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Capítulo 19. Autocompaixão para Cuidadores

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AUTOCOMPAIXÃO

PARA CUIDADORES

Na época em que as pessoas chegam à meia-idade, elas se tornam cuidadoras de uma forma ou de outra. Algumas podem ser cuidadoras na sua carreira profissional – médicos, enfermeiros, terapeutas, assistentes sociais, professores –, e outras em suas vidas pessoais, cuidando de filhos, pais idosos, cônjuges, amigos, etc.

Quando cuidamos de pessoas que estão sofrendo, o processo de ressonância empática significa que sentimos seu sofrimento como nosso (veja o Capítulo 15). Quando testemunhamos a dor de outra pessoa, os centros da dor do nosso cérebro se tornam ativos. O sofrimento empático pode ser difícil de suportar, portanto é natural tentar bloqueá-lo ou fazê-lo desaparecer como fazemos com qualquer outra dor; entretanto, o esforço constante pode ser desgastante e levar a fadiga e burnout do cuidador.

Como sabemos que atingimos o ponto de burnout? Em geral, há sinais como ficar distraído, com raiva ou irritado, inquieto ou evitando as pessoas, tendo dificuldade para dormir ou experimentando pensamentos angustiantes e inoportunos. A fadiga do cuidador não é um sinal de fraqueza, mas um sinal de cuidado. Na verdade, quanto mais os cuidadores são capazes de ressonância empática (que é o que frequentemente atrai as pessoas para profissões de prestação de cuidados), mais vulneráveis eles podem ser à fadiga do cuidador. Os seres humanos são limitados no quanto de sofrimento pelos outros eles podem suportar sem ficarem sobrecarregados.

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Capítulo 22. Acolhendo o Que é Bom

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ACOLHENDO O QUE

É BOM

Um dos maiores benefícios da autocompaixão

é que ela não só o ajuda a lidar com as emoções negativas – ela ativamente gera emoções positivas. Quando acolhemos a nós mesmos e a nossa experiência com presença amorosa e conectada, nos sentimos bem. Não nos sentimos bem de uma forma melosa, nem resistimos ou evitamos o que faz com que nos sintamos mal. Em vez disso, a autocompaixão nos permite ter toda a gama de experiências, as amargas e as doces.

Habitualmente, no entanto, tendemos a focar muito mais no que está errado do que no que está bom em nossas vidas.

Por exemplo, quando

Focar no você faz uma avaliação negativo anual no trabalho, do protegia nossos que se lembra mais – ancestrais do dos pontos de louvor ou perigo; hoje de crítica? Se vai fazer nos deixa compras e interage com com uma cinco vendedores educonsciência cados e um rude, qual irrealista e deles é mais provável de desequilibrada. guardar na lembrança?

O termo psicológico para isso é viés de negatividade. Rick Hanson diz que o cérebro é como “velcro para as experiências ruins e teflon para as boas”. Segundo o ponto de vista evolucionário, a razão por que temos um viés de negatividade é que os nossos ancestrais que se inquietavam e se preocupavam no final do dia – pensando sobre onde estava ontem a alcateia de hienas e por onde andará amanhã – tinham mais chances de sobreviver do que os nossos ancestrais que se

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Capítulo 12. Autocompaixão e Nossos Corpos

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AUTOCOMPAIXÃO E

NOSSOS CORPOS

Embora nos esforcemos para nos sentir suficientemente bem em muitas áreas de nossa vida, uma área de particular desafio é o nosso corpo. Nosso senso de eu está intimamente identificado com o corpo, portanto nossa aparência física tem um grande impacto sobre como nos sentimos em relação a nós mesmos.

A imagem corporal pode ser particularmente importante para as mulheres, porque os padrões da beleza feminina são muito altos.

Cada vez mais, as mulheres estão recorrendo

à cirurgia (“dar um pequeno retoque”) para se parecerem com aquelas modelos perfeitas das revistas. No entanto, por mais que tentem, a maioria das mulheres certamente ficará aquém do ideal – até mesmo as fotografias das modelos são retocadas!

