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9 - Plantas alimentícias não convencionais (PANCs)

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Muitas vezes vistas como pragas ou ervas daninhas, diversas espécies denominadas vulgarmente como “matinhos” podem ser utilizadas na alimentação, agregando valor à culinária de forma sustentável. Neste capítulo, serão abordados alguns exemplos, levando o leitor à valorização dessas plantas muitas vezes ignoradas, mas de alto valor terapêutico e nutricional.

Desde a antiguidade, o homem lança mão das plantas com as mais distintas finalidades, incluindo a alimentícia. As plantas alimentícias não convencionais, mais comumente conhecidas como PANCs, estão ganhando adeptos de forma notável nos últimos anos. Anteriormente mais conhecidas e exploradas pelas comunidades rurais, gerando emprego e renda e contribuindo com a economia regional, atualmente vêm se popularizando não apenas no meio urbano, mas também em casas de culinária, mesmo com a tendência pelos fast foods em função da publicidade e praticidade.1

Cabe destacar algumas vantagens para o uso das PANCs. Além dos altos valores nutritivos e terapêuticos, que serão abordados ao longo do capítulo, inclui-se o baixo impacto na agricultura e na conservação ambiental, a facilidade de cultivo (muitas podem ser cultivadas em casa ou até mesmo em apartamentos), a diversidade alimentar (via saudável de alimentação) e as diferentes possibilidades de preparo na culinária, muitas delas podendo ser consumidas in natura.

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3 - Principais classes de princípios ativos naturais: métodos de obtenção e ações biológicas/farmacológicas

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Neste capítulo, serão abordadas as principais classes de princípios ativos encontrados nos fitoterápicos, incluindo especialmente os flavonoides, além de alcaloides e terpenos, abrangendo aspectos gerais, ocorrência, principais métodos de extração, além de exemplos práticos de substâncias marcantes nas áreas farmacêuticas e médicas.

Desde a antiguidade, a biodiversidade, especialmente as floras terrestre e marinha, tem sido de fundamental importância para a saúde da humanidade, produzindo substâncias das mais variadas classes e estruturas, dotadas de potencial terapêutico, seja de forma pura, em misturas ou servindo de inspiração para a síntese de moléculas com maior poder terapêutico. Acredita-se que cerca de 70% de todo o arsenal terapêutico disponível no mercado farmacêutico esteja relacionado, de forma direta ou indireta, com os produtos naturais.1,2

Portanto, é surpreendente quão pródiga é nossa natureza, que fornece substâncias tanto de estruturas simples (p. ex., o resveratrol) quanto de estruturas mais complexas (p. ex., o taxol), algumas inimagináveis pela mente humana, capazes de curar ou minimizar doenças que afligem a humanidade, das mais comuns às mais graves, como o câncer.

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8 - Fitoterapia e nutracêuticos na saúde da mulher e do homem: distúrbios endócrinos

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Neste capítulo, serão abordados os principais fitoterápicos e nutracêuticos indicados para a saúde da mulher e do homem no tratamento de infertilidade, libido, síndrome pré-menstrual, climatério e distúrbio da próstata.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde,1 a infertilidade é um distúrbio do sistema reprodutor caracterizado pela incapacidade de um casal obter a gravidez clínica após 12 meses ou mais de relações sexuais regulares desprotegidas. Estima-se que a infertilidade atinja cerca de 10% das mulheres no mundo.

O número absoluto de casais afetados pela infertilidade aumentou de 42 milhões em 1990 para cerca de 48,5 milhões em 2010, sendo quase metade desses casos devido à infertilidade masculina.2

Diversos fatores podem ser relacionados à infertilidade feminina, sendo os mais comuns os distúrbios ovulatórios, infertilidade tubária, endometriose e infertilidade inex­plicada.3 A idade da mulher também é importante, pois, especialmente a partir dos 30 anos, as chances de engravidar diminuem e os riscos são maiores, principalmente aqueles relacionados ao desenvolvimento de diabetes e hipertensão.4

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7 - Fitoterapia nos ciclos da vida: da gestação à terceira idade

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Muitas são as dúvidas quanto ao uso de plantas medicinais na infância, na gestação e no envelhecimento. Neste capítulo, serão abordadas as principais diferenças fisiológicas dessas fases e o modo de utilização da fitoterapia de forma segura e eficaz em cada uma delas.

