256 capítulos
Medium 9788580554212

Caso 11 - Epicondilalgia lateral

Jason Brumitt, Erin E. Jobst Grupo A PDF Criptografado

Epicondilalgia lateral

R. Barry Dale

CASO 11

Um carpinteiro de 44 anos foi encaminhado ao fisioterapeuta com diagnóstico de dor no cotovelo lateral direito. Ele é destro e relata que “trabalhou com as mãos a vida toda”. Nos últimos seis meses, a dor “vai e volta”, mas aumentou muito, durante o trabalho, há duas semanas. Não há nada notável na história médica do paciente, exceto uma pré-hipertensão e o fato de ter parado de fumar recentemente, há oito meses (fumava ¼ de maço por dia, durante mais de 20 anos). Além disso, caiu de uma escada quatro anos atrás, sofreu uma lesão no pescoço e foi tratado com repouso, colar cervical e massagem.

Radiografias recentes do cotovelo e do ombro deram negativas para patologias

óbvias; entretanto, a coluna cervical apresentou mudanças consistentes com degeneração leve nas articulações apofisárias de C6 e C7. O paciente começou a tomar medicação anti-inflamatória não esteroide há seis dias. Você foi solicitado para avaliar e tratar o paciente, durante quatro semanas, antes da consulta de acompanhamento com o médico ortopedista. As queixas atuais do paciente são dor no cotovelo direito e fraqueza na preensão ativa, na extensão do punho e na supinação do antebraço. A dor e a fraqueza limitam a sua habilidade no trabalho de carpinteiro. O objetivo do paciente é voltar ao trabalho o mais rápido possível.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582713761

Capítulo 72. Fixadores externos em traumatologia

Sizínio Hebert, Tarcísio Eloy P. Barros Filho, Renato Xavier, Arlindo Gomes Pardini Junior Grupo A PDF Criptografado

>   Fixadores externos em traumatologia

72

Fixadores externos em traumatologia

o cirurgião tenha bom conhecimento anatômico da região em que ele é im­­plantado, assim como do tipo de material empregado.

Neste capítulo, serão abordados os principais tipos de fi­xadores, as suas indicações e a metodologia para a montagem do fi­xador linear AO e do fixador circular de Ilizarov.

Tipos de fixadores

Walter Hamilton Targa

Roberto Sandoval Catena

José Antonio Baddo Baptistão

Em traumatologia, é possível tratar as fraturas de forma con­ser­­va­dora ou cirúrgica. Entre as formas conservadoras, as mais usuais são o aparelho gessado e as trações.

Quanto às ci­rúrgicas, destacam-se as osteossínteses com placas e parafu­sos, as osteossínteses in­tramedulares e os fixadores ­externos.

Os fixadores externos são aparelhos que permitem

­ an­ter a estabilidade da estrutura óssea, por meio de fios m que são co­locados de forma percutânea, atravessam o osso e são co­nec­tados a barras rígidas externas. Têm como compo­nen­­tes bá­sicos os fios e os pinos de fixação transóssea, as has­­tes de sus­tentação externa e os clampes, que são elementos de f­ixação entre os fios ou os pinos e as hastes. Eles f­oram usados pela primeira vez em 23 de abril de 1902, no ­Hospital Stuyender, na Bélgica, por Albin Lan

Ver todos os capítulos
Medium 9788582710456

Capítulo 11 - Lesões Traumáticas da Coluna Na Infância

Edson Pudles, Helton Defino Grupo A PDF Criptografado

11

LESÕES TRAUMÁTICAS DA COLUNA NA INFÂNCIA

André Luís Fernandes Andújar

Waldemar de Souza Junior

Williann Kenny Hendges

A

s lesões traumáticas da coluna vertebral na infância são eventos raros, compreendendo de

1 a 3% de todas as fraturas em crianças e cerca de 2 a 5% de todas as lesões traumáticas da co­luna vertebral.1 A despeito de sua relativa raridade, seus efeitos são, com muita fre­quência, devastadores, apresentando elevada incidên­ cia de lesão neurológica associada (até 50%)2 e mortalidade (4 a 41%). Devido às características biomecânicas próprias da criança, até 8 a

11 anos as características dessas lesões diferem das dos adultos, modificando inclusive a forma de tratamento. Um elevado grau de suspeita e conhecimento destas características são necessários para o correto diagnóstico e tratamento desses casos.

