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Medium 9788582712269

Capítulo 4 - Assassinos de sangue-frio

Adrian Raine Grupo A PDF Criptografado

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Assassinos de sangue-frio

O sistema nervoso autônomo

Imagine cometer um crime hediondo que lhe beneficia, mas prejudica os outros.

Cravar uma faca no marido detestável que lhe bate. Estrangular um chefe agressivo no trabalho. Arrombar uma casa à noite e saqueá-la. Vingar-se do homem que roubou sua namorada. Desviar milhões de dólares de sua empresa. Pior ainda: sequestrar, torturar, estuprar e matar inúmeros estranhos, um por um.

Pense bem sobre isso, colocando-se em uma situação real. Você está bebendo de noite no campus, e sua excitação e sua mente ficam fora de controle.

Sua namorada parece entediada com você, começa a olhar para outros caras e, então, dá uma desculpa esfarrapada para ir embora. Ela abandona-o ali mesmo, no bar. Você queria muito fazer sexo com ela naquela noite e, agora, sente-se frustrado e irritado.

Você está caminhando de volta para seu dormitório e é tarde da noite.

Então, não muito à frente, vê uma estudante bonita. Você acelera o passo para alcançá-la, mas mantém uma distância segura e anda com cuidado, de modo a não fazer muito barulho. Quando chega à parte do caminho que se afasta dos prédios e passa perto de árvores, moitas e arbustos, você a alcança. Olha rapidamente para trás, e não há ninguém por lá. Você a agarra pelas costas. Coloca uma mão sobre sua boca e empurra-a para o mato e para o chão. Você pega uma faca e ameaça matá-la, a menos que ela pratique atos sexuais com você.

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Medium 9788582715277

Capítulo 2. As principais psicoterapias: fundamentos teóricos, técnicas, indicações e contraindicações

Aristides Volpato Cordioli, Eugenio Horacio Grevet Grupo A PDF Criptografado

As principais psicoterapias: fundamentos teóricos, técnicas, indicações e contraindicações

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Aristides Volpato Cordioli

Lucas Primo de Carvalho Alves

Lucianne Valdivia

Neusa Sica da Rocha

Este capítulo apresenta um breve panorama da psicoterapia e seus diversos tipos na atualidade, incluindo a origem, a evolução, o conceito e os elementos que caracterizam esse importante método de tratamento de problemas emocionais e transtornos mentais. Aqui, são descritos os principais modelos, os fundamentos teóricos e técnicas, bem como as indicações e as contraindicações da psicoterapia.

Originalmente chamada de cura pela fala, a psi­ coterapia tem suas origens na medicina antiga, na religião, na filosofia, na cura pela fé e no hip­ notismo. Foi, entretanto, no final do século XIX que ela passou a ser usada como método de tra­ tamento dos transtornos mentais, com um re­ ferencial teórico, uma técnica ou um método aplicado por um terapeuta treinado e adepto de um modelo definido. Com base no modelo mé­ dico e nas teorias e nos métodos de tratamento desenvolvidos por Freud, as terapias de orienta­

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Medium 9788536324395

Capítulo 6 - Evolução filogenética de algumas estruturas do sistema nervoso

Paulo Dalgalarrondo Grupo A PDF Criptografado

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EVOLUÇÃO FILOGENÉTICA

DE ALGUMAS ESTRUTURAS

DO SISTEMA NERVOSO

Neste capítulo, são abordadas algumas estruturas e sistemas presentes no cérebro dos animais vertebrados para mostrar como diferentes partes e subsistemas do sistema nervoso central se transformaram ao longo da evolução filogenética.

Serão apresentadas uma estrutura responsável pela postura, pelo equilíbrio e pelo movimento (cerebelo), outra responsável pela memória e pelo aprendizado

(hipocampo), outra pelo processamento complexo das informações (córtex cerebral) e ainda uma outra estrutura recente só presente nos mamíferos placentários, responsável pela integração de informações entre os hemisférios cerebrais

(corpo caloso). Por fim, expõem-se aspectos evolutivos de alguns importantes sistemas de transmissão da atividade neuronal dependentes de mecanismos químicos, os chamados neurotransmissores.

VOLUÇÃO DO CEREBELO

O cerebelo, ou “pequeno cérebro”, evoluiu primariamente para o controle da postura e do equilíbrio, além de ser importante no planejamento e na coordenação do movimento e na estabilização da visão.1,2 Trata-se de uma estrutura oval, relativamente pequena (bem menor do que o cérebro), que se aloja na fossa posterior do crânio, atrás da ponte e da medula. Além de menor do que o cérebro, ele é, em humanos, bem mais convoluto (com muitas fissuras, sulcos, lóbulos e folhas cerebelares) do que os hemisférios cerebrais (Figura 6.1).

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Medium 9788582714584

Capítulo 10.1. Tratamento farmacológico das dependências químicas

Ricardo Alberto Moreno, Táki Athanássios Cordás Grupo A PDF Criptografado

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MANEJO DAS SÍNDROMES PSIQUIÁTRICAS

10.1

TRATAMENTO

FARMACOLÓGICO DAS

DEPENDÊNCIAS QUÍMICAS

ANDRE MALBERGIER

MONTEZUMA PIMENTA FERREIRA

Os transtornos por uso de substâncias (TUSs) geram custos enormes na

área da saúde, na economia e na esfera social, bem como grande sofrimento pessoal e familiar. Apesar disso, o nível de eficácia dos tratamentos farmacológicos ainda parece insuficiente para abordar o problema. Para exemplificar, no caso da dependência de álcool, a adição de farmacoterapia adjuvante aos tratamentos psicossociais tradicionais pode melhorar significativamente

(do ponto de vista estatístico) o sucesso terapêutico. Todavia, os efeitos são modestos, com números necessários para tratar na faixa de 10 e tamanhos de efeito na faixa de 0,1 a 0,3. Os efeitos módicos dos medicamentos podem contribuir, em parte, para a baixa taxa de uso das farmacoterapias por parte dos médicos no tratamento da dependência.1

Um dos fatores que dificulta o desenvolvimento de medicamentos mais eficazes é a extrema complexidade dos mecanismos biológicos responsáveis pelos TUSs, em que a vulnerabilidade genética, os fatores de risco ambientais e suas interações atuam de forma complexa. Visando aumentar nosso conhecimento na área, ao longo das últimas décadas, uma grande quantidade de informações vem sendo acumulada na tentativa de desvendar os mecanismos neurobiológicos responsáveis por comportamentos desadaptados associados ao uso de substâncias. A pesquisa nesse campo tem avançado enormemente, e as funções de vários sistemas de neurotransmissores, vias moleculares e mecanismos transcricionais e epigenéticos começam a ser reveladas.2

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Medium 9788582711606

Capítulo 19 - Tratamento do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade com não estimulantes

Antonio E. Nardi, João Quevedo, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Tratamento do transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade com não estimulantes

Fábio Barbirato

Carlos Guilherme Figueiredo

Gabriela Dias

Antônio Geraldo da Silva

António Alvim Soares

INTRODUÇÃO

ATOMOXETINA

Segundo consenso da Academia Americana de Psiquiatria da Infância e Adolescência, o tratamento farmacológico no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) é necessário, sendo os psicoestimulantes a primeira escolha entre os medicamentos.1,2

Há, porém, pacientes sem comorbidades que não respondem bem a esses medicamentos3 e indivíduos que apresentam comorbidades – como transtornos de ansiedade, transtornos do humor, tiques, insônia, entre outros – que podem responder com alguma melhora a outros fármacos,4 bem como aqueles que apresentam importantes queixas de efeitos adversos em relação ao uso dos psicoestimulantes.

Apesar de até 80% das crianças e adolescentes responderem bem ao uso de estimulantes de liberação rápida e prolongada, um tratamento alternativo

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