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Medium 9788560549924

Capítulo 6 - Dianótico da Turberculose Pulmonar em Adultos

CONDE, Marcus; FITERMAN, Jussara; LIMA, Marina Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 6

Diagnóstico da Tuberculose

Pulmonar em Adultos

Fernanda Carvalho de Queiroz Mello

Gilvan Renato Muzy de Souza

Jamocyr Moura Marinho

T u b e rc ulose primária

A tuberculose (TB) primária é a apresentação da doença que ocorre em seguida

à primoinfecção pelo Mycobacterium tuberculosis (M.tb) e, por este motivo, é mais comum em crianças e adolescentes, particularmente em países com elevada prevalência da doença. A TB na infância será discutida no Capítulo 7. Clinicamente, a TB primária pode se apresentar de forma insidiosa e lenta (mais comum), com febre baixa, inapetência e sudorese, ou de forma aguda e grave. Em países nórdicos, é descrito que a TB primária frequentemente é acompanhada de reação de hipersensibilidade extrapulmonar, como o eritema nodoso, a conjuntivite flictenular e a artralgia de Poncet (estas manifestações serão discutidas no Capítulo10 e no Apêndice C). Embora muito sugestivas de TB primária, estas alterações são incomuns em nosso meio. A TB primária pode se apresentar radiologicamente como um foco pulmonar e/ou um foco ganglionar, geralmente homolateral. O foco pulmonar corresponde a uma pequena consolidação pneumônica, que acomete mais comumente a região média dos pulmões e os lobos inferiores. No foco ganglionar, o acometimento é basicamente mediastínico, hilar ou paratraqueal, sendo predominante a cadeia paratraqueal direita. Nos pacientes que desenvolvem a imunidade tardia, o foco pulmonar evolui para o encapsulamento e a fibrose e, na maior parte das vezes, para a calcificação, que forma a lesão que caracteriza o granuloma, o tubérculo ou o foco de Ghon. O conjunto de imagens composto pelo foco de Ghon, pela linfangite, que liga o foco pulmonar ao ganglionar, e pelo foco ganglionar é chamado de complexo primário ou complexo de Rancke. Nos pacientes em que o quadro clínico se mantém após o desenvolvimento da imunidade tardia (2 a 12 semanas), teremos a chamada TB primária progressiva. Neste caso, o foco pulmonar pode necrosar e drenar o cáseo liquefeito para um brônquio adjacente e com isso surgir uma cavitação praticamente sem parede, semelhante

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Medium 9788565852739

Capítulo 4 - Doenças obstrutivas

John B. West Grupo A PDF Criptografado

4

DOENÇAS

OBSTRUTIVAS

Obstrução das Vias Aéreas

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica

Enfisema

Patologia

Tipos

Patogênese

Bronquite crônica

Patologia

Patogênese

Achados clínicos da doença pulmonar obstrutiva crônica

Tipo A

Tipo B

Função pulmonar

Capacidade mecânica e ventilatória

Troca gasosa

Circulação pulmonar

Controle da ventilação

Alterações na doença precoce

Tratamento de pacientes com DPOC

Cirurgia redutora do volume pulmonar

Asma

Patologia

Patogênese

Achados clínicos

Fármacos broncoativos

Agonistas b-adrenérgicos

Corticoides inalatórios

Metilxantinas

Anticolinérgicos

Cromoglicato e nedocromil

Novas terapias

Função pulmonar

Capacidade ventilatória e mecânica

Troca gasosa

Obstrução Localizada da Via Aérea

Obstrução traqueal

Obstrução brônquica

As doenças pulmonares obstrutivas são muito comuns. Nos Estados Unidos, perdem apenas para as doenças cardíacas como causa de pagamento de benefícios por incapacidade pela Previdência Social. Também têm se tornado uma causa cada vez mais importante de morte. Como será visto, infelizmente, a distinção entre as várias doenças obstrutivas é nebulosa, dificultando definições e diagnósticos. Contudo, todas têm em comum a obstrução das vias aéreas.

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Capítulo 6 - Doenças vasculares

John B. West Grupo A PDF Criptografado

6

DOENÇAS

VASCULARES

A fisiopatologia das doenças vasculares do pulmão é muito importante. O edema pulmonar não é uma doença propriamente dita, mas uma complicação de doenças cardiopulmonares, e pode trazer risco à vida. A embolia pulmonar muitas vezes não é diagnosticada e pode ser fatal. A fisiopatologia da hipertensão pulmonar idiopática é pouco conhecida, e muitas pesquisas têm sido direcionadas à farmacoterapia.

Edema Pulmonar

Fisiopatologia

Patogênese

Aumento da pressão capilar hidrostática

Aumento da permeabilidade capilar

Redução da drenagem linfática

Redução da pressão intersticial

Redução da pressão coloidosmótica

Etiologia incerta

Achados clínicos

Função pulmonar

Mecânica

Troca gasosa

Controle da ventilação

Circulação pulmonar

Embolia Pulmonar

Patogênese

Achados clínicos

Êmbolos de tamanho médio

Embolia maciça

Êmbolos pequenos

Função pulmonar

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Capítulo 10 - Ventilação mecânica

John B. West Grupo A PDF Criptografado

10

VENTILAÇÃO

MECÂNICA

A ventilação mecânica é essencial no tratamento de pacientes com insuficiência respiratória. A princípio utilizada apenas como procedimento de emergência para ressuscitação ou como último recurso no tratamento de pacientes criticamente doentes, agora é utilizada com frequência em um grande número de pacientes com problemas respiratórios. A ventilação mecânica é um procedimento altamente técnico e complexo, e essa discussão será limitada aos princípios fisiológicos da sua utilização, seus benefícios e seus riscos.

Intubação e Traqueostomia

Tipos de Respiradores

Ciclados a volume

Ciclados a pressão

Por pressão negativa (tipo tanque)

Ciclados pelo paciente

(assistido)

Modos Ventilatórios

Ventilação por pressão positiva intermitente

Pressão positiva no final da expiração

Pressão positiva contínua nas vias aéreas

Ventilação mandatória intermitente

Ventilação de alta frequência

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Medium 9786555760392

07. Isolamento social

Alberto dos Santos de Lemos Editora Manole ePub Criptografado

7

Introdução

Até o momento, não existem evidências científicas que apoiem o uso de opções medicamentosas específicas como tratamento ou profilaxia de ­COVID-19. Da mesma forma, ainda não há vacinação disponível. Sendo assim, dois dos pilares para o controle da epidemia são as práticas de isolamento e distanciamento social e o uso de medidas preventivas pela população. O Quadro 1 sintetiza e compara as principais medidas que serão descritas aqui mais detalhadamente a seguir1.

Isolamento social

Isolamento é a separação de pessoas doentes de pessoas não doentes, podendo ser realizado em regime hospitalar ou domiciliar. Para ser bem-sucedido, ele deve ser iniciado o mais precocemente possível2. Dessa forma, casos suspeitos de COVID-19 devem ser isolados assim que identificados.

Atualmente, a orientação do Ministério da Saúde, que segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), é que os casos suspeitos de COVID-19 que tenham apenas sintomas leves, sem sinais de gravidade, mantenham isolamento social, preferencialmente em domicílio. A medida poderá ser determinada por prescrição médica por um prazo máximo de 14 dias, podendo se estender por igual período, de acordo com resultado laboratorial que comprove o risco de transmissão. Agentes de vigilância epidemiológica também podem recomendar isolamento em domicílio para contactantes próximos a pessoas sintomáticas ou portadoras assintomáticas enquanto a investigação epidemiológica estiver em curso3.

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Capítulo 18 - Tuberculose e e Tabagismo

CONDE, Marcus; FITERMAN, Jussara; LIMA, Marina Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 18

Tuberculose e Tabagismo

Alberto José de Araújo

Alexandre Milagres

José Roberto Lapa e Silva

I n t r o duç ão

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de doenças evitáveis no mundo. A dependência química à nicotina se desenvolve em 70% dos casos ainda durante o período da adolescência e é classificada pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10) como um distúrbio neurocomportamental associado ao consumo de tabaco (F17). Os danos produzidos pelos 4.700 componentes da fumaça ambiental do tabaco (FAT), por exposição ativa ou passiva, são responsáveis diretos por 55 doenças, dentre as quais se destacam:

a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);

o infarto do miocárdio;

o acidente vascular encefálico;

o câncer de pulmão.

