578 capítulos
Medium 9788580556025

Capítulo 133. Trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

870

Seção 9

Pneumologia

lactamase. Após a melhora clínica, o paciente pode passar para um esquema oral

(clindamicina, 300 mg 4 x/dia; ou amoxicilina/clavulanato).

• Nos abscessos pulmonares secundários, a cobertura antibiótica deve ser direcionada contra o patógeno identificado.

• A continuação do tratamento é recomendada até que os exames de imagem mostrem que o abscesso pulmonar desapareceu ou ficou reduzido a uma pequena cicatriz.

• Os pacientes que continuam a ter febre ≥7 dias após o início dos antibióticos e aqueles cujos exames diagnósticos iniciais não identificaram outro patógeno tratável podem necessitar de ressecção cirúrgica ou drenagem percutânea do abscesso.

Para uma discussão mais detalhada, ver Mandell LA, Wunderink

RG: Pneumonia, Cap. 153, p. 803; Baron RM, Baron Barshak M:

Abscesso pulmonar, Cap. 154, p. 813; e Baron RM, Baron Barshak

M: Bronquiectasias, Cap. 312, p. 1694, do Medicina Interna de Harrison, 19ª edição.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527718431

11 - Formação Reticular

Meneses, Murilo S. Grupo Gen PDF Criptografado

11

Formação Reticular

Adelmar Afonso de Amorim Junior

Introdução

Do mesmo modo que os centros medulares são ligados entre si, morfofuncionalmente, por um sistema de conexões intersegmentares, os núcleos dos nervos cranianos também o são por um sistema parecido, porém mais complexo que o descrito ao nível da medula espinal. Além disso, a filogênese nos mostra que, ligando centros de importância maior, o tronco do encéfalo representa em todos os vertebrados, dos mais simples aos mais evoluídos, uma organização primitiva fundamental, assegurando a atividade básica da totalidade do sistema nervoso central (SNC).

A esse sistema difuso, de terminologia variada na literatura, que recebe e distribui seus influxos, dá-se o nome de sistema reticular, formação reticular ou substância reticular (formatio reticularis). Em virtude do conhecimento superficial de algumas conexões e devido às especulações sobre suas funções, era reconhecido apenas como uma parte separada do SNC pelos neuroanatomistas clássicos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582714775

Capítulo 28. A contribuição da neuropsicologia para a fonoaudiologia

Malloy-Diniz, Leandro F.; Leandro F.; Malloy-Diniz Grupo A PDF Criptografado

28

A contribuição da neuropsicologia para a fonoaudiologia

ANA LUIZA NAVAS

FONOAUDIOLOGIA E NEUROPSICOLOGIA:

PARCERIA E COMPLEMENTARIEDADE

Este capítulo descreve a relação de parceria e complementariedade que há muito se estabeleceu entre a fonoaudiologia e a neuropsicologia. A fonoaudiologia é definida como a profissão que atua na promoção, prevenção, avaliação e intervenção dos distúrbios da comunicação humana, tanto a comunicação oral como a escrita, a audição, a mastigação e a deglutição, bem como no aperfeiçoamento da fala e da voz (Brasil,

1981). Por sua vez, a definição da neuropsicologia como ciência interdisciplinar tem permeado as discussões atuais, já que surgiu de contribuições de diversos campos, como a neurologia, a psiquiatria, a psicologia cognitiva, a linguística e a própria fonoaudiologia (Haase et al., 2012).

O desenvolvimento da área hoje conhecida como neuropsicologia cognitiva da linguagem teve início com os estudos de pacientes com lesões neurológicas adquiridas (Caramazza & Zurif, 1976), e as interpretações dos achados neuropsicológicos têm subsidiado não somente as discussões teóricas, mas também as propostas de intervenção na fonoaudiologia. Segundo Martin (2000), a neuropsicologia da memória e linguagem contribui também para

Ver todos os capítulos
Medium 9788582712641

Capítulo 15. Dispraxias

Newra Tellechea Rotta; Lygia Ohlweiler; Rudimar dos Santos Riesgo Grupo A PDF Criptografado

15

DISPRAXIAS

NEWRA TELLECHEA ROTTA

[...] certains sujets, doués de qualités intellectuelles et morales supérieures, sont de veritables débiles moteurs, inaptes à tout exercice musculaire, à la pratique des sports, au maniement des intruments de précion, à l’apprentissage de toute technique [...]

Dupré

E

m 1871, Steinthal1 chamou de apraxia as perturbações, não dos movimentos propriamente ditos, mas das relações entre os movimentos e o objeto. Entretanto, foi em 1900, com Liepmann, que teve início a verdadeira história do estudo das perturbações práxicas.2 Já naquela época, apraxia era descrita como um fenômeno unitário que correspondia a diferentes níveis de desorganização do movimento. Distinguia três tipos de apraxia: ideatória, quando a lesão na região posterior do hemisfério esquerdo impedia a organização do movimento; ideomotora, quando a lesão se localizava no lobo parietal esquerdo, nas apraxias ideomotoras bilaterais, ou no corpo caloso, nas apraxias unilaterais esquerdas; e melocinéticas, nos casos de lesão rolândica contralateral, responsável pela memória do movimento de um membro.

Ver todos os capítulos
Medium 9788580556025

Capítulo 137. Apneia do sono

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

888

Seção 9

137

Pneumologia

Apneia do sono

DEFINIÇÃO E ETIOLOGIA

A apneia do sono é definida pela presença de pelo menos cinco episódios de apneia

(ausência de fluxo aéreo por ≥ 10 s) e/ou hipopneia (redução de pelo menos 30% no fluxo aéreo em relação ao basal por ≥ 10 s) por hora acompanhados de queda na saturação de oxigênio ou por despertar do sono. A síndrome de apneia/hipopneia obstrutiva do sono (SAHOS) é causada pelo fechamento das vias respiratórias superiores durante a inspiração intercalada por despertares breves no final dos episódios de apneia. Os fatores de risco para a SAHOS incluem obesidade, fatores craniofaciais como micrognatismo, história familiar de SAHOS e sexo masculino. Hipotireoidismo e acromegalia são doenças sistêmicas associadas à SAHOS. A SAHOS aumenta o risco de múltiplas condições cardiovasculares, incluindo doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, acidente vascular encefálico (AVE) e arritmias.

A apneia do sono central (ASC) caracteriza-se por pausas respiratórias durante o sono relacionadas com ausência de esforço respiratório. A ASC é menos comum que a SAHOS, mas pode ocorrer em conjunto com ela. A ASC é comumente encontrada em pacientes com insuficiência cardíaca e AVE, mas também pode ocorrer por medicamentos opioides e hipoxia (p. ex., respiração em grandes altitudes).

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos