69 capítulos
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

3. Impactos provocados por usinas hidrelétricas

PDF Criptografado

3

Impactos provocados por usinas hidrelétricas

A água que não corre forma um pântano; a mente que não trabalha forma um tolo.

VICTOR HUGO

A S M Ú LT I P L A S F U N Ç Õ E S E C O L Ó G I C A S E O S S E RV I Ç O S

ambientais prestados, gratuitamente, por cursos d’água são inúmeros e valiosos. Um rio não é um simples canal de água, é um rico ecossistema moldado ao longo de milhões de anos, com ritmos próprios de composição e decomposição. Verdadeiros corredores de biodiversidade fornecem água, ar puro, alimentos, terras férteis, equilíbrio climático, fármacos animais e vegetais, recreação, turismo ecológico, entre outros tantos serviços.

Os sistemas hídricos propiciam também estocagem e limpeza de água, recarga do lençol freático, regulagem dos ciclos biogeoquímicos, estocagem de carbono e habitat para inúmeras espécies, endêmicas ou não. Fornecem ainda outros benefícios, como pesca, agricultura de subsistência, via de transporte e auxílio na pecuária extensiva. Mexer com essa diversidade ecossistêmica única, que propicia tantos serviços aos privilegiados que usufruem dessas benesses, provoca discórdias de difícil consenso.

Ver todos os capítulos

Capítulo 9. Distribuição e abundância de populações

PDF Criptografado

9

CONCEITOS-CHAVE

CONCEITO 9.1  Populações são entidades dinâmicas que variam em tamanho no tempo e no espaço.

CONCEITO 9.2 

As distribuições e abundâncias de organismos são limitadas pela adequação do hábitat, fatores históricos e dispersão.

CONCEITO 9.3  Muitas espécies têm distribuição fragmentada de populações dentro de sua amplitude geográfica.

CONCEITO 9.4 

A distribuição de indivíduos dentro de uma população depende da localização dos recursos essenciais, dispersão e interações comportamentais.

CONCEITO 9.5 

As abundâncias e distribuições de populações podem ser estimadas por contagens em

áreas específicas, métodos de distâncias, estudos de marcação e recaptura e modelos de nicho.

Distribuição e abundância de populações

Das florestas de algas-pardas aos vazios de ouriços: Estudo de Caso

Estendendo-se através de 1.600 km no Oceano Pacífico ao oeste do Alasca, as montanhosas Ilhas Aleutas geralmente são castigadas por fortes tempestades e ficam ocultadas pela neblina. As ilhas têm algumas poucas árvores grandes e, exceto pelas ilhas do leste, que já fizeram parte do continente, não são encontrados os mamíferos terrestres presentes no continente, como ursos-pardos, renas e lemingues. Existe, no entanto, abundante vida selvagem marinha nas cercanias, incluindo aves, focas, baleias e grande diversidade de peixes e invertebrados.

Ver todos os capítulos

Capítulo 3. Os Tecidos das Angiospermas

PDF Criptografado

Capítulo 3

Os Tecidos das Angiospermas

3.1

Tecidos formadores (meristemas) . . . .

124

3.1.1

3.1.1.1

3.1.1.2

3.1.2

Meristema apical e meristema primário . . .

Ápice do caule . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Ápice da raiz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Meristemas laterais (câmbios) . . . . . . . . . . .

125

128

129

130

3.2

Tecidos permanentes . . . . . . . . . . . . . . .

130

3.2.1

3.2.2

3.2.2.1

3.2.2.2

Parênquima . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Tecidos de revestimento . . . . . . . . . . . . . . . .

Epiderme e cutícula . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Periderme . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

131

132

133

137

Um conjunto de células semelhantes denomina-se tecido.

A similaridade corresponde à aparência das células, mas, ao se tratar da equivalência geral, ela se aplica também às suas capacidades fisiológicas. Na verdade, os tecidos são unidades morfológicas. Unidades funcionais multicelulares são denominadas órgãos, muitas vezes compostos de vários tecidos. Os tecidos são o objeto de estudo da histologia (do grego, histós = tecido).