Entretanto, o tabagismo, além de contribuir para agravar quadros de outras patologias, como a asma brônquica, é considerado um fator de associação para o desenvolvimento da tuberculose (TB). A hipótese é apoiada por consistentes estudos epidemiológicos realizados nas últimas décadas, os quais demonstram que o tabagismo é um fator de risco para infecção de TB e para o desenvolvimento de

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Capítulo 3 - Etiologia e Imunopatogenia da Tuberculose

CONDE, Marcus; FITERMAN, Jussara; LIMA, Marina Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 3

Etiologia e Imunopatogenia da Tuberculose

Fernando Augusto Fiuza de Melo

Denise da Silva Rodrigues

Daniela Aparecida de Oliveira

E tio logia e t ransmissão

A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa de evolução crônica, cujo agente etiológico é o Mycobacterium tuberculosis (M.tb), descoberto por Robert Koch, em 1882. O gênero Mycobacterium, único da família Mycobacteriaceae, uma transição entre as eubactérias e os actinomicetos, é constituído por bacilos retos ou ligeiramente curvos, com dimensões que variam entre 0,2 μ e 0,6 μ por 1 μ e

10 μ, imóveis e não formadores de esporos ou cápsulas. O crescimento é variável, podendo ser rápido (cerca de 3h) nas paredes das cavidades pulmonares, ou lento (em torno de 18h a 20h) em lesões fechadas e intracelulares. É resistente à descoloração por alcoóis e ácidos, característica esta que se deve ao alto teor de lipídios presente em sua membrana e evidenciado na baciloscopia pelo método de

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Capítulo 19 - Biossegurança: no Ambulatório, no Laboratório e no Hospital

CONDE, Marcus; FITERMAN, Jussara; LIMA, Marina Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 19

Biossegurança: no Ambulatório, no Laboratório e no Hospital

Paulo de Tarso Roth Dalcin

Jorge Eduardo Pio

I n t r o duç ão

A tuberculose (TB) é uma doença altamente transmissível. O risco de transmissão da TB em instituições de saúde é reconhecido há muitas décadas. As evidências mostram que os profissionais de saúde, os pacientes e os visitantes de hospitais podem ser expostos à TB a partir de pacientes identificados ou não identificados com doença pulmonar ou laríngea. Essa situação exige que a instituição tome medidas de controle para minimizar este risco.

O risco de transmissão da TB a partir de uma determinada fonte está associado

à carga bacilar presente em gotículas eliminadas pela tosse, pelo espirro ou pela fala, à duração da exposição e a fatores ambientais que determinam a remoção dos núcleos secos das gotículas em suspensão no ar.

O objetivo deste capítulo é revisar o risco de transmissão da TB em ambulatório, laboratório e hospital, bem como as medidas de biossegurança pertinentes em cada um desses ambientes de saúde.

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Capítulo 8 - Diagnóstico da Turberculose em Paciente Infectado pelo HIV

CONDE, Marcus; FITERMAN, Jussara; LIMA, Marina Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 8

Diagnóstico da Tuberculose em Paciente Infectado pelo HIV

Antonio Carlos Moreira Lemos

I n t r o duç ão

A coinfecção tuberculose (TB)/vírus da imunodeficiência humana (HIV) é causa de um aumento drástico na incidência e na morbimortalidade por TB. Este fato

é mais importante no hemisfério Sul, com maior ênfase na África. O diagnóstico de TB em pacientes infectados pelo HIV é uma condição definidora de síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids). Adicionalmente, já está bem descrita a interação recíproca na coinfecção TB/HIV, em que tanto há um efeito da infecção pelo

HIV sobre a TB quanto um efeito da TB sobre a infecção pelo HIV. Entre os efeitos da infecção pelo HIV sobre a TB destaca-se o fato de que os pacientes soropositivos para HIV têm um risco maior de adoecimento, tanto pela progressão da infecção latente de TB para doença de TB ativa quanto por infecção exógena. Este risco aumenta à medida que piora o grau de imunossupressão, e pode variar de

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Capítulo 20 - Micobactérias Não Tuberculosas

CONDE, Marcus; FITERMAN, Jussara; LIMA, Marina Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 20

Micobactérias não Tuberculosas

Fernanda Carvalho de Queiroz Mello

I n t r o duç ão

O termo micobactérias não tuberculosas (MNTB) inclui todas as outras espécies que não pertencem ao complexo Mycobacterium tuberculosis (M.tb). As

