68 capítulos
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Capítulo 11 - Translocação no Floema

Lincoln Taiz, Eduardo Zeiger, Ian Max Møller, Angus Murphy Grupo A PDF Criptografado

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Translocação no Floema

A

sobrevivência no ambiente terrestre impôs sérios desafios às plantas, principalmente quanto à necessidade de obter e de reter a água.

Em resposta a essas pressões ambientais, as plantas desenvolveram raízes e folhas. As raízes fixam as plantas e absorvem água e nutrientes; as folhas absorvem luz e realizam as trocas gasosas. À medida que as plantas crescem, as raízes e as folhas tornam-se gradativamente separadas no espaço. Assim, os sistemas evoluíram de forma a permitir o transporte de longa distância e a tornar eficiente a troca dos produtos da absorção e da assimilação entre a parte aérea e as raízes.

Os Capítulos 4 e 6 mostraram que, no xilema, ocorre o transporte de

água e sais minerais desde o sistema de raízes até as partes aéreas das plantas. No floema, dá-se o transporte dos produtos da fotossíntese – particularmente os açúcares – das folhas maduras para as áreas de crescimento e armazenamento, incluindo as raízes.

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Capítulo 9 - Fotossíntese: Considerações Fisiológicas e Ecológicas

Lincoln Taiz, Eduardo Zeiger, Ian Max Møller, Angus Murphy Grupo A PDF Criptografado

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Fotossíntese:

Considerações

Fisiológicas e

Ecológicas

A

conversão da energia solar em energia química de compostos orgânicos é um processo complexo que inclui transporte de elétrons e metabolismo do carbono fotossintético (ver Capítulos 7 e 8). Este capítulo trata de algumas das respostas fotossintéticas da folha intacta a seu ambiente. As respostas fotossintéticas adicionais aos diferentes tipos de estresse são estudadas no Capítulo 24. Quando for discutida a fotossíntese neste capítulo, será referida a taxa fotossintética líquida, ou seja, a diferença entre a assimilação fotossintética de carbono e a perda de CO2 via respiração mitocondrial.

O impacto do ambiente sobre a fotossíntese é de interesse amplo, em especial para fisiologistas, ecólogos, biólogos evolucionistas, especialistas em mudanças climáticas e agrônomos. Do ponto de vista fisiológico, há interesse em compreender as respostas diretas da fotossíntese a fatores ambientais como luz, concentrações de CO2 do ambiente e temperatura, assim como as respostas indiretas (mediadas por efeitos do controle estomático) a fatores como umidade do ar e umidade do solo. A dependência de processos fotossintéticos em relação às condições ambientais é também importante para os agrônomos, pois a produtividade vegetal e, em consequência, a produtividade das culturas agrícolas dependem muito das taxas fotossintéticas prevalecentes em um ambiente dinâmico. Para o ecólogo, a variação fotossintética entre ambientes diferentes é de grande interesse em termos de adaptação e evolução.

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Medium 9788582714683

Capítulo 6. Evolução e ecologia

Michael L. Cain, William D. Bowman, Sally D. Hacker Grupo A PDF Criptografado

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CONCEITOS-CHAVE

CONCEITO 6.1  A evolução

pode ser vista como variação genética ao longo do tempo ou como um processo de descendência com modificação.

CONCEITO 6.2  A seleção natural, a deriva genética e o fluxo gênico podem causar a variação na frequência de alelos em uma população ao longo do tempo.

CONCEITO 6.3  A seleção natural é o único mecanismo evolutivo que causa evolução adaptativa de modo consistente.

CONCEITO 6.4  Os padrões evolutivos de longo prazo são moldados por processos de larga escala, tais como especiação, extinções em massa e radiação adaptativa.

CONCEITO 6.5 

As interações ecológicas e a evolução exercem profunda influência recíproca.

Evolução e ecologia

Caça de troféus e evolução não intencional: Estudo de Caso

Os carneiros-selvagens (Ovis canadensis) são animais magníficos, maravilhosamente adaptados para a vida nas montanhas escarpadas nas quais eles são encontrados. A despeito de seu tamanho considerável (os machos podem pesar até 127 kg), esses carneiros podem equilibrar-se sobre bordas estreitas e saltar 6 metros de uma borda a outra. Os carneiros-selvagens são notáveis também pelos grandes cornos encurvados dos machos, usados em combates por fêmeas (Figura 6.1). Eles correm em velocidades de até 32 quilômetros por hora e batem suas cabeças uma contra a outra, disputando o direito de acasalar com uma fêmea.

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CAPÍTULO 4 As Propriedades da Água do Mar

Paul R. Pinet Grupo Gen PDF Criptografado

Água não é só água. É uma substância vital, o sangue da Terra, de rica e infinita variedade.

~ L.Watson,The Water Planet, 1988

As Propriedades da Água do Mar

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Apresentação

A água está em todo lugar. Sua presença no nosso planeta é crucial para nossa existência. “A Biologia”, disse Berg, “é molhada e dinâmica.” (BERG, H. C. Random Walks in Biology, 1983.)

Quais são exatamente as propriedades químicas e físicas da água, em geral, e da água do mar, especificamente? Quão variáveis são essas propriedades no tempo e no espaço? Como os elementos químicos entram nos oceanos e — uma vez lá — como eles interagem com outras substâncias, tanto com ou sem vida? A discussão sobre essas questões é a base deste capítulo. Aqui, iremos examinar a natureza química e física da água do mar e construir o alicerce para as próximas discussões sobre a circulação oceânica e a vida marinha. A conclusão deste capítulo integra essas ideias no ciclo global da

água e examina os oceanos como um complexo e dinâmico sistema biogeoquímico.

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Capítulo 17 - Embriogênese

Lincoln Taiz, Eduardo Zeiger, Ian Max Møller, Angus Murphy Grupo A PDF Criptografado

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Embriogênese

A

s plantas mostram um intrigante contraste no desenvolvimento em relação aos animais, não somente com respeito às suas diversas formas, mas também em como essas formas surgem. Uma sequoia, por exemplo, pode crescer por milhares de anos antes de alcançar um tamanho suficientemente grande para um automóvel passar através de seu tronco. Por outro lado, um indivíduo de Arabidopsis pode completar seu ciclo de vida em pouco mais de um mês, dificilmente produzindo mais do que um punhado de folhas (Figura 17.1). Mesmo sendo diferentes, as duas espécies utilizam mecanismos de crescimento comuns a todas as plantas multicelulares, nas quais a forma é elaborada gradualmente por meio de processos adaptativos de crescimento pós-embrionário. Animais, em comparação, em geral têm um padrão de desenvolvimento mais previsível, no qual o plano básico corporal é amplamente determinado durante a embriogênese.

Essas diferenças entre plantas e animais podem ser compreendidas parcialmente em termos de estratégias de sobrevivência contrastantes. Sendo fotossintéticas, as plantas dependem de padrões de crescimento flexíveis que permitem a elas se adaptar a locais fixos onde as condições podem ser inferiores ao ideal, especialmente em relação à luz solar, e variar com o tempo.

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