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7. Desenvolvendo potência nas pernas e nos pés

FRANKLIN, Eric Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO7

Desenvolvendo potência nas pernas e nos pés

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uitos dançarinos preocupam-se constantemente com a força, flexibilidade e estética das pernas e dos pés. Surpreendentemente, grande parte deles tem uma imagem negativa de seus pés. Uma vez eu estava treinando o plié de uma dançarina quando ela anunciou, como se para me avisar de uma maldição,

“eu tenho pés horríveis”. “Você tem pés horríveis?”, disse eu, olhando para os pés dela sem enxergar o que havia de errado. Perguntei: “Você quer dizer que gostaria de melhorar seus pés?” e ela concordou, com certo nervosismo.

Essa experiência e outras similares me convenceram de quão deletério o autojulgamento pode ser quando se trata do corpo do dançarino. Um dançarino que enxerga uma parte do corpo com uma forte imagem negativa bloqueia seu caminho para melhorar essa região. Pergunte a um grupo de dançarinas se elas gostam dos seus pés; muitas terão reservas. Depois, pergunte a elas como elas tratam alguém de quem não gostam, e elas começarão a entender a mensagem. Algumas vezes o resultado desse medo do pé é a prática excessiva de um treinamento em que os pés são forçados a se adaptarem à estética desejada. O segredo é integrar o aumento da força nos pés e nas pernas a um contexto corporal completo. A posição e o movimento dos pés reverberam-se ao longo do corpo; uma mudança na posição da coluna e da pelve influencia os pés. Portanto, melhorar a ação coordenada e o equilíbrio muscular ao fortalecer as pernas e os pés é a chave para um condicionamento bem-sucedido dos pés e das pernas.

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1. Condicionamento mente-corpo

FRANKLIN, Eric Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO1

Condicionamento mente-corpo

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lguns anos atrás, enquanto lecionava no Ballet da Ópera de Zurique, ajudei uma dançarina experiente com relação à execução de suas piruetas. Ela conseguia realizar de 3 a 4 piruetas de forma bem previsível, mas sua cabeça inclinava um pouco para o lado e sua pelve apresentava uma tendência de queda para a frente, ao final dos giros. Eu apontei essas observações e ela tentou novamente, mas suas piruetas não melhoraram. Esses desalinhamentos estavam embutidos em seus padrões de movimento, de forma que simplesmente estar ciente daquilo não ajudaria no aperfeiçoamento de suas piruetas. Ela então me perguntou o que deveria fazer para realizar piruetas mais eficientes, e eu disse que seria necessária alguma força adicional, mas que esta teria pouco efeito dentro do padrão de movimento que ela então exibia. Contudo, ela poderia melhorar seu nível se estivesse disposta a reaprender a postura de sua pirueta. Como os músculos são fortalecidos dentro da coordenação em que são usados, é preciso descobrir a melhor coordenação antes de fortalecer essas piruetas.

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9. Melhorando giros, saltos e rotações externas

FRANKLIN, Eric Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO9

Melhorando giros, saltos e rotações externas

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este capítulo, três das principais preocupações funcionais de um dançarino serão observadas de perto: saltos, giros e rotações externas (en dehors ou turn-out). Além dos limites fisiológicos e anatômicos de cada dançarino, ter ideias de como coordenar o movimento e alterar a imagem corporal pode ajudar a melhorar em muitos aspectos esses três grandes vilões. Neste capítulo, o foco será em ajudá-lo a melhorar sua técnica e, ao mesmo tempo, a dançar com segurança. Saltos mais altos, maior amplitude de giros e melhores rotações externas não devem comprometer a saúde do dançarino.

Girando sem medo

Até mesmo dançarinos que giram bem estão sempre buscando melhorar o número e a estética de seus giros.

Aprender a girar bem é tão divertido que você pode se apegar a essa prática. Por essas razões, costuma-se sentir o nível de tensão crescer no ambiente quando o momento da prática de giros se aproxima.

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6. Fortalecendo o centro

FRANKLIN, Eric Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO6

Fortalecendo o centro

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força e a coordenação dos músculos da coluna lombar, do quadril e do abdome são importantes na dança.