Os homens tendem a estar mais satisfeitos do que as mulheres com a sua aparência, mas ainda têm problemas em aceitar seus corpos

– “Estou em boa forma, sou suficientemente magro, suficientemente masculino?”. A preocupação de um homem reside mais no desempenho do seu corpo, como, por exemplo, o quanto ele é forte ou o quanto tem habilidade nos esportes, ou nas suas proezas sexuais.

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Capítulo 14. Vivendo Profundamente

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14

VIVENDO

PROFUNDAMENTE

A questão fundamental da autocompaixão é:

“Do que eu preciso?”. Entretanto, na verdade, não podemos nos dar o que precisamos se não soubermos o que mais valorizamos em nossas vidas. Estes são nossos valores essenciais, aqueles ideais profundamente arraigados que nos guiam e dão significado às nossas vidas. Nossas necessidades e valores parecem refletir algo de fundamental na natureza humana. As necessidades estão mais comumente associadas à sobrevivência física e emocional, como a necessidade de saúde e segurança ou de amor e conexão, enquanto os valores tentem a ter um elemento de escolha, como a escolha de focar na justiça social ou em buscas criativas.

Nossas dificuldades na vida dependem muito de nossos valores essenciais. Por exemplo, se você valorizar o tempo livre e

A identificação novas aventuras, o fato dos seus valores de não obter uma proessenciais pode moção que lhe exigiria ajudá-lo a dar a trabalhar horas extras si mesmo o que pode ser uma bênção; você realmente mas, se você valoriza o precisa. sustento da sua família, ser preterido para uma promoção pode ser devastador.

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Capítulo 23. Autoapreciação

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23

AUTOAPRECIAÇÃO

A maioria das pessoas reconhece a importância de expressar gratidão e apreciação pelos outros. Mas e quanto a nós mesmos?

Isso não acontece assim tão facilmente.

O viés de negatividade é especialmente forte em relação a nós mesmos. A autoapreciação não só parece antinatural – ela pode parecer completamente errada. Devido à nossa tendência a focar nas nossas inadequações em vez de apreciarmos nossas forças, frequentemente temos

A maioria uma perspectiva distorde nós acha cida de quem somos. simplesmente

Pense nisso. Quando reque é cebe um elogio, você errado nos o aceita e acolhe ou o apreciarmos. rebate quase imediatamente? Em geral, sentimo-nos desconfortáveis só em pensar sobre nossas boas qualidades. O contra-argumento imediatamente aparece: “Nem sempre eu sou assim” ou “Também tenho muitas más qualidades”. Mais uma vez, essa reação demonstra o viés de negatividade, porque, quando recebemos feedback negativo, nossos primeiros pensamentos não costumam ser: “Sim, mas nem sempre eu sou assim” ou “Você tem conhecimento de todas as minhas boas qualidades?”.

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Capítulo 6. Mindfulness

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MINDFULNESS

Mindfulness (atenção plena) é o fundamento da autocompaixão. Precisamos sair do enredo do nosso sofrimento e nos voltarmos para a nossa dor conscientemente antes que possamos responder com bondade. Pode-se definir mindfulness como a “consciência da experiência no momento presente com aceitação”. Contudo, nenhuma definição capta adequadamente a natureza de mindfulness porque mindfulness envolve consciência pré-conceitual. Em outras palavras, quando estamos conscientes experimentamos o mundo diretamente, não apenas através das lentes do pensamento.

Pensamentos são representações – símbolos que representam a realidade, não a realidade em si. Você não pode cheirar, provar ou comer a palavra maçã. Quando nos situamos abaixo do nível do pensamento e fazemos contato direto com a experiência, somos capazes de entrar em contato com a natuNão podemos reza dinâmica da responder com realidade. Podemos compaixão ao abandonar a ideia de nosso próprio como achamos que a sofrimento até realidade “deve” ser que nos voltemos e nos abrirmos para para ele com o que ela é. Isso sigmindfulness. nifica que, quando estamos sofrendo, podemos deixar de lado o enredo do que está acontecendo e simplesmente “estar” com ele e com nós mesmos, com coragem e presença.

