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Medium 9788582710982

Transtornos Neurocognitivos

Aristides Volpato Cordioli, Cristiano Tschiedel Belem da Silva, Ives Cavalcante Passos, Christian Kieling, Mário Tregnago Barcellos, Maria Inês Corrêa Nascimento Grupo A PDF Criptografado

Transtornos

Neurocognitivos

Domínios Neurocognitivos

Os critérios para

os vários transtornos neurocognitivos baseiam-se em domínios cognitivos definidos. A Tabela 1 traz uma definição de trabalho para cada um dos domínios principais, exemplos de sintomas ou observações relativas aos prejuízos em atividades cotidianas e exemplos de avaliações. Os domínios assim definidos, junto a diretrizes para limiares clínicos, compõem a base sobre a qual os transtornos neurocognitivos, seus níveis e seus subtipos podem ser diagnosticados. Informações adicionais são apresentadas no DSM-5.

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Exemplos de sintomas ou observações

Exemplos de avaliações

Atenção complexa

Maior: Passou a ter uma dificuldade maior em Atenção sustentada: Manutenção da atenção ao longo do tempo

(atenção sustenambientes com múltiplos estímulos (TV,

(p. ex., pressionar um botão sempre que escuta um tom e tada, atenção rádio, conversas); é distraído com facilidade durante certo tempo). dividida, atenção por eventos concomitantes no meio ambien- Atenção seletiva: Manutenção da atenção apesar de estímulos seletiva, velocidade te. Não consegue participar a menos que concorrentes e/ou distratores: escutar a leitura de letras e de processamento) a quantidade de estímulos seja limitada e números e repetir apenas as letras. simplificada. Tem dificuldade de manter no- Atenção dividida: Participar de duas tarefas no mesmo período vas informações, como relembrar números de tempo: bater rapidamente enquanto aprende uma hisde telefone ou endereços recém-fornecidos, tória que está sendo lida. A velocidade de processamento ou relatar o que acabou de ser dito. Não pode ser quantificada em qualquer tarefa cronometrando-a consegue fazer cálculos mentais. Todo pen(p. ex., tempo para unir blocos em determinada forma; temsamento leva mais tempo do que o normal, e po para combinar símbolos com números; velocidade para os componentes a serem processados têm de responder, como a velocidade de contagem ou a velocidade ser simplificados para um ou poucos. de séries de 3).

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Medium 9788582714560

Capítulo 88. O cérebro imoral – Mentes corrompidas, Parte 3

Daniel Martins de Barros Grupo A PDF Criptografado

88

O CÉREBRO IMORAL –

MENTES CORROMPIDAS, PARTE 3

Nos dois primeiros textos da série “Mentes corrompidas”, vimos que as mentes corruptas podem ser influenciadas pelo poder – o sujeito passa a se achar menos condenável que os outros por ser poderoso (hipocrisia moral) – e também pelas atitudes – depois de se corromper, as pessoas se convencem de que não era errado, para fugir da dissonância ética. Mas o que será que acontece no cérebro corrompido?

A corrupção é uma atitude que resulta de um cálculo no qual pesam dois fatores principais: a importância que se dá às normas sociais e o risco de ser pego. Outras variáveis podem influir na decisão, como a quantidade roubada, quem será prejudicado, por quanto tempo durará o crime, o meio de perpetrá-lo, etc., mas de uma maneira ou outra estão todas atreladas aos dois primeiros. Quanto mais se consideram os valores da sociedade, menor a chance de violá-los. Como menor também é a chance de fazer algo errado na proporção que cresce a chance de ser flagrado. Essa tomada de decisão moral, como todas as outras, no fim das contas, depende de um cérebro bem afinado, sobretudo no componente emocional.

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Medium 9788582710982

Transtornos de Ansiedade

Aristides Volpato Cordioli, Cristiano Tschiedel Belem da Silva, Ives Cavalcante Passos, Christian Kieling, Mário Tregnago Barcellos, Maria Inês Corrêa Nascimento Grupo A PDF Criptografado

Transtornos de

Ansiedade

Transtorno de Ansiedade de Separação

309.21 (F93.0)

A. Medo ou ansiedade impróprios e excessivos em relação ao estágio de desenvolvimento, envolvendo a separação daqueles com quem o indivíduo tem apego, evidenciados por três (ou mais) dos seguintes aspectos:

1. Sofrimento excessivo e recorrente ante a ocorrência ou previsão de afastamento de casa ou de figuras importantes de apego.

