1989 capítulos
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6. Dependência e uso abusivo de substâncias

MAIA, João Maurício Castaldelli; ANDRADE, Arthur Guerra de Editora Manole PDF Criptografado

6 – Dependência e uso abusivo de substâncias

Fernanda Piotto Frallonardo

Apesar do uso de substâncias com efeitos psicoativos datar dos primórdios da humanidade, problemas relacionados ao seu uso têm sido relatados mais recentemente, principalmente após a Revolução Industrial no século XIX1. A nosologia psiquiátrica incluiu os transtornos relacionados ao uso de substâncias a partir das versões do CID8 em 1968, e DSM-III em 19802. Atualmente, em versões modificadas, os critérios diagnósticos para transtornos relacionados ao uso de substâncias encontram consonância entre a última versão do CID-10 de 1993 e do DSM-IV de 1994, conforme nota-se no Quadro 23,4. Uma nova confecção de ambas, com atualizações pertinentes no que diz respeito aos critérios diagnósticos, está sendo aguardada para os próximos anos, sendo que a American Psychiatric Association (APA) já colocou em pauta discussão sobre mudanças de alguns critérios diagnósticos, por considerá-los com pouco poder de confiabilidade e validade, como o envolvimento legal de pacientes com transtornos relacionados ao uso de substâncias5. O uso de entrevistas estruturadas pode auxiliar o diagnóstico, facilitando o manejo do paciente. Os instrumentos mais utilizados atualmente são o ASI (Escala de Gravidade de Dependência Addiction Severity

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Capítulo 17 - Abordagens psicossociais em esquizofrenia

Antonio Egidio Nardi; João Quevedo; Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

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Abordagens psicossociais em esquizofrenia

Marilene Zimmer

Paulo Belmonte-de-Abreu

INTRODUÇÃO

A esquizofrenia é uma doença que afeta todas as etnias, classes econômicas e sociais e ambos os sexos. É a terceira causa principal de incapacidade nos jovens adultos em todo o mundo, com prevalência na população ao redor de 1%.1 Destes, menos de metade tem acesso a cuidados adequados.2

O tratamento de pessoas com o diagnóstico de esquizofrenia vai muito além do controle dos sintomas, sendo que somente uma minoria dos pacientes tem acesso a um tratamento psicológico e psicossocial efetivo. Esse fato levanta a questão de aumento de ações de formação nesse tipo de intervenção, para maior extensão de cuidados em esquizofrenia.

Embora os novos antipsicóticos venham favorecendo um novo padrão de cuidados, permitindo, em longo prazo, melhor adesão e engajamento no tratamento farmacológico, bem como diminuição do índice de recaídas, para muitos indiví­duos, ainda é necessário o uso de abordagens comportamentais, psicossociais, de reorientação e de aprendizagem

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Medium 9788580556025

Capítulo 53. Fraqueza e paralisia

Dennis L. Kasper; Anthony S. Fauci; Stephen L. Hauser; Dan L. Longo; J. Larry Jameson; Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

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Seção 3

ApresentAções comuns do pAciente

• NC VI: diplopia horizontal piora no olhar para o lado da lesão; o olho afetado não consegue fazer a abdução.

O desenvolvimento de múltiplas paralisias motoras oculares ou oftalmoplegia difusa, levanta a possibilidade de miastenia gravis. Nesta patologia, as pupilas sempre se mostram normais. A fraqueza sistêmica pode estar ausente. A paralisia múltipla de nervos motores deve ser investigada com exames de neuroimagem, com especial atenção ao seio cavernoso, fissura orbital superior e ápice orbital, onde os três nervos estão próximos. A diplopia que não possa ser explicada por paralisia de um único nervo motor ocular pode ser causada por meningite carcinomatosa ou fúngica, doença de Graves, síndrome de Guillain-Barré (em especial a variante Miller-Fisher), ou síndrome de Tolosa-Hunt (inflamação granulomatosa dolorosa do seio cavernoso).

Para uma discussão mais detalhada, ver Horton JC: Doenças oculares, Cap. 39, p. 195, do Medicina Interna de Harrison, 19ª edição,

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Capítulo 96. Riquetsioses

Dennis L. Kasper; Anthony S. Fauci; Stephen L. Hauser; Dan L. Longo; J. Larry Jameson; Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

Riquetsioses

CAPÍTULo 96

597

Prognóstico

As taxas de mortalidade para a LBRF e a TBRF não tratadas são de 10 a 70% e 4 a10%, respectivamente. Com o tratamento, a taxa de mortalidade é de 2 a 5% para a LBRF e < 2% para a TBRF.

Para uma discussão mais detalhada, ver Lukehart SA: Treponematoses endêmicas, Cap. 207e; Hartskeerl RA, Wagenaar JFP: Leptospirose, Cap. 208, p. 1140; Barbour AG: Febre recorrente, Cap. 209, p. 1145; e Steere AC: Borreliose de Lyme, Cap. 210, p. 1149, no

Medicina Interna de Harrison, 19a edição, AMGH Editora. Para uma discussão sobre sífilis, ver o Cap. 83 neste livro.

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Riquetsioses

Microbiologia

As riquétsias são cocobacilos Gram-negativos intracelulares obrigatórios e bacilos curtos transmitidos habitualmente por carrapatos, ácaros, pulgas ou vetores relacionados com piolhos. Com exceção do tifo veiculado por piolhos, os humanos são hospedeiros incidentais.

Manifestações clínicas

As manifestações clínicas de todas as apresentações agudas de riquétsias são semelhantes dentro dos primeiros 5 dias e consistem em sinais e sintomas inespecíficos: febre, cefaleia e mialgias com ou sem náuseas, vômitos ou tosse. À medida que a doença progride, as manifestações clínicas – incluindo a ocorrência de uma erupção macular, maculopapular ou vesicular; escara; pneumonite; e meningoencefalite – variam de uma doença para outra. (Ver o Quadro 96.1 e detalhes adiante.)

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Capítulo 51. Tontura e vertigem

Dennis L. Kasper; Anthony S. Fauci; Stephen L. Hauser; Dan L. Longo; J. Larry Jameson; Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

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Seção 3

51

ApresentAções comuns do pAciente

Tontura e vertigem

ABordAGem Ao pAciente:

Tontura ou vertigem

O termo tontura é usado pelos pacientes para descrever diversas sensações ou instabilidade ao caminhar. Com uma anamnese meticulosa, geralmente é possível distinguir entre sensação de desmaio iminente (pré-síncope; Cap. 50) e vertigem

(uma sensação de movimento do corpo ou do ambiente, na maioria das vezes uma sensação giratória).

Quando não estiver claro o que o paciente está querendo dizer com tontura, poderão ser úteis os testes provocativos para reproduzir os sintomas. Manobra de Valsava, hiperventilação ou mudanças posturais provocando ortostasia podem reproduzir a sensação de desmaio iminente. A rotação rápida em uma cadeira giratória é um teste provocativo simples capaz de reproduzir as crises de vertigem.

A vertigem posicional benigna é identificada pela manobra de Dix-Hallpike para desencadear a vertigem e o nistagmo característicos; o paciente inicia sentado, com a cabeça virada 45 graus; segurando a parte de trás da cabeça, o examinador abaixa gentilmente o paciente para a posição supina com a cabeça em extensão posterior de 20 graus e observa a presença de nistagmo; após 30 s, levanta-se o paciente para a posição sentada e, após 1 minuto de repouso, a manobra é repetida para o outro lado.

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