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Capítulo 10 - Doença inflamatória pélvica

Eduardo Pandolfi Passos, José Geraldo Lopes Ramos, Sérgio H. Martins-Costa, José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke, Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Doença inflamatória pélvica

Ricardo Francalacci Savaris

Lourdes Ricco Deos

Jean Carlos de Matos

Paulo Naud

A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma condição que descreve a inflamação do trato genital superior feminino e suas estruturas adjacentes. Pode apresentar-se como endometrite, salpingite, peritonite, ooforite ou abscesso tubo-ovariano (ATO); uma cervicite isolada não faz parte do diagnóstico de DIP.1,2

A prevalência de DIP está entre 2 e 12%, sendo a doença infecciosa mais comum em mulheres nos países desenvolvidos e a quinta causa de hospitalização entre as mulheres.3

Em mulheres sexualmente ativas que consultam com médico generalista, o diagnóstico de

DIP é feito em 1 a cada 45 consultas.4

A DIP começa com cervicite e é seguida por mudança no microambiente cervicovaginal, o que leva à vaginose bacteriana e a ascensão de bactérias para o trato genital superior.5,6

A infecção é polimicrobiana;2 cerca de 30% das pacientes têm infecção por clamídia ou gonorreia.7 Outros agentes, como micoplasma, estreptococo -hemolítico do grupo A e anaeróbios, também estão implicados. Contudo, em cerca de 50% dos casos, não se identifica um agente causador.3,4 No Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), a incidência de

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Capítulo 38 - Avaliação pré-operatória e manejo pós-operatório

Eduardo Pandolfi Passos, José Geraldo Lopes Ramos, Sérgio H. Martins-Costa, José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke, Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Avaliação pré-operatória e manejo pós-operatório

Oly Campos Corleta

Patrícia W. Gamermann

Valentino Magno

Helena von Eye Corleta

A cirurgia no aparelho reprodutor feminino requer uma discussão particularmente cuidadosa com a paciente. Dúvidas sobre a capacidade reprodutora ou a continuação da função sexual podem ser supervalorizadas pela paciente. É importante que a discussão prévia à cirurgia seja clara e honesta, o ginecologista não deve prometer a preservação nem a restauração da fertilidade.

A doença primária pode demandar ressecções, especialmente nas cirurgias oncológicas, e isso é particularmente relevante em pacientes jovens.

A paciente deve ter assegurado o direito de decidir sobre seu tratamento. O ginecologista deve se esforçar para que as demandas da paciente não entrem em conflito com as necessidades médicas de tratamento. É de grande importância envolver os familiares nos esclarecimentos pré-operatórios, sobre as expectativas dos resultados terapêuticos e sobre os riscos de complicações pós-operatórias. Com o aumento da média de idade da população feminina, mais pacientes com problemas clínicos são candidatas a tratamento cirúrgico. O procedimento cirúrgico poderá

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Capítulo 19 - Neoplasia do corpo uterino

Eduardo Pandolfi Passos, José Geraldo Lopes Ramos, Sérgio H. Martins-Costa, José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke, Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Neoplasia do corpo uterino

Márcia L. Appel

Valentino Magno

Heleusa Monego

Tiago Selbach Garcia

Razyane Audibert Silveira

Hiperplasia endometrial

A hiperplasia endometrial (HE) é uma condição histológica caracterizada pela proliferação das glândulas endometriais que exibem tamanho e formato variados, aumento da relação glândula-estroma e presença ou não de atipias epiteliais. Do ponto de vista clínico, a HE está associada a sangramento uterino anormal

(SUA) perimenopáusico ou pós-menopáusico.

A HE resulta do estímulo estrogênico persistente e prolongado, sem a habitual oposição cíclica da progesterona e, portanto, é quase invariavelmente encontrada em mulheres anovulatórias perimenopáusicas. Na mulher pós-menopáusica, os estrogênios exógenos utilizados de maneira contínua, sob forma de terapia hormonal (TH), sem oposição da progesterona, ou os estrogênios endógenos, obtidos a partir da conversão periférica (no tecido adiposo) de androstenediona em estrona (estrogênio), podem expor o endométrio ao estímulo prolongado, levando à hiperplasia e, às vezes, ao câncer. De fato, alguns tipos de hiperplasia representam estados pré-malignos. Em 1985, Kurman e colabora-

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Capítulo 24 - Neoplasia maligna da mama

Eduardo Pandolfi Passos, José Geraldo Lopes Ramos, Sérgio H. Martins-Costa, José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke, Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Neoplasia maligna da mama

Jorge Villanova Biazús

José Antônio Cavalheiro

Rodrigo Cericatto

Ângela Erguy Zucatto

Márcia Portela de Melo

A neoplasia maligna da mama tem grande importância no cotidiano de todos os profissionais que tratam da saúde da mulher. Temido pela maioria, o diagnóstico do câncer de mama repercute de forma extremamente singular na vida das mulheres. Associado à ideia de sofrimento e morte, que acompanha qualquer tipo de câncer, a mama representa um

órgão que permite nutrição e perpetuação da espécie, além de influenciar a feminilidade e a sexualidade. Assim, o câncer de mama merece especial abordagem em função do impacto emocional que traz consigo.

Epidemiologia

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, respondendo por cerca de 25% dos casos de neoplasia maligna diagnosticados a cada ano, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma.1

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Capítulo 3 - Consulta ginecológica

Eduardo Pandolfi Passos, José Geraldo Lopes Ramos, Sérgio H. Martins-Costa, José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke, Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Consulta ginecológica

Alberto Mantovani Abeche

Adriani Oliveira Galão

Solange Garcia Accetta

Avaliação clínica como base do atendimento em ginecologia

A consulta ginecológica segue o roteiro habitual das consultas médicas: anamnese, exame físico, elaboração de hipóteses diagnósticas, solicitação de exames complementares, conduta quanto à terapêutica e ao seguimento da paciente. No entanto, há particularidades muito importantes que merecem atenção. A consulta abordará assuntos íntimos ligados à sexualidade, à higiene menstrual, ao planejamento familiar e a sintomas percebidos nas mamas e no sistema urogenital. É preciso, portanto, que o médico procure deixar a paciente à vontade para que ela possa falar livremente de suas queixas e preocupações, e abstenha-se de emitir julgamentos ou fazer observações que possam constrangê-la, respeitando a fragilidade da paciente neste momento.1

Da mesma maneira, durante o exame físico procura-se respeitar ao máximo o pudor da paciente, tomando alguns cuidados fundamentais. Deve-se permanecer afastado quando a paciente, preparando-se para o exame, troca de roupa e veste o avental, com ou sem a ajuda de

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