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Capítulo 38. Náuseas, vômitos e indigestão

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

náuseas, vômitos e indigestão

CAPÍTULo 38

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no quadrante inferior direito pode ser causada por apendicite, divertículo de Meckel, doença de Crohn, diverticulite, adenite mesentérica, hematoma da bainha do reto, abscesso do psoas, abscesso ou torção do ovário, gravidez ectópica, salpingite, síndromes febris familiares, urolitíase ou herpes-zóster. A dor no quadrante inferior esquerdo pode ser causada por diverticulite, neoplasia perfurada ou outras entidades já mencionadas.

TRATAMeNTo

DoR ABDoMINAL AGUDA CATASTRÓFICA

Reposição de fluidos IV, correção de distúrbios acidobásicos potencialmente letais e avaliação da necessidade de cirurgia de emergência são as medidas prioritárias; é essencial que o acompanhamento seja cuidadoso com reexames frequentes (se possível pelo mesmo examinador ). Devem ser tomadas medidas para o alívio da dor. O uso de analgesia com narcóticos é controverso. Tradicionalmente, evitava-se o uso de narcóticos aguardando pelo diagnóstico definitivo e plano terapêutico, considerando a possibilidade de mascaramento do diagnóstico com retardo na intervenção terapêutica. Entretanto, as evidências de que o uso de narcóticos possa retardar o diagnóstico são esparsas.

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Capítulo 72. Câncer do trato geniturinário

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

câncer do trato geniturinário

CAPÍTULo 72

393

doença metastática. A octreotida inibe a secreção hormonal na maioria dos casos. O

IFN-α pode reduzir os sintomas. A quimioterapia combinando estreptozocina e doxorrubicina produz resposta em 60 a 90% dos casos. A embolização ou quimioembolização das metástases hepáticas podem ter efeito paliativo.

Para uma discussão mais detalhada, ver Mayer RJ: Neoplasias do trato gastrintestinal superior, Cap. 109, p. 532; Mayer RJ: Neoplasias do trato gastrintestinal inferior, Cap. 110, p. 537; Carr BI: Tumores do fígado e do trato biliar, Cap. 111, p. 543; Smyth E, Cunningham

D: Câncer de pâncreas, Cap. 112, p. 554; e Jensen RT: Tumores endócrinos do trato gastrintestinal e do pâncreas, Cap. 113, p. 557, do Medicina Interna de Harrison,

Harrison 19ª edição, AMGH Editora.

72

Câncer do trato geniturinário

CÂNCER DE BEXIGA

INCIDÊNCIA E EPIDEMIOLOGIA

A incidência anual nos EUA é de cerca de 74.000 casos, com 16.000 mortes. A média de idade dos pacientes é de 65 anos. O tabagismo responde por 50% do risco. A exposição a hidrocarbonetos aromáticos policíclicos aumenta o risco, especialmente para os acetiladores lentos. O risco é maior para os limpadores de chaminés, funcionários de limpeza a seco e os envolvidos com manufaturas usando alumínio. A exposição crônica à ciclofosfamida aumenta em 9 vezes o risco. A infecção pelo Schistosoma haematobium também torna o risco maior, sobretudo para o carcinoma de células escamosas.

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Medium 9788520443897

3. Hiperleucocitose e leucostase

LA TORRE, Fabíola Peixoto Ferreira; CARVALHO FILHO, Neviçolino Pereira de; ALMEIDA, Flávia Jacquelin Editora Manole PDF Criptografado

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Hiperleucocitose e leucostase

A id a Mar i a M ar t i ns Sar di

F a b ío la P e ix o t o Fer r ei r a La Tor r e

INTRODUÇÃO

Na maior parte da população mundial, as neoplasias são a segunda causa de morte na faixa etária de 1 a 15 anos, sendo as leucemias as neoplasias mais comuns na infância.¹

Em pacientes com leucemia linfocítica aguda (LLA) ou leucemia mieloide aguda (LMA), a apresentação clínica geralmente não é específica e inclui fadiga, febre e sangramento. Alguns podem apresentar sinais clínicos de hiperleucocitose, o que, em geral, está associado ao aumento da morbidade e da mortalidade nos pacientes que evoluem com a leucostase.² Das crianças com diagnóstico recente de leucemia, cerca de 20% podem apresentar hiperleucocitose, o que aumenta o risco para síndrome de lise tumoral (SLT).¹

DEFINIÇÃO

A hiperleucocitose é definida como contagem de leucócitos acima de

50×109/L (50.000/microL) ou 100×109/L (100.000/microL).³,⁴

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Capítulo 4. Princípios da medicina de terapia intensiva

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

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Seção 1

Cuidado do paCiente hospitalizado

ascítico também é necessária para calcular o gradiente soro-ascítico da albumina. Dependendo do cenário clínico, outros exames que podem ser obtidos são culturas para micobactérias, amilase, adenosina deaminase, triglicerídeos e citologia.

PÓS-PROCEDIMENTO

O paciente deve ser monitorado cuidadosamente após a paracentese, devendo ser instruído a ficar em decúbito dorsal no leito durante várias horas. Quando ocorre o extravasamento persistente do líquido, pode ser útil o repouso continuado no leito com curativos compressivos no local da punção. Para os pacientes com disfunção hepática que se submetem à paracentese de grande volume, a súbita redução no volume intravascular pode precipitar a síndrome hepatorrenal. A administração de 25 g de albumina IV após a paracentese de grande volume mostrou diminuir a incidência da insuficiência renal pós-procedimento. Por fim, quando a análise do líquido ascítico evidencia peritonite bacteriana espontânea, os antibióticos (dirigidos contra as bactérias intestinais Gram-negativas) e a albumina IV devem ser administrados o mais rápido possível.

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Medium 9788520443897

23. Emergências dialíticas em unidades de tratamento intensivo

LA TORRE, Fabíola Peixoto Ferreira; CARVALHO FILHO, Neviçolino Pereira de; ALMEIDA, Flávia Jacquelin Editora Manole PDF Criptografado

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Emergências dialíticas em unidades de tratamento intensivo

Ma r c e la F er r ei r a de N or onha

INTRODUÇÃO

A insuficiência renal aguda (IRA) é definida como uma diminuição abrupta da filtração glomerular e tubular renal, que resulta em acúmulo de escórias nitrogenadas e incapacidade do rim em exercer suas funções de equilíbrio hidroeletrolítico. É uma patologia frequente em unidades de tratamento intensivo e, portanto, deve ser sempre investigada, pois, quanto antes diagnosticada e iniciado tratamento adequado, maiores são as chances de recuperação.

O objetivo deste capítulo é abordar a IRA de forma direta e prática, a fim de permitir seu reconhecimento precoce, seu melhor tratamento e o início de diálise o quanto antes for necessário.

EPIDEMIOLOGIA

A verdadeira incidência da IRA em pacientes pediátricos é desconhecida.

Alguns estudos mostram, dependendo do centro analisado e do critério de

IRA aplicado, que ela pode variar de 0,37 a 6% em pacientes internados,¹ elevando-se para 3 a 24% em doentes internados em unidades de terapia intensiva (UTI).¹

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