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Capítulo 17. Violência Infantil

Elias Abdala-Filho, Miguel Chalub, Lisieux E. de Borba Telles Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 17

Violência

Infantil

Helena Dias de Castro Bins, Renata Maria Dotta Panichi,

Rodrigo Grassi-Oliveira

P O N T O S - C H AV E

A violência contra a criança e o adolescente representa um problema social e de saúde públi-

ca relevante, devido a sua alta prevalência e aos danos graves e de longa duração produzidos nos indivíduos diretamente envolvidos, em suas famílias e na sociedade em geral.

A violência pode ocorrer em diversos contextos, como, por exemplo, no meio intrafamiliar, na escola e no meio eletrônico, bem como por meio de exploração sexual e de trabalho infantil, exposição a situação de rua ou em acolhimentos institucionais.

Tanto no Brasil como no resto do mundo, a subnotificação de casos de violência contra a criança e o adolescente ainda é uma realidade.

O manejo da violência contra crianças e adolescentes engloba tanto medidas legais e judiciais quanto de tratamento. O último compreende as intervenções destinadas tanto à vítima quanto ao agressor e a outros familiares envolvidos.

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Medium 9788536310367

10. Intervenções psicológicas na depressão bipolar

Rif S. El-Mallakh, S. Nassir Ghaemi Grupo A PDF Criptografado

Depressão bipolar

Intervenções psicológicas na depressão bipolar

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10

FRANCESC COLOM, PSY.D., M.SC., PH.D.

EDUARD VIETA, M.D., PH.D.

OS ÚLTIMOS CINCO ANOS FORAM essenciais para o estudo do tratamento psicológico como um poderoso adjunto à medicação no tratamento profilático de transtornos bipolares. Após muitos anos de especulação e poucas evidências, diversos estudos publicados em revistas científicas importantes demonstraram a eficácia de diversas abordagens psicológicas na prevenção de recaídas para mania ou depressão.

Treinamento na identificação prodrômica (Perry et al., 1999), intervenções focalizadas na família (Miklowitz et al., 2003), terapia cognitivo-comportamental (Lam et al., 2003), e psicoeducação (Colom et al., 2003a, 2003b) alcançaram resultados mais do que aceitáveis em experiências clínicas aleatórias. Hoje, as diretrizes de tratamento incluem intervenções psicológicas como um instrumento regular para manter a eutimia (Calabrese et al., 2004; Goodwin et al., 2003). Entretanto, ao se examinar a eficácia da psicoterapia nas fases agudas de doença bipolar, é possível encontrar um cenário muito diferente (i.e., a psicoterapia, de fato, tem eficácia significativa na depressão bipolar). Ainda que diversas intervenções psicológicas tenham demonstrado eficácia na prevenção de mania (Colom et al., 2003a; Lam et al., 2003; Perry et al., 1999), qualquer tipo de terapia psicológica para pacientes agudamente maníacos parece ser uma opção de tratamento improvável, dada a notável eficácia de agentes antimaníacos mais modernos, que deixa pouco espaço para abordagens não-farmacológicas além de eletroconvulsoterapia (ECT) para mania resistente a tratamento. Este não é o caso da depressão bipolar, para a qual há inúmeras razões para validar o uso de estratégias psicológicas específicas como complementação da farmacologia (ver Tabela 10.1).

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Medium 9788582714560

Capítulo 82. O iPhone irá mesmo derreter o cérebro do seu filho?

Daniel Martins de Barros Grupo A PDF Criptografado

82

O IPHONE IRÁ MESMO

DERRETER O CÉREBRO

DO SEU FILHO?

Uma das maiores dissociações entre opiniões e comportamentos diz respeito ao uso de celulares por crianças: todo mundo acha que faz mal, mas todo mundo deixa os filhos brincarem ou verem vídeos para ter paz.

No jornal The Guardian certa vez esse assunto chegou a virar manchete:

“Pesquisa mostra que iPads e smartphones podem danificar o cérebro de crianças”. Pânico nos pais.

Podemos identificar ao menos dois fatores que contribuem para esse alarmismo: a leitura superficial – e carregada nas tintas – que a mídia muitas vezes faz dos artigos científicos e a tendência que novas tecnologias têm de gerar esse pânico moral.

Começando pelo segundo, a antropóloga australiana Genevieve Bell, vice-presidente na Intel Labs, acredita que nem toda tecnologia leve a sociedade ao desespero. No entanto, quando as novidades alteram de uma só vez nossa relação com o tempo, o espaço e os outros, as pessoas tendem a surtar. Sempre foi assim: é famosa a crítica que Sócrates faz da escrita, prevendo que ela acabaria com a memorização e a argumentação. De fato, ninguém mais decora a Ilíada, mas quem tem coragem de pregar contra os livros? O telefone, da mesma forma, foi criticado por ser uma ameaça

à habilidade de conversar face a face. Alguém disposto a extingui-lo?

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Medium 9788520433690

17. Transtornos psiquiátricos relacionados à epilepsia

MAIA, João Maurício Castaldelli; ANDRADE, Arthur Guerra de Editora Manole PDF Criptografado

17 – Transtornos psiquiátricos relacionados à epilepsia

Vivianne Pellegrino Rosa

Introdução

A crença de que a epilepsia é um castigo de Deus já não é mais sustentada pela

Igreja, porém muitos aspectos da doença permanecem ainda pouco compreendidos para a sociedade. Há séculos tem se estudado a relação entre epilepsia e o desenvolvimento de alterações psicopatológicas, estereótipos que desde a antiguidade trazem a ideia de que o paciente epiléptico tem, de alguma forma, sua personalidade deformada pela cronicidade de sua patologia.

Em 1885, Gowers1 observou que muitos pacientes com epilepsia apresentavam personalidade e intelecto normal, enquanto outros apresentavam alterações comportamentais que poderiam resultar de muitos fatores, principalmente da epilepsia.

Antes de 1950, somente era diagnosticada epilepsia caso existisse convulsão, excluindo muitos casos de crise parcial, ausência e mioclonia, mas incluindo pseudocrises. Em 1951, Gibbs2 descreve maior frequência de alterações comportamentais em pacientes com epilepsia do lobo temporal (LT). Pond e Bidwell3 encontraram problemas psicológicos em 29% dos pacientes com epilepsia e em 51% do subgrupo de epilepsia do lobo temporal (LT). O índice de internação psiquiátrica foi de 7% no grupo de epilepsia e 21% no subgrupo de epilepsia do LT. Guerrant et al.4 estudaram pacientes com epilepsia na Clínica Mayo e encontraram alta prevalência de alterações de personalidade (43% de epilepsia do LT; 72% com epilepsia generalizada) e de psicose (23% de epilepsia do LT; 16% com epilepsia generalizada). Small et al.5 observaram

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Medium 9788536326313

1. HISTÓRICO DO CONSUMO DE CRACK NO BRASILE NO MUNDO

Marcelo Ribeiro, Ronaldo Laranjeira Grupo A PDF Criptografado

EPIDEMIOLOGIA

C A P Í T U L O

1

HISTÓRICO DO CONSUMO

DE CRACK NO BRASIL

E NO MUNDO

LUCIANE OGATA PERRENOUD / MARCELO RIBEIRO

O consumo de cocaína pela via pulmonar era praticamente desconhecido na América do Sul antes dos anos 1970.1 Na época, o hábito de fumar a pasta de folhas de coca começou a tornar-se popular, sofrendo aumento progressivo ao longo década, tanto nos países produtores quanto nos Estados

Unidos.2-4 A pasta de folha de coca, ou pasta básica (sulfato de cocaína), é obtida a partir da maceração ou pulverização das folhas de coca com solvente (álcool, benzina, parafina ou querosene), ácido sulfúrico e carbonato de sódio.2,5 Nos países andinos, é chamada de basuco, evocando a natureza da mistura

(alcalina) e a potência de seus efeitos psicotrópicos (bazuca).1

O consumo de cocaína pela via pulmonar era praticamente desconhecido na América do Sul antes dos anos 1970.1

A PASTA BÁSICA E O FREEBASING

Na transição para os anos 1980, surgiu nos

Estados Unidos a cocaína na forma de base livre, ou freebasing, sintetizada a partir da adição de éter sulfúrico a cocaína refinada em meio aquoso altamente aquecido.6 Devido ao risco de explosão, o freebasing era fabricado apenas em escala doméstica e acabou caindo em desuso.7 Assim como o consumo da pasta básica, o freebasing é considerado um precursor do consumo de crack nos Estados Unidos.8-10

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