2533 capítulos
Medium 9788582714584

Capítulo 5.3. Antipsicóticos

Ricardo Alberto Moreno, Táki Athanássios Cordás Grupo A PDF Criptografado

5.3

ANTIPSICÓTICOS

RICARDO ALBERTO MORENO

DIEGO FREITAS TAVARES

DORIS HUPFELD MORENO

Os antipsicóticos de segunda geração (ASGs) são moléculas que se diferem dos antipsicóticos de primeira geração (APGs) pelo antagonismo simultâneo de receptores D2 e 5-HT2A, conferindo aos primeiros menor risco de efeitos extrapiramidais e maior ação em sintomas de cognição e humor.1 Os ASGs variam farmacologicamente entre si e apresentam diferentes perfis de a­ finida­de a receptores e de efeitos colaterais.2 A melhora dos sintomas positivos da esquizofrenia e dos sintomas maníacos está relacionada ao bloqueio de receptores

D2 nas vias do sistema nigroestriatal, que, por sua vez, se correla­cio­na com os efeitos colaterais extrapiramidais. Comparados ao protótipo dos APGs, o haloperidol, a maioria dos ASGs induz menos ciclagem para depressão depois de um episódio maníaco. Portanto, eles parecem s­ uperiores aos APGs como estabilizadores do humor no tratamento do transtorno bipolar (TB), além de serem úteis na potencialização antidepressiva na depressão resistente.3

Ver todos os capítulos
Medium 9788582711606

Capítulo 5 - Comorbidades no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade: transtornos do humor

Antonio E. Nardi, João Quevedo, Antônio Geraldo da Silva Grupo A PDF Criptografado

5

Comorbidades no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade: transtornos do humor

Camila Souza Alves Cosmo

Eduardo Pondé de Sena

Arão Nogueira de Araújo

INTRODUÇÃO

O transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) é, segundo a quinta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5),1 uma condição neurodesenvolvimental, caracterizada por síndrome de desatenção, hiperatividade e impulsividade, que cursa com alterações comportamentais em diferentes contextos e tem repercussões em distintas esferas sociais.2-5 O TDAH se inicia na infância, mas pode persistir na idade adulta em mais de 50% dos casos, havendo, no entanto, uma tendência de diminuição do sintoma de hiperatividade com o avanço da idade.2,5,6

Indivíduos com TDAH frequentemente experimentam problemas emocionais como temperamento explosivo, irritabilidade, mudanças de humor e dificuldades em regular o próprio comportamento em resposta a ativações emocionais. Sendo assim, é comum que tendam a sofrer de outras condições psiquiátricas e sejam propensos a receber múltiplos diagnósticos.5 Quase 80% dos adultos com TDAH apresentaram alguma comorbidade psiquiátrica pelo menos uma vez na vida.6

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715055

Capítulo 16. A sensopercepção e suas alterações (incluindo a representação e a imaginação)

Paulo Dalgalarrondo Grupo A PDF Criptografado

16

A sensopercepção e suas alterações (incluindo a representação e a imaginação)

DEFINIÇÕES BÁSICAS

Todas as informações do ambiente, necessárias à sobrevivência do indivíduo, chegam até o organismo por meio das sensações. Os diferentes estímulos físicos (luz, som, calor, pressão, etc.) ou químicos (substâncias com sabor ou odor, estímulos sobre as mucosas e a pele) agem sobre os órgãos dos sentidos, estimulando os diversos receptores e, assim, produzindo as sensações. O ambiente fornece constantemente informações sensoriais ao organismo, que, por intermédio delas, se autorregula e organiza suas ações voltadas à sobrevivência ou à interação com o mundo, com as outras pessoas

(Goldstein, 2010).

Define-se sensação como o fenômeno elementar gerado por estímulos físicos, químicos ou biológicos variados, originados fora ou dentro do organismo, que produzem alterações nos órgãos receptores, estimulando-os.

Os estímulos sensoriais fornecem a alimentação sensorial aos sistemas de informação do organismo. As diferentes formas de sensação são geradas por estímulos sensoriais específicos, como visuais, táteis, auditivos, olfativos, gustativos, proprioceptivos e cinestésicos

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715536

Capítulo 2. O Que Não é Autocompaixão

Kristin Neff, Christopher Germer Grupo A PDF Criptografado

2

O QUE NÃO É

AUTOCOMPAIXÃO

Frequentemente as pessoas têm apreensões sobre se é uma boa ideia ser autocompassivo ou se corremos o risco de sermos excessivamente autocompassivos. Com certeza a cultura ocidental não promove a autocompaixão como uma virtude, e muitas pes-

soas têm profundas desconfianças quanto a serem amorosas consigo mesmas. Essas apreensões com frequência bloqueiam nossa capacidade de sermos autocompassivos, portanto é bom examinarmos isso um pouco mais de perto.

EXERCÍCIO

Minhas Apreensões sobre Autocompaixão

Escreva as apreensões que você tem acerca da autocompaixão – medos ou preocupações com as possíveis desvantagens de ser autocompassivo.

Algumas vezes nossas atitudes são moldadas pelo que outras pessoas da nossa convivência pensam sobre autocompaixão. Escreva as apreensões que você imagina que as outras pessoas ou a sociedade em geral têm sobre autocompaixão.

2019_NEFF_Capitulo02.indd 17

08/03/2019 16:23:13

Ver todos os capítulos
Medium 9788536313320

1 - Introdução geral à semiologia psiquiátrica

Paulo Dalgalarrondo Grupo A PDF Criptografado

1

Introdução geral à semiologia psiquiátrica

Um dia escrevi que tudo é autobiografia, que a vida de cada um de nós a estamos contando em tudo quanto fazemos e dizemos, nos gestos, na maneira como nos sentamos, como andamos e olhamos, como viramos a cabeça ou apanhamos um objeto no chão. Queria eu dizer então que, vivendo rodeados de sinais, nós próprios somos um sistema de sinais.

José Saramago (Cadernos de Lanzarote, 1997)

O QUE É SEMIOLOGIA (EM GERAL,

MÉDICA E PSICOPATOLÓGICA)

A semiologia, tomada em um sentido geral, é a ciência dos signos, não se restringindo obviamente à medicina, à psiquiatria ou à psicologia. É campo de grande importância para o estudo da linguagem

(semiótica lingüística), da música (semiologia musical), das artes em geral e de todos os campos de conhecimento e de atividades humanas que incluam a interação e a comunicação entre dois interlocutores por meio de um sistema de signos.

Entende-se por semiologia médica o estudo dos sintomas e dos sinais das doenças, estudo este que permite ao profissional de saúde identificar alterações físicas e mentais, ordenar os fenômenos observaSemiologia psicopatológica é o estudos, formular diagdo dos sinais e sintonósticos e empreenmas dos transtornos der terapêuticas. Sementais. miologia psicopa-

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos