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5. Peritonite encapsulante: como tratar

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Peritonite encapsulante: como tratar

Dario Birolini

Professor Emérito da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

INTRODUÇÃO

Cabe assinalar, inicialmente, que existem algumas opções quanto à denominação desta síndrome, incluindo as seguintes: peritonite esclerosante (PE), peritonite encapsulante, peritonite esclerosante encapsulante (PEE), esclerose peritoneal (EP), esclerose peritoneal encapsulante (EPE) e “abdominal cocoon”

(cápsula ou casulo abdominal). Como norma, adota-se, como rotina, a denominação peritonite esclerosante encapsulante (PEE).

De acordo com trabalho publicado por Machado1 em 2016, a PEE é uma doença inflamatória crônica, rara, de etiologia desconhecida. Caracteriza-se pelo envolvimento das alças intestinais por uma cápsula fibrótica e costuma levar a episódios recorrentes de obstrução intestinal acometendo o intestino delgado.

Embora os mecanismos etiopatogênicos responsáveis por ela sejam desconhecidos, ela pode ser primária, de natureza idiopática, ou secundária, desencadeada por fatores predisponentes como a tuberculose peritoneal ou, mais comumente, a diálise peritoneal.

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Capítulo 33 - Paciente com traumatismo

Calvin A. Brown III, John C. Sakles, Nathan W. Mick Grupo A PDF Criptografado

Paciente com traumatismo

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C apítulo 33  Paciente com traumatismo     381

Michael A. Gibbs, Ali S. Raja e Michael G. Gonzales

DESAFIO CLÍNICO

O manejo efetivo da via aérea é fundamental na reanimação do paciente com trauma grave. Embora a natureza e o momento da intervenção na via aérea sejam influenciados pela avaliação e o manejo, priorize as múltiplas lesões; os princípios fundamentais do manejo da via aérea no trauma não são diferentes daqueles aplicados ao manejo da via aérea em outras situações clínicas complexas. Uma abordagem consistente e um processo de pensamento reprodutível irão maximizar o sucesso.

A necessidade de intubação em um paciente com trauma depende de vários fatores que não se limitam à via aérea. As indicações para intubação, discutidas no Capítulo 1, incluem a falha na capacidade do paciente para manter ou proteger a via aérea (como no coma por trauma). Em tais casos, a necessidade de intubação é clara. A falha de ventilação ou oxigenação é menos comum. A primeira costuma estar relacionada a intoxicações, traumatismo craniano ou lesão torácica direta, como pneumotórax ou hemotórax. A última pode surgir não apenas por lesão direta traumática, mas também por edema pulmonar causado por lesão capilar difusa no pulmão por choque (“pulmão de choque”) ou pela síndrome da angústia respiratória aguda (SARA). Uma das indicações mais comuns para a intubação no trauma, porém, é também a mais difícil. Trata-se da indicação pela “evolução clínica prevista”, na qual múltiplas lesões, necessidade de exames de imagem, instabilidade hemodinâmica, necessidade de cirurgias ou procedimentos dolorosos, probabilidade de deterioração, comportamento combativo e outras considerações levam a uma decisão de intubar mesmo que a via aérea por si só, a oxigenação e a ventilação estejam adequadas.

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Capítulo 28 - Introdução ao manejo da via aérea em serviços médicos de emergência

Calvin A. Brown III, John C. Sakles, Nathan W. Mick Grupo A PDF Criptografado

Introdução ao manejo da via aérea em serviços médicos de emergência

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C apítulo 28  Introdução ao manejo da via aérea em serviços médicos de emergência     331

Frederick H. Ellinger Jr., Michael Keller e Darren A. Braude

DESAFIO CLÍNICO

O ambiente pré-hospitalar apresenta desafios únicos para todos os cuidados com o paciente e não apenas no manejo da via aérea. O processo de doença do paciente costuma ser indiferenciado, os recursos e os equipamentos podem ser mais limitados do que no ambiente hospitalar e pode haver problemas relacionados a acesso ao paciente, iluminação, clima adverso, espaço confinado, turbulência e vibrações da estrada e segurança do profissional, entre outros. Quando esses fatores são considerados em conjunto, não é razoável esperar que o manejo da via aérea fora do hospital seja idêntico ao manejo da via aérea dentro do hospital. Além disso, o manejo da via aérea não parecerá o mesmo nos dois sistemas de serviços médicos de emergência (SME)* devido a diferenças nos níveis de treinamento do profissional, escopo da prática, direção médica, diretrizes de tratamento, tempos de transporte, equipamentos e disponibilidade de retaguarda, incluindo o transporte aeromédico.

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Medium 9788582715611

Capítulo 12 - Manejo do paciente com dispositivo extraglótico

Calvin A. Brown III, John C. Sakles, Nathan W. Mick Grupo A PDF Criptografado

Manejo do paciente com dispositivo extraglótico

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C apítulo 12  Manejo do paciente com dispositivo extraglótico     125

Darren A. Braude, Michael T. Steuerwald e Eli Torgeson

INTRODUÇÃO

Os dispositivos extraglóticos (DEGs) estão sendo cada vez mais usados em situações de emergência, especialmente no ambiente pré-hospitalar, pois muitas empresas prestadoras de serviços médicos de emergência (SME) estão promovendo o seu uso como principal modo de manejo da via aérea. Como a maioria dos DEGs precisam ser convertidos em uma via aérea definitiva, os profissionais devem estar confortáveis com a avaliação e manejo de um paciente com um DEG, tenha sido colocado no departamento de emergência (DE) ou antes da chegada ao hospital. Um DEG pode ter sido usado como via aérea primária sem tentativa prévia de intubação ou secundariamente no caso de falha da intubação, o que pode ter importantes implicações clínicas. Os profissionais que trabalham em hospitais devem estar familiarizados com os dispositivos usados dentro de sua instituição e pelos serviços de SME em sua área de atuação. Isso deve incluir a prática clínica sempre que possível. Unidades de terapia intensiva (UTIs), DEs e empresas de transporte de cuidados críticos devem considerar a manutenção de amostras desses dispositivos disponíveis para a referência rápida. O conhecimento aprofundado sobre os diversos DEGs usados melhorará o cuidado com o paciente e facilitará o seu manejo.

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Capítulo 89 - Icterícia obstrutiva

Emilia Inoue Sato, Álvaro N. Atallah, Angelo Amato, Lydia Masako Ferreira Grupo A PDF Criptografado

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ATUALIZAÇÃO TERAPÊUTICA

■■ SUPORTE PÓS-TRATAMENTO

O pós-operatório ideal inclui internação em regime de terapia intensiva, correção de acidose e coagulopatia, administração de antibióticos e rigoroso controle hemodinâmico. Tais esforços devem concentrar-se nas primeiras 24 a 48 horas, período no qual o paciente será submetido a uma nova laparotomia (second look), para reavaliar a viabilidade intestinal e se houve progressão da isquemia, checar o sucesso da revascularização mesentérica e eventualmente ampliar a área intestinal ressecada. Segmentos remanescentes de delgado acima de dois metros de forma geral evoluem sem uma síndrome disabsortiva debilitante (síndrome do intestino curto), mas segmentos menores frequentemente indicam a necessidade de complementação parenteral, visto que o transplante intestinal atualmente se encontra mais na fase de pesquisa do que na prática médica.

REVISÃO

�� A maioria dos casos (90%) de IAV decorre de uma oclusão arterial aguda, que pode ser embólica ou trombótica.

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