MECANISMO DO TRAUMA

No passado, as quedas eram a causa mais frequente das lesões traumáticas da coluna vertebral na infância. Porém, desde a década de 1980, os acidentes de trânsito tornaram-se a causa mais frequente, seguidos da prática de esportes, das quedas e do ferimento por arma de fogo.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582713761

Capítulo 28. Osteoporose na criança e no adulto

Sizínio Hebert, Tarcísio Eloy P. Barros Filho, Renato Xavier, Arlindo Gomes Pardini Junior Grupo A PDF Criptografado

772

Ortopedia e traumatologia: princípios e prática

28

Osteoporose na criança e no adulto

Roberto Guarniero

A osteoporose é uma doença metabólica do tecido

ó­ sseo, ca­rac­te­rizada por perda gradual de massa óssea, que enfraquece os os­sos por deterioração da sua microarquite­ tura tecidual, tor­nando-os mais frágeis e suscetíveis a fratu­ ras. A de­finição de osteoporose está relacionada à alteração dos va­lo­res da densitometria óssea, resultantes da perda de massa. Assim, há os seguintes termos: osteopenia, quan­ do a per­­da é de 1 a 2,5 desvios-padrão identificados pe­ lo exa­me, e os­teoporose, quando a perda é maior do que

2,5 ­desvios-pa­drão. A condição pode ser considerada grave quando, além do critério referido, existir fratura.

As doenças osteometabólicas englobam um grande nú­ mero de condições clínicas. As situações mais frequentes no consultório do ortopedista em que ocor­re os­teo­penia são a osteoporose e a osteomalacia. A primeira é a ­diminuição absoluta da massa óssea, au­mentando o risco de fratu­ra.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582713761

Capítulo 13. Artoscopia do quadril

Sizínio Hebert, Tarcísio Eloy P. Barros Filho, Renato Xavier, Arlindo Gomes Pardini Junior Grupo A PDF Criptografado

>   Artroscopia do quadril

13

Artroscopia do quadril

P. David F. Gusmão

Marcus Vinicius Crestani

João Lopo Madureira Júnior

A primeira artroscopia de quadril foi realizada por

Takagi, em 1939,1 mas somente na década de 1980 entrou para o arsenal terapêutico e diagnóstico ortopédico. A popularidade desse procedimento está crescendo por conta do melhor entendimento das patologias do quadril e da otimização dos instrumentais. A articulação do quadril é um desafio para a artroscopia, em decorrência de sua morfologia – esferoide ou enartrose, da musculatura que a envolve, sendo mais profunda e difícil de ser acessada, associado ao revestimento capsular espesso e inelástico, que gera maior dificuldade do manuseio do instrumental cirúrgico.2

É importante entender que a artroscopia do quadril desenvolveu-se de forma diferente da aplicada nas articulações do joelho e do ombro. No tratamento desses locais, a artroscopia foi a ferramenta utilizada para abordar patologias já conhecidas e já tratadas de forma aberta convencional. No caso do quadril, novas doenças passaram a ser tratadas e, ao mesmo tempo, mais bem entendidas, por meio da artroscopia ou da cirurgia aberta. A compreensão da fisiopatologia das doenças e da biomecânica do quadril e de suas histórias naturais tem contribuído para que as formas de tratamento evoluam para procedimentos minimamente invasivos e que permitam sua resolução com eficácia e segurança.

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos