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Medium 9788520433690

7. Álcool

MAIA, João Maurício Castaldelli; ANDRADE, Arthur Guerra de Editora Manole PDF Criptografado

7 – Álcool

Camila Magalhães Silveira

Natália Gomes Ragghianti 

O álcool é uma substância psicotrópica que possui características especiais, já que

é consumido há milhares de anos e a maioria da população aceita seu uso social e o faz de modo moderado; em contrapartida, quando consumido inadequadamente, por exemplo, por menores de idade ou em grande quantidade e frequência por adultos, provoca consideráveis problemas ao bebedor e também para a sociedade como um todo. Dessa forma, o uso abusivo de bebidas alcoólicas é considerado um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a perda de vida útil decorrente do uso nocivo de álcool equivale a 2,2 milhões de indivíduos a cada ano; além disso, cerca de 2,5 milhões de pessoas morrem em decorrência das consequências negativas desse uso – seja direta ou indiretamente (p. ex., intoxicações agudas, cirrose hepática, violência e acidentes de trânsito)1.

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Medium 9788582710883

Introdução

American Psychiatric Association Grupo A PDF Criptografado

Introdução

A elaboração da quinta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais

(DSM-5) foi um empreendimento gigantesco que envolveu centenas de pessoas trabalhando com um objetivo em comum ao longo de um processo de 12 anos. A avaliação dos critérios diagnósticos, considerando a organização de cada aspecto do Manual e criando novas características, consideradas de maior utilidade para os clínicos, envolveu muito debate e ponderação. Todos esses esforços foram direcionados para o objetivo de melhorar a utilidade clínica do DSM-5 como um guia para o diagnóstico de transtornos mentais.

Diagnósticos confiáveis são essenciais para orientar recomendações de tratamento, identificar taxas de prevalência para planejamento de serviços de saúde mental, identificar grupos de pacientes para pesquisas básicas e clínicas e documentar importantes informações sobre a saúde pública, como taxas de morbidade e mortalidade. Na medida em que a compreensão sobre os transtornos mentais e seus tratamentos evoluiu, profissionais médicos, pesquisadores e clínicos voltaram o foco de sua atenção para as características de transtornos específicos e suas implicações para tratamento e pesquisa.

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Medium 9788582712696

Capítulo 16. Tratamento psicoterápico do transtorno bipolar

Flávio Kapczinski; João Quevedo Grupo A PDF Criptografado

16

Tratamento psicoterápico do transtorno bipolar

Fernando Silva Neves

Isabela Maria Magalhães Lima

Leandro F. Malloy-Diniz

INTRODUÇÃO

Nos últimos anos, observou-se uma tendência crescente no uso de intervenções psicoterápicas (psicossociais) no tratamento do transtorno bipolar (TB). O termo psicoterapia engloba todas as técnicas de comunicação verbal ou não verbal utilizadas no tratamento de transtornos psiquiátricos ou perturbações emocionais.1 Uma recente consulta no banco de dados do PUBMED com os descritores “psychotherapy” [Mesh]

AND “bipolar disorder” [Mesh] retornou

1.442 artigos, dos quais 747 (50%) foram publicados nos últimos 10 anos.1 Também se observou um aumento do número de publicações acerca do TB em geral, mas em magnitude significativamente menor. Algumas hipóteses têm sido levantadas para explicar esse súbito e crescente interesse, como mudanças de paradigma (modelo

“biomédico” para “biopiscossocial”), maior participação de profissionais não psiquiatras no tratamento do transtorno, ampliação do enfoque terapêutico (controle dos sintomas acrescido de estratégias de recuperação da capacidade funcional), baixa eficácia dos tratamentos farmacológicos

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Medium 9788580556025

Capítulo 121. Angina estável crônica

Dennis L. Kasper; Anthony S. Fauci; Stephen L. Hauser; Dan L. Longo; J. Larry Jameson; Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

802

Seção 8

CARDIOLOGIA

QUADRo 120.1 ReCoMeNDAçÕeS CLASSe I PARA USo De eSTRATÉGIA INVASIVA PReCoCe

Angina recorrente/isquemia em repouso ou em exercício leve apesar do tratamento antiisquêmico

TnI ou TnT cardíacas elevadas

Depressão recente do segmento ST

Sintomas de ICC, estertores ou piora de insuficiência mitral

Prova de esforço positiva

FEVE < 0,40

Instabilidade hemodinâmica ou hipotensão

Taquicardia ventricular sustentada

ICP nos 6 meses precedentes ou CRM prévia

Diabetes

Disfunção renal

Escore de alto risco

Abreviações: CRM, cirurgia de revascularização do miocárdio; FEVE, fração de ejeção do ventrículo esquerdo; ICP, intervenção coronariana percutânea; TnI, troponina I; TnT, troponina T.

Fonte: Modificado de JL Anderson et al.: J Am Coll Cardiol 61:e179, 2013.

cícios regularmente; esses princípios podem ser reforçados, incentivando o paciente a participar de um programa de reabilitação cardíaca.

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Medium 9788582715116

Capítulo 23 - Análise Funcional, Formuação de Caso e Conceituação Cognitiva

Neide A. Zanelatto; Ronaldo Laranjeira Grupo A PDF Criptografado

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ANÁLISE FUNCIONAL, FORMULAÇÃO DE

CASO E CONCEITUAÇÃO COGNITIVA

 FABIOLA BOSCHETTI SPADIN

 ALESSANDRA F. CHOHFI

 NEIDE A. ZANELATTO

PONTOS-CHAVEPONTOS-CHAVEPONTOS-CHAVEPONTOS-CHAVEPONTOS�� A análise funcional objetiva coletar dados, de maneira integrativa, durante as entrevistas iniciais, os quais, reunidos, apresentam um panorama de como é o funcionamento cognitivo-comportamental do paciente em relação ao uso de substâncias.

�� A formulação de caso e a conceituação cognitiva são desenvolvidas a partir da reunião dos achados relevantes coletados durante a análise funcional, que, ao serem agrupados e organizados, auxiliam na compreensão do caso, na elaboração do plano de tratamento e na escolha de estratégias voltadas para o manejo do paciente.

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384  ZANELATTO & LARANJEIRA (ORGS.)

Há inúmeras evidências de que a utilidade da terapia cognitivo-comportamental (TCC) não se limita apenas a casos fáceis de tratar, o que a torna uma excelente escolha para o manejo terapêutico do transtorno por uso de substâncias (TUSs). Além de ser um sistema integrado de psicoterapia, seu processo terapêutico é colaborativo, diretivo, psicoeducativo, semiestruturado, focado em problemas e orientado para soluções. Parte dos resultados obtidos está diretamente relacionada à maneira como são definidas as estratégias a serem utilizadas em cada processo, a partir do resultado da análise funcional e da formulação de caso, propostas pela abordagem e debatidas neste capítulo.

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