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2 - Depressão e oncologia

Táki Athanássios Cordás, Simone M. de Santa Rita Soares, Renerio Fraguas Jr. Grupo A ePub Criptografado

Fábio Scaramboni Cantinelli

Renerio Fraguas Jr.

A depressão em pacientes com câncer representa hoje um importante foco de estudo da psiquiatria e das neurociências em geral. A relevância do tema se fundamenta na elevada prevalência de depressão nessa população e no impacto negativo que essa condição traz, tanto pelo sofrimento como pelo prejuízo da saúde.

A depressão em pacientes com doença oncológica acarreta um impacto negativo expressivo, incluindo comprometimento da qualidade de vida, intensificação da sensibilidade à dor, prolongamento do tempo de hospitalização, prejuízo do enfrentamento da doença oncológica, redução da adesão ao tratamento clínico ou cirúrgico e aumento do risco de suicídio e da mortalidade.

O tratamento efetivo e precoce da depressão permite reduzir o sofrimento, acolher o paciente de modo mais abrangente, bem como melhorar a qualidade de vida, a adesão ao tratamento e, eventualmente, o prognóstico. Pesquisas que se concentram nos aspectos biológicos, sociais e psicológicos ainda são necessárias para o maior entendimento dos modelos que permeiam a relação entre depressão e doença oncológica e o aumento da efetividade terapêutica.

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Medium 9788582715291

Suvorexant

Stephen M. Stahl Grupo A PDF Criptografado

SUVOREXANT

TERAPÊUTICA

Marcas • Belsomra

Genérico? Não

Classe

• Antagonista dos receptores de orexina; hipnótico

EFEITOS COLATERAIS

Como a substância causa efeitos colaterais

• Teoricamente, devido a efeitos excessivos do bloqueio dos receptores de orexina

Efeitos colaterais notáveis

• Sedação, cefaleia, tontura, sonhos anormais

Comumente prescrito para

(em negrito, as aprovações da FDA)

• Insônia (problemas para iniciar e/ou manter o sono)

Como a substância atua

• A orexina serve para estabilizar e promover a vigília; o suvorexant se liga aos receptores de orexina 1 e orexina 2, bloqueando a ligação da orexina e, assim, impedindo que ela promova a vigília

Tempo para início da ação

• Geralmente, faz efeito em menos de 1 hora

Efeitos colaterais potencialmente fatais ou perigosos

• Paralisia do sono e alucinações hipnagógicas/ hipnopômpicas (raro)

• Sintomas dose-dependentes semelhantes a catalepsia leve (raro)

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Medium 9788582715291

Dextrometorfano

Stephen M. Stahl Grupo A PDF Criptografado

DEXTROMETORFANO

TERAPÊUTICA

Marcas 

• �Nuedexta (em combinação com quinidina)

Genérico? Não

Classe

• Antagonista não competitivo do receptor NMDA e agonista de sigma 1

Comumente prescrito para

(em negrito, as aprovações da FDA)

• Afeto pseudobulbar (APB)

• Dor neuropática periférica diabética

• Humor e afeto instável em TEPT e lesão cerebral traumática leve

• Terceira linha para depressão resistente ao tratamento

Como a substância atua

• O dextrometorfano reduz a neurotransmissão do glutamato, bloqueando os receptores NMDA e atuando como um agonista nos receptores sigma 1

• O dextrometorfano também tem afinidade pelo transportador de serotonina e pode, portanto, modular os níveis de serotonina

• A quinidina aumenta a disponibilidade de dextrometorfano ao inibir seu metabolismo via CYP450

2D6

Tempo para início da ação

• Em ensaios clínicos, a taxa de episódios de afeto pseudobulbar era significativamente reduzida a partir do 15º dia

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Medium 9788582715291

Metilfenidato (d)

Stephen M. Stahl Grupo A PDF Criptografado

METILFENIDATO (D)

TERAPÊUTICA

Marcas �• Focalin

• Focalin XR

Genérico? Sim

Classe

• Nomenclatura baseada na neurociência: inibidor da recaptação e liberador de dopamina e norepinefrina (IRLDN)

• Estimulante

Comumente prescrito para

(em negrito, as aprovações da FDA)

• Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade

(TDAH) em crianças entre 6 e 17 anos (Focalin,

Focalin XR) e adultos (Focalin XR)

• Narcolepsia

• Depressão resistente ao tratamento

• Reavaliar periodicamente a necessidade de tratamento

• Tratamento para TDAH iniciado na infância poderá precisar ser continuado na adolescência e idade adulta, caso seja documentado benefício continuado

Se não funcionar (para TDAH)

• Considerar o ajuste da dose ou troca por uma formulação de d,l-metilfenidato ou por outro agente

• Considerar terapia comportamental

• Considerar a presença de não adesão e aconselhar o paciente e seus pais

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Medium 9788582715192

Capítulo 7. Psicoterapia cognitivo-comportamental e análise do comportamento na depressão

João Quevedo, Antonio Egidio Nardi, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

7

Psicoterapia cognitivo-comportamental e análise do comportamento na depressão

Érica Panzani Duran

Fabiana Saffi

Paulo Roberto Abreu

Francisco Lotufo Neto

INTRODUÇÃO

A terapia cognitiva (TC) começou a ser desenvolvida no início de 1960. Sua forma mais conhecida foi criada por Aaron T. Beck, e diversas reformulações foram feitas depois.1

A TC recebeu a contribuição da terapia comportamental e dialoga com as neurociências e outros ramos do conhecimento científico, sendo usada para tratar diversas patologias e problemas humanos.

MODELO COGNITIVO DA

DEPRESSÃO

Na perspectiva de Beck,1 os processos cognitivos influenciam as respostas afetivas, comportamentais e as reações fisiológicas. Nos transtornos mentais, a informação que o indivíduo recebe do meio é processada de forma distorcida, fruto de pensamentos automáticos distorcidos ou disfuncionais. Tais pensamentos não surgem ao acaso. Eles têm relação com a história de vida e aprendizagem de cada pessoa, que forma crenças em uma estrutura chamada esquema cognitivo.

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