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Medium 9788527726436

153 - Cavidade Pleural | Manifestações Clínicas e Classificação dos Líquidos Pleurais

Jericó, Márcia Marques Grupo Gen PDF Criptografado

153

Cavidade Pleural |

Manifestações

Clínicas e

Classificação dos

Líquidos Pleurais

Denise Maria Nunes Simões, Khadine Kazue Kanayama

JJ

Efusão pleural

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Definição

A efusão pleural é o acúmu­lo anormal de líquido dentro da cavidade torácica, mais especificamente no espaço pleural. É uma anormalidade comum na espécie felina e pode represen‑ tar a manifestação sutil de uma doen­ça grave ou uma emer‑ gência médica.1

As condições mais frequentemente encontradas em asso‑ ciação a acúmu­lo de líquido pleural nos gatos são quilotórax

(idiopático ou secundário à drenagem linfática diminuí­da), piotórax (séptico), neo­ pla­ sia intratorácica (principalmente, linfoma mediastinal), cardiomiopatia hipertrófica e peritonite infecciosa felina (PIF).2 Em cães, as causas mais frequentes são piotórax, efusão pericárdica idiopática, presença de massas no mediastino cranial, quilotórax (principalmente idiopático) secundário a metástase pulmonar e cardiomiopatia dilatada.3

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Medium 9788520434628

Doenças Orbitais (Exoftalmia, Enoftalmia, Estrabismo)

Larry P. Tilley, Francis W. K. Smith Junior Editora Manole PDF Criptografado

425

Espécies Canina e Felina

Doenças Orbitais (Exoftalmia, Enoftalmia, Estrabismo)

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

DEFINIÇÃO

• Posição anormal do bulbo ocular.

• Exoftalmia — deslocamento anterior do bulbo ocular.

• Enoftalmia — deslocamento posterior do bulbo ocular.

• Estrabismo — desvio do bulbo ocular da posição correta de fixação, a qual o paciente não consegue corrigir.

FISIOPATOLOGIA

• Não é possível examinar a órbita diretamente; dessa forma, as doenças orbitais manifestam-se apenas por sinais que alteram a posição, o aspecto ou a função do bulbo e dos anexos.

• Bulbo ocular malposicionado — causado por alterações no volume (perda ou ganho) do conteúdo orbital ou função anormal dos músculos extraoculares.

• Exoftalmia — causada por lesões expansivas em posição posterior ao equador do bulbo ocular.

• Enoftalmia — gerada pela perda de volume orbital ou por lesões expansivas em posição anterior ao equador do bulbo ocular.

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Medium 9788527726665

154 - Distúrbios da Cavidade Pleural

JERICÓ, Márcia Marques Grupo Gen PDF Criptografado

154

Distúrbios da

Cavidade Pleural

Denise Maria Nunes Simões, Khadine Kazue Kanayama

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Os animais com quilotórax, geralmente, apresentam tempe‑ ratura corpórea normal, a menos que estejam muito agitados ou gravemente deprimidos. Os achados adicionais podem incluir tosse, sons cardía­cos abafados, depressão, anorexia, perda de peso, palidez de mucosas, arritmias, sopros e efusão pericár‑ dica. A tosse é geralmente a primeira e, ocasionalmente, a única anormalidade notada pelo proprietário até o animal tornar‑se dispneico.6 Um importante achado no exame físico nos animais com ICCD ou massa mediastinal é a distensão venosa jugular.

Essas afecções causam a compressão da veia cava cranial.7

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JJ

Quilotórax

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Definição

É uma doen­ça complexa caracterizada pelo acúmu­lo de linfa na cavidade pleural.

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Etiologia

A causa do quilotórax anteriormente era conhecida como resultado da ruptura do ducto torácico secundária ao trauma; entretanto, isso agora parece ser uma causa rara em animais.

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Medium 9788527734707

6 - Anestesia Intravenosa

Flavio Massone Grupo Gen PDF Criptografado

6

Anestesia Intravenosa

Silvia Renata Gaido Cortopassi

Introdução

A via intravenosa (IV) é um método comum de administração de fármacos utilizados na prática anestésica. A injeção de um fármaco diretamente na circulação permite a distribuição rápida até o local de ação, com início geralmente breve. A dose pode ser ajustada de acordo com o efeito desejado, que pode ser mantido em infusão contí­nua. Além disso, não é necessário o uso de aparelhos, não é explosivo, não induz poluição nem é irritante em via respiratória.

A via IV, contudo, apresenta desvantagens. Depois que o anestésico é injetado, seu efeito não pode ser revertido prontamente, e há possibilidade da ocorrência de efeitos indesejáveis como resultado da elevada, embora transitória, concentração plasmática atingida. Além disso, a flebite e a tromboflebite são problemas relativamente comuns. A não ser que se obedeça a uma técnica estéril, essa via pode se tornar a porta de entrada de bactérias, pirogênios e outros corpos estranhos para a circulação. Em algumas espécies animais, como nos felinos, pode haver dificuldade em se achar uma veia superficial, dificultando a administração de agentes que, muitas vezes, podem causar irritação ou necrose tecidual se administrados perivascularmente.

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Medium 9788527726436

49 - Imunoprofilaxia no Filhote

Jericó, Márcia Marques Grupo Gen PDF Criptografado

49

Imunoprofilaxia no Filhote

Raquel de Queiroz Fagundes

JJ

Desenvolvimento do sistema imunológico

O desenvolvimento do sistema imunológico nos fetos mamíferos segue um padrão consistente. O timo é o primeiro

órgão linfoide a se desenvolver, seguido pelos órgãos linfoides secundários. Embora as células B apareçam logo após o desenvolvimento do baço e dos linfonodos, os anticorpos são encontrados geralmente apenas no final da vida fetal, se forem encontrados. A capacidade do feto de responder a antígenos se desenvolve muito rapidamente após os órgãos linfoides aparecerem, mas nem todos os antígenos são igualmente capazes de estimular o tecido linfoide fetal. O sistema imunológico se desenvolve em uma série de etapas, sendo que cada etapa permite ao feto responder a mais antígenos. Essas etapas são conduzidas de acordo com o aumento gra­dual do uso da conversão gênica ou mutações somáticas para aumentar a diversidade de anticorpos. A capacidade de montar respostas imunológicas mediadas por células se desenvolve simultaneamente com a produção de anticorpos.1-5

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