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Capítulo 1 - Responsabilidade civil em ginecologia e obstetrícia

Eduardo Pandolfi Passos; José Geraldo Lopes Ramos; Sérgio H. Martins-Costa; José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke; Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Responsabilidade civil em ginecologia e obstetrícia

Judith Martins-Costa

Fernanda Mynarski Martins-Costa

A judicialização da medicina é, hoje, um fenômeno corriqueiro, como vem sendo registrado por diversas pesquisas. Inquérito efetuado pelo

Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) demonstrou que, em 2016, 1 em cada

5 médicos era parte de ao menos um processo judicial em andamento.1,2 Conforme dados da Coordenadoria Jurídica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (Conjur-HCPA), verificou-se, naquele Hospital, entre 1989 e

2015, um incremento de 1.000% no número de ações judiciais por alegado erro médico, sendo a Ginecologia e Obstetrícia a área-líder dessas ações. No período entre 1989 e

2015, dentre as especialidades desenvolvidas no HCPA, foi a área responsável pelo maior número das acusações em juízo, com

36% das ações judiciais ajuizadas contra aquele hospital, mantendo significativa distância da segunda colocada, a área de Cirurgia Geral, com 5% das acusações. E o problema não é só brasileiro: levantamento feito pelo American Congress of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) em 2015 apontou que 73,6% dos ginecologistas e obstetras norte-americanos sofreram pelo menos uma acusação judicial de má-prática (62% em obstetrícia e 39% em ginecologia).2

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Medium 9788582714072

Capítulo 31 - Propedêutica da incontinência urinária feminina

Eduardo Pandolfi Passos; José Geraldo Lopes Ramos; Sérgio H. Martins-Costa; José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke; Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Propedêutica da incontinência urinária feminina

José Geraldo Lopes Ramos

Fernando Rocha de Oliveira

Adriana Prato Schmidt

Ana Selma Bertelli Picoloto

A incontinência urinária (IU) é a queixa de perda involuntária de urina.1 Com etiologia multifatorial, é elemento gerador de exclusão social, interferindo na saúde física e mental da paciente e comprometendo sua qualidade de vida.

A IU é a soma de fatores de um processo natural que vão danificando e enfraquecendo o assoalho pélvico ao longo dos anos. Além disso, há também outras patologias que, independentemente da idade, vão contribuindo para esse desfecho. Estima-se que a IU afete

50% das mulheres norte-americanas durante sua vida e resulte em custos estimados em mais de US$ 19,5 bilhões anualmente.

A IU é mais comum em mulheres, por apresentarem menor comprimento uretral e maior chance de dano musculofascial durante a gestação e o parto. O aumento da prevalência em mulheres com maior idade pode ser explicada por fatores como aumento de problemas orgânicos, dificuldade de mobilização, constipação, doenças respiratórias crônicas, cirurgias ginecológicas prévias, além do envelhecimento natural do assoalho pélvico na pós-menopausa.

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Medium 9788527724227

9 - Terapia com Aerossol

BOWDEN, Vicky R.; GREENBERG, Cindy Smith Grupo Gen PDF Criptografado

CapÍTULO

9

Terapia com Aerossol

Diretrizes clínicas

• O médico prescreve tratamento com aerossol

• A terapia com aerossol deve ser administrada pela própria criança, se tiver idade apropriada, ou por fisioterapeuta, enfermeiro, técnico ou auxiliar de enfermagem, pais ou cuidadores

• A escolha do tipo de dispositivo para liberação do aerossol deve levar em consideração a capacidade da criança/dos pais de utilizar(em) corretamente o equipamento, a preferência da criança, a compatibilidade entre a medicação e o dispositivo, o tempo ou o grau de habilidade necessário para orientar apropriadamente a criança/os pais no uso do dispositivo ou para monitorar o uso adequado, o custo da terapia e a possibilidade de reembolso (Dolovich, Ahrens, Hess et al., 2005)

• Os profissionais de saú­de responsáveis pelo tratamento com aerossol devem demonstrar conhecimento e apresentar habilidades sobre:

° Dispositivos liberadores de aerossol e suas limitações

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Medium 9788582714096

Capítulo 30 - Hemorragia puerpe

Sérgio H. Martins-Costa; ; José Geraldo Lopes Ramos; ; José Antônio Magalhães; Eduardo Pandolfi Passos; Fernando Freitas Grupo A PDF Criptografado

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Hemorragia puerperal

Edimárlei Gonsales Valério

Teresinha Zanella

Ana Lúcia Letti Müller

Sérgio H. Martins-Costa

José Geraldo Lopes Ramos

A hemorragia puerperal, ou hemorragia pós-parto (HPP), além de ser uma emergência obstétrica, ocupa o primeiro lugar entre as causas de morbimortalidade materna em todo o mundo. Uma revisão sistemática sobre causas globais de mortalidade materna com análise de 60.799 mortes em 115 países, entre 2003 e 2009, mostrou a hemorragia sendo diretamente responsável por 27,1% das mortes, a maior entre todas as causas; avaliando os casos de hemorragia, mais de

72,6% foram classificados como HPP.1 Considerando especificamente a morbidade da

HPP, uma revisão sistemática mostrou prevalência global de perda de sangue igual ou superior a 500 mL em 10,8% dos partos vaginais; a prevalência de hemorragia grave

(igual ou superior a 1.000 mL) foi de 2,8%.

Nessa revisão, foram incluídos estudos em que o manejo ativo do terceiro período do parto já era preconizado.2

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Medium 9788582714072

Capítulo 30 - Prolapsos genitais

Eduardo Pandolfi Passos; José Geraldo Lopes Ramos; Sérgio H. Martins-Costa; José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke; Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Prolapsos genitais

José Geraldo Lopes Ramos

Adriana Prato Schmidt

Ana Selma Bertelli Picoloto

Definição

O prolapso de órgão pélvico (POP) é definido como o descenso da parede vaginal anterior e/ou posterior ou do ápice da vagina, incluindo o colo uterino, o útero ou a cúpula vaginal, em pacientes histerectomizadas.1

Epidemiologia

A incidência e a prevalência do POP são subestimadas, havendo poucos estudos que tenham avaliação epidemiológica precisa.

Muitas pacientes não são sintomáticas e outras só procuram assistência quando o prolapso atinge estágios avançados ou quando há comprometimento das funções urinária, sexual ou evacuatória.2 As estimativas de prevalência baseadas nos dados restritos ao exame físico tendem a ser maiores quando comparadas às fundamentadas unicamente em sintomas.3

O desenvolvimento do prolapso relaciona-se diretamente à presença de fatores de risco e varia de forma significativa entre as populações estudadas. De forma geral, a prevalência de POP aumenta com a idade, sendo

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