pés e joelhos alinhados com a articulação do quadril.”

Por que essas alterações são tão difíceis de serem traduzidas de palavras para ações? Uma razão para isso é que, uma vez que seu corpo esteja acostumado a sustentar o aumento do nível de tensão, que é a marca do alinhamento incorreto, isso parece normal para você. Mudanças, mesmo se benéficas do ponto de vista biomecânico, podem parecer desconfortáveis no início.

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5. Tornando o ensino mais efetivo

Theresa Purcell Cone, Stephen L. Cone Editora Manole PDF Criptografado

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Tornando o ensino mais efetivo

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efetividade do processo de ensino começa com o planejamento de uma experiência de aprendizagem que seja fundamentado no conhecimento do estágio de crescimento e desenvolvimento das crianças, assim como das formas pelas quais elas aprendem, do conteúdo do programa de dança e do processo de elaboração e implementação das aulas. O objetivo é proporcionar uma experiência de aprendizagem significativa que integre as necessidades das crianças com o conteúdo do programa de dança. Este capítulo apresenta estratégias que visam tornar mais positiva uma aula de dança, tanto para os alunos como para você, o professor.

aJuDanDo toDas as crianças a aprenDer

Cada criança tem suas características únicas. O processo de aprendizagem difere de uma para outra, o que requer que você adapte o conteúdo e o método pedagógico para ajudá-las a se tornarem aprendizes bem-sucedi-

das. Huebner observa: “As salas de aula dos dias atuais estão repletas de aprendizes que se diferenciam não apenas do ponto de vista cultural e linguístico, mas também em suas aptidões cognitivas, sua bagagem de conhecimentos e preferências em termos de aprendizado” (Huebner, 2010, p. 79). Embora essa diversidade deva ser acolhida com entusiasmo, ela impõe um desafio a você, na qualidade de professor. Aulas de dança e de educação física incluem crianças dotadas de um amplo leque de habilidades; para algumas, movimentar-se é uma das melhores formas de expressão de ideias e sentimentos. Essas crianças dominam bem o uso dos movimentos como meio de comunicação e respondem entusiasticamente aos sons e ritmos da música. Nem todas elas, no entanto, encontram facilidade em se movimentar ou sentem-se tranquilas executando os movimentos. Para estar à altura das necessidades educacionais das crianças, é necessário começar conhecendo as características físicas, cognitivas, emocionais e sociais que elas possuem. Esse conhecimento o ajuda a diferenciar as instruções apresentadas, introduzindo

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7. Envolvendo todas as crianças na dança

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Envolvendo todas as crianças na dança

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oda criança tem necessidade de se expressar e de comunicar seus sentimentos e ideias, seja por intermédio da fala, da escrita, dos movimentos ou das artes visuais ou cênicas. Por meio da dança, crianças com deficiência têm condições de descobrir que os movimentos podem ser uma forma de elas expressarem as emoções, de expandirem o espectro de movimentos, de interagirem socialmente e de explorarem novas maneiras de se conhecer e tomar consciência do mundo que as rodeia. Na qualidade de professor de dança, você deve assumir o compromisso de ajudar cada aluno a desenvolver todo o potencial que possui. Encare as crianças por meio da lente das aptidões, e não das limitações. Reconheça em cada uma delas um indivíduo e evite olhá-las como membros de uma categoria deficiente ou rotulá-las. Todas as crianças são respeitadas por seu estilo próprio de aprender, e o sucesso é definido por meio da adoção de parâmetros individualizados. Tortora, terapeuta da dança, observa: “A individualidade emerge à medida que as diferenças individuais são apoiadas. As crianças são incentivadas a apren-

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3. Costelas e respiração

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COSTELAS E

RESPIRAÇÃO

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mbora a respiração seja o processo natural de conduzir oxigênio aos pulmões, a maioria dos dançarinos tem dúvidas sobre como exatamente se deve respirar!

Tudo bem, você sabe como respirar, mas sabe usar sua respiração de modo eficiente para reduzir a tensão e melhorar a força do core? Quantas vezes você ouve instruções para “encolher a barriga”? Em geral, você puxa o abdome para dentro e levanta as costelas, o tórax e os ombros, aumentando, assim, a tensão na parte superior do corpo e, na verdade, tornando mais difícil a respiração. Desse modo, como é possível movimentar-se com naturalidade e beleza? A respiração é parte da dança e do movimento. Ao ministrar uma aula, você pode querer incluir exercícios de respiração nas combinações de dança. Você pode coreografar a respiração em exercícios com música, de modo que os dançarinos se tornem mais conscientes de seus padrões de respiração. Essa respiração rítmica e ordenada pode ser um grande instrumento para estabelecer gradualmente melhores hábitos de respiração.

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5. Membros superiores – cíngulo e parte livre

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MEMBROS SUPERIORES –

CÍNGULO E PARTE LIVRE

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odas as formas de dança requerem um trabalho eficiente dos membros superiores para proporcionar potência, beleza, equilíbrio e impulso. Seus membros superiores são fundamentais para giros e mudanças de direção. Professores e coreógrafos costumam dizer “isole os braços dos ombros” e “mantenha os ombros abaixados”, mas você realmente entende essas dicas? O foco deste capítulo é a obtenção da eficiência do movimento no complexo articular do ombro pela estabilidade da escápula. Após entender a coordenação do movimento do membro superior com a parte superior do corpo, seus ombros ficarão mais firmes, de modo que os braços, cotovelos e punhos possam mover-se livremente com estilo e graça.

A articulação do ombro, assim como o controle muscular, é complexa e bastante móvel. O cotovelo e o punho permitem movimentos ainda mais especializados a fim de criar fluidez durante o movimento do membro superior de uma posição para a outra.

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