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Cap. 41 Anestésicos Gerais Intravenosos

Silva, Penildon Grupo Gen PDF Criptografado

41

Anestésicos Gerais Intravenosos

Túlio César Azevedo Alves, Edilma Maria Lima Dórea e Rogério Franco de Andrade

HISTÓRICO

Os estudos de Williams Harvey sobre a circulação permitiram que

Christopher Wren, famoso arquiteto inglês, e Daniel Johann imaginassem a injeção de medicamento na corrente sanguínea.

Deve-se atribuir a Sigismund Elsholtz o primeiro intento deliberado para obter anestesia intravenosa, quando, em 1665, injetou, em si mesmo, uma solução de ópio, com o propósito de adquirir insensibilidade.

O desenvolvimento da medicação intravenosa tomou impulso em

1853, quando Alexandre Wood, de Edinburgh, combinou a agulha hipodérmica oca idealizada por Frances Rynd, um cirurgião de Dublin, a uma seringa, constituindo o primeiro protótipo para a administração de anestésicos intravenosos.

Foi a partir da introdução do hexabarbital por Helmut Weese

(Wuppertal-Elbert, 1932) e do tiopental por John Lundy (Rochester,

Minnesota, 1936) que a anestesia intravenosa expandiu-se por todo o mundo; na atualidade, é o método mais comumente utilizado para a indução da anestesia geral, que consiste em quatro características essenciais: inconsciência, analgesia, relaxamento muscular e controle dos reflexos autonômicos.

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Medium 9788580555585

Seção 12 - Distúrbios oftamológicos

Barbara G. Wells, Joseph T. DiPiro, Terry L. Schwinghammer, Cecily V. DiPiro Artmed PDF Criptografado

SEÇÃO 12

CAPÍTULO

Distúrbios oftalmológicos

65

Editada por Cecily V. DiPiro

Glaucoma

•• Os glaucomas são distúrbios oculares que levam a uma neuropatia óptica caracterizada por alterações no disco óptico associadas à perda de acuidade e de campo visual.

FISIOPATOLOGIA

•• Há dois tipos principais de glaucoma: o glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) ou hiperten-

são ocular, que representa a maioria dos casos e, portanto, será o foco deste capítulo, e o glaucoma de ângulo fechado (GAF). Ambos os tipos podem ser distúrbios primários, hereditários ou congênitos, ou secundários a doenças, traumatismos ou medicamentos.

•• No GPAA, a causa específica na neuropatia óptica é desconhecida. Historicamente, considerava-se que o aumento da pressão intraocular (PIO) seria a única causa. Outros fatores contribuintes são maior suscetibilidade do nervo óptico à isquemia, excitotoxicidade, reações autoimunes e outros processos fisiológicos alterados.

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Medium 9788582713228

Capítulo 5 - Antagonistas colinérgicos

Karen Whalen; Richard Finkel; Thomas A. Panavelil Grupo A PDF Criptografado

5

Antagonistas colinérgicos

Rajan Radhakrishnan e Thomas B. Whalen

I. RESUMO

Antagonista colinérgico é um termo geral para os fármacos que se ligam aos colinoceptores (muscarínicos ou nicotínicos) e previnem os efeitos da acetilcolina (ACh) ou outros agonistas colinérgicos. Os fármacos deste grupo clinicamente mais úteis são os bloqueadores seletivos dos receptores muscarínicos. São denominados comumente de fármacos anticolinérgicos (um termo impróprio, pois antagonizam apenas os receptores muscarínicos), fármacos antimuscarínicos (termo mais preciso) ou parassimpaticolíticos.

Os efeitos da inervação parassimpática são interrompidos, e as ações da estimulação simpática ficam sem oposição. Um segundo grupo de fármacos, os bloqueadores ganglionares, mostra preferência pelos receptores nicotínicos dos gânglios simpáticos e parassimpáticos. Clinicamente, são os fármacos menos importantes entre os anticolinérgicos. Uma terceira família de compostos, os bloqueadores neuromusculares (BNMs) (principalmente antagonistas nicotínicos), interferem com a transmissão dos impulsos eferentes aos músculos esqueléticos. Esses fármacos são empregados como adjuvantes que relaxam a musculatura esquelética na anestesia, durante a cirurgia, na intubação e em vários procedimentos ortopédicos. A Figura 5.1 resume os antagonistas colinérgicos discutidos neste Capítulo.

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Medium 9788527731317

30 - Outras Infecções Virais e Hepatites

FUCHS, Flávio Danni; WANNMACHER, Lenita Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

30

Outras Infecções Virais e Hepatites

Guilherme Becker Sander  Jerônimo De Conto Oliveira

``

Introdução

Existe mais de uma centena de vírus patogênicos ao homem, contudo, medicamentos antivirais estão disponíveis para tratamento principalmente de infecções causadas pela família herpes-vírus, hepatites virais B, C e delta, influenza e HIV/AIDS. Este capítulo aborda o tratamento antiviral dessas doen­ças, com exceção dos fármacos utilizados no tratamento da infecção HIV/AIDS, apresentados no Capítulo 29.

A verdadeira revolução do ­século passado – com erradicação de varío­la, controle de poliomielite e diminuição significativa de infecções infantis como sarampo e gripe – deu-se pela prevenção, com a introdução de vacinas. Com fre­quência, mesmo medicamentos antivirais são mais eficazes na prevenção do que no tratamento.1 Por exemplo, aciclovir, efetivo na prevenção de recorrência de manifestações de herpes genital, é pouco eficaz em abreviar surto instalado.

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Medium 9788580555967

31. Agonistas e antagonistas opioides

Bertram G. Katzung; Anthony J. Trevor Grupo A PDF Criptografado

31

C A P Í T U L O

Agonistas e antagonistas opioides*

Mark A. Schumacher, PhD, MD, Allan I. Basbaum, PhD, e Ramana K. Naidu, MD

esTuDo De CAso

Um homem de 60 anos com história de doença pulmonar obstrutiva crônica moderada chega ao serviço de emergência com fratura de quadril sofrida em um acidente au-

A morfina, o protótipo dos agonistas opioides, é conhecida, há muito tempo, por sua capacidade de aliviar a dor intensa com eficácia notável. A papoula constitui a fonte do ópio a partir do qual Sertürner, em 1803, isolou a morfina, o alcaloide puro, que recebeu esse nome em homenagem a Morfeu, o deus grego dos sonhos. A morfina continua sendo o padrão a partir do qual todos os fármacos com acentuada ação analgésica são comparados. Esses fármacos, coletivamente conhecidos como analgésicos opioides, incluem não apenas os derivados alcaloides naturais e semissintéticos do ópio, mas também substitutos sintéticos, outros agentes semelhantes aos opioides, cujas ações são bloqueadas pelo antagonista não seletivo naloxona, além de vários peptídeos endógenos, que interagem com os diferentes subtipos de receptores opioides.

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