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Capítulo 43 - Hematopatias na gestação

Sérgio H. Martins-Costa, José Geraldo Lopes Ramos, José Antônio Magalhães, Eduardo Pandolfi Passos, Fernando Freitas Grupo A PDF Criptografado

43

Hematopatias na gestação

Cristiane Segafredo Weber

Sheila Nogueira do Amaral

Liane Esteves Daudt

Doenças hematológicas associadas à gestação, apesar de pouco frequentes, exigem cuidados específicos por apresentar associação com morbimortalidade gestacional e perinatal. Podem variar de acordo com a região, as características genéticas, a idade e a população atendida. Por exemplo, a incidência de anemia falciforme na região Sul do Brasil é de aproximadamente

1:10.000 nascimentos, enquanto na região Nordeste pode chegar a 1:700 nascimentos.1

Por outro lado, com o avanço nas medidas de suporte e no tratamento das doenças hematológicas, bem como com o fato de as mulheres estarem engravidando em idade mais avançada, especialmente nos países desenvolvidos, espera-se aumento da prevalência de várias doenças durante a gestação, como as doenças neoplásicas.

Hemoglobinopatias

Doença falciforme

A doença falciforme (DF) é uma das doenças genéticas hereditárias mais frequentes no mundo. Decorre de uma mutação no gene da cadeia

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Medium 9788527732550

8 - Fundamentos da Administração de Medicamentos

Raquel Nascimento Tamez Grupo Gen PDF Criptografado

8

Fundamentos da

Administração de

Medicamentos

Introdução, 82

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Absorção, distribuição, metabolismo e eliminação, 82

��

Interações medicamentosas, 83

��

Métodos de administração de medicamentos, 84

��

Cateteres centrais, 88

��

Cateteres umbilicais, 88

��

Dosagem de medicamentos | Cálculos e fórmulas, 92

��

Cartão com os medicamentos de emergência, 95

��

Bibliografia, 96

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Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

O principal objetivo da administração de um medicamento é produzir a concentração efetiva da substância, que terá ação terapêutica para um local específico, alcançando os efeitos desejados e evitando toxicidade.

No paciente neonatal, existem fatores que podem interferir nesses objetivos. O crescimento ponderal é variável, o que afeta a dosagem do medicamento; 10 a 20% de mudança no peso corporal podem indicar necessidade de ajuste da dose. Na 1a semana de vida, o peso utilizado para se calcular a dosagem dos medicamentos e líquidos deve ser o peso ao nascimento, tendo em vista que flutuações no peso corporal do recém-nascido nesse período estão mais relacionadas com as mudanças dos líquidos corporais do que com o ganho, ou não, de peso.

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Capítulo 13 - Alterações do crescimento fetal

Sérgio H. Martins-Costa, José Geraldo Lopes Ramos, José Antônio Magalhães, Eduardo Pandolfi Passos, Fernando Freitas Grupo A PDF Criptografado

13

Alterações do crescimento fetal

José Antônio Magalhães

Ana Lúcia Letti Müller

Alessandra Fritsch

Maria Lúcia da Rocha Oppermann

Adriani Oliveira Galão

As alterações do crescimento fetal durante a gestação estão associadas à maior morbimortalidade perinatal, sejam elas devidas à restrição de crescimento ou à macrossomia. Neste capítulo, serão discutidas as alterações que ocorrem nos extremos da curva de crescimento, o seu diagnóstico e a conduta nesses casos.

Restrição de crescimento fetal

Restrição de crescimento fetal (RCF) é o termo usado atualmente para descrever fetos que não atingiram seu potencial de crescimento devido a fatores genéticos ou ambientais. A origem pode ser fetal, placentária ou materna, com possibilidade de sobreposição dessas etiologias. O crescimento e o controle do desenvolvimento fetal dependem de fatores genéticos, endócrinos, imunológicos, nutricionais e vasculares. A presença de qualquer distúrbio que apresente uma dessas origens pode resultar no atraso do crescimento do feto.1

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Capítulo 42 - Doenças gastrintestinais na gestação

Sérgio H. Martins-Costa, José Geraldo Lopes Ramos, José Antônio Magalhães, Eduardo Pandolfi Passos, Fernando Freitas Grupo A PDF Criptografado

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Doenças gastrintestinais na gestação

Ismael Maguilnik

Luiza Haendchen Bento

Mariana Alves Fonseca

As modificações hormonais e mecânicas que ocorrem na gestação geram alterações na motilidade do trato gastrintestinal, podendo manifestar-se como sintomas de distúrbios funcionais, como náuseas e vômitos, ou mesmo com o desenvolvimento de doenças com potencial de gravidade significativo, como colangite e pancreatite. O entendimento da fisiopatologia dessas alterações e do seu diagnóstico, bem como da eficácia e da segurança dos tratamentos na gestação, pode melhorar a qualidade de vida da gestante e prevenir complicações graves relacionadas a essas doenças. Neste capítulo, serão revisadas as principais doenças que acometem o trato digestivo das gestantes.

Doença do refluxo gastresofágico

A doença do refluxo gastresofágico (DRGE) caracteriza-se por refluxo anormal de conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou lesão de mucosa. A prevalência da

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Medium 9788527735483

11 Adaptação Materna durante a Gestação

Susan Scott Ricci Grupo Gen ePub Criptografado

PALAVRAS-CHAVE

Anemia fisiológica da gravidez

Balotamento

Contrações de Braxton Hicks

Ingestão dietética de referência (IDR)

Linha nigra

Percepção dos primeiros movimentos fetais

Pica

Sinal de Chadwick

Sinal de Goodell

Sinal de Hegar

Trimestre

Após a conclusão do capítulo, o leitor será capaz de:

1. Diferenciar entre os sinais subjetivos (presuntivos), objetivos (prováveis) e diagnósticos (positivos) de gravidez.

2. Descrever as alterações fisiológicas maternas que ocorrem durante a gestação.

3. Resumir as necessidades nutricionais da gestante e do feto.

4. Caracterizar as alterações emocionais e psicológicas que ocorrem durante a gestação.

Marva, de 17 anos de idade, procurou o ambulatório queixandose de intoxicação alimentar e dizendo que precisava de uma consulta médica de urgência. Quando o enfermeiro lhe fez perguntas adicionais sobre sua condição, Marva informou que estava enjoada e que se sentia “muito cansada” há vários dias. Ela parou de comer para evitar mais náuseas e vômitos.

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Medium 9788582714072

Capítulo 10 - Doença inflamatória pélvica

Eduardo Pandolfi Passos, José Geraldo Lopes Ramos, Sérgio H. Martins-Costa, José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke, Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

10

Doença inflamatória pélvica

Ricardo Francalacci Savaris

Lourdes Ricco Deos

Jean Carlos de Matos

Paulo Naud

A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma condição que descreve a inflamação do trato genital superior feminino e suas estruturas adjacentes. Pode apresentar-se como endometrite, salpingite, peritonite, ooforite ou abscesso tubo-ovariano (ATO); uma cervicite isolada não faz parte do diagnóstico de DIP.1,2

A prevalência de DIP está entre 2 e 12%, sendo a doença infecciosa mais comum em mulheres nos países desenvolvidos e a quinta causa de hospitalização entre as mulheres.3

Em mulheres sexualmente ativas que consultam com médico generalista, o diagnóstico de

DIP é feito em 1 a cada 45 consultas.4

A DIP começa com cervicite e é seguida por mudança no microambiente cervicovaginal, o que leva à vaginose bacteriana e a ascensão de bactérias para o trato genital superior.5,6

A infecção é polimicrobiana;2 cerca de 30% das pacientes têm infecção por clamídia ou gonorreia.7 Outros agentes, como micoplasma, estreptococo -hemolítico do grupo A e anaeróbios, também estão implicados. Contudo, em cerca de 50% dos casos, não se identifica um agente causador.3,4 No Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), a incidência de

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Medium 9788582714072

Capítulo 11 - Doenças sexualmente transmissíveis

Eduardo Pandolfi Passos, José Geraldo Lopes Ramos, Sérgio H. Martins-Costa, José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke, Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Doenças sexualmente transmissíveis

Paulo Naud

Janete Vettorazzi

Jean Carlos de Matos

Valentino Magno

A prevenção, o diagnóstico, o tratamento e o controle das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são graves problemas de saúde em todo o mundo e devem ser prioridades, devendo fazer parte de todas as políticas de prevenção da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV, do inglês human immunodeficiency virus), conforme recomendação do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados

Unidos e do Ministério da Saúde (MS) do

Brasil.1,2

Estima-se que 530 mil pessoas estejam infectadas pelo herpes-vírus simples 2

(HSV-2, do inglês herpes simplex virus 2) e mais de 290 milhões de mulheres estejam infectadas pelo papilomavírus humano (HPV, do inglês human papilloma virus).3 A maioria dos casos de DST está restrita às pessoas sexualmente ativas (principalmente adultos, jovens e adolescentes) e a recém-nascidos ou lactentes de mães contaminadas.2,3

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Capítulo 17 - Avaliação da saúde fetal

Sérgio H. Martins-Costa, José Geraldo Lopes Ramos, José Antônio Magalhães, Eduardo Pandolfi Passos, Fernando Freitas Grupo A PDF Criptografado

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Avaliação da saúde fetal

Maria Lúcia da Rocha Oppermann

Ana Lúcia Letti Müller

Maria Teresa Pedrazzi Chaves

Adriani Oliveira Galão

José Antônio Magalhães

O objetivo principal da avaliação da saúde fetal é a prevenção da morte fetal intrauterina e, possivelmente, a redução da morbidade por hipóxia. Essa avaliação está fundamentada na premissa de que os fetos respondem à hipóxia com uma sequência predeterminada de alterações biofísicas detectáveis. Os avanços tecnológicos dos últimos anos permitiram redução substancial na morte fetal, certamente relacionada a melhores cuidados antenatal e intraparto ao identificar e planejar antecipadamente o manejo de situações de risco. Entretanto, um terço da mortalidade intrauterina ainda

é de causa desconhecida.1,2

As técnicas de avaliação da saúde fetal têm sido utilizadas para identificar os fetos com risco de morte nas gestações complicadas por fatores maternos preexistentes ou por condições adquiridas durante sua evolução. As principais técnicas não invasivas de rastreamento dessas condições no período antenatal e intraparto são as avaliações do crescimento fetal, dos movimentos fetais

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18 Conduta de Enfermagem para o Recém-Nascido

Susan Scott Ricci Grupo Gen ePub Criptografado

PALAVRAS-CHAVE

Acrocianose

Bossa serossanguinolenta

Céfalo-hematoma

Circuncisão

Eritema tóxico

Escore de Apgar

Fototerapia

Hemangioma em morango (hemangioma capilar)

Idade gestacional

Imunização

Mancha vinho do Porto

Manchas mongólicas

Manchas salmão

Mília

Moldagem

Oftalmia neonatal

Pérolas de Epstein

Pseudomenstruação

Rapto infantil

Sinal de arlequim

Vérnix caseoso

Após a conclusão do capítulo, o leitor será capaz de:

1. Realizar as avaliações necessárias durante o período neonatal imediato.

2. Empregar intervenções que atendam às necessidades imediatas do recém-nascido a termo.

3. Demonstrar os componentes do exame físico típico do recém-nascido.

4. Distinguir variações comuns que possam ser observadas durante o exame físico do recém-nascido.

5. Caracterizar problemas comuns no recém-nascido e as intervenções apropriadas.

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7 - Controle da Estabilidade Térmica

Raquel Nascimento Tamez Grupo Gen PDF Criptografado

7

Controle da

Estabilidade Térmica

Introdução, 72

��

Ambiente térmico neutro, 72

��

Aferição da temperatura, 73

��

Mecanismos e prevenção de perda de calor, 74

��

Alterações da estabilidade térmica, 75

��

Bibliografia, 80

��

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29/06/2017 11:36:05

72

Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

A regulação térmica é um dos fatores cruciais para a sobrevivência e estabilidade do recém-nascido. Em 1907,

Budin observou uma diminuição de 98 para 23% na taxa de mortalidade neonatal quando os recém-nascidos prematuros ou de baixo peso eram colocados em incubadora, mantendo-se a temperatura corporal estável. Em outro estudo, Silverman (1958) observou, em condições semelhantes, que, nos recém-nascidos que pesavam menos de 1 kg, a taxa de mortalidade neonatal caiu de 80 para 50%.

O avanço tecnológico e um melhor conhecimento do mecanismo termorregulador do recém-nascido têm contribuído para um controle térmico mais eficiente nessa população tão vulnerável. A dificuldade de manutenção térmica do neonato deve-se a fatores como: superfície corporal relativamente grande em comparação ao peso; capacidade metabólica limitada para produzir calor; e isolamento térmico inadequado. Termorregulação é a capacidade do corpo de promover equilíbrio entre a produção e a perda de calor, mantendo assim a temperatura corporal em conformidade com os valores normais.

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Medium 9788527732550

16 - Distúrbios Neurológicos

Raquel Nascimento Tamez Grupo Gen PDF Criptografado

16

Distúrbios

Neurológicos

Introdução, 220

��

Sistema nervoso, 220

��

Distúrbios neurológicos neonatais, 222

��

Bibliografia, 238

��

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220 Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

O cérebro humano, durante a vida intrauterina, passa por diversas fases de desenvolvimento. Alterações no desenvolvimento do sistema nervoso podem ter origem congênita, decorrente de fatores genéticos e ambientais, e afetam as etapas do desenvolvimento, causando anomalias e lesões permanentes nas estruturas anatômica e fisiológica, bem como modificações no comportamento.

