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24 Indicadores de qualidade em nutrição

Thais Manfrinato Miola, Fernanda Ramos de Oliveira Pires Editora Manole ePub Criptografado

Fernanda Ramos de Oliveira Pires

O Ministério da Saúde do Brasil define qualidade como o grau de atendimento a padrões estabelecidos, com base em normas e protocolos que organizam ações práticas, assim como conhecimentos técnico-científicos atuais.1

Para que seja possível alcançar qualidade em saúde, é preciso que ocorra a sistematização de todas as práticas e processos.

O significado do termo Qualidade, ou Melhoria Contínua da Qualidade, nos conceitos mais modernos é de busca de aprimoramento contínuo, que estabelece progressivamente padrões que são resultado dos estudos de séries históricas em uma organização ou em comparação com outras organizações semelhantes, em busca do defeito zero – situação que, embora não atingível na prática, orienta e filtra toda ação e gestão da qualidade.2

É também um processo essencialmente cultural e que envolve motivação, compromisso e treinamento dos envolvidos da instituição em que o sistema de qualidade será implementado. Os indivíduos são estimulados a ter um compromisso de longo prazo no desenvolvimento progressivo dos processos, padrões e dos produtos da instituição.2

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16 Terapia nutricional em pacientes submetidos ao transplante de células-tronco hematopoiéticas

Thais Manfrinato Miola, Fernanda Ramos de Oliveira Pires Editora Manole ePub Criptografado

Natália Leonetti Couto Lazzari

Jéssica Agnello

Pacientes submetidos ao transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) recebem um regime de condicionamento mieloablativo que tem como consequência efeitos colaterais relacionados à ingestão e à absorção de nutrientes. Esses efeitos colaterais e a doença tornam esses pacientes mais suscetíveis à desnutrição. A maioria dos pacientes pós-TCTH apresenta dificuldade em retornar ao peso que tinha antes da TCTH no período de um ano.1 Assim, é importante que esses pacientes tenham acompanhamento nutricional durante toda a internação.

O estado nutricional (EN) fica comprometido por causa dos efeitos colaterais significativos do condicionamento, em especial os sintomas do trato gastrointestinal (TGI), e pelo longo período de hospitalização, sendo considerados pacientes de alto risco nutricional.2 Independentemente do EN atual, perda de peso recente, efeitos colaterais e ingestão oral, pacientes que serão submetidos ao TCTH necessitam de acompanhamento nutricional individualizado e diário devido ao alto nível de toxicidade, principalmente sobre o TGI, com a finalidade de adequar as refeições e otimizar a ingestão alimentar de maneira individualizada. Além disso, pacientes da onco-hematologia apresentam perda ponderal não intencional independentemente do tipo de TCTH a que sejam submetidos.3,4

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19 Avaliação nutricional e terapia nutricional em oncologia pediátrica

Thais Manfrinato Miola, Fernanda Ramos de Oliveira Pires Editora Manole ePub Criptografado

Graziela Parnoff Pereira Baladão

A avaliação nutricional é o primeiro passo da assistência nutricional, que inicia a partir da coleta e análise de diversos dados com objetivo de identificar precocemente os distúrbios nutricionais a fim de instituir um plano terapêutico adequado, possibilitando manter a condição atual ou recuperar um estado nutricional saudável.1

Na criança com câncer, a desnutrição energético-proteica (DEP) comumente encontrada pode ser causada tanto pela doença como pelo tratamento. Alguns tipos de tumores elevam o risco nutricional (Quadro 1), especialmente os tumores sólidos.2 A prevalência de desnutrição em crianças varia de 6% a 50% em diferentes estudos. Tal discrepância é observada por causa da heterogeneidade dos grupos avaliados – tipo de diagnóstico (estágio tumoral e tipo histológico), métodos utilizados para a avaliação nutricional, além da fase de tratamento em que o paciente foi avaliado (ao diagnóstico, durante a quimioterapia etc.).3-5

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2. PRINCÍPIOS DA QUIMIOTERAPIA E DA IMUNOTERAPIA ONCOLÓGICA

HERON R. S. RACHED, MIGUEL ANTONIO MORETTI, MARCELO DANTAS TAVARES DE MELO, MARIA VERÔNICA CÂMARA DOS SANTOS, RODRIGO SANTUCCI Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo 2

PRINCÍPIOS DA QUIMIOTERAPIA E DA

IMUNOTERAPIA ONCOLÓGICA

I Z A B E L L A C O R D E I R O F R E I R E SA A D R AC H E D

H E R O N R . S . R AC H E D

INTRODUÇÃO

Após o diagnóstico e o estadiamento de um câncer, uma variedade de opções terapêuticas pode ser adotada, como remoção cirúrgica da massa tumoral, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia oncológica.1

Neste capítulo, serão abordadas as principais classes de quimioterápicos e imunoterapias aplicadas em diferentes doenças malignas.

Os resultados no tratamento do câncer estão relacionados ao conhecimento da atividade de crescimento tumoral, que está diretamente associada à capacidade do sistema imunológico de eliminar clones de células malignas e às propriedades dos medicamentos utilizados, como ação farmacológica, variabilidade farmacocinética e farmacodinâmica, resistência e interação com outros fármacos.1,2

CICLO CELULAR E CRESCIMENTO TUMORAL

A compreensão do ciclo celular é essencial para entender os princípios da quimioterapia.

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17. MANEJO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDA E CRÔNICA, VALVULOPATIAS E PERICARDIOPATIAS SECUNDÁRIAS À CARDIOTOXICIDADE

HERON R. S. RACHED, MIGUEL ANTONIO MORETTI, MARCELO DANTAS TAVARES DE MELO, MARIA VERÔNICA CÂMARA DOS SANTOS, RODRIGO SANTUCCI Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo 17

MANEJO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDA E

CRÔNICA, VALVULOPATIAS E PERICARDIOPATIAS

SECUNDÁRIAS À CARDIOTOXICIDADE

LIVIA PERES HUCK

DA N I E L G O L D WAS S E R

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDA E CRÔNICA

Definição

A insuficiência cardíaca (IC) caracteriza-se como uma síndrome clínica complexa de caráter sistêmico, na qual a disfunção cardíaca, tanto aguda quanto crônica, ocasiona inadequado suprimento sanguíneo para atender as necessidades metabólicas tissulares.1-3

Os sintomas (como falta de ar, inchaço do tornozelo e fadiga) e os sinais clínicos (como pressão jugular venosa elevada e crepitações pulmonares) da IC resultam da redução do débito cardíaco ou do aumento das pressões de enchimento, as quais são decorrentes de disfunção sistólica e/ou diastólica causada por anormalidades estruturais ou funcionais do coração.4,5

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CA RD IO NCO LO GIA NA PRÁT ICA CLÍNICA

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