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Capítulo 15. Estar Disponível para os Outros Sem Nos Perdermos

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ESTAR DISPONÍVEL

PARA OS OUTROS SEM

NOS PERDERMOS

Uma forma como a autocompaixão transforma nossas vidas é nos permitindo dar aos outros sem nos perdermos. Quando estamos presentes para outras pessoas enquanto elas experimentam dor, sentimos literalmente a dor dentro de nós. Alguns cientistas postularam um tipo especial de neurônio dedicado a perceber no nosso próprio corpo o que os outros estão sentindo, denominado neurônios-espelho. Também existem áreas no cérebro dedicadas a avaliar situações sociais e entrar em ressonância com as emoções dos outros.

Esse tipo de ressonância empática geralmente acontece a nível visceral, pré-verbal.

A ressonância empática é evolutivamente adaptativa porque nos permite cooperar uns com os outros para melhor criarmos nossos filhos e nos defendermos contra o perigo.

Somos programados para a interação social.

Embora a empatia seja geralmente uma coisa boa, ela também pode ser um problema, porque quando estamos em ressonância com os outros na dor – especialmente com pessoas que conhecemos bem – sentimos sua dor como nossa. Às vezes, o sofrimento empático pode ser uma sobrecarga. Quando isso acontece, podemos experimentar várias manobras para evitar e reduzir o nosso sofrimento, como, por exemplo, sair da sintonia com a outra pessoa ou tentar resolver o problema. (Para saber mais sobre esse tópico, veja os Capítulos

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Capítulo 21. Autocompaixão e Perdão

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AUTOCOMPAIXÃO

E PERDÃO

Quando alguém nos prejudicou e ainda sentimos raiva e amargura, às vezes a coisa mais compassiva a fazer é perdoar. Perdão envolve abandonar da raiva por alguém que nos feriu.

Mas o perdão precisa passar pelo

O perdão depende luto antes de deixar de sermos capazes a raiva ir embora. de nos abrirmos

O ponto central da para a dor prática do perdão é causada, seja a que não podemos nós, seja por nós. perdoar os outros sem primeiro nos abrirmos para a dor que experimentamos.

Da mesma forma, para perdoar a nós mesmos, precisamos primeiro nos abrir para a dor, o remorso e a culpa de termos magoado outros.

Perdoar não significa desculpar um mau comportamento ou retomar um relacionamento que nos cause danos. Se estamos sendo prejudicados em um relacionamento, precisamos nos preservar antes que possamos perdoar. Se estamos magoando outra pessoa em um relacionamento, não podemos nos perdoar se estamos usando isso como uma desculpa para agir incorretamente. Precisamos primeiro interromper o mau comportamento, depois reconhecer e assumir a responsabilidade pelo dano que causamos. Ao mesmo tempo,

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Capítulo 20. Autocompaixão e Raiva nos Relacionamentos

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AUTOCOMPAIXÃO

E RAIVA NOS

RELACIONAMENTOS

Outro tipo de dor relacional é a desconexão, que ocorre sempre que existe uma perda ou ruptura em um relacionamento. A raiva é uma reação comum à desconexão. Podemos ter raiva quando nos sentimos rejeitados ou excluídos, mas também quando a desconexão

é inevitável, como quando alguém morre.

A reação pode não ser racional, mas ainda assim acontece. A raiva tem uma forma de surgir de repente em torno da desconexão e algumas vezes pode durar anos, até muito tempo depois que o relacionamento terminou.

