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Medium 9788520443897

35. Métodos hemodialíticos contínuos

Fabíola Peixoto Ferreira La Torre, Neviçolino Pereira de Carvalho Filho, Flávia Jacqueline Almeida Editora Manole PDF Criptografado

35

Métodos hemodialíticos contínuos

J u lia n a Ve n d r a min i C o r dei r o Fer nandes

A lesão renal aguda (LRA) é complicação comum em pacientes críticos e pode afetar aproximadamente 30% dos internados em unidades de terapia intensiva (UTI). Mesmo com grandes avanços no tratamento desses pacientes, a taxa de mortalidade é elevada.¹

O diagnóstico de LRA é feito pela redução súbita da taxa de filtração glomerular. Um dos primeiros exames utilizados para evidenciar a perda de função renal é a creatinina, que, nesse caso, demonstra elevação em seu nível sérico, porém é pouco preciso e tardio.²

Em 2004, a fim de uniformizar os critérios diagnósticos, o grupo de pesquisadores Acute Dialysis Quality Initiative (ADQI) propôs a classificação de gravidade da LRA, denominada RIFLE que, em inglês, significa risk (risco), injury (lesão), failure (falência), loss (perda) e end (doença renal terminal) (Tabela 1).³

TABELA 1   CLASSIFICAÇÃO PROPOSTA PARA LESÃO RENAL AGUDA – RIFLE

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Medium 9788582714461

Apêndices

Paulo José Cauduro Marostica, Manoela Chitolina Villetti, Régis Schander Ferrelli, Elvino Barros Grupo A PDF Criptografado

APÊNDICES

APÊNDICE 1

APÊNDICE 1

MEDICAMENTOS MAIS

USADOS EM PEDIATRIA*

REGIS SCHANDER FERRELLI

MANOELA CHITOLINA VILLETTI

ACECLOFENACO (ANTI-INFLAMATÓRIO NÃO ESTEROIDE [AINE], ANÁLOGO DO DICLOFEACO) ►

NOMES COMERCIAIS ► Proflam®, Cecoflan®, Febupen®

APRESENTAÇÃO ► comprimido de 100 mg

DOSES ►

• Adultos e adolescentes: 100 mg de 12/12h.

• Pacientes com insuficiência hepática: dose máxima de 150 mg/dia.

EFEITOS ADVERSOS ► não recomendado na segunda metade da gestação, aler-

gia. Avaliar riscos em casos de doenças inflamatórias ou ulcerativas do trato gastrointestinal. Risco de sangramento e gastrite.

ACETILCISTEÍNA (MUCOLÍTICO, ANTÍDOTO DO PARACETAMOL) ►

NOMES COMERCIAIS ►

Fluimicil, Aires, Bromuc, Cetiplex, Flucistein, Fluteina,

Pneumocil

APRESENTAÇÃO ► via oral (VO), xarope pediátrico 2% (20 mg/mL), xarope 4%

(40 mg/mL). Pó 100 mg/envelope com 5 g, 200 mg/envelope com 5 mg e

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Medium 9788527735988

25 Traumatismo Raquimedular

José Roberto FIORETTO Grupo Gen ePub Criptografado

Introdução

Entende-se por traumatismo raquimedular (TRM) a lesão da coluna vertebral provocada por qualquer causa externa, incluindo ou não a medula ou as raízes nervosas, em qualquer dos seus segmentos (cervical, dorsal ou lombossacro).

O traumatismo raquimedular é um evento raro em pediatria, acometendo aproximadamente 2 em cada 100 mil crianças por ano, podendo a morbidade e a mortalidade associadas a ele serem extremamente elevadas, além de ocorrerem múltiplos desafios nas fases aguda e crônica do cuidado com o paciente. O prognóstico depende do diagnóstico precoce e da intervenção imediata, além de considerar o nível da lesão.

As causas mais frequentes de TRM em menores de 2 anos de idade são os acidentes de carro e as quedas, entre 2 e 7 anos, os acidentes automotivos por atropelamento, e entre 8 e 15 anos, além das atividades esportivas, acidentes automotivos, quedas e acidentes de submersão.

Fisiopatologia

Como na lesão cerebral, lesões à medula espinal podem ser consequência de dois tipos de agressão: primária e secundária. A lesão primária refere-se ao dano neurológico irreversível que se inicia no momento do impacto. As lesões secundárias podem ocorrer horas ou dias após o acidente e são provocadas principalmente pela liberação maciça de citocinas inflamatórias que iniciam e perpetuam a agressão, ou, ainda, pelo efeito de massa causado por sangramento ou edema locais. Além disso, podem contribuir para a lesão secundária hipovolemia, hipoxia ou isquemia.

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Medium 9788520430101

3 Arritmias ventriculares na mulher

Renato Kalil Editora Manole PDF Criptografado

cap.

3

Arritmias ventriculares na mulher

Maria Alayde Mendonça

Ivan Romero Rivera

Daniel Born

Tópicos relevantes

1. A incidência das arritmias ventriculares é diferente em homens e mulheres.

2. Em linhas gerais, respeitadas as diferenças na incidência de algumas das arritmias ventriculares, observa-se que o tratamento segue os mesmos preceitos em ambos os gêneros.

3. Tem sido relatado um aumento da prevalência de arritmias cardíacas na gestação, especialmente as taquiarritmias, entretanto esta hipótese não foi ainda cuidadosamente comprovada.

4. A prevalência de arritmias cardíacas em mulheres em idade fértil.

5. Conduta na paciente com sintomas sugestivos de arritmias.

6. As taquicardias supraventriculares ocorrem tanto em gestantes com como em sem doença cardíaca, podem se tornar mais frequentes durante a gravidez e raramente surgem pela primeira vez na gestação.

Alguns estudos têm demonstrado que a incidência de vários tipos de arritmias

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Medium 9788527735988

23 Politraumatismo

José Roberto FIORETTO Grupo Gen ePub Criptografado

Introdução

O traumatismo é a principal causa de mortalidade em crianças no mundo, estando os acidentes em rodovias em primeiro lugar no ranking entre os adolescentes. A falha para o estabelecimento de vias respiratórias e manutenção da respiração e a incapacidade de identificar hemorragias intra-abdominais e intracranianas são as principais causas de reanimação ineficaz nessa faixa etária. Para garantir melhores resultados são preconizadas duas abordagens no atendimento das vítimas de traumatismos: primária e secundária.

Abordagem primária

Consiste na avaliação cardiopulmonar inicial e na estabilização do paciente, também denominada “Abordagem ABCDE”: avaliação e estabilização das vias respiratórias e imobilização cervical, respiração (breathing), circulação, disfunções (principalmente neurológica) e exposição do paciente. Nesta abordagem, devem ser monitorados pressão arterial, saturometria, cardioscópio e débito urinário.

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