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Capítulo 23 - Apêndice C - Temas Especiais Relacionados com a Turbeculose

CONDE, Marcus; FITERMAN, Jussara; LIMA, Marina Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 23

Apêndice C: Temas

Especiais Relacionados com a Tuberculose

Nelson Morrone

Clemax do C. Sant´Anna

Rodney Frare

Márcia Seiscento

Marcus Conde

I n t r o duç ão

Algumas formas clínicas de tuberculose (TB) ou situações clínicas associadas à

TB são pouco vistas e têm bibliografia escassa, sobretudo no nosso meio. Essas formas acabam muitas vezes por terem suas condutas decididas a partir da discussão de casos com tisiologistas mais antigos e experientes, profissionais cada vez mais raros nos postos de saúde, nos quais os pacientes com TB, em sua maioria, são avaliados. Este apêndice especial discute essas situações clínicas.

G r an uloma c omo ac had o hist opat ológi co d e n ód ulo pulmonar solit ário

É o caso do paciente submetido à toracotomia para ressecção de lesão pulmonar suspeita de malignidade – geralmente um nódulo pulmonar solitário –, cujo laudo histológico mostra a presença de granuloma. Um trabalho publicado com o objetivo de identificar o agente etiológico do complexo primário em necropsias na cidade de Niterói (RJ) identificou um fungo compatível com Histoplasma capsulatum em 20% (7/34) dos casos. Esse achado sugere que, além da análise histológica, deve também ser solicitada a pesquisa de bacilo álcool ácido resistente (BAAR) e de fungos, bem como a cultura em meio específico de fragmento da lesão ressecada cirurgicamente. Outro trabalho demonstrou que, embora a comprovação bacteriológica de bacilos viáveis de TB ocorra em até 70% dos granulomas, somente 40% destes têm capacidade de causar doença em cobaia. Os bacilos capazes de desenvolver a doença correspondem basicamente

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Capítulo 13 - Tratamento da Tuberculose na Infecção pelo HIV

CONDE, Marcus; FITERMAN, Jussara; LIMA, Marina Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 13

Tratamento da Tuberculose na Infecção pelo HIV

Tatiana Galvão

Luiz Antonio Alves de Lima

I n t r o duç ão

Os princípios que norteiam o tratamento da tuberculose (TB) no indivíduo infectado pelo HIV são os mesmos que se aplicam àqueles HIV soronegativos. No entanto, aspectos específicos merecem ser discutidos pormenorizadamente, como o tempo de tratamento da TB, os esquemas a serem administrados, o momento de iniciar a terapia antirretroviral (TARV), as interações medicamentosas, a superposição de toxicidades e como evitar a síndrome de reconstituição imune.

O tr a t ament o d a t uberc ulose assoc iado

à in f ec ç ão pelo HI V

A infecção pelo HIV aumenta muito o risco de adoecimento por TB. Mesmo em pacientes sob TARV, a incidência de TB é elevada. Pacientes HIV positivos têm menor rendimento da pesquisa de bacilo álcool ácido resistente (BAAR) no escarro. Assim, além da pesquisa de BAAR, devem ser solicitadas cultura, identificação e teste de sensibilidade (TS).

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Capítulo 9 - Oxigenoterapia 191

John B. West Grupo A PDF Criptografado

9

OXIGENOTERAPIA

A oxigenoterapia desempenha um papel fundamental no tratamento da hipoxemia, especialmente na insuficiência respiratória. Entretanto, os pacientes apresentam variabilidade considerável na sua resposta ao oxigênio, e vários riscos são associados à sua administração. É necessário um conhecimento claro dos princípios fisiológicos envolvidos na administração de oxigênio, com o objetivo de evitar abusos durante a utilização desse potente agente terapêutico.

Melhora da Oxigenação Após a

Administração de Oxigênio

Impacto do oxigênio adicional

Resposta dos vários tipos de hipoxemia

Hipoventilação

Redução da capacidade de difusão

Desequilíbrio entre ventilação-perfusão

Shunt

Outros fatores na oxigenoterapia

Métodos de Administração de Oxigênio

Cânulas nasais

Máscaras

Oxigênio transtraqueal

Tendas

Ventiladores

Oxigenoterapia hiperbárica

Oxigenoterapia domiciliar portátil

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Capítulo 17 - Vacinação BCG

CONDE, Marcus; FITERMAN, Jussara; LIMA, Marina Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 17

Vacinação BCG

Clemax Couto Sant’Anna

I n t r o duç ão

A vacina BCG (bacilo de Calmette-Guérin) é originária de cepas atenuadas, avirulentas do Mycobacterium bovis, após mutações genéticas e com propriedades imunogênicas protetoras contra a tuberculose (TB), constituindo-se no M. bovis

BCG. Ainda hoje, esta vacinação é a medida preventiva contra a TB mais difundida na maioria dos países em que a doença é endêmica. Deve ser administrada o mais precocemente possível a todas as crianças. O ideal é que seja feita ainda na maternidade, pois, assim, a criança ficará imunizada em tempo hábil e protegida de formas graves de TB, caso venha a ter contato com o M. tuberculosis (M.tb) em idade precoce.

No Brasil, a vacinação foi instituída em 1925 pela via oral (VO) e, a partir de

1973, pela via intradérmica; é prioritária em crianças de 0 a 4 anos e obrigatória para menores de 1 ano, de acordo com a Portaria n.º 452, de 06/12/76, do Ministério da Saúde (MS). A vacina BCG é apresentada sob a forma liofilizada. É muito sensível à luz solar e deve ser armazenada entre 4 ºC e 8 ºC. Sua aplicação é por via intradérmica, no braço direito, na altura da inserção do músculo deltoide. Pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas, inclusive com as de vírus vivos.

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Capítulo 3 - Etiologia e Imunopatogenia da Tuberculose

CONDE, Marcus; FITERMAN, Jussara; LIMA, Marina Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 3

Etiologia e Imunopatogenia da Tuberculose

Fernando Augusto Fiuza de Melo

Denise da Silva Rodrigues

Daniela Aparecida de Oliveira

E tio logia e t ransmissão

A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa de evolução crônica, cujo agente etiológico é o Mycobacterium tuberculosis (M.tb), descoberto por Robert Koch, em 1882. O gênero Mycobacterium, único da família Mycobacteriaceae, uma transição entre as eubactérias e os actinomicetos, é constituído por bacilos retos ou ligeiramente curvos, com dimensões que variam entre 0,2 μ e 0,6 μ por 1 μ e

10 μ, imóveis e não formadores de esporos ou cápsulas. O crescimento é variável, podendo ser rápido (cerca de 3h) nas paredes das cavidades pulmonares, ou lento (em torno de 18h a 20h) em lesões fechadas e intracelulares. É resistente à descoloração por alcoóis e ácidos, característica esta que se deve ao alto teor de lipídios presente em sua membrana e evidenciado na baciloscopia pelo método de

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