No entanto, muitos dançarinos apresentam falta de força precisamente nessas áreas (Molnar e Esterson,

1997). O condicionamento desses músculos de forma equilibrada é uma tarefa complexa, mas, ao focar nas re­giões-chave – o diafragma, o iliopsoas, a região lombar e os músculos abdominais –, você pode garantir o fortalecimento do centro.

Este capítulo ensinará os passos necessários para o fortalecimento do centro. Em primeiro lugar, você aprenderá o que significa estar centrado. Em seguida, explorará o funcionamento do diafragma e por que sua força e elasticidade são importantes para o controle central e força. O próximo passo é criar uma força equilibrada no iliopsoas e nos extensores profundos da coluna lombar para permitir que você respire livremente ao se exercitar. Finalmente, você coordenará os músculos da coluna vertebral e os abdominais com imagem corporal, além de fortalecê-los usando faixa elástica.

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Medium 9788520431672

6. Pelve e quadris

HAAS, Jacqui Greene Editora Manole PDF Criptografado

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PELVE E QUADRIS

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dança requer um movimento repetitivo pouco comum da articulação do quadril que exige controle extremo. Movimentos rápidos e rebuscados do quadril constituem a marca da apimentada dança latina. Praticantes de dança moderna possuem força e agilidade para movimentar os quadris em todos os planos enquanto mudam o apoio do peso e ainda mantêm o equilíbrio. Sapateadores conseguem movimentar os pés e o restante dos membros inferiores com velocidade extraordinária enquanto a pelve permanece estável. Bailarinos exibem a altura do développé mantendo a força e a flexibilidade nos quadris. Todos os dançarinos precisam entender como as forças do movimento dos membros inferiores são distribuídas pelas articulações do quadril e pela pelve. Todo estilo de dança exige que a coxa trabalhe junto e, em vários momentos, em posições de rotação lateral ou medial. Entender como a pelve trabalha em harmonia com os membros inferiores pode melhorar sua técnica. Sua meta é realizar o movimento desejado dos membros inferiores sem perder o controle da pelve.

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Medium 9788520440018

4. Core

STAUGAARD-JONES, Jo Ann  Editora Manole PDF Criptografado

Core

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O core do corpo recebe muita atenção, mas do que se trata realmente? Dependendo da fonte, pode ser qualquer coisa, desde os músculos abdominais até todo o tronco. Neste livro, será considerado como a área da parte lombar da coluna vertebral à pelve, geralmente chamada de core central. A parte inferior da coluna vertebral e a pelve são interdependentes; devem estar em equilíbrio e em alinhamento entre si para funcionar corretamente. Qualquer incongruência afetará outras

áreas, desde a parte superior da coluna vertebral até os pés; essencialmente, todo o comprimento do corpo.

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Exercício e movimento: abordagem anatômica

CORE

Região lombar da coluna vertebral

Existem cinco vértebras lombares (LI-LV), localizadas aproximadamente no centro do corpo. São maiores, mais espessas e, portanto, mais pesadas do que os outros ossos da coluna vertebral. Têm uma curva lordótica, ou seja, anteriorizada ou para a frente, que contrabalança a curva torácica posterior. Os discos intervertebrais (a cartilagem entre os ossos) têm um terço da espessura dos corpos vertebrais, o que possibilita uma maior mobilidade em flexão, extensão e inclinação lateral. A rotação é limitada, em razão das propriedades de projeção reta, comprimento curto e volume aumentado dos processos espinhosos posteriores, juntamente

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5. Tornando o ensino mais efetivo

CONE, Theresa Purcell; CONE, Stephen L. Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo

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Tornando o ensino mais efetivo

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efetividade do processo de ensino começa com o planejamento de uma experiência de aprendizagem que seja fundamentado no conhecimento do estágio de crescimento e desenvolvimento das crianças, assim como das formas pelas quais elas aprendem, do conteúdo do programa de dança e do processo de elaboração e implementação das aulas. O objetivo é proporcionar uma experiência de aprendizagem significativa que integre as necessidades das crianças com o conteúdo do programa de dança. Este capítulo apresenta estratégias que visam tornar mais positiva uma aula de dança, tanto para os alunos como para você, o professor.

aJuDanDo toDas as crianças a aprenDer

Cada criança tem suas características únicas. O processo de aprendizagem difere de uma para outra, o que requer que você adapte o conteúdo e o método pedagógico para ajudá-las a se tornarem aprendizes bem-sucedi-

das. Huebner observa: “As salas de aula dos dias atuais estão repletas de aprendizes que se diferenciam não apenas do ponto de vista cultural e linguístico, mas também em suas aptidões cognitivas, sua bagagem de conhecimentos e preferências em termos de aprendizado” (Huebner, 2010, p. 79). Embora essa diversidade deva ser acolhida com entusiasmo, ela impõe um desafio a você, na qualidade de professor. Aulas de dança e de educação física incluem crianças dotadas de um amplo leque de habilidades; para algumas, movimentar-se é uma das melhores formas de expressão de ideias e sentimentos. Essas crianças dominam bem o uso dos movimentos como meio de comunicação e respondem entusiasticamente aos sons e ritmos da música. Nem todas elas, no entanto, encontram facilidade em se movimentar ou sentem-se tranquilas executando os movimentos. Para estar à altura das necessidades educacionais das crianças, é necessário começar conhecendo as características físicas, cognitivas, emocionais e sociais que elas possuem. Esse conhecimento o ajuda a diferenciar as instruções apresentadas, introduzindo

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2. Imagem corporal

FRANKLIN, Eric Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO2

Imagemcorporal

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ocê já teve um pensamento que o fez sentir uma mudança física? Você nota o quanto dança melhor nos dias em que está com pensamentos positivos? Se a resposta for sim, você já teve a primeira percepção do que a conexão mente-corpo é capaz de fazer por você. Desde a menor célula do corpo, cada ato mental reverbera no seu ser físico, e cada processo químico e bioquímico do corpo ajuda a tecer os padrões de seus pensamentos. Se você conseguir entender essa interação, estará pronto para alcançar os picos mais altos de suas habilidades na dança.

Como dançarino, de que maneira você pode conectar-se com a inteligência do seu corpo? Torne-se atento à forma como você pensa a dança e conseguirá eliminar padrões prejudiciais de pensamento, que serão substituídos por um estímulo positivo, o que levará a uma melhor técnica e expressividade. Aprenda a sentir a influência da imagem do seu corpo sobre movimentos e ações de músculos e articulações. Qualquer passo de dança ou rotina de condicionamento que possa ser realizado com a presença tanto da mente quanto do corpo, bem como de um entendimento claro sobre o funcionamento do corpo, permitirá um ganho de força e flexibilidade muito mais rápido que a repetição desatenta do movimento. Os exercícios de condicionamento se tornarão mais interessantes, e até mesmo prazerosos, pois você sentirá de forma mais completa músculos, articulações e órgãos, além de seu funcionamento ideal para o movimento.

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9. Experiências de aprendizagem para terceiro, quarto e quinto anos

CONE, Theresa Purcell; CONE, Stephen L. Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo

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Experiências de aprendizagem para terceiro, quarto e quinto anos

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lunos do terceiro, quarto e quinto anos já praticaram movimentos motores e não motores e podem empregá-los para a criação de danças individuais, em pares ou em pequenos grupos. Eles estão aptos a memorizar sequências de movimentos, mover-se em uníssono acompanhando os tempos dos movimentos e a organizar movimentos para a composição de uma dança. Você pode promover discussões a respeito dos contextos histórico, social e cultural dos conteúdos da dança, assim como pedir aos alunos que façam uma autoavaliação e avaliem seus pares. Embora seja possível que alguns alunos nessa faixa etária demonstrem certa relutância em dançar, as experiências de aprendizagem apresentadas neste capítulo proporcionam condições de envolvimento com a dança, sem riscos, usando movimentos já conhecidos. Para facilitar a seleção de experiências de aprendizagem, cada uma delas apresenta-se resumida na Tab. 9.1.

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8. Tornozelos e pés

HAAS, Jacqui Greene Editora Manole PDF Criptografado

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TORNOZELOS E PÉS

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és fortes e equilibrados servem como base para todo o corpo. O aprendizado sobre o alinhamento da perna associado à força do core e da pelve proporcionará a seus pés a potência de que você precisa para ser rápido e audaz. Como dançarino, é necessário que você tenha um conhecimento básico sobre o alinhamento preciso e a ação muscular para melhorar sua técnica. Existem 26 ossos e 34 articulações em seu pé, criando, portanto, muitas possibilidades de movimento. Ao suportar peso, qualquer movimento articular tem relação direta com outras articulações do pé. Você deve ser capaz de dançar como uma unidade, em que todas as articulações trabalham em harmonia.

O jazz, as danças moderna e de salão e a maior parte das danças folclóricas requerem movimentos similares de pés e tornozelos. Você deve ser capaz de se deslocar rapidamente com os pés e elevar-se sobre a cabeça dos metatarsais (“bola dos pés”) e na ponta dos dedos dos pés. Talvez você precise correr e pular usando sapatos de salto ou girar e dar impulsos com os pés descalços. Praticantes de sapateado, clog1 e flamenco realizam muitos movimentos difíceis de percussão com os pés que exigem potênca intensa. Girar, saltar, ficar na ponta, executar relevés e pliés são habilidades básicas necessárias para todas as técnicas de dança. Cada estilo requer posições incomuns dos pés, sem mencionar os calçados específicos, utilizados mais como efeito estético que para sustentação. O balé clássico requer amplitude extrema de movimento para o trabalho na ponta, mas este capítulo é dedicado a todos os estilos de dança e à importância do conhecimento de anatomia. É importante conhecer as estruturas de sustentação que mantêm seus arcos

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8. Experiências de aprendizagem para pré-escola e primeiro e segundo anos

CONE, Theresa Purcell; CONE, Stephen L. Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo

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Experiências de aprendizagem para pré-escola e primeiro e segundo anos

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rianças pequenas sentem grande alegria nas danças que envolvem imagens vívidas, histórias, animais e personagens bem conhecidos. Muitas das experiências de aprendizagem deste capítulo oferecem às crianças a oportunidade de expressar suas ideias a respeito de personagens circenses, animais e experiências reais ou imaginárias. Na qualidade de professor, você desempenha um papel importante quanto ao planejamento de tarefas adequadas às necessidades físicas, cognitivas, emocionais e sociais de uma faixa etária específica. Nas experiências de dança criativa apresentadas nesta obra, você orienta as crianças na criação e na expansão de movimentos dentro de uma estrutura planejada da dança da apoteose. Para facilitar sua seleção de experiências de aprendizagem, resumimos cada uma delas na Tab. 8.1.

Você verificará que cada experiência de aprendizagem

é esquematizada, em linhas gerais, em doze seções que identificam resultados e avaliações, equipamentos e organização, além de uma descrição detalhada de como im-

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5. Região do ombro

STAUGAARD-JONES, Jo Ann  Editora Manole PDF Criptografado

Região do ombro

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A região do ombro é, na verdade, composta de cinco articulações: a articulação esternoclavicular (EC), a articulação acromioclavicular (AC), a articulação coracoclavicular, a articulação glenoumeral e a articulação escapulotorácica, em que a escápula desliza sobre a parede torácica. A articulação considerada especificamente como a do ombro

é a glenoumeral, enquanto as outras são articulações do cíngulo do membro superior.

A estrutura do ombro possibilita uma grande amplitude de movimento, tornando possível o posicionamento do braço e da mão. Os movimentos da região do ombro são determinados pelos músculos que estão localizados no tórax, costas e braços. Portanto, o que quer que a região do ombro esteja fazendo determina a aparência de grande parte da porção superior do corpo.

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Exercício e movimento: abordagem anatômica

REGIÃO DO OMBRO

São os movimentos dos braços que irão modelar a maior parte dos músculos das costas, assim como do tórax e do braço. Outros músculos nessas áreas são delineados pelos movimentos da escápula, na região das articulações do cíngulo do membro superior.

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7. Envolvendo todas as crianças na dança

CONE, Theresa Purcell; CONE, Stephen L. Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo

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Envolvendo todas as crianças na dança

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oda criança tem necessidade de se expressar e de comunicar seus sentimentos e ideias, seja por intermédio da fala, da escrita, dos movimentos ou das artes visuais ou cênicas. Por meio da dança, crianças com deficiência têm condições de descobrir que os movimentos podem ser uma forma de elas expressarem as emoções, de expandirem o espectro de movimentos, de interagirem socialmente e de explorarem novas maneiras de se conhecer e tomar consciência do mundo que as rodeia. Na qualidade de professor de dança, você deve assumir o compromisso de ajudar cada aluno a desenvolver todo o potencial que possui. Encare as crianças por meio da lente das aptidões, e não das limitações. Reconheça em cada uma delas um indivíduo e evite olhá-las como membros de uma categoria deficiente ou rotulá-las. Todas as crianças são respeitadas por seu estilo próprio de aprender, e o sucesso é definido por meio da adoção de parâmetros individualizados. Tortora, terapeuta da dança, observa: “A individualidade emerge à medida que as diferenças individuais são apoiadas. As crianças são incentivadas a apren-

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3. Equilíbrio reflexivo

FRANKLIN, Eric Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO3

Equilíbrio reflexivo

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equilíbrio é uma das habilidades mais importantes na dança, e, ainda assim, escapa à atenção de muitos dançarinos. O corpo equilibra-se habilmente em variadas posições a cada passo dado. Quando se está em uma postura centrada, com os ossos bem alinhados e os músculos bem coordenados, é preciso, na verdade, uma menor atividade muscular total do que quando se está desalinhado. Portanto, se você é um dançarino e seu atual objetivo é o de melhorar seu equilíbrio simplesmente recrutando mais músculos, está fazendo o oposto do que ocorre durante o equilíbrio alinhado. O equilíbrio alinhado exige menos esforço.

Para melhorar o equilíbrio, é necessária primeiramente uma percepção do que você está fazendo ao tentar se equilibrar. Você atinge essa percepção observando-se e ajustando progressivamente sua forma habitual de realizar um movimento, o que o leva a alcançar sua meta de equilíbrio sem esforço em todas as situações.

Veja um exemplo de como padrões de movimento são importantes para o equilíbrio. Se estiver tentando realizar um relevé em attitude e estiver caindo ou falhando em manter a posição, você pode estar movendo seu corpo em partes, e não como uma unidade completamente alinhada. Para realizar um relevé e mover-se para a posição demi-pointe ou pointe, é preciso inicialmente realizar um plié na perna de apoio. Se o ombro direito se mover mais do que o esquerdo e a coluna entortar, o corpo acabará ficando tenso em algumas partes para compensar a falta de equilíbrio nas pernas. À medida que você realiza o relevé, essa tensão torna difícil a sensação de que o corpo inteiro está se movendo de maneira uniforme para cima; um lado das costas e um braço movem-se mais rapidamente que o outro lado, e novamente você terá de compensar para ficar equilibrado. A compensação é complexa e é uma experiência muito mais difícil do que experimentar o corpo inteiro como um todo. Além disso, quando você perde o equilíbrio, já pondera o que deu errado dessa vez, o que o fará ficar ainda mais preocupado e tenso na próxima vez em que precisar se equilibrar.

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1. Compreendendo a importância do ensino de dança para crianças

CONE, Theresa Purcell; CONE, Stephen L. Editora Manole PDF Criptografado

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Compreendendo a importância do ensino de dança para crianças

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magine uma sala de aula onde crianças pequenas correm no limite de sua capacidade, agitando fitas vermelhas sobre a cabeça, para depois rodar e descer vagarosamente até o solo, com as fitas flutuantes acompanhando o movimento de descida ao lado delas. As crianças podem, por meio desses movimentos de dança, demonstrar sua interpretação da figura de uma chama que queima rapidamente e vai aos poucos se extinguindo, ou, também, simular o espargimento de tinta vermelha por toda a sala.

Coloque-se, então, na posição do professor que projetou e apresentou essa ideia de dança à classe. As crianças respondem com grande entusiasmo e você se sente satisfeito em compartilhar essa experiência com elas. Seria maravilhoso se toda experiência com a dança propiciasse esse sentimento de satisfação tanto para o professor como para os alunos. O objetivo deste livro é fornecer a você o conteúdo adequado para elaborar e apresentar uma experiência de dança bem-sucedida aos alunos. Todas as experiências de aprendizagem nos capítulos 8 e 9 foram ensinadas pelos autores, e muitas delas foram adaptadas por profis-

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