O uso de recursos naturais, especialmente de plantas medicinais para prevenção e tratamento em crianças, é frequente e tradicional no Brasil e no mundo, sendo algo cultural, e, principalmente no cuidado primário, é utilizado para tratar distúrbios nas vias respiratórias, para aliviar cólicas ou para tranquilizar as crianças.1

A prática “cuidativa” das mães envolvendo esse recurso baseia-se em saberes repassados de geração a geração, com caráter preventivo e curativo. Em nível internacional, são poucos os estudos investigativos com populações representativas sobre o uso de produtos à base de plantas medicinais em crianças.2

Nos primeiros anos de vida, as crianças são acometidas por doenças corriqueiras, por isso os pais e/ou cuidadores utilizam terapias complementares, em especial a fitoterapia. Essa prática é influenciada por pessoas próximas, familiares ou amigos que já obtiveram resultados positivos e que, de forma empírica, vão repassando esses conhecimentos.3

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10 - Fitoterapia na saúde pública: panorama atual

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

A utilização de plantas medicinais e seus produtos (fitoterápicos) na saúde pública tem aumentado consideravelmente no Brasil nos últimos anos, especialmente pela adoção de políticas públicas, comprovação da eficácia e segurança diante das mais diferentes patologias e maior difusão das informações. Neste capítulo, serão abordados alguns exemplos práticos e cuidados inerentes ao uso desses produtos.

Desde a antiguidade, a biodiversidade, especialmente a de plantas superiores, é utilizada pela humanidade como alternativa para o tratamento de patologias, das mais simples às mais complexas. Muitos medicamentos, alguns utilizados atualmente, provêm daquela época, como a emetina (1817), a colchicina (1820), a quinina (1820), a atropina (1831), a morfina (1832), a efedrina (1887), etc.1

Nos tempos atuais, com a modernização e o aperfeiçoamento dos estudos científicos a partir da implantação de novas e efetivas técnicas experimentais e de equipamentos cada vez mais resolutivos, a biodiversidade continua a ser explorada como potencial fonte de novos agentes terapêuticos. Acredita-se que cerca de 70% de todos os medicamentos disponíveis no mercado farmacêutico mundialmente estão relacionados, direta ou indiretamente, com os produtos naturais, sobretudo plantas terrestres.2-4

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4 - Estudos clínicos de plantas medicinais e fitoterápicos: avanços, perspectivas e interação nas universidades e nas indústrias farmacêuticas

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Da prospecção de uma planta com potencial terapêutico até sua transformação em produto e chegada ao mercado, percorre-se um extenso caminho, que será descrito com alguns detalhes neste capítulo. Comumente, aparecem plantas medicinais que estão “na moda”, sendo amplamente utilizadas pela população e propagadas entre profissionais da área da saúde, e seus resultados clínicos são muitas vezes surpreendentes. Neste capítulo, serão abordados alguns exemplos dessas plantas e de fitoterápicos desenvolvidos ou em desenvolvimento no Brasil relacionados a seus respectivos estudos clínicos, exemplos de plantas e seus escassos resultados clínicos. Além disso, o leitor será instruído a ter senso crítico.

Nas recentes décadas, as propriedades medicinais de plantas superiores têm sido relatadas das mais diferentes formas em todo o mundo, incluindo artigos científicos, livros, monografias, dissertações e teses. A cada ano, incontáveis descobertas promissoras são relatadas, com muitos extratos, frações ou moléculas isoladas com potenciais farmacológicos/biológicos muitas vezes bastante superiores àqueles utilizados na clínica médica. No entanto, poucos medicamentos fitoterápicos ou fitofármacos são efetivamente desenvolvidos e aprovados para uso da população. Isso ocorre porque, a partir da prospecção até a chegada ao mercado, importantes e criteriosas etapas devem ser concretizadas. Entre os critérios (frequentemente considerados os maiores obstáculos) encontram-se os estudos clínicos, aqueles realizados em seres humanos, obrigatórios para que um medicamento seja aprovado pelos órgãos reguladores.