Ver todos os capítulos

Capítulo 22 - Senescência Vegetal e Morte Celular

PDF Criptografado

22

Senescência Vegetal e

Morte Celular

A

cada outono, as pessoas que vivem em climas temperados desfrutam as espetaculares mudanças de cores que podem preceder a perda de folhas de árvores decíduas (Figura 22.1). Tradicionalmente, os poetas têm utilizado a coloração e a queda das folhas de outono como recordações pungentes, como nas linhas iniciais do soneto 73 de Shakespeare:

That time of year thou mayst in me behold,

When yellow leaves, or nome, or few, do hang

Upon those boughs which shake against the cold,

Bare ruined choirs, where late the sweet birds sang.

Folhas outonais tornam-se amarelas, alaranjadas ou vermelhas e caem de seus ramos em resposta a comprimentos de dia mais curtos e temperaturas mais baixas, que desencadeiam dois processos do desenvolvimento relacionados: senescência e abscisão. Embora a senescência leve finalmente

à morte dos tecidos-alvo, ela é distinta do termo relacionado necrose. Senescência é um processo autolítico (autodigestivo) dependente de energia que é controlado pela interação de fatores ambientais com programas de desenvolvimento geneticamente controlados. Embora tenha alguma sobreposição com a senescência, a necrose em geral é definida como a morte causada diretamente por dano físico, toxinas (como herbicidas) ou outros agentes externos. A abscisão refere-se à separação de camadas de células que ocorre nas bases de folhas, partes florais e frutos, a qual permite que se desprendam facilmente sem danificar a planta.

Ver todos os capítulos

Capítulo 2 - Estrutura do Genoma e Expressão Gênica

PDF Criptografado

2

Estrutura do Genoma e Expressão Gênica

O

fenótipo de uma planta é o resultado de três fatores principais: seu genótipo (todos os genes, ou alelos, que determinam as caracterí caracte sticas da planta), o padrão de modificações epigenéticas de seu

DNA (grupos químicos ligados a algumas das bases nitrogenadas do DNA

(gru

(g que afetam a atividade gênica) e o ambiente em que vive. No Capítuaf lo o 1,

1 foram revisados a estrutura fundamental e a função do DNA, seu se empacotamento dentro de cromossomos e as duas fases principais da expressão gênica: transcrição e tradução. Neste capítulo,

é discutido como a composição do genoma, além de seus genes, influencia a fisiologia e a evolução do organismo. Primeiro, são examinados a estrutura e a organização do genoma nuclear e os elementos extragene que ele contém. Em seguida, volta-se para os genomas citoplasmáticos que estão contidos dentro das mitocôndrias e dos plastídios. Também se discute sobre a maquinaria celular necessária para transcrever e traduzir os genes em proteínas funcionais, e é visto como a expressão gênica é regulada p tanto tan transcricional como pós-transcricionalmente. Por fim, são introduzidas algumas das ferramentas utilizadas para estudar a função tro odu gênica, com uma discussão sobre o uso da engenharia genética gênica a, concluindo c na pesquisa pesq qui e na agricultura.

Ver todos os capítulos

Capítulo 9. Evolução

PDF Criptografado

Capítulo 9

Evolução

9.1

Variação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

558

9.1.1

9.1.2

9.1.2.1

9.1.2.2

9.1.2.3

9.1.2.4

9.1.2.5

9.1.2.6

9.1.3

9.1.3.1

9.1.3.2

9.1.3.3

9.1.3.4

Plasticidade fenotípica. . . . . . . . . . . . . . . . . .

Variação genética . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Mutação gênica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Mutação cromossômica . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Mutação genômica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Recombinação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Herança extranuclear . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Transferência gênica horizontal . . . . . . . . . . . . .

Sistema de recombinação . . . . . . . . . . . . . . .

