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Medium 9788580555585

Capítulo 75. Homeostasia dos eletrólitos

Barbara G. Wells, Joseph T. DiPiro, Terry L. Schwinghammer, Cecily V. DiPiro Artmed PDF Criptografado

75

CAPÍTULO

Homeostasia dos eletrólitos

•• A homeostasia hidreletrolítica é mantida por mecanismos de feedback, hormônios e muitos sistemas

de órgãos e é necessária para o desempenho das funções fisiológicas normais do organismo. Neste capítulo, são discutidos os distúrbios da homeostasia do sódio e da água, do cálcio, do fósforo, do potássio e do magnésio.

DISTÚRBIOS DA HOMEOSTASIA DO SÓDIO E DA ÁGUA

•• Sessenta por cento da água corporal total (ACT) estão distribuídos no líquido intracelular (LIC), enquanto 40% estão contidos no compartimento extracelular.

•• A adição de uma solução isotônica ao líquido extracelular (LEC) não modifica o volume intracelu-

lar. A adição de uma solução hipertônica ao LEC diminui o volume celular, enquanto a adição de uma solução hipotônica o aumenta (Quadro 75-1).

•• A hipernatremia e a hiponatremia podem estar associadas a condições de conteúdo de sódio e volume do LEC altos, baixos ou normais. Ambas as condições resultam mais comumente de anormalidades no metabolismo da água.

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Medium 9788580556148

Capítulo 13 - 5-hidroxitriptamina (serotonina) e dopamina

Laurence L. Brunton, Randa Hilal-Dandan, Björn C. Knollmann Grupo A PDF Criptografado

Capítulo

13

5-hidroxitriptamina (serotonina) e dopamina

David R. Sibley, Lisa A. Hazelwood e Susan G. Amara

5-hidroxitriptamina

��Síntese e metabolismo da 5-HT

��Vias de projeção serotoninérgica no encéfalo

��Os receptores de 5-HT

Ações da 5-HT em sistemas fisiológicos

��Plaquetas

��Sistema cardiovascular

��Trato GI

��Inflamação

��SNC

��Ciclo sono-vigília

��Agressão e impulsividade

��Apetite e obesidade

Fármacos que afetam a sinalização da 5-HT

��Agonistas do receptor 5-HT1B/1D: as triptanas

��Os alcaloides do esporão do centeio (ergot)

A 5-HT (serotonina) e a DA são neurotransmissores do SNC e também têm importantes ações na periferia. A 5-HT é encontrada em altas concentrações nas células enterocromafins distribuídas por todo o trato GI e em todo o SNC. As maiores concentrações de DA são encontradas no cérebro; depósitos de DA também estão presentes na periferia da medula suprarrenal, nos plexos do trato GI e no sistema nervoso entérico. Foram delineados 14 subtipos de receptor de 5-HT e 5 subtipos de receptor de

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Medium 9788527725064

CAPÍTULO 9 - Fármacos Anti-infecciosos

ACOSTA, W. Renée Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

9

Fármacos Anti-infecciosos

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Correlacionar os nomes genéricos e patenteados de fármacos anti-infecciosos habitualmente empregados

Identificar a classificação dos fármacos anti-infecciosos habitualmente empregados

Explicar por que a resistência aos antimicrobianos está aumentando

Explicar a diferença entre bactericidas e bacteriostáticos

Listar as reações adversas aos aminoglicosídios

Identificar e justificar as alternativas anti-infecciosas para pacientes que são alérgicos a penicilinas, cefalosporinas ou eritromicinas

Listar os sintomas típicos de uma reação de hipersensibilidade aos anti-infecciosos habitualmente empregados

Listar as precauções gerais e as interações de que o paciente deve estar ciente quando da tomada de uma tetraciclina, de uma fluoroquinolona ou de uma sulfonamida

Comparar o emprego da vancomicina ao de outros anti-infecciosos

Identificar os usos dos antivirais habitualmente empregados

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Medium 9788536512136

7. Controle de Temperatura e Umidade

GARÓGALO, Denise de Abreu; CARVALHO, Cristianne Hecht Mendes de Editora Saraiva PDF Criptografado

Controle de

Temperatura e Umidade

7

Para começar

Os fatores extrínsecos, como temperatura e umidade, são de grande importância para a manu­ tenção da estabilidade física e química da maioria das substâncias utilizadas na fabricação de produtos farmacêuticos e na manipulação de fórmulas magistrais e oficinais. O controle desses dois fatores deve existir em todos os ambientes de produção, e principalmente nos locais de armazenamento das substâncias utilizadas nos processos produtivos.

Além das matérias-primas e dos produtos acabados, a temperatura e a umidade também influenciam na saúde das pessoas envolvidas no trabalho, mantendo o ambiente em condições saudáveis.

Veremos ainda neste capítulo os equipamentos utilizados para medição da temperatura e para o controle da umidade do ar.

7.1 Considerações gerais

Todas as substâncias devem ser conservadas sob condições de temperatura e umidade que mantenham suas características e evitem sua contaminação ou deterioração. As condições de conservação das substâncias utilizadas nos processos farmacotécnicos são encontradas nas suas respectivas monografias farmacopeicas, nas fichas de especificação do estabelecimento e/ou ainda nos certi­fi­ cados de análise enviados pelo fornecedor.

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Medium 9788582713808

Capítulo 36 - Imunomoduladores

Heinz Lüllmann, Klaus Mohr, Lutz Hein Grupo A PDF Criptografado

304

36.1 Inibição das respostas imunes

36 IMUNOMODULADORES

Inibição das respostas imunes

A supressão das respostas imunes é útil nos transplantes de órgãos para evitar a rejeição e no tratamento das doenças autoimunes. Contudo, a imunossupressão também causa diminuição das defesas contra patógenos infecciosos e um aumento de longa duração no risco de neoplasias.

A resposta imune específica começa com a ligação do antígeno aos linfócitos que têm os receptores apropriados. Os linfócitos B “reconhecem” as estruturas da superfície do antígeno por meio de receptores de membrana, que se assemelham aos anticorpos formados subsequentemente. Os linfócitos T necessitam da apresentação do antígeno na superfície do macrófago ou outras células junto com o complexo principal de histocompatibilidade (MHC) para reconhecer as estruturas antigênicas por meio do receptor da célula T. Adjacente ao receptor está o complexo CD3, bem como o CD4 (nas células T auxiliares) ou o CD8 (nos linfócitos T citotóxicos).

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Medium 9788580555585

Apêndice 2. Geriatria

Barbara G. Wells, Joseph T. DiPiro, Terry L. Schwinghammer, Cecily V. DiPiro Artmed PDF Criptografado

APÊNDICE

2

QUADRO a2-1

Geriatria

Alterações fisiológicas com o envelhecimento

Sistema orgânico

Manifestação

Equilíbrio e marcha

↓ Comprimento da passada e marcha mais lenta

↓ Balanço dos braços

↑ Balanço do corpo quando na posição ereta

Composição corporal

↓ Água corporal total

↓ Massa corporal sem gordura

↑ Gordura corporal

Albumina sérica ↔ ou ↓

↑ Glicoproteína ácida α1 (↔ ou ↑ devido a vários estados patológicos)

Cardiovascular

↓ Resposta cardiovascular ao estresse

↓ Atividade dos barorreceptores resultando em ↑ hipotensão ortostática

↓ Débito cardíaco

↑ Resistência vascular sistêmica com perda da elasticidade arterial e disfunção dos sistemas que mantêm o tônus vascular

↓ Frequência cardíaca em repouso e máxima

Sistema nervoso central

↓ Tamanho do hipocampo e dos lobos frontal e temporal

↓ Número de receptores de todos os tipos e ↑ sensibilidade dos receptores remanescentes

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Medium 9788580555585

Capítulo 20. Distúrbios da tireoide

Barbara G. Wells, Joseph T. DiPiro, Terry L. Schwinghammer, Cecily V. DiPiro Artmed PDF Criptografado

20

CAPÍTULO

Distúrbios da tireoide

•• Os distúrbios da tireoide envolvem a produção ou a secreção dos hormônios tireoidianos e resultam em alterações da estabilidade metabólica.

FISIOLOGIA DOS HORMÔNIOS da tireoide

•• Os hormônios da tireoide — tiroxina (T4) e tri-iodotironina (T3) — são formados a partir da tireo-

globulina, uma grande glicoproteína sintetizada pela tireoide. O iodeto inorgânico, após entrar na célula folicular da tireoide, é oxidado pela tireoide peroxidase e liga-se covalentemente (organificação) aos resíduos de tirosina da tireoglobulina.

•• Os resíduos de tirosina iodados — a monoiodotirosina (MIT) e a di-iodotirosina (DIT) — combinam-se (acoplam-se) para formar as iodotironinas em reações catalisadas pela tireoide peroxidase. Assim, duas moléculas de DIT combinam-se para formar o T4, e a MIT e DIT ligam-se para formar o T3.

•• A proteólise no interior das células tireoidianas libera o hormônio tireoidiano na corrente sanguínea. O T4 e o T3 são transportados pela globulina de ligação de hormônio tireoidiano (TBG, de thyroid-binding globulin), pela transtiretina e pela albumina. Apenas o hormônio tireoidiano não ligado (livre) pode se difundir para dentro das células, produzir efeitos biológicos, e regular a secreção do hormônio tireoestimulante (TSH) pela hipófise.

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Medium 9788580555585

Capítulo 74. Doença renal crônica

Barbara G. Wells, Joseph T. DiPiro, Terry L. Schwinghammer, Cecily V. DiPiro Artmed PDF Criptografado

CAPÍTULO

74

Doença renal crônica

•• A doença renal crônica (DRC) é definida como a ocorrência de anormalidades na estrutura ou na

função dos rins, presentes por três meses ou mais, com implicações para a saúde. As anormalidades estruturais consistem em albuminúria de mais de 30 mg/dia, presença de hematúria ou de cilindros hemáticos no sedimento urinário, anormalidades dos eletrólitos e outras anormalidades em consequência de distúrbios tubulares, anormalidades detectadas por histologia, anormalidades estruturais identificadas nos exames de imagem ou história de transplante renal.

•• A DRC é classificada de acordo com a causa da doença renal, a taxa de filtração glomerular (TFG) e nível de albuminúria, com base nas novas recomendações das diretrizes do Kidney Disease:

Improving Global Outcomes (KDIGO), designadas como estadiamento CGA (causa, TFG, albuminúria) (Quadro 74-1).

•• A DRC de estágio 5, previamente designada como doença renal terminal (DRT), ocorre quando a TFG cai abaixo de 15 mL/min/1,73 m2 (< 0,14 mL/s/m2) ou em pacientes que recebem terapia renal substitutiva (TRS). Neste capítulo, a DRT refere-se, especificamente, a pacientes submetidos

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Medium 9788580555585

Capítulo 64. Câncer de próstata

Barbara G. Wells, Joseph T. DiPiro, Terry L. Schwinghammer, Cecily V. DiPiro Artmed PDF Criptografado

64

CAPÍTULO

Câncer de próstata

•• O câncer de próstata é uma neoplasia maligna que surge na próstata e tem uma evolução indolor.

O câncer de próstata localizado é passível de cura por cirurgia ou radioterapia, porém o câncer avançado não é mais curável.

FISIOPATOLOGIA

•• A próstata normal é composta por células acinares secretoras que ficam alteradas quando invadidas pelo câncer. O principal tipo celular patológico é o adenocarcinoma (> 95% dos casos).

•• O câncer de próstata pode ser graduado. Os tumores bem diferenciados crescem lentamente, enquanto os tumores pouco diferenciados crescem rapidamente e apresentam prognóstico ruim.

•• Pode ocorrer disseminação metastática por extensão local, drenagem linfática ou disseminação

hematogênica. As metástases ósseas que ocorrem por via hematogênica constituem os tipos mais comuns de disseminação a distância. Os pulmões, o fígado, o cérebro e as glândulas suprarrenais constituem os locais mais comuns de comprometimento visceral, porém esses órgãos em geral não são acometidos no início da doença.

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Medium 9788527715935

Cap. 29 Introdução à Farmacologia do Sistema Nervoso Autônomo

Silva, Penildon Grupo Gen PDF Criptografado

29

Introdução à Farmacologia do

Sistema Nervoso Autônomo

Penildon Silva

Do ponto de vista funcional, o sistema nervoso é subdividido em somático ou voluntário e em autônomo ou visceral ou vegetativo ou involuntário. Entretanto, se encararmos tais subdivisões anatomicamente, vamos verificar que elas se originam das mesmas células primordiais, que se desenvolvem conjuntamente, constituem-se das mesmas unidades básicas (os neurônios), associam-se em arcos reflexos similares, possuem partes centrais e periféricas e estão sempre em relação umas com as outras. As subdivisões e classificações nesse terreno têm apenas finalidade didática. O que há realmente é um delicado entrosamento das várias partes do sistema nervoso geral, total, com graduações fisiológicas que,

às vezes, nos parecem independentes da matriz central.

os vasos sanguíneos, glândulas e outros tecidos-alvo nos músculos do tronco, dos membros e pele.

Embora as vias neurais não autonômicas e endócrinas associem o

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Medium 9788582713808

Capítulo 34 - Doenças tropicais

Heinz Lüllmann, Klaus Mohr, Lutz Hein Grupo A PDF Criptografado

292

34.1 Antimaláricos

34 DOENÇAS TROPICAIS

Antimaláricos

A malária é causada por plasmódios, que são organismos unicelulares (protozoários).

Os agentes são transmitidos ao homem na forma de esporozoítos pela picada de mosquitos do gênero Anopheles infectados (► Fig. 34.1A).

Os esporozoítos invadem as células parenquimatosas hepáticas, onde se desenvolvem em esquizontes (lesão tecidual primária), que dão origem a inúmeros merozoítos que entram no sangue. Esse ciclo pré-eritrocitário é assintomático. No sangue, os parasitas entram nas hemácias (ciclo eritrocitário). Os merozoítos resultantes do eritrócito infectado são liberados com hemólise e crise febril, e mais hemácias são infectadas. O tempo para formar a próxima “safra” de merozoítos determina o intervalo entre as crises febris. Nos casos de Plasmodium vivax e P. ovale, alguns esporozoítos podem se tornar latentes no fígado como “hipnozoítos” e podem permanecer nesse estado durante meses ou anos antes de iniciarem a esquizogonia.

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Medium 9788580556148

Capítulo 25 - Fármacos que afetam a função excretora renal

Laurence L. Brunton, Randa Hilal-Dandan, Björn C. Knollmann Grupo A PDF Criptografado

Capítulo

25

Fármacos que afetam a função excretora renal

Edwin K. Jackson

Parte I: Fisiologia renal e ação dos fármacos diuréticos

��Anatomia e fisiologia renal

��Princípios da ação dos diuréticos

��Inibidores da anidrase carbônica

��Diuréticos osmóticos

+ +

‑K ‑2Cl−: diuréticos de alça, diuréticos de alta potência

+

��Inibidores do simporte de Na ‑Cl : diuréticos tiazídicos e diuréticos semelhantes às tiazidas

+

��Inibidores dos canais de Na do epitélio renal: diuréticos

+ poupadores de K

��Antagonistas dos receptores de mineralocorticoides: antagonistas da aldosterona, diuréticos poupadores de K+

��Inibidores do simporte de Na

O rim filtra o volume de líquido extracelular (VLEC) por meio dos glomérulos renais em média 12 vezes por dia, enquanto os néfrons renais regulam com precisão o volume de líquido do corpo e sua quantidade de eletrólitos por meio dos processos de secreção e reabsorção. Doenças como hipertensão, insuficiência cardíaca, insuficiência renal, síndrome nefrótica e cirrose podem atrapalhar esse equilíbrio. Os diuréticos aumentam a taxa do fluxo de urina e a excreção de Na+ e são usados para corrigir o volume ou a composição dos líquidos corporais nessas doenças. Também é essencial a regulação precisa da osmolalidade do líquido corporal, que é controlada por meio de um mecanismo homeostático devidamente regulado que opera ao ajustar o equilíbrio de água, ou seja, a taxa de captação de água e a taxa de excreção de água sem soluto pelos rins.

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Medium 9788536512136

8. Aspectos Técnicos de Armazenamento e Conservação das Matérias-Primas

GARÓGALO, Denise de Abreu; CARVALHO, Cristianne Hecht Mendes de Editora Saraiva PDF Criptografado

Aspectos

Técnicos de

Armazenamento e

Conservação das

Matérias-Primas

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Para começar

Para o armazenamento correto e a conservação segura das matérias-primas é necessário existir um local organizado e seguro, com planejamento detalhado da montagem e do seu funcionamento. É essencial que esse local apresente acesso restrito e limpeza adequada.

As matérias-primas e os medicamentos, quando sofrem alterações, podem tornar-se ineficazes ou nocivos à saúde, o que muitas vezes é de difícil percepção visual. Quando isso ocorre, pode ser prejudicial ao tratamento e à saúde do paciente.

Veremos neste capítulo os cuidados necessários para a manutenção das características e da qua­ lidade das matérias-primas adquiridas pelo estabelecimento para serem utilizadas na produção dos medicamentos e cosméticos.

8.1 Armazenamento e conservação

Todos os materiais devem ser armazenados e manuseados sob condições apropriadas e de forma ordenada, de modo a preservar a identidade e a integridade química, física e microbiológica, garantindo sua qualidade e segurança. As empresas sob a jurisdição da farmacopeia oficial devem observar o que consta na monografia de cada insumo ou produto, ou em seu rótulo. As condições de armazenagem, transporte e distribuição devem incluir informação sobre temperatura, umidade, proteção do congelamento ou calor excessivo, e, se for necessário, proteção da luz e uso de equipamento de proteção individual (EPI).

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Medium 9788580554502

Capítulo 59 - Agentes antirretrovirais e tratamento da infecção pelo HIV

Randa Hilal-Dandan, Laurence Brunton Grupo A PDF Criptografado

59

Capítulo

Agentes antirretrovirais e tratamento da infecção pelo HIV

A farmacoterapia da infecção pelo HIV constitui uma área em rápida expansão. Como o padrão mínimo para o tratamento dessa infecção consiste em combinações de três fármacos, os agentes atualmente disponíveis permitem a elaboração de milhares de esquemas possíveis. Para se desenvolver uma abordagem racional quanto à terapia, é fundamental conhecer as características essenciais da fisiopatologia dessa doença e os mecanismos pelos quais os agentes quimioterápicos são capazes de afetar o vírus e o hospedeiro. As características exclusivas desta classe de fármacos incluem a necessidade de admi­ nistração ininterrupta para controlar a replicação do vírus, bem como a possibilidade do rápido apa­ recimento de resistência permanente a esses fármacos, se não forem utilizados de modo apropriado.

PATOGÊNESE DA DOENÇA RELACIONADA aO HIV

Os vírus da imunodeficiência humana (HIVs) são lentivírus — uma família de retrovírus que evoluiu para estabelecer infecções persistentes crônicas, com aparecimento gradual dos sintomas clínicos. A replicação do vírus é constante após a infecção e, embora algumas células infectadas possam abrigar vírus que não estejam em fase de replicação durante anos, em geral não existe, na ausência de tratamento, um verdadeiro período de latência viral após a infecção. Seres humanos e primatas não humanos constituem os únicos hospedeiros naturais desses vírus.

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Capítulo 54 - Aminoglicosídeos

Randa Hilal-Dandan, Laurence Brunton Grupo A PDF Criptografado

54

Capítulo

Aminoglicosídeos

Os aminoglicosídeos (gentamicina, tobramicina, amicacina, netilmicina, canamicina, estreptomicina, paromomicina e neomicina) são utilizados principalmente para o tratamento de infecções causadas por bactérias aeróbias gram-negativas. A estreptomicina é um importante agente no tratamento da tuberculose e a paromomicina é utilizada por via oral nos casos de amebíase intestinal e no controle do coma hepático. Os aminoglicosídeos são inibidores bactericidas da síntese proteica. A ocorrência de mutações que afetam as proteínas no ribossomo bacteriano pode conferir uma acentuada resistência à sua ação. Essa resistência deve-se mais comumente à aquisição de plasmídeos ou de genes que codificam transposons para enzimas que metabolizam os aminoglicosídeos, ou a um defeito no transporte do fármaco para o interior da célula. Por conseguinte, pode ocorrer resistência cruzada entre membros da classe.

Os aminoglicosídeos são produtos naturais ou derivados semissintéticos de compostos produzidos por uma variedade de actinomicetos do solo. A amicacina, um derivado da canamicina, e a netilmicina, um derivado da sisomicina, são produtos semissintéticos. Esses agentes contém aminoaçúcares unidos por ligação glicosídica ao núcleo de hexose (Figura 54-1). Eles são policátions e sua polaridade é responsável, em parte, pelas propriedades farmacocinéticas compartilhadas por todos os membros do grupo. Por exemplo, nenhum deles é absorvido de forma adequada após administração oral, concentrações inadequadas são encontradas no líquido cerebrospinal (LCS) e todos são excretados de forma relativamente rápida pelo rim normal. Todos os membros do grupo compartilham o mesmo espectro de toxicidade, principalmente em relação à nefrotoxicidade e ototoxicidade, que poderá envolver as funções vestibular e auditiva do oitavo nervo craniano.

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