554 capítulos
Medium 9788527723763

28 Disfunção Anorretal

BEREK, Jonathan S. (ed.) Grupo Gen PDF Criptografado

28

Disfunção Anorretal

Robert E. Gutman

Geoffrey W. Cundiff

A disfunção defecatória e a incontinência fecal são distúrbios comuns nas mulheres, e com enormes repercussões psicossociais e econômicas.

O diagnóstico diferencial da disfunção anorretal é amplo e classificado em fatores sistêmicos, anormalidades anatômicas e estruturais, e distúrbios funcionais.

A anamnese e o exame físico completo são fundamentais na avaliação de incontinência fecal e disfunção defecatória, assim como os exames complementares apropriados.

Nos casos de disfunção anorretal, deve-se concentrar no tratamento do distúrbio de base, com tentativa de conduta clínica antes da cirurgia.

A esfincteroplastia de sobreposição é o procedimento de escolha nos quadros de incontinência fecal, causada por ruptura do esfíncter do ânus.

A disfunção anorretal abrange vários distúrbios; sendo possível subdividi-los em causadores de disfunção defecatória e de incontinência fecal. Embora a disfunção anorretal transcenda qualquer especialidade da Medicina em particular, este capítulo apresenta a fisiopatologia, a avaliação e o tratamento dos distúrbios relevantes para os ginecologistas-obstetras.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527723763

39 Doença Trofoblástica Gestacional

BEREK, Jonathan S. (ed.) Grupo Gen PDF Criptografado

39

Doença Trofoblástica

Gestacional

Ross S. Berkowitz

Donald P. Goldstein

Em geral, as gestações molares completas são diploides e todos os cromossomos são de origem paterna.

As gestações molares parciais são triploides, e o conjunto extra de cromossomos é paterno.

As molas completas estão sendo diagnosticadas em uma fase mais inicial da gravidez e a apresentação com os sinais e sintomas clássicos passou a ser menos frequente.

A quimioterapia com agente único induz alta taxa de remissão nas neo­pla­sias trofoblásticas gestacionais metastáticas de baixo risco e nas não metastáticas.

Depois da remissão induzida pela quimioterapia, as pacientes com neo­pla­sia trofoblástica gestacional podem esperar que, futuramente, sua reprodução seja normal.

Doença trofoblástica gestacional (DTG) é o termo usado para descrever o grupo heterogêneo de lesões inter-relacionadas e originadas da proliferação anormal de trofoblastos placentários. As lesões da DTG têm características histológicas diferentes e podem ser benignas ou malignas. As lesões benignas são as molas hidatiformes, completas e parciais, enquanto as malignas são a mola invasiva, o tumor trofoblástico placentário (TTP) e o coriocarcinoma. Esse subgrupo de lesões malignas com tendências va­riá­veis à invasão local e metástase é denominado de neo­pla­sia trofoblástica gestacional (NTG). As NTG estão dentre os raros tumores humanos que podem ser curados mesmo quando há ampla disseminação.1,2 Embora as NTG costumem suceder uma gravidez molar, podem ocorrer depois de qualquer gestação, inclusive após aborto induzido ou espontâneo, gravidez ectópica ou gravidez a termo.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582714096

Capítulo 50 - Doenças reumatológicas sistêmicas e gestação

Sérgio H. Martins-Costa, José Geraldo Lopes Ramos, José Antônio Magalhães, Eduardo Pandolfi Passos, Fernando Freitas Grupo A PDF Criptografado

50

Doenças reumatológicas sistêmicas e gestação

Claiton Viegas Brenol

Andrese Aline Gasparin

Nicole Pamplona Bueno de Andrade

Odirlei Andre Monticielo

Lúpus eritematoso sistêmico

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica autoimune caracterizada pelo envolvimento de múltiplos órgãos e sistemas e pela produção de diversos anticorpos antinucleares.1 A etiologia do LES ainda não é totalmente conhecida, porém, a participação de fatores genéticos, hormonais, imunológicos e ambientais é importante para o desequilíbrio do sistema imune. Há predomínio da doença em mulheres, com proporção de aproximadamente 9:1, ocorrendo principalmente durante a idade fértil.2

A classificação diagnóstica do LES baseia-se na presença de quatro dos 17 critérios relacionados no QUADRO 50.1, incluindo pelo menos um critério clínico e um critério imunológico OU biópsia renal compatível com nefrite lúpica na presença de fator antinuclear (FAN) positivo ou anti-DNA dupla-hélice (anti-dsDNA, do inglês anti-double stranded DNA). Os critérios são cumulativos e não necessitam ser concomitantes.3 Esses novos critérios de classificação foram publicados em 2012, são

Ver todos os capítulos
Medium 9788582714096

Capítulo 5 - Assistência pré-natal

Sérgio H. Martins-Costa, José Geraldo Lopes Ramos, José Antônio Magalhães, Eduardo Pandolfi Passos, Fernando Freitas Grupo A PDF Criptografado

5

Assistência pré-natal

Alberto Mantovani Abeche

Fernando Rocha de Oliveira

Jorge Alberto Buchabqui

Sérgio H. Martins-Costa

Os cuidados de saúde durante o período pré-natal foram introduzidos de forma organizada a partir do início do século XX, nos Estados Unidos, por assistentes sociais e enfermeiros. A American Academy of Pediatrics

(AAP) e o American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG)1 descrevem os cuidados pré-natais como um programa abrangente de cuidados envolvendo a abordagem coordenada de cuidados médicos e psicossociais que idealmente devem ser iniciados antes da concepção, estendendo-se por todo o período gestacional até o parto.

Desse modo, os programas de pré-natal devem incluir:

Cuidados pré-concepcionais;

Diagnóstico precoce da gestação;

Avaliação pré-natal inicial;

Consultas de acompanhamento pré-natais até o parto.

Os principais objetivos do acompanhamento médico ou de enfermagem no pré-natal são:

Ver todos os capítulos
Medium 9788527732574

63 - Mortalidade Materna e Perinatal

MONTENEGRO, Carlos Antonio Barbosa; FILHO, Jorge de Rezende Grupo Gen PDF Criptografado

63

Mortalidade

Materna e

Perinatal jj jj

Rezendinho - CAP-63.indd 967

Mortalidade materna, 968

Mortalidade perinatal, 971

04/10/2017 12:37:37

Mortalidade materna

Conceitos | Definições

A Organização Mundial da Saú­de (OMS, 2009) assim define a mortalidade materna: dd

dd

dd

Morte materna é a morte da grávida ou após 42 dias do término da gravidez, qualquer que seja a duração ou o local da gestação, por qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez, ou por conduta relacionada com ela, excluindo-se fatores acidentais ou incidentais.

Essa definição ajuda a identificar as mortes maternas, com base em suas causas, como diretas ou indiretas gg Morte materna obstétrica direta é aquela resultante de complicações obstétricas da gravidez, parto e puerpério, intervenções, omissões, tratamento incorreto ou cadeia de eventos resultantes de