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Medium 9788527723640

14 - Doenças Relacionadas com o Trabalho

CARVALHO, Geraldo Mota de Grupo Gen PDF Criptografado

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Doenças Relacionadas com o Trabalho

Vera Lúcia Salerno

CC

Introdução

O trabalho é direito garantido ao cidadão pela Constituição brasileira, porém, para tra­ balhar, o in­di­ví­duo necessita estar saudável e manter sua saú­de. Não é admissível pela ética ou pela lei que o in­di­ví­duo perca sua saú­de ou adoeça por trabalhar.

A grande tarefa do profissional da ­área de saú­de ocupacional é zelar pela manutenção da saú­de do trabalhador. Aprender a lidar com a saú­de do trabalhador é, sobretudo, ter um olhar coletivo sobre a saú­de e não sobre as doen­ças. O estudo das doen­ças relacionadas com o traba­ lho tem como base a etiologia dessas doen­ças, ou seja, dimensionar até que ponto o trabalho interfere ou provoca agravo à saú­de. Para isso, a saú­de do trabalhador não se ocupa do in­di­ví­ duo, mas da população ou da coletividade tra­ balhadora.

Como se pretende definir até que ponto o trabalho contribuiu para o aparecimento de determinada doen­ça, é preciso descartar o in­ di­vi­dual. A maneira de analisar esta questão é observar o grupo de in­di­ví­duos expostos a de­ terminado risco (grupo que será chamado po­ pulação de risco) e verificar se este grupo que apresenta agravo à saú­de específico é diferente de outro grupo não exposto àquele risco. Em outras palavras: será que trabalhar em pé pro­

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Medium 9788527734264

3 - Enfermagem no Brasil | Perfil e Perspectivas

OGUISSO, Taka; SCHMIDT, Maria José Grupo Gen PDF Criptografado

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Enfermagem no Brasil |

Perfil e Perspectivas

Dorisdaia Carvalho de Humerez, Manoel Carlos Neri da Silva e Taka Oguisso

Introdução

Dados são elementos essenciais para iniciar um empreendimento, em qualquer ramo do conhecimento. Na década de 1950, diante da falta de enfermeiras nas instituições de saúde, houve a necessidade de conhecer melhor a situação da Enfermagem no Brasil. Muitas vezes, quando indagadas, as enfermeiras não conseguiam responder a perguntas sobre o número de profissionais existentes, ou em atividade, por exemplo. Como profissionais, elas sentiam vivamente inúmeras dificuldades, mas não conseguiam evidenciar as reais necessidades nem expressar como a Enfermagem era constituída.

Como relata Carvalho (1976),1 a necessidade de um inquérito que fornecesse tais dados “foi se tornando cada vez mais evidente à medida que as enfermeiras iam se espalhando por todo o país, integradas nas organizações oficiais de saúde”. Ora, qualquer planejamento de saúde só pode ser feito com base em dados, especialmente sobre os recursos humanos disponíveis. Não havendo órgão competente, à época, para obtenção de tais dados, coube à Associação Brasileira de Enfermagem

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Medium 9788580556148

Capítulo 61 - Agentes antifúngicos

Laurence L. Brunton PhD; Randa Hilal-Dandan PhD; Björn C. Knollmann, MD, PhD Grupo A PDF Criptografado

Capítulo

61

Agentes antifúngicos

P. David Rogers e Damian J. Krysan

Reino Fungi e seu impacto nos humanos

��Equinocandinas

Agentes antifúngicos sistêmicos: fármacos para infecções fúngicas invasivas profundas

��Agentes ativos contra microsporídeos e Pneumocystis

��Anfotericina B

��Flucitosina

��Imidazóis e triazóis

Reino Fungi e seu impacto nos humanos

Há 200 mil espécies conhecidas de fungos, e a estimativa do tamanho total do reino Fungi aponta para mais de 1 milhão. Os residentes do reino são bastante diversos e incluem leveduras, musgos, cogumelos e pragas vegetais como a ferrugem (smuts).

Aproximadamente 400 espécies fúngicas causam doença em animais e um número menor causa doença em seres humanos.

No entanto, as infecções fúngicas estão associadas a uma morbidade e mortalidade significativas. A incidência de infecções fúngicas potencialmente fatais aumentou nas últimas décadas devido ao aumento das populações de pacientes imunocomprometidos, como aqueles que receberam transplante hematológico ou de órgão sólido, quimioterapia contra o câncer e medicamentos imunossupressores, bem como aqueles com HIV/Aids

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Medium 9788582714072

Capítulo 5 - Síndrome pré-menstrual

Eduardo Pandolfi Passos; José Geraldo Lopes Ramos; Sérgio H. Martins-Costa; José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke; Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

5

Síndrome pré-menstrual

Maria Celeste Osório Wender

Carolina Leão Oderich

Fernando Freitas

A síndrome pré-menstrual (SPM) é um distúrbio crônico que ocorre na fase lútea do ciclo menstrual e desaparece logo após o início da menstruação. Foi cientificamente descrita pela primeira vez em 1931, pelo ginecologista Robert Frank, que classificou sintomas cíclicos de 15 mulheres como tensão pré-menstrual. O termo tensão foi utilizado até 1950, quando foi substituído por síndrome pré-menstrual.

A SPM caracteriza-se por uma combinação de sintomas físicos, psicológicos e comportamentais que afetam as relações interpessoais da mulher de forma negativa. Entre 3 e

8% das mulheres têm sintomas muito intensos, interferindo nas suas atividades diárias e comprometendo a sua produtividade e qualidade de vida, o que constitui o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM).

Epidemiologia

A ausência de um consenso diagnóstico para definir essa síndrome justifica, pelo menos em parte, a discrepância nos dados de prevalência encontrados na literatura. Estima-se que até 90% das mulheres apresentem a percepção de sintomas pré-menstruais. Estudos demonstram que 20 a 40% das mulheres sofrem de SPM e que, dessas, 3 a 8% apresentam sintomas intensos – o TDPM. Apesar de

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Medium 9788527734264

9 - Exercício da Enfermagem e Normas Penais e Éticas

OGUISSO, Taka; SCHMIDT, Maria José Grupo Gen PDF Criptografado

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Exercício da Enfermagem e Normas Penais e Éticas

Maria José Schmidt, Taka Oguisso e Antonio Carlos Vieira da Silva

Introdução

Acidentes cirúrgicos, anestésicos e de tratamentos têm-se repetido com alguma frequência e, quando descobertos pelos meios de comunicação, produzem intensa repercussão.

Nos distritos policiais e nos fóruns cíveis e criminais tem aumentado o número de denúncias e demandas judiciais contra profissionais da saúde e organizações hospitalares, principalmente sob a acusação de negligência, erros médicos e omissão de socorro. Possivelmente, não existem mais erros médicos hoje do que antigamente; a diferença é que a população está mais alerta, pois, além de não aceitar resignada e passivamente qualquer ocorrência que cause danos físicos ou pessoais, busca maiores esclarecimentos, e com isso os incidentes são mais divulgados.

Diante dessa realidade, é necessário que não só o médico, alvo principal das acusações, prepare-se para assumir a respectiva parcela de responsabilidade em uma eventual ocorrência, mas também todos os membros da equipe multiprofissional de saúde. Isso porque a complexidade atual da assistência à saúde requer o concurso de muitos profissionais de áreas diferentes para atuarem coletivamente em função do paciente.

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