2. Preocupação persistente e excessiva acerca da possível perda ou de perigos envolvendo figuras importantes de apego, tais como doença, ferimentos, desastres ou morte.

3. Preocupação persistente e excessiva de que um evento indesejado leve à separação de uma figura importante de apego (p. ex., perder-se, ser sequestrado, sofrer um acidente, ficar doente).

4. Relutância persistente ou recusa a sair, afastar-se de casa, ir para a escola, o trabalho ou a qualquer outro lugar, em virtude do medo da separação.

5. Temor persistente e excessivo ou relutância em ficar sozinho ou sem as figuras importantes de apego em casa ou em outros contextos.

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Medium 9788582714263

Módulo I. Rastreamento de outros transtornos atuais

Michael B. First, Janet B. Williams, Rhonda S. Karg, Robert L. Spitzer Grupo A PDF Criptografado

INSTRUÇÕES ESPECIAIS PARA MÓDULOS INDIVIDUAIS  105

não o Critério A2); ou Apresentação predominantemente hiperativa/impulsiva (se o Critério A2 é satisfeito, mas não o Critério A1). Os códigos diagnósticos para

TDAH (incluídos na Ficha de Pontuação do Sumário Diagnóstico) correspondem à escolha do subtipo adequado.

10.11 Módulo I. Rastreamento de outros transtornos atuais

Conforme observado no começo do Guia do Usuário da SCID-5-CV, a SCID-5-CV é uma versão simplificada da SCID-5-RV, com menos transtornos avaliados e com a omissão de todos os subtipos e especificadores (exceto por aqueles que impactam a codificação diagnóstica). As perguntas de avaliação para a maioria dos transtornos omitidos, tomadas de forma integral da SCID-5-RV, são explicitadas no Módulo I para fornecer ao clínico a capacidade de avaliar a possível presença dessas condições. Em consequência, os intervalos de tempo para a aplicações dessas perguntas de avaliação variam de um a 12 meses, de acordo com o período de tempo aplicável na SCID-5-RV. Se o paciente responde “SIM” a uma pergunta de avaliação, e o clínico está interessado em saber se os critérios diagnósticos para o transtorno são ou não satisfeitos, o profissional deve consultar os critérios diagnósticos do DSM-5 e usar suas habilidades de avaliação clínica para fazer a determinação diagnóstica. A fim de facilitar esse esforço, os critérios diagnósticos do DSM-5 para os transtornos avaliados estão incluídos no Apêndice A, “Critérios do DSM-5 para os Transtornos do

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Capítulo 73. Laranja mecânica e a doença do crime

Daniel Martins de Barros Grupo A PDF Criptografado

73

LARANJA MECÂNICA E A

DOENÇA DO CRIME

Quando o assunto é violência, particularmente a delinquência juvenil, gosto sempre de lembrar o clássico Laranja mecânica, de Stanley Kubrick, baseado no livro homônimo de Anthony Burgess.

A história mostra o protagonista, Alex, narrando sua história, começando pelos atos bárbaros que cometia com sua gangue sem outro propósito que não a violência em si. Ele acaba preso e condenado à prisão por quatorze anos. É uma época de grandes avanços, no entanto, e surge a promessa de um tratamento revolucionário, que superará em definitivo as “teorias penológicas datas”, como diz o ministro do Interior, defensor de que os presos sejam tratados “de uma forma puramente curativa”.

Em quinze dias, Alex está solto, após passar por sessões de condicionamento aversivo tão intenso que desenvolve náuseas insuportáveis diante de atos violentos. Aos protestos do capelão do presídio, que brada contra a perda do livre arbítrio do rapaz, o ministro responde que aquele era “o verdadeiro cristão”, incapaz de reagir a não ser oferecendo a outra face.

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