Embora a ira tenha má reputação, ela não é necessariamente ruim. Como todas as emoções, a raiva tem funções positivas. Por exemplo, ela pode nos dar a informação de que alguém transpôs as nossas fronteiras

A raiva pode ser ou nos magoou de uma resposta alguma maneira e emocional pode ser um sinal perfeitamente poderoso de que saudável, mas nosso alguma coisa prerelacionamento com cisa mudar. A ira ela com frequência também pode nos não é saudável. dar energia e determinação para nos protegermos em face de ameaças, tomarmos uma atitude para interromper o comportamento prejudicial ou terminarmos um relacionamento tóxico.

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Capítulo 4. A Fisiologia da Autocrítica e da Autocompaixão

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A FISIOLOGIA DA

AUTOCRÍTICA E

DA AUTOCOMPAIXÃO

Segundo Paul Gilbert, que criou a terapia focada na compaixão (CFT), quando criticamos a nós mesmos estamos acessando o sistema corporal de ameaça-defesa (algumas vezes referido como nosso cérebro reptiliano).

Entre as muitas formas como podemos reagir

Quando nos ao perigo percebido, sentimos o sistema de ameaçainadequados,

-defesa é o mais rápinosso do e o mais facilmente autoconceito desencadeado. Isso sigé ameaçado, nifica que a autocrítica e então

é geralmente nossa priatacamos o meira reação quando as problema – coisas dão errado. nós mesmos!

O sistema de ameaça-defesa se desenvolveu de modo que, quando percebemos uma ameaça, nossa amígdala (que registra o perigo no cérebro) é ativada, liberamos cortisol e adrenalina e nos preparamos para lutar, fugir ou congelar. Esse sistema funciona bem para proteção contra ameaças ao nosso corpo físico, mas hoje em dia a maioria das ameaças que enfrentamos são desafios à nossa autoimagem ou ao nosso autoconceito.

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Introdução

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INTRODUÇÃO

Nossa tarefa não é procurar amor, mas meramente procurar e encontrar dentro de você mesmo todas as barreiras que construiu contra ele.

- RUMI

Todos nós já construímos barreiras contra o amor. Tivemos que fazer isso para nos proteger da dura realidade de viver uma vida humana. Mas existem outras formas de se

Aprender a sentir seguro e proteaceitar a si gido. Quando estamos mesmo e suas conscientes de nossas imperfeições lhe dificuldades e respondá a resiliência demos a nós mesmos necessária para com compaixão, genprosperar. tileza e apoio nos momentos de dificuldade, as coisas começam a mudar. Podemos aprender a nos acolher em nossas vidas, apesar das imperfeições internas e externas, e a dar a nós mesmos a força necessária para que possamos prosperar. Uma grande quantidade de pesquisas sobre autocompaixão realizadas durante a última década demonstrou seus benefícios para o bem-estar. Indivíduos que são mais autocompassivos tendem a sentir maior felicidade, satisfação na vida e motivação, bem como a ter melhores relacionamentos e saúde física e menos ansiedade e depressão. Eles também têm a resiliência necessária para enfrentar eventos estressantes na vida, como divórcio, crises

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Capítulo 24. Avançando

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AVANÇANDO

Este livro está chegando ao fim, e você aprendeu uma ampla variedade de princípios e práticas para cultivar autocompaixão. Você pode estar se perguntando sobre como integrar o que aprendeu à sua vida diária e como continuar praticando nos próximos meses e até mesmo anos.

Algumas vezes é levantada esta questão:

“Qual é a prática certa para mim?”. A melhor resposta vem da professora de meditação

Sharon Salzberg: “Aquela com a qual você estiver mais comprometido!”. Somente descobrimos em retrospectiva com quais práticas estamos mais comprometidos, mas um bom começo provavelmente são as práticas que foram mais fáceis e mais agradáveis. Quais são elas? Você terá a chance de refletir sobre isso a seguir.

Também é bom saber quais práticas foram especialmente significativas ou úteis para você.

Talvez você tenha esbarrado em algum limite

A melhor de evolução e sofrido prática para algum backdraft, mas você é aquela sente que existe libercom a qual dade dobrando a esquiestá mais na. Em caso afirmativo, comprometido. você pode tomar nota disso e retornar à prática quando se sentir pronto, sendo o tempo todo autocompassivo sobre como você pratica.

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Capítulo 3. Os Benefícios da Autocompaixão

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OS BENEFÍCIOS DA

AUTOCOMPAIXÃO

Na primeira noite do nosso curso, Marion estava muito cética. “Como a autocompaixão vai me ajudar? Eu tenho o costume de ser muito dura comigo mesma – isso é terrível, eu sei. Isso é o que me trouxe até onde estou hoje.

Por que eu deveria mudar? Eu posso mudar?

Como posso ter certeza de que essa é uma coisa segura a ser feita?”

Felizmente, Marion não tinha que confiar apenas na nossa palavra. Mais de mil estudos de pesquisa demonstraram os benefícios da autocompaixão na saúde mental e física.

As pessoas que são mais autocompassivas experimentam maior bem-estar:

MENOS

MAIS

Depressão

Ansiedade

Estresse

Vergonha

Felicidade

Satisfação na vida

Autoconfiança

Saúde física

Embora as pessoas variem naturalmente em termos do quanto são autocompassivas, também ocorre que a autocompaixão pode ser aprendida. Pesquisas mostraram que pessoas que fizeram o curso de MSC (o programa no qual este livro se baseia) aumentaram seus níveis de autocompaixão em uma média de 43%. A participação no curso também as ajudou a se tornarem mais conscientes e compassivas com os outros, a sentirem mais conectividade social, satisfação na vida e felicidade e perceberem menos deprimidas, ansiosas e estressadas. Os par-

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Capítulo 17. Autocompaixão e Vergonha

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AUTOCOMPAIXÃO

E VERGONHA

A vergonha se origina do desejo inocente de ser amado – merecer afeição e pertencer.

Todos nós nascemos com o desejo de ser amados. Quando conseguimos ser amados quando bebês, tudo o que precisamos está incluído – alimentação, vestuário, abrigo e conexão. Quando adultos, ainda precisamos uns dos outros para sobreviver – para criar os filhos e nos protegermos do perigo. Vergonha

é o sentimento de que alguma coisa está fundamentalmente errada conosco e que nos tornará inaceitáveis ou não merecedores de amor. Uma das razões por que a vergonha é tão intensa é que parece que a nossa própria sobrevivência está em jogo.

A vergonha, na verdade, tem três paradoxos curiosos:

• Parece condenável, mas é uma emoção inocente.

• Parece solitária e isolada, mas é uma emoção universal.

• Parece permanente e abrangente, mas é um estado emocional transitório que corresponde apenas em parte a quem somos.

Arun era gerente de alto nível de uma companhia de seguros de saúde nos Estados

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Palavra Final

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UMA PALAVRA FINAL

Somos sinceramente gratos a vocês, nossos leitores, por se juntarem a nós neste caminho de mindfulness e autocompaixão. Sabemos que é preciso coragem e comprometimento para se abrir à plenitude da nossa experiência humana. Esperamos que seus esforços já tenham dado frutos, talvez na forma de um coração mais leve e feliz. A prática é assim paradoxal – quanto mais mergulhamos no sofrimento com mindfulness e compaixão, mais ela liberta o coração. No entanto, precisamos ser pacientes.

A prática de mindfulness e autocompaixão é uma jornada para toda a vida – nós

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nunca chegamos. Isso é bom porque torna cada momento de nossas vidas mais precioso, fazendo com que percebamos que cada momento é uma oportunidade para praticar.

Agradecemos especialmente a oportunidade de praticarmos juntos em comunidade. Esperamos que você se considere parte dessa comunidade em crescimento de uma forma que ela o abasteça.

Encerrando, que os frutos dos nossos esforços comuns possam ser dedicados a todos os seres e que nunca nos esqueçamos de nos incluirmos no grande círculo da compaixão.

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