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Capítulo 3. Enfermagem baseada em evidências

Alba Lucia Bottura Leite de Barros; Juliana de Lima Lopes; Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais Grupo A ePub Criptografado

 

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Dulce Aparecida Barbosa

Mônica Taminato

A tecnologia e o acesso a informações evoluem de forma muito acelerada, e a formação do profissional enfermeiro deve acompanhar esse desenvolvimento. Para isso, muitos desafios devem ser superados, e diversas competências e habilidades são necessárias para transpor as novas demandas do mercado de trabalho, que a academia e a sociedade propõem a esse profissional.

Outro grande desafio é formar profissionais com capacidade de divulgar em literatura indexada e avaliar o impacto das intervenções de enfermagem que contribuam de maneira preventiva, com redução da morbimortalidade e melhoria da qualidade de vida dos pacientes, dos familiares e dos sistemas de saúde.1

Profissionais da saúde, consumidores, pesquisadores e formuladores de políticas têm acesso à quantidade crescente de informação científica disponível. É improvável, contudo, que todos terão tempo e recursos para identificar e avaliar essas evidências e incorporá-las às decisões em saúde.2

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Medium 9788527733175

5 Alívio da Dor e Promoção do Conforto

MORTON, Patricia Gonce; FONTAINE, Dorrie K. Grupo Gen ePub Criptografado

Com base no conteúdo deste capítulo, o leitor deverá ser capaz de:

1. Diferenciar entre dor aguda e crônica.

2. Identificar fatores que exacerbem a experiência da dor na doença crítica ou grave.

3. Preparar os pacientes para as fontes comuns de dor no procedimento em terapia intensiva.

4. Comparar e contrastar a tolerância, a dependência física e a adição.

5. Discutir as diretrizes da prática clínica de manejo da dor, da agitação e do delirium nos pacientes de unidade de terapia intensiva.

6. Identificar os analgésicos apropriados para pacientes gravemente doentes de alto risco.

7. Descrever as intervenções não farmacológicas para o alívio da dor e da ansiedade.

A dor é um dos maiores estressores e um dos sintomas mais comuns nos pacientes gravemente doentes.1,2 Além de a dor ser um sintoma coexistente da doença grave, os pacientes experimentam níveis aumentados de dor durante muitas intervenções e muitos procedimentos de rotina em cuidados críticos.3,4

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Medium 9788527734691

U

Hinkle Grupo Gen ePub Criptografado

A úlcera péptica é uma escavação que se forma na parede mucosa do estômago, piloro, duodeno ou esôfago; tende a ser encontrada mais no duodeno que no estômago. Frequentemente é designada como úlcera gástrica, duodenal ou esofágica, dependendo de sua localização. As taxas de doença ulcerosa péptica entre indivíduos de meia-idade vêm diminuindo há muitas décadas, enquanto houve elevação nas taxas observadas entre idosos. Aqueles com idade a partir de 65 anos são mais encontrados em ambientes ambulatoriais e hospitalares para o tratamento de úlceras pépticas do que qualquer outro grupo etário. Essa tendência pode ser explicada, pelo menos em parte, pelas altas taxas de uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINE) e infecções por Helicobacter pylori em populações idosas.

As úlceras pépticas tendem a ocorrer isoladamente, mas várias delas podem ser observadas em determinado momento. Em geral, as úlceras gástricas crônicas acometem a curvatura menor do estômago, próxima ao piloro. As úlceras esofágicas surgem em consequência do fluxo retrógrado de ácido clorídrico (HCl) do estômago para o esôfago (doença por refluxo gastresofágico [DRGE]). A úlcera péptica tem sido associada à infecção bacteriana, como H. pylori. Os fatores predisponentes incluem história familiar de úlcera péptica, tipo sanguíneo O, uso crônico de AINE, consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo excessivo; existe certa associação entre as úlceras pépticas e as doenças pulmonares crônicas ou renais crônicas. A síndrome de Zollinger-Ellison (SZE) envolve a existência de hiperacidez gástrica extrema (hipersecreção de suco gástrico), úlcera duodenal e gastrinomas (tumores de células das ilhotas). Pode causar úlceras pépticas graves, hiperacidez gástrica extrema e tumores benignos ou malignos secretores de gastrina do pâncreas. A úlcera por estresse é o termo empregado para referir-se à ulceração aguda da mucosa da área duodenal ou gástrica, que ocorre após eventos fisiologicamente estressantes, como queimaduras, choque, sepse grave e traumatismo de múltiplos órgãos; essas úlceras são clinicamente diferentes das úlceras pépticas. Os tipos específicos de úlceras que resultam de condições estressantes incluem as úlceras de Curling e as úlceras de Cushing.

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Capítulo 4. Comunicação terapêutica

Alba Lucia Bottura Leite de Barros; Juliana de Lima Lopes; Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais Grupo A ePub Criptografado

 

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Maria Cristina Mazzaia

Wanda Cristina Sawicki

Comunicação é um meio de relacionamento pelo qual os indivíduos compartilham opiniões, ideias, informações, mensagens e sentimentos, podendo influenciar comportamentos e causar reações; sofre influência das crenças, da cultura, da realidade e da história de vida dos envolvidos.1

Nos serviços de atenção à saúde, a comunicação entre profissionais, gestores e usuários configura-se primordial para a humanização da assistência, conforme estabelecido por uma das diretrizes da Política Nacional de Humanização, que discorre sobre a importância do estabelecimento de vínculos, a construção de redes de cooperação e a participação coletiva no processo de gestão, ou seja, aspectos importantes em processos comunicacionais.2 Processos efetivos de comunicação, com abordagens claras e concisas, também influenciam ações de segurança para o cuidado, não somente para a equipe e o serviço de saúde, mas, principalmente, para o usuário, pois promove a continuidade e a integralidade da assistência.3

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Capítulo 21. Procedimentos relacionados ao sistema urinário e gastrintestinal

Alba Lucia Bottura Leite de Barros; Juliana de Lima Lopes; Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais Grupo A ePub Criptografado

 

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21.1

Graciana Maria de Moraes Coutinho

Ana Laura Oliveira Guedes

Definição

É a introdução de um cateter estéril (Folley), através do meato uretral até a bexiga, conectado a um coletor, também estéril, para drenagem da urina. Deve-se utilizar técnica asséptica no procedimento, a fim de evitar uma infecção urinária.1-3

Os cateteres de Folley são utilizados no procedimento de sondagem vesical de demora, apresentam um balão de retenção e foram projetados para que não se desloquem da bexiga. Podem ter duas ou três vias, sendo a escolha feita de acordo com o tratamento programado para o paciente.1-3

Indicação

O cateterismo vesical tem por finalidade esvaziar a bexiga em casos de retenção urinária; coletar material para exames; instilar medicamentos; controlar o volume urinário; mensurar a pressão abdominal; irrigar a bexiga; possibilitar a eliminação da urina em pacientes imobilizados, inconscientes, com obstrução urinária e em pós-operatório de cirurgias urológicas; paciente com úlcera na região sacra (medida para evitar recontaminação e desaceleração da cicatrização); entre outras. A drenagem urinária, nesse caso, é realizada por meio de sistema fechado (demora) ou por via suprapúbica.1-3

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