MNTB já receberam outras denominações: micobactérias atípicas, oportunistas, ambientais e micobactérias outras que a tuberculose (do inglês, mycobacteria other than tuberculosis – MOTT). Atualmente, mais de 148 espécies de MNTB já foram identificadas. Cabe ressaltar que os avanços das técnicas microbiológicas e, especialmente, o desenvolvimento de métodos moleculares de identificação de micobactérias contribuíram para o aumento, nos últimos anos, não só do número de espécies descritas, como também do número de casos diagnosticados de infecção por MNTB. Mas, independentemente do avanço das técnicas de biologia molecular, existem evidências do aumento na prevalência das doenças causadas pelas MNTB em algumas áreas geográficas do mundo.

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Capítulo 15 - Tratamento da Tuberculose com Resistência

CONDE, Marcus; FITERMAN, Jussara; LIMA, Marina Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 15

Tratamento da Tuberculose com Resistência

Eliana Dias Matos

Virgílio Tonietto

Margareth Maria Pretti Dalcolmo

I n t r o duç ão

A emergência de tuberculose (TB) farmacorresistente é frequentemente atribuída à falência de implantação de adequados programas de controle da TB e correto manejo de casos da doença. Portanto, as resistências em TB são um fiel reflexo da má qualidade dos programas de controle e consequência direta das más práticas terapêuticas de utilização de medicamentos anti-TB.

Apesar dos esforços e de alguns avanços no controle da TB no mundo, a TB farmacorresistente constitui atualmente um importante problema de Saúde Pública.

Nas últimas 2 décadas, os relatos da Organização Mundial de Saúde (OMS) têm sinalizado um significativo incremento da TB multirresistente (TBMR), seguida por

TB extensivamente resistente (TBXDR), representando um sério obstáculo para o controle da doença, especialmente em áreas onde suas prevalências são altas.

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Capítulo 11 - Diagnóstico e Tratamento da Tuberculose Infecção Latente

CONDE, Marcus; FITERMAN, Jussara; LIMA, Marina Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 11

Diagnóstico e tratamento da Tuberculose

Infecção Latente

Valéria Góes Ferreira Pinheiro

Almério Machado Júnior

I n t r o d uç ão

A infecção latente por M. tuberculosis (M.tb) ou tuberculose infecção latente (TBL) é definida como o estado do indivíduo no período compreendido entre a entrada do bacilo da tuberculose (TB) no organismo e o aparecimento da doença ativa da TB. Esse período é extremamente variável e difícil de ser certificado, pois a exposição ao bacilo da TB nem sempre resulta em infecção, e esta nem sempre evolui para doença. Cerca de 30% a 50% dos indivíduos intensamente expostos a M.tb não se infectam, conforme demonstrado pela ausência de evidência imunodiagnóstica de infecção ou de ativação das células

T pela infecção. Esses indivíduos podem ter resistência inata (embora não comprovada) à infecção pelo M.tb. Entre os indivíduos expostos ao M.tb e que se infectam, uma proporção substancial permanecerá na condição de indivíduos com TBL, sem evoluir para doença ativa, e uma pequena proporção evoluirá para TB doença ativa. Alguns dos infectados apresentam resposta positiva transitória aos testes de imunodiagnóstico e podem, posteriormente, “reverter” sua reação por meio da “resolução aguda da infecção”. Esses indivíduos podem, entretanto, se reinfectar a partir de novo contato com portador de TB e adquirir então TB doença ativa. Tendo em vista a falta de um padrão ouro para o diagnóstico da TBL, alguns desses postulados se baseiam em evidências circunstanciais ainda não comprovadas. Uma multiplicidade de condições clínicas – infecção pelo HIV, diabetes melito, desnutrição, tabagismo, terapia com inibidor de fator de necrose tumoral (TNF), coinfecção por helmintos, entre outras – pode transtornar o equilíbrio imunológico e promover a transição da TBL para a TB doença ativa (Figura 11.1).

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03. Manifestações clínicas

Alberto dos Santos de Lemos Editora Manole ePub Criptografado

3

Patogênese

O SARS-CoV-2 é transmitido de uma pessoa para outra primariamente por gotículas ou fômites em contato com a mucosa nasal, oral ou conjuntival. A transmissão por aerossóis também pode ocorrer, principalmente em ambiente hospitalar, quando são realizados determinados procedimentos. Sabe-se que nem todos os infectados pelo vírus desenvolverão a doença COVID-19. Entretanto, pelo fato de ser um fenômeno tão recente, a infecção ainda não foi totalmente descrita.

