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Medium 9788580556025

Capítulo 27. Mordeduras, venenos, picadas e intoxicação por animais marinhos

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

mordeduras, venenos, picadas e intoxicação por animais marinhos

CAPÍTULo 27

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salina normal e agentes vasopressores, como a dopamina, nos casos em que ocorre hipotensão intratável.

A epinefrina produz efeitos α e β-adrenérgicos, resultando em vasoconstrição e relaxamento da musculatura lisa brônquica. Os betabloqueadores são relativamente contraindicados para pessoas com risco de reações anafiláticas.

As seguintes medidas também devem ser adotadas, se necessárias:

• Anti-histamínicos, como a difenidramina na dose de 50 a 100 mg IM ou IV.

• Salbutamol nebulizado ou aminofilina, na dose de 0,25 a 0,5 g IV para broncospasmo.

• Oxigênio; intubação endotraqueal ou traqueostomia podem ser necessárias para a hipoxemia progressiva.

• Glicocorticoides (metilprednisolona, na dose de 0,5 a 1 mg/kg IV); não são úteis para as manifestações agudas, mas podem ajudar a diminuir a recorrência tardia de hipotensão, broncospasmo ou urticária.

• Nos casos de material antigênico injetado em uma extremidade, devem-se considerar o uso de um torniquete proximal ao local, a administração de 0,2 mL de epinefrina a 1:1.000 no local e a remoção do ferrão do inseto sem a sua compressão, se presente.

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Medium 9788527729772

26. Acesso Vascular para Métodos Contínuos de Terapia Renal Substitutiva

Vários autores Grupo Gen PDF Criptografado

26

Acesso Vascular para

Métodos Contínuos de

Terapia Renal Substitutiva

Benedito Jorge Pereira e Rosilene Motta Elias

Introdução

Alguns levantamentos indicam que a terapia renal substitutiva (TRS) na lesão renal aguda (LRA) se faz necessária em aproximadamente 4% dos pacientes criticamente doentes, além de estar associada a uma taxa de mortalidade que varia entre 38 e 82%.1,2 Considerando que o acesso vascular é necessário para a circulação sanguí­nea extracorpórea durante a TRS, devem ser tomadas medidas para preservar o leito vascular, em razão do maior risco, em longo prazo, de doen­ça renal crônica (DRC)nesses pacientes.

Em pacientes criticamente doentes, o acesso venovenoso por meio de um cateter duplo-lúmen (CDL) é mais apropriado do que uma fístula arteriovenosa. Informações e recomendações sobre a inserção e o acompanhamento de

CDL temporário na terapia intensiva baseiam-se em dados sobre o uso do cateter em pacientes com DRC estágio V ou de cateteres venosos centrais (CVC) na unidade de terapia intensiva (UTI). Se esses dados podem ser extrapolados para CDL em pacientes criticamente doentes, ainda é questionável, porque os pacientes gravemente doentes são muito diferentes de pacientes com DRC terminal e os CDL diferem muito dos CVC no que diz respeito à manipulação e à evolução das técnicas de TRS, que também diferem entre a unidade de diá­ lise e a UTI.3

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Medium 9788580556025

Capítulo 150. Colelitíase, colecistite e colangite

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

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Seção 11

GastrenteroloGia

laxativo capaz de aumentar a massa fecal e emolientes fecais (extrato de psílio, dioctil sulfossuccinato de sódio, 100 a 200 mg/dia), 1 a 4 banhos de assento por dia, compressas de hamamélis e analgésicos, conforme necessário. O sangramento pode requerer a ligadura elástica ou escleroterapia por injeção. A hemorroidectomia cirúrgica é necessária nos casos graves ou refratários.

FISSURAS ANAIS

Tratamento clínico como o adotado para as hemorroidas. Relaxamento do canal anal com pomada de nitroglicerina (a 0,2%) aplicada 3x/dia ou toxina botulínica tipo A, em doses de até 20 U injetadas no esfincter interno de cada lado da fissura. Esfincterotomia anal interna nos casos refratários.

PRURIDO ANAL

Comumente tem causa obscura; pode ser devido à higiene precária ou infecção fúngica ou parasitária. Tratar com limpeza exaustiva após as evacuações, glicocorticoide tópico e agente antifúngico, se indicado.

CONDILOMAS ANAIS (VERRUGAS GENITAIS)

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Medium 9788580556025

Capítulo 152. Hepatite aguda

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

Hepatite aguda

CAPÍTULo 152

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COMPLICAÇÕES

Dor abdominal crônica, gastroparesia, má absorção/má digestão, intolerância à glicose. Retinopatia não diabética devida à deficiência de vitamina A e/ou de zinco.

Sangramento GI, icterícia, efusões, necrose da gordura subcutânea e doença óssea metabólica. Maior risco de carcinoma pancreático. Adição a opioides é comum.

Para uma discussão mais detalhada, ver Conwell DL, Greenberger

NJ, Banks PA: Abordagem ao paciente com doença pancreática,

Cap. 370, p. 2086; Conwell DL, Banks PA, Greenberger NJ: Pancreatite aguda e crônica, Cap. 371, p. 2090, do Medicina Interna de

Harrison, 19ª edição.

152

Hepatite aguda

HEPATITE VIRAL

A hepatite viral aguda é uma infecção sistêmica que afeta predominantemente o fígado. Ela é caracterizada clinicamente por mal-estar, náuseas, vômitos, diarreia e febrícula, seguidos por colúria, icterícia e hepatomegalia dolorosa; pode ser subclínica e detectada apenas com base em níveis elevados de aspartato e alanina aminotransferases (AST e ALT). A hepatite B pode estar associada a fenômenos secundários a imuno-complexo, como artrite, enfermidade semelhante à doença do soro, glomerulonefrite e vasculite semelhante à poliarterite nodosa. Doença semelhante à hepatite pode ser causada não somente pelos vírus hepatotrópicos (A, B, C, D, E), mas também por outros vírus (Epstein-Barr, CMV, Coxsackie, etc.), álcool, drogas, hipotensão e isquemia, e doença do trato biliar (Quadro 152.1).

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Medium 9788527732895

30 - Uropatia Obstrutiva

RIELLA, Miguel Carlos Grupo Gen PDF Criptografado

30

Uropatia Obstrutiva

Ronaldo Roberto Bérgamo  •  Marcelo Langer Wroclawski

INTRODUÇÃO

Congênitas

Uropatia obstrutiva corresponde à obstrução ao fluxo de urina em qualquer nível do trato urinário, da pelve renal até o meato uretral.1 Esta pode ser uni ou bilateral, parcial ou completa, aguda ou crônica, congênita ou adquirida. Trata-se de uma doença passível de reversão no início, e a importância da reversão precoce é prevenir a atrofia tubular, a fibrose intersticial e a perda irreversível da função renal. O prognóstico dependerá da duração e da gravidade da obstrução, além da ocorrência de infecção urinária.

Hidronefrose é a dilatação da pelve renal e de cálices associada à atrofia renal, na maioria das vezes em decorrência da obstrução ao fluxo urinário.1

O pintor e escultor renascentista Michelangelo Buonarroti

(1475-1564) aspirou ilustrar um livro de anatomia do professor Realdo Colombo (1516-1559), da Universidade de Pádua, na Itália. Essa amizade surgiu quando Colombo diagnosticou, em Michelangelo, litíase urinária, em 1549, e gota, em 1555.

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