Sistema de fertilização . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Polinização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Ver todos os capítulos

Capítulo 19 - Crescimento Vegetativo e Organogênese

PDF Criptografado

19

Crescimento

Vegetativo e

Organogênese

E

mbora a embriogênese e o estabelecimento da plântula desempenhem papéis fundamentais na polaridade básica e nos eixos de crescimento da planta, muitos outros aspectos da forma vegetal refletem processos de desenvolvimento que ocorrem após o estabelecimento da plântula. Para a maioria das plantas, a arquitetura do caule depende fundamentalmente da produção regulada de órgãos laterais determinados, como folhas, bem como da formação e crescimento de sistemas de ramos indeterminados. Os sistemas de raízes, embora geralmente escondidos da visão, têm níveis comparáveis de complexidade que resultam da formação regulada e da emergência de raízes laterais indeterminadas (ver Capítulo 18). Além disso, o crescimento secundário é a característica definidora do crescimento vegetativo de perenes lenhosas, proporcionando a sustentação estrutural que permite às árvores crescerem em altura. Neste capítulo, são considerados os mecanismos moleculares que dão suporte a esses padrões de crescimento. Como a embriogênese, a organogênese vegetativa e o crescimento secundário dependem de diferenças locais nas interações e na retroalimentação reguladora entre hormônios, que desencadeiam programas complexos de expressão gênica que governam aspectos específicos do desenvolvimento de órgãos.

Ver todos os capítulos

Capítulo 10 - Biologia dos Estômatos

PDF Criptografado

10

Biologia dos

Estômatos

E

stômatos, termo derivado da palavra grega para “boca”, são estruturas dos órgãos aéreos da maioria das plantas. O termo estômato indica uma fenda microscópica ou ostíolo através da superfície do órgão vegetal, que permite a comunicação entre o seu interior e o ambiente externo, e um par de células especializadas – as células-guarda – que circundam a fenda.

As células-guarda respondem a sinais ambientais, alterando suas dimensões, regulando, assim, o tamanho da fenda estomática. De acordo com o botânico Hugo von Mohl (1856), as alterações de turgor nas células-guarda fornecem a força mecânica para as mudanças na fenda estomática (ver Capítulo 4). As células-guarda estão continuamente intumescendo ou contraindo-se, e as deformações da parede resultantes causam alterações nas dimensões da fenda. Essas alterações de dimensão são o resultado da percepção dos sinais ambientais pelas células-guarda.

Visualize a superfície externa de uma folha a partir da perspectiva de uma abelha (ver Figura 4.12C). Dentro de um mar de células epidérmicas, pares de células-guarda aparecem intercalados, com uma fenda no centro de cada par de células. Em algumas espécies, as células-guarda estão sozinhas; em outras, elas são acompanhadas por células subsidiárias especializadas que as distinguem das demais células epidérmicas.

Ver todos os capítulos

Capítulo 3 - Água e Células Vegetais

PDF Criptografado

3

Água e Células

Vegetais

A

água desempenha um papel fundamental na vida da planta. A fotossíntese exige que as plantas retirem dióxido de carbono da atmosfera e, ao mesmo tempo, as expõe à perda de água e à ameaça de desidratação.

Para impedir a dessecação das folhas, a água deve ser absorvida pelas raízes e transportada ao longo do corpo da planta. Mesmo pequenos desequilíbrios entre a absorção e o transporte de água e a perda desta para a atmosfera podem causar déficits hídricos e o funcionamento ineficiente de inúmeros processos celulares. Portanto, equilibrar a absorção, o transporte e a perda de

água representa um importante desafio para as plantas terrestres.

Uma grande diferença entre células animais e vegetais, e que tem um impacto imenso sobre suas respectivas relações hídricas, é que as células vegetais têm paredes celulares. As paredes celulares permitem às células vegetais desenvolverem enormes pressões hidrostáticas internas, denominadas pressão de turgor. A pressão de turgor é essencial para muitos processos fisiológicos, incluindo expansão celular, abertura estomática, transporte no floema e vários processos de transporte através de membranas. A pressão de turgor também contribui para a rigidez e a estabilidade mecânica de tecidos vegetais não lignificados. Neste capítulo, considera-se de que forma a água se movimenta para dentro e para fora das células vegetais, enfatizando as suas propriedades moleculares e as forças físicas que influenciam seu movimento em nível celular.

Ver todos os capítulos

Capítulo 2. Estrutura e Ultraestrutura da Célula

PDF Criptografado

Capítulo 2

Estrutura e Ultraestrutura da Célula

2.1

Biologia celular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

40

2.1.1

2.1.2

Microscopia óptica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Microscopia eletrônica. . . . . . . . . . . . . . . . . .

42

45

2.2

Célula vegetal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

45

2.2.1

2.2.2

2.2.2.1

2.2.2.2

Visão geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Citoplasma. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Citoesqueleto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Proteínas motoras e fenômenos de movimentos celulares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Flagelos e centríolos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Núcleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Cromatina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Ver todos os capítulos

Capítulo 20. Produtividade

PDF Criptografado

20

CONCEITOS-CHAVE

CONCEITO 20.1  A energia nos ecossistemas origina-se com a produção primária pelos autótrofos.

CONCEITO 20.2 

A produção primária líquida

é limitada por fatores ambientais físicos e bióticos.

CONCEITO 20.3 

Os padrões globais de produção primária líquida são reflexo das limitações climáticas e dos tipos de biomas.

CONCEITO 20.4 

A produção secundária é gerada por meio do consumo de matéria orgânica pelos heterótrofos.

Produtividade

Vida nas profundezas submarinas:

Estudo de Caso

Ecólogos já consideraram as profundezas submarinas como equivalentes a um deserto. O ambiente físico a profundidades entre 1.500 e 4.000 m não parecia favorável à vida como conhecíamos. É completamente escuro nessas profundidades, não sendo viável a fotossíntese. A pressão da água alcança valores 300 vezes maiores do que aqueles da superfície do oceano, similar à pressão usada para esmagar carros em um ferro-velho. Pensava-se que os organismos que vivem nas profundezas do oceano adquiriam energia exclusivamente da precipitação eventual de materiais mortos oriundos da zona fótica nas camadas superiores, onde a luz solar penetra e os fitoplânctons fazem fotossíntese. A maioria dos organismos conhecidos das profundezas do mar se alimentava de detritos, como equinodermas (p. ex., estrelas-do-mar), moluscos, crustáceos e vermes poliquetas.

Ver todos os capítulos

Capítulo 10. Crescimento e controle populacional

PDF Criptografado

10

Crescimento e controle populacional

CONCEITOS-CHAVE

O crescimento da população humana:

Estudo de Caso

CONCEITO 10.1  Tabelas de vida mostram como taxas de sobrevivência e de reprodução variam com idade, tamanho ou estágio do ciclo de vida.

CONCEITO 10.2  Dados das tabelas de vida podem ser usados para projetar o futuro da estrutura etária, do tamanho e da taxa de crescimento de uma população.

CONCEITO 10.3 

Populações podem crescer exponencialmente quando as condições são favoráveis, mas o crescimento exponencial não continua indefinidamente.

CONCEITO 10.4 

O tamanho populacional pode ser determinado por fatores dependentes e independentes da densidade.

CONCEITO 10.5  A equação logística impõe limites ao crescimento e mostra como uma população pode se estabilizar em seu tamanho máximo: a capacidade de suporte.

Vista do espaço, a Terra parece uma linda bola azul e branca imersa em um vasto mar negro. Se usarmos imagens de satélite para explorar em detalhe a superfície dessa linda bola, encontraremos claros sinais de impactos antrópicos ao redor do globo. Esses sinais vão desde a devastação de florestas tropicais, até rios que antes meandravam, mas que agora correm em linha reta nos canais criados, além de padrões surrealistas formados pelas áreas de agricultura (Figura 10.1).