Já é sabido que o SARS-CoV-2 tem sua entrada nas células mediada pelo receptor da ECA2, presente em células do pulmão, do coração, dos intestinos, dos rins e do fígado além de neurônios e células do sistema imune1. Portanto, embora o órgão-alvo principal da doença seja o pulmão, a COVID-19 é uma doença essencialmente sistêmica.

Uma vez internalizado o vírus, inicia-se o período de incubação, assintomático, que dura uma mediana de 5 dias (entre 2 e 14 dias na maioria dos acometidos). O tempo médio entre o início dos sintomas e a morte foi estimado em 9 dias, com a maioria dos casos se concentrando entre 4 e 13 dias2,3. Após o período de incubação, alguns indivíduos evoluem para doença, enquanto outros permanecem assintomáticos. O mecanismo fisiopatológico determinante na definição de que indivíduos permanecerão sem sintomas ou evoluirão para quadros leves ou graves ainda não foi totalmente descrito.

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Capítulo 23 - Apêndice C - Temas Especiais Relacionados com a Turbeculose

CONDE, Marcus; FITERMAN, Jussara; LIMA, Marina Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 23

Apêndice C: Temas

Especiais Relacionados com a Tuberculose

Nelson Morrone

Clemax do C. Sant´Anna

Rodney Frare

Márcia Seiscento

Marcus Conde

I n t r o duç ão

Algumas formas clínicas de tuberculose (TB) ou situações clínicas associadas à

TB são pouco vistas e têm bibliografia escassa, sobretudo no nosso meio. Essas formas acabam muitas vezes por terem suas condutas decididas a partir da discussão de casos com tisiologistas mais antigos e experientes, profissionais cada vez mais raros nos postos de saúde, nos quais os pacientes com TB, em sua maioria, são avaliados. Este apêndice especial discute essas situações clínicas.

G r an uloma c omo ac had o hist opat ológi co d e n ód ulo pulmonar solit ário

É o caso do paciente submetido à toracotomia para ressecção de lesão pulmonar suspeita de malignidade – geralmente um nódulo pulmonar solitário –, cujo laudo histológico mostra a presença de granuloma. Um trabalho publicado com o objetivo de identificar o agente etiológico do complexo primário em necropsias na cidade de Niterói (RJ) identificou um fungo compatível com Histoplasma capsulatum em 20% (7/34) dos casos. Esse achado sugere que, além da análise histológica, deve também ser solicitada a pesquisa de bacilo álcool ácido resistente (BAAR) e de fungos, bem como a cultura em meio específico de fragmento da lesão ressecada cirurgicamente. Outro trabalho demonstrou que, embora a comprovação bacteriológica de bacilos viáveis de TB ocorra em até 70% dos granulomas, somente 40% destes têm capacidade de causar doença em cobaia. Os bacilos capazes de desenvolver a doença correspondem basicamente

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Capítulo 22 - Apêndice B - Casos Clínicos em Tuberculose

CONDE, Marcus; FITERMAN, Jussara; LIMA, Marina Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

APÊNDICE B

Casos Clínicos em Tuberculose

Valéria Góes Ferreira Pinheiro

Ana Maria Campos Marques

Elizabeth Clara Barroso

I n t r o duç ão

Neste capítulo são apresentadas diversas situações da prática clínica em que se espera que o leitor sistematize os conhecimentos e reforce a aprendizagem dos conceitos e condutas contidos neste livro.

Os casos, baseados em fatos reais, são apresentados por meio de história clínica resumida, contexto epidemiológico, exames de importância, com imagens e condutas tomadas.

Ao final, há um breve comentário com referências atualizadas a fim de estimular a reflexão sobre a prática, o que torna a aprendizagem significativa.

O objetivo é estimular a discussão e a aplicação dos ensinamentos de forma útil e consciente em benefício do paciente.

Agradecemos a colaboração do Dr. Francisco das Chagas Medeiros, médico ginecologista, doutor em Farmacologia e professor do Departamento Materno

Infantil, e do Dr. Roberto da Justa Pires Neto, médico infectologista, doutor em

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