As principais causas de disfunção do sistema nervoso central (SNC) (Figura 16.1), de acordo com as diferentes fases, são:

Pré-natal

••Sofrimento fetal crônico

••Diabetes materno

••Infecções (rubéola, toxoplasmose, herpes simples, citomegalovírus)

••Disfunções vasculares (isquemia cerebral, hemorragia, trombose e embolia)

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Medium 9788527735483

3 Anatomia e Fisiologia do Sistema Genital

Susan Scott Ricci Grupo Gen ePub Criptografado

PALAVRAS-CHAVE

Colo do útero

Endométrio

Estrogênio

Hormônio foliculoestimulante (FSH)

Hormônio luteinizante (LH)

Mamas

Menarca

Menstruação

Ovários

Ovulação

Pênis

Progesterona

Pudendo feminino (vulva)

Testículos

Tubas uterinas

Útero

Vagina

Após a conclusão do capítulo, o leitor será capaz de:

1. Comparar a estrutura e a função dos principais órgãos genitais femininos externos e internos.

2. Descrever as fases do ciclo menstrual, os principais hormônios envolvidos e as mudanças que ocorrem em cada fase.

3. Classificar as estruturas genitais masculinas externas e internas e a função de cada uma na regulação hormonal.

Linda, de 49 anos de idade, começou a menstruar quando tinha 12 anos. Seus ciclos menstruais sempre foram regulares, mas agora ela está apresentando ciclos irregulares, mais intensos e mais longos. Ela se pergunta se há algo errado ou se isso é normal.

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Capítulo 20 - Neoplasia da vulva e da vagina

Eduardo Pandolfi Passos, José Geraldo Lopes Ramos, Sérgio H. Martins-Costa, José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke, Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Neoplasia da vulva e da vagina

Valentino Magno

Heleusa Monego

Márcia L. Appel

Adriane Camozzato Fonte

Razyane Audibert Silveira

Neoplasia da vulva

A neoplasia da vulva é a quarta neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos, representando cerca de 5 a 6% das doenças malignas do trato genital feminino. É encontrada frequentemente em mulheres na pós-menopausa; no entanto, ultimamente, o número de casos novos tem aumentado em pacientes mais jovens.

Há dois mecanismos de carcinogênese existentes: o primeiro é relacionado à infecção pelo papilomavírus humano (HPV, do inglês human papilloma virus) e o segundo é relacionado a processos de inflamação crônica ou a alterações autoimunes. Pacientes na pós-menopausa normalmente desenvolvem lesões solitárias associadas ao líquen escleroso, enquanto as pacientes mais jovens desenvolvem lesões multifocais, relacionadas principalmente aos HPVs 16 e 33 (60% do câncer vulvar).

Os principais fatores de risco estão listados no QUADRO 20.1.

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Capítulo 6 - Sangramento uterino anormal

Eduardo Pandolfi Passos, José Geraldo Lopes Ramos, Sérgio H. Martins-Costa, José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke, Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Sangramento uterino anormal

Maria Celeste Osório Wender

Eduardo Pandolfi Passos

Fernando Freitas

Beatriz Vailati

Mona Lúcia Dall’Agno

Representando uma das principais queixas referidas pelas pacientes em idade reprodutiva, o sangramento uterino anormal (SUA) compreende até um terço das consultas médicas ginecológicas e impacta de forma significativa a qualidade de vida dessas mulheres.1,2

Em 2011, a International Federation of

Ginecology and Obstetrics (FIGO), por meio do Menstrual Disorders Working Group

(MDWG), publicou novas recomendações para definição e terminologia, e propôs uma nova classificação para o SUA, já aceita internacionalmente por importantes associações de ginecologistas, como American Congress of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) nos Estados Unidos e Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG) no

Reino Unido.3 Essa mudança teve o propósito de padronizar os termos utilizados para descrever os padrões anormais de sangramento uterino por médicos de diferentes nacionalidades, cientistas e, principalmente, pacientes.

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Capítulo 47 - Abdome agudo na gestação

Sérgio H. Martins-Costa, José Geraldo Lopes Ramos, José Antônio Magalhães, Eduardo Pandolfi Passos, Fernando Freitas Grupo A PDF Criptografado

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Abdome agudo na gestação

Helena von Eye Corleta

Oly Campos Corleta

Rosi Pereira Balbinotto

Uma em cada 600 gestantes apresentará alguma emergência abdominal não obstétrica na gestação e, destas, 0,2 a 2% necessitará de tratamento cirúrgico.1

Se o diagnóstico clínico de abdome agudo for realizado com base na história e no exame físico, o tratamento cirúrgico não deve ser retardado. Exames de imagem e laboratoriais podem apresentar alterações consideradas fisiológicas durante a gestação.

Para se evitar ou minimizar a morbimortalidade materno-fetal do abdome agudo no período gestacional, é crucial a rapidez no diagnóstico e no tratamento.

As intervenções cirúrgicas na gestação aumentam o risco de nascimento prematuro; por isso, é importante realizá-las em hospitais que tenham UTI neonatal, além da equipe cirúrgica e obstétrica.

O tratamento do abdome agudo durante a gestação não difere do da mulher não gestante. O objetivo principal é o diagnóstico e o tratamento precoce. O risco fetal é decorrente da gravidade do quadro materno, e casos com tratamento tardio têm piores desfechos materno e fetal.

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