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Medium 9788527727730

Parte 4 - 19 - Estratégias de Regulação do Metabolismo

MARZZOCO, Anita; TORRES, Bayardo Baptista Grupo Gen PDF Criptografado

19 Estratégias de Regulação do Metabolismo

A estabilidade da massa corpórea e do aspecto geral de um in­di­ví­duo adulto e sadio esconde as grandes flutuações diá­rias de seu metabolismo. De fato, a ingestão perió­dica de alimentos submete o organismo humano a situações opostas que se alternam: abundância e escassez de nutrientes. A adaptação a esta variação deriva de sistemas reguladores capazes, não só de reconhecer a situação nutricional vigente, como de responder apropriadamente a ela. Após uma refeição, as moléculas absorvidas são convertidas em compostos de reserva, utilizados nos perío­dos de jejum, além de seguirem outros destinos metabólicos. A glicose, por exemplo, poderá ser oxidada a CO2 e H2O, mas poderá também gerar o esqueleto de carbono de aminoá­cidos não essenciais, ser polimerizada a glicogênio ou ser convertida a gordura.

As vias metabólicas não funcionam sempre com a mesma velocidade. Ao contrário, cada via será acionada com intensidade variada, segundo a situação fisiológica considerada, que depende não apenas de estados nutricionais diferentes, mas, também, de demandas energéticas diferentes, como no repouso ou sob exercício vigoroso. A adequação do metabolismo às diferentes condições fisiológicas é obtida graças a processos que, em conjunto, são chamados de regulação metabólica. Os eventos de regulação não são isolados; cada um deles ­atua como um gerador primário de sinais, captados por geradores secundários, capazes de retransmiti-los até atingir toda a rede metabólica e repercutir,

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Medium 9788527731423

4 - Estimativa do Gasto Energético

MUSSOI, Thiago Durand Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 4

Estimativa do Gasto

Energético

Thiago Durand Mussoi ¡ Adriane Cervi Blümke

Introdução

A energia é necessária para várias funções, como respiração, circulação, atividade física, trabalho e síntese proteica. O equilíbrio de energia depende da ingestão e do gasto de energia diários do indivíduo. Existem diversas equações para estimativa do gasto energético, algumas mais atuais, outras desenvolvidas há mais de quatro décadas. A proposta deste capítulo é apresentar ao leitor as equações mais utilizadas tanto no meio acadêmico quanto na prática do nutricionista nas mais diversas situações.

Equações estabelecidas pelas ingestões dietéticas de referência

As atuais recomendações nutricionais – as ingestões dietéticas de referência (dietary reference intakes – DRIs) – estabeleceram equações para o cálculo da necessidade de energia por meio de diversas fórmulas, a depender das etapas da vida, do sexo e da presença de excesso de peso. Essas equações propostas pelo

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Medium 9788527722018

Capítulo 19. Ficha Técnica de Preparação

VIEIRA, Marta Neves Campanelli Marçal; JAPUR, Camila Cremonezi Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

19

Ficha Técnica de Preparação

Camila Cremonezi Japur, Tânia dos Santos Pereira e

Marta Neves Campanelli Marçal Vieira

Introdução

A qualidade na produção de alimentos nos dias de hoje não pode mais ser considerada como um plus das empresas detentoras de grande parte do mercado, mas sim encarada como base para a produção e o fornecimento de refeições que agradem o cliente e, que acima de tudo, sejam seguras do ponto de vista higiênico-sanitário e adequadas do ponto de vista nutricional.

O mercado está cada vez mais competitivo e garantir a qualidade do produto final é fundamental para se conquistar a confiança dos consumidores. Diversas são as maneiras de promover e de controlar a qualidade em estabelecimentos produtores de alimentos, dentre elas, destaca-se a padronização de procedimentos e de rotinas.

Para o nutricionista, padronizar o processo de produção de refeições facilita o treinamento dos colaboradores da unidade de alimentação e nutrição (UAN), que, apesar de trabalharem em turnos diferentes, precisam rea­li­zar as atividades da mesma maneira. A padronização também facilita o planejamento das tarefas diá­rias, minimizando as dúvidas por parte dos colaboradores e a frequência de intervenções do nutricionista, reduzindo a tensão interpessoal e aumentando a segurança no ambiente de trabalho.1

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Medium 9788527731270

38 - Indicadores Bioquímicos para Acompanhamento Nutricional em Ambulatórios

DIEZ-GARCIA, Rosa Wanda; CERVATO-MANCUSO, Ana Maria Grupo Gen PDF Criptografado

352  PARTE 6    TÉCNICAS, ESTRATÉGIAS E TECNOLOGIAS

Capítulo 38

Andresa Marques de Mattos

Larissa Rodrigues Neto Angeloco

Paula Garcia Chiarello

Indicadores Bioquímicos para

Acompanhamento Nutricional em Ambulatórios

Objetivo

Ao término deste capítulo, o leitor estará apto a:

�� Interpretar resultados de exames laboratoriais mais comuns em consultas nutricionais, visando à obtenção do melhor diagnóstico e ao seguimento nutricional para casos ambulatoriais.

Síntese do conteúdo

Este capítulo contempla a avaliação e a interpretação de exames laboratoriais para fins de diagnóstico e acompanhamento nutricional de enfermidades relacionadas com a nutrição (desnutrição proteico-energética, déficit de vitaminas e minerais, síndrome metabólica, doença renal e anemias nutricionais). Não foram aqui incluídas condições e doenças para as quais os testes bioquímicos perdem sua capacidade de traduzir o estado nutricional.

Esperamos também que este capítulo seja útil na criação de protocolos para atendimento nutricional e como uma fonte de consulta prática para avaliação inicial e monitoramento dos casos nutricionais ambulatoriais.

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Medium 9788527734776

Capítulo 1 Tecnologia Enzimática | Conceitos Básicos, Aplicações e Mercado

KOBLITZ, Maria Gabriela Bello Grupo Gen ePub Criptografado

Ana Elizabeth Cavalcante Fai Buarque de GusmãoCristiano José de AndradeDenise Maria Pinheiro (in memoriam)

◗ Introdução

◗ Classificação e nomenclatura

◗ Mercado econômico de enzimas e oportunidades

◗ Oportunidades e aplicações das enzimas na indústria de alimentos

◗ Considerações finais

◗ Bibliografia

A tecnologia enzimática é uma ferramenta interdisciplinar reconhecida pela Organização de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD, do inglês Organisation for Economic Co-operation and Development) como um componente importante para o crescimento industrial sustentável (concept of green chemistry). As enzimas são empregadas em uma vasta gama de segmentos, incluindo as indústrias química, farmacêutica e de alimentos, a agricultura, o setor energético, a saúde humana e animal, entre outros. A tecnologia enzimática cumpre um papel estratégico para o desenvolvimento de processos industriais sustentáveis, contribuindo para atender aos desafios de proteção socioambiental e de mudança climática global. Esse cenário aponta para uma provável expansão da utilização de enzimas nos diversos segmentos industriais nos próximos anos e justifica o interesse e a necessidade de estudos sobre este tema. A Tabela 1.1 contém uma série de exemplos da ampla e crescente utilização de enzimas em vários setores industriais.

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