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5 - Prescrição de plantas medicinais e fitoterápicos de acordo com a legislação

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Neste capítulo, será abordada a importância de utilizar a fitoterapia na clínica de forma correta e segura, de acordo com as legislações vigentes.

O uso de plantas medicinais para manutenção ou recuperação da saúde é frequente em todo o mundo, e a regulamentação dessa prática pode ocorrer de diferentes maneiras. Na Figura 5.1, estão dispostos alguns exemplos da cadeia de processamento das plantas medicinais. A regulamentação de produtos com base em plantas medicinais pode ser realizada de várias formas, como chás, drogas vegetais notificadas, medicamento fitoterápico industrializado ou manipulado e produto tradicional fitoterápico. Além da área farmacêutica, as plantas medicinais possuem possibilidade de uso como cosmético ou alimento.1

Figura 5.1

Cadeia de processamento de plantas medicinais.

Apesar de possuir uma das maiores biodiversidades do mundo e de ser um dos países que publica o maior número de artigos científicos sobre plantas medicinais e fitoterápicos, o Brasil ainda possui um número pequeno de fitoterápicos registrados contendo espécies vegetais brasileiras. Dessa forma, o conhecimento do sistema de vigilância regulatória em saúde, a participação no estabelecimento de normas regulatórias e a realização de testes de acordo com as normas vigentes são essenciais para o desenvolvimento positivo do setor e para que os fitoterápicos possam ser alavancados no registro de medicamentos e na melhoria do processo de registro de medicamentos fitoterápicos, visando produtos de qualidade, seguros e eficazes para a população.2

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6 - Principais interações entre plantas, nutrientes e medicamentos e a responsabilidade do profissional prescritor

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Diversas espécies de plantas medicinais e seus compostos apresentam significativas interações com nutrientes provenientes da alimentação. Outro importante aspecto são as possíveis interações com medicamentos. Neste capítulo, serão abordados exemplos de interações que podem ocorrer e os cuidados necessários para a realização de uma prescrição segura.

Quando ocorrem alterações funcionais e/ou estruturais no organismo em virtude de doenças ou infecções, utilizam-se medicamentos para restauração da saúde. A via de administração preferencial é a oral, em razão da sua comodidade e segurança, entre outras razões. A maioria dos fármacos administrados oralmente é absorvida por difusão passiva, sua absorção ocorre pelo trato gastrintestinal, e sua concentração sanguínea é influenciada por diversos fatores, conforme descrito na Tabela 6.1. O trajeto dos fármacos no organismo pode ser representado por meio de três fases: biofarmacêutica, farmacocinética e farmacodinâmica.1

tabela 6.1

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1 - Fitoterapia avançada: aspectos teóricos, práticos e mercadológicos

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Neste capítulo, a fitoterapia será abordada como concreta possibilidade terapêutica, enfatizando questões conceituais e aspectos práticos com exemplos marcantes de medicamentos de origem vegetal, considerando a importância da química medicinal clássica e moderna para a descoberta de novos agentes medicinais. Além disso, serão discutidas algumas vantagens e desvantagens no uso de medicamentos fitoterápicos, e será resumida uma abordagem mercadológica considerando o mercado brasileiro de fitoterápicos.

Antes de adentrar especificamente ao tema, é importante relembrar os aspectos conceituais preconizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)1 em relação às plantas e seus derivados. Nesse contexto,

[...] as plantas medicinais são aquelas capazes de aliviar ou curar enfermidades e têm tradição de uso como remédio em uma população ou comunidade. Para usá-las, é preciso conhecer a planta e saber onde colhê-la, e como prepará-la. Normalmente são utilizadas na forma de chás e infusões. Quando a planta medicinal é industrializada para se obter um medicamento, tem-se como resultado o fitoterápico. O processo de industrialização evita contaminações por microrganismos e substâncias estranhas, além de padronizar a quantidade e a forma certa que deve ser usada, permitindo uma maior segurança de uso. Os fitoterápicos industrializados devem ser regularizados na Anvisa antes de serem comercializados. Fitoterápicos também podem ser manipulados em farmácias de manipulação autorizadas pela vigilância sanitária e, neste caso, não precisam de registro sanitário, mas devem ser prescritos por profissionais habilitados.

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2 - Fitoterápicos e nutracêuticos: da prospecção ao mercado

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Neste capítulo, serão abordados os principais conceitos e definições acerca de fitoterápicos e nutracêuticos, suas diferenças e aplicações. Também serão enfatizadas as principais formas farmacêuticas e de preparo de plantas medicinais e nutracêuticos, com indicações de quando e como utilizar cada preparação.

No âmbito da fitoterapia, muitos termos geram confusão, e é importante que cada um deles seja entendido. A fitoterapia é um método de tratamento no qual plantas medicinais e seus produtos derivados são empregados sem utilização de substâncias ativas isoladas. No Brasil, detentor de cerca de 20% da biodiversidade mundial, é uma forma terapêutica bem aceita e comumente utilizada pela população.1,2

A fitoterapia é a forma de terapia mais antiga, e é muito utilizada em todo o mundo atualmente. De acordo com o American Botanical Council, em 2016, a venda de produtos fitoterápicos aumentou 7,7% nos Estados Unidos. Nesse contexto, a fitoterapia está crescendo de forma global devido ao aumento de pesquisas e ao desenvolvimento de novos produtos, além da alta demanda por alternativas com menores efeitos adversos. Em 2017, o mercado de fitoterápicos movimentou em torno de US$ 50.972.400,00, e estima-se que, em 2023, esse número suba para em torno de US$ 1,29 bilhão.3

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CAPÍTULO 11 Habitats Costeiros

Paul R. Pinet Grupo Gen PDF Criptografado

A areia espalhada nas cavernas frias e fundas,

Onde todos os ventos dormem;

Onde as luzes gastas tremem e cintilam;

Onde os animais marinhos que vagueiam ao redor

Se alimentam do lodo de sua pastagem.

~Matthew Arnold,The Forsaken Merman, 1849

Habitats Costeiros

11

Apresentação

As linhas costeiras são ambientes complexos porque representam um limite de transição entre o que verdadeiramente

é terra e o que é oceano. A costa representa a junção entre a área terrestre e água, a extremidade virtual do mar, dependendo de sua perspectiva. O termo costa denota uma ampla zona que inclui não somente o litoral, mas também muitos outros habitats e ecossistemas que são afetados pelos processos associados com este cenário único entre terra e

água. Assim, o litoral pode ser uma praia de cascalho confinando uma falésia rochosa, mas a costa daquela região pode incluir baías, enseadas, sapais, entradas de maré, estuários e lodaçais. No capítulo anterior, focamos principalmente nas praias e nas ilhas barreiras, salientando os processos físicos — ondas, correntes, marés — que moldam esses depósitos de areia. Aqui, vamos examinar as características gerais, os processos e a biota de cinco importantes cenários costeiros:

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CAPÍTULO 12 Habitats Oceânicos e Suas Biotas

Paul R. Pinet Grupo Gen PDF Criptografado

Oh! Houve no Grande Atlântico,

Em meio às tempestades equinociais,

Um jovem que caiu no mar

Entre os tubarões e baleias.

Como um raio de luz ele caiu,

Tão rapidamente para baixo ele foi,

Até que uma sereia o acudiu

No fundo do mar azul profundo.

— Oh! Houve no Grande Atlântico

~ Anônimo

Habitats Oceânicos e Suas Biotas

12

Apresentação

Neste capítulo, apresentamos uma visão geral da vida marinha e alguns dos seus habitats que se estendem pela plataforma continental e no mar aberto. Começamos o estudo examinando alguns padrões gerais de distribuição e comportamento dos plânctons e peixes que habitam a água da plataforma. Então, investigamos a natureza física do fundo do mar da plataforma e, em particular, o caminho no qual a energia de fundo controla o tamanho do grão do substrato e, assim, a composição das comunidades bentônicas. Em seguida, investigamos a coluna de água do oceano aberto, focando nas suas populações planctônicas e em seus peixes pelágicos de aparência estranha. Por fim, exploramos as notáveis diversidades de espécies do fundo do mar profundo e examinamos o efeito que a alta pressão hidrostática exerce nas velocidades de decomposição bacteriana.

