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Medium 9788582712696

Capítulo 4. Genética do transtorno bipolar

Flávio Kapczinski, João Quevedo Grupo A PDF Criptografado

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Genética do transtorno bipolar

Fernando Silva Neves

Humberto Corrêa

INTRODUÇÃO

O transtorno bipolar (TB) é a doença psiquiátrica que apresenta o maior ­percentual de participação de fatores genéticos em sua gênese. Estima-se que 85 a 90% da variação fenotípica do TB decorra de fatores genéticos, percentual que é superior, inclusive, ao da maioria das doenças não psiquiátricas – a herdabilidade das doenças cardiovasculares, por exemplo, encontra-se entre

25 e 35%.1

O TB, como a maioria das doenças conhecidas, segue o padrão de herança do tipo poligênico multifatorial, ou seja, decorre de fatores genéticos e não genéticos. Os primeiros correspondem a alterações representadas pelos polimorfismos genéticos, mutações do tipo variação do número de cópias (CNV, do inglês copy number variation) e CNVs provenientes de novas mutações (CNVs do tipo “de novo”). Já os fatores não genéticos têm sido atribuídos a determinados hábitos de vida, estresse crônico e exposição a eventos traumáticos e agentes tanto infecciosos como químicos.

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Medium 9788536326313

25. MANEJO EM SITUAÇÕES DE CRISE

Marcelo Ribeiro, Ronaldo Laranjeira Grupo A PDF Criptografado

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TÉCNICAS DE MANEJO

C A P Í T U L O

2 5

MANEJO EM SITUAÇÕES

DE CRISE

CLÁUDIO JERÔNIMO DA SILVA

O termo crise evoca, em saúde mental, uma situação aguda relacionada a eventos negativos, geralmente catastróficos, que ameaçam a vida.1 O termo também está associado ao risco do paciente causar dano a si mesmo ou a terceiros.2

E, porém, essa avaliação é imprecisa em muitos aspectos. Primeiro, porque o modo como cada um responde a eventos estressores é muito individual e nem sempre tem uma proporcionalidade direta com o evento em si. Segundo, porque o comportamento de risco, para causar dano a si ou a terceiros, em geral é o auge de uma crise, muito mais

O termo crise evoca, em saúde mental, uma situação aguda relacionada a eventos negativos, geralmente catastróficos, que ameaçam a vida.1 O termo também está associado ao risco do paciente causar dano a si mesmo ou a terceiros.2

do que a própria crise em sua totalidade.3

E, por fim, há que se considerar o impacto que a crise de um indivíduo provoca na família e nas pessoas que o cercam.

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Medium 9788582715291

Galantamina

Stephen M. Stahl Grupo A PDF Criptografado

GALANTAMINA

TERAPÊUTICA

Marcas �• Razadyne

• Razadyne ER

Genérico? Sim

Se não funcionar

• Considerar ajuste da dose, troca por um inibidor da colinesterase diferente ou adição de um agente de potencialização apropriado

• Reconsiderar o diagnóstico e excluir outras condições como depressão ou uma demência que não doença de Alzheimer

Melhores combinações de potencialização para resposta parcial ou resistência ao tratamento

Classe

• Nomenclatura baseada na neurociência: acetilcolina multimodal; inibidor enzimático; receptor de

PAM (ACh-MM)

• Inibidor da colinesterase (inibidor da acetilcolinesterase); também um modulador colinérgico nicotínico alostérico; estimulador cognitivo

Comumente prescrita para

(em negrito, as aprovações da FDA)

• Doença de Alzheimer (leve a moderada)

• Distúrbios da memória em outras demências

• Distúrbios da memória em outras condições

• Déficit cognitivo leve

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Medium 9788582714263

9. Diferenciando Etiologias Médica Geral e de Substância/Medicamento de Transtornos Primários

Michael B. First, Janet B. Williams, Rhonda S. Karg, Robert L. Spitzer Grupo A PDF Criptografado

DIFERENCIANDO ETIOLOGIAS MÉDICA GERAL E DE SUBSTÂNCIA/MEDICAMENTO...  25

9. Diferenciando Etiologias Médica Geral e de Substância/

Medicamento de Transtornos Primários

Esta seção descreve o processo de avaliação do critério de exclusão orgânica que está incluído nos critérios diagnósticos para a maioria dos transtornos avaliados na SCID, em geral, como um dos últimos itens em cada conjunto de critérios diagnósticos.

Esse critério comumente ocorre da seguinte forma: “A perturbação não é atribuível aos efeitos fisiológicos de alguma substância (p. ex., drogas de abuso, medicamentos) ou outra condição médica”. A primeira consideração ao avaliar esse critério é se, na época do início ou da piora dos sintomas, o paciente estava fisicamente doente com uma CMG (tanto grave como crônica), tomando um medicamento ou usando quantidades significativas de álcool ou alguma droga de abuso. Consequentemente, as perguntas da SCID-5-CV que correspondem a esse critério começam conforme a seguir: “Você estava fisicamente doente logo antes de isso ter começado?”, “Você estava tomando medicamentos logo antes de isso ter começado?” e “Você estava bebendo ou usando drogas vendidas nas ruas logo antes de isso ter começado?”. Se não há doença médica, uso de medicamentos ou uso de substância coincidente com o início ou a piora dos sintomas (i.e., as respostas a essas três perguntas é “NÃO”), então, esse critério é automaticamente satisfeito, e o clínico deve classificar o item como “SIM”, indicando que a perturbação é primária. É importante entender que o período de tempo da indagação NÃO é, necessariamente, o período de tempo artificialmente restrito sendo focado na avaliação diagnóstica (p. ex., as piores duas semanas do último mês para um potencial Episódio Depressivo Maior Atual ou a pior semana de um potencial Episódio Maníaco anterior), mas, sim, o ponto no tempo em que os sintomas começaram ou pioraram significativamente. É, portanto, crucial saber nesse ponto da SCID-5-CV quando o período sintomático começou. Por essa razão, as três perguntas referidas são precedidas por uma pergunta como: “SE FOR

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Medium 9788582715291

Buspirona

Stephen M. Stahl Grupo A PDF Criptografado

BUSPIRONA

TERAPÊUTICA

Melhores combinações de potencialização para resposta parcial ou resistência ao tratamento

Marcas • BuSpar

Genérico? Sim

Classe

• Nomenclatura baseada na neurociência: agonista parcial do receptor de serotonina (APRS)

• Ansiolítico (azapirona; agonista parcial de serotonina 1A; estabilizador da serotonina)

• Sedativo hipnótico para insônia

• A buspirona é frequentemente administrada como um agente de potencialização para ISRSs ou IRSNs

Exames

• Nenhum para indivíduos saudáveis

Comumente prescrita para

(em negrito, as aprovações da FDA)

• Manejo dos transtornos de ansiedade

• Tratamento de curta duração de sintomas de ansiedade

• Ansiedade e depressão mista

• Depressão resistente ao tratamento (adjunto)

EFEITOS COLATERAIS

Como a substância causa efeitos colaterais

• Ações agonistas parciais da serotonina em partes do cérebro e do corpo e em outros receptores além daqueles que causam ações terapêuticas

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