Ver todos os capítulos

4. Águas de Piraju – estudo de caso de uma nova usina hidrelétrica

PDF Criptografado

4

Águas de Piraju – estudo de caso de uma nova usina hidrelétrica

CIDADEZINHA QUALQUER

Um cachorro vai devagar

Casas entre bananeiras

Um burro vai devagar

mulheres entre laranjeiras

Devagar... as janelas olham

pomar amor cantar

Êta vida besta, meu Deus

Um homem vai devagar

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

P I R A J U, N O M E O R I G I N Á R I O D E E X P R E S S Ã O G UA R A N I ,

significa peixe (pira) dourado (yu). Esse peixe, símbolo da cidade, tem seu habitat no límpido rio Paranapanema, maior patrimônio pirajuense. Os dados mais concretos do início do povoamento da região são registrados somente a partir de 1859, com a chegada da família Arruda, que se uniu às famílias Faustino e Graciano, as quais já habitavam a região. Essas famílias doaram um terreno para a criação do patrimônio denominado São Sebastião do Tijuco Preto.

Distante 330 km da capital do Estado de São Paulo, a sudoeste do Estado, a Estância Turística de Piraju tem clima temperado, suaves colinas e temperatura média de 21°C. Com cerca de 29 mil habitantes distribuídos em uma área de 505 km2, a cidade foi transformada em estância turística em 2002, entrando para um seleto grupo de 29 municípios do Estado.

Ver todos os capítulos

Capítulo 16. A natureza das comunidades

PDF Criptografado

16

CONCEITOS-CHAVE

CONCEITO 16.1 

Comunidades são grupos de espécies que interagem e ocorrem juntas no mesmo lugar e ao mesmo tempo.

CONCEITO 16.2 

Diversidade e composição de espécies são importantes descritores da estrutura das comunidades.

CONCEITO 16.3 

Comunidades podem ser caracterizadas por redes complexas de interações diretas e indiretas que variam em intensidade e direção.

A natureza das comunidades

“Alga assassina!”: Estudo de Caso

Em 1988, um estudante francês de biologia marinha mergulhou na água cristalina do Mar Mediterrâneo e fez uma descoberta inusitada. Sobre o fundo do mar, logo abaixo dos penhascos onde ficava o suntuoso Museu

Oceanográfico de Mônaco, crescia uma alga incomum, Caulerpa taxifolia

(Figura 16.1), nativa das águas tropicais quentes do Caribe. O estudante contou a Alexandre Meinesz, um especialista em algas tropicais e professor da University of Nice, sobre a espécie incomum. Ao longo do ano seguinte, Meinesz confirmou sua presença e descobriu que sua folhagem verde fluorescente, interconectada por caules subterrâneos reptantes chamados de rizomas, formava um carpete debaixo da água na área em frente ao museu.

Ver todos os capítulos

Capítulo 23 - Interações Bióticas

PDF Criptografado

23

Interações Bióticas

E

m hábitats naturais, as plantas vivem em diversos ambientes complexos nos quais interagem com uma grande diversidade de organismos

(Figura 23.1). Algumas interações são claramente benéficas, se não essenciais, tanto para a planta quanto para o outro organismo. Tais interações bióticas mutuamente benéficas são denominadas mutualismos. Exemplos de mutualismo abrangem as interações planta-polinizador, a relação simbiótica entre bactérias fixadoras de nitrogênio (rizóbios) e leguminosas, as associações micorrízicas entre raízes e fungos, e os fungos endofíticos de folhas. Outros tipos de interações bióticas, incluindo a herbivoria, a infecção por patógenos microbianos ou parasitas e a alelopatia (guerra química entre plantas), são prejudiciais. Em resposta a esse último, as plantas desenvolveram mecanismos de defesa complexos para se protegerem contra os organismos nocivos, e estes desenvolveram mecanismos opostos para derrotar essas defesas. Tais processos evolutivos “olho por olho” são exemplos de coevolução, responsável pelas interações complexas entre plantas e outros organismos.

Ver todos os capítulos

Carregar mais