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Capítulo 24 - Estresse Abiótico

Lincoln Taiz, Eduardo Zeiger, Ian Max Møller, Angus Murphy Grupo A PDF Criptografado

24

Estresse Abiótico

A

s plantas crescem e se reproduzem em ambientes adversos, que contêm uma multiplicidade de fatores abióticos (não vivos) químicos e físicos, que variam conforme o tempo e a localização geográfica. Os parâmetros ambientais abióticos primários que afetam o crescimento vegetal são luz (intensidade, qualidade e duração), água (disponibilidade no solo e umidade), dióxido de carbono, oxigênio, conteúdo e disponibilidade de nutrientes no solo, temperatura e toxinas (i.e., metais pesados e salinidade). As flutuações desses fatores ambientais fora de seus limites normais em geral têm consequências bioquímicas e fisiológicas negativas para as plantas. Por serem sésseis, as plantas são incapazes de evitar o estresse abiótico simplesmente pelo deslocamento para um ambiente mais favorável. Como alternativa, elas desenvolveram a capacidade de compensar as condições estressantes, mediante alteração dos processos fisiológicos e de desenvolvimento para manter o crescimento e a reprodução.

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Capítulo 17. Mudanças em comunidades

Michael L. Cain, William D. Bowman, Sally D. Hacker Grupo A PDF Criptografado

17

CONCEITOS-CHAVE

CONCEITO 17.1  Agentes de mudança atuam sobre comunidades ao longo de múltiplas escalas temporais e espaciais.

CONCEITO 17.2  Sucessão

é a mudança na composição de espécies ao longo do tempo em resposta a agentes de mudança abióticos e bióticos.

CONCEITO 17.3 

Experimentos mostram que os mecanismos de sucessão são diversos e dependentes do contexto.

CONCEITO 17.4 

Comunidades podem seguir caminhos sucessionais diferentes e apresentar estados alternativos.

Mudanças em comunidades

Um experimento natural de proporções montanhosas: Estudo de Caso

A erupção do Monte Santa Helena foi um momento determinante para ecólogos interessados em catástrofes naturais. O Monte Santa Helena, situado no estado de Washington, é parte da geologicamente ativa Cordilheira Cascade, localizada na região do Noroeste Pacífico, na América do

Norte (Figura 17.1). A montanha de topo coberto por neve tinha uma rica diversidade de comunidades ecológicas. Se você tivesse visitado o Monte

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Capítulo 24. Ecologia da paisagem e manejo de ecossistemas

Michael L. Cain, William D. Bowman, Sally D. Hacker Grupo A PDF Criptografado

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CONCEITOS-CHAVE

CONCEITO 24.1  A ecologia da paisagem examina padrões espaciais e suas relações com os processos ecológicos.

 CONCEITO 24.2  Perda e fragmentação de hábitat diminuem as áreas de hábitat, isolam populações e alteram condições nas bordas dos hábitats.

 CONCEITO 24.3 

A biodiversidade pode ser mais bem preservada por grandes reservas conectadas através da paisagem e protegidas de áreas de uso humano intenso.

 CONCEITO 24.4  O manejo

de ecossistemas é um processo colaborativo cuja meta principal é a manutenção da integridade ecológica em longo prazo.

Ecologia da paisagem e manejo de ecossistemas

Lobos na paisagem de Yellowstone:

Estudo de Caso

Imagine que você tenha caminhado com calçados de neve até um local estratégico para observar a vida selvagem na parte norte do Parque Nacional de Yellowstone. Você tem seu binóculo apontado para um bando um tanto espalhado de alces que atravessa um campo congelado, afastando a neve com os cascos para alcançar tufos de grama encoberta. De repente, você percebe alguns animais erguendo a cabeça e dirigindo a atenção para o leste. Você olha para a mesma direção e percebe que uma matilha de lobos está se aproximando. O bando de alces se reúne e começa a se mover, fugindo descampado abaixo. Um jovem macho em más condições de saúde fica para trás, separa-se do bando e é cercado por lobos que pulam sobre seus quartos traseiros e pescoço. Ele cai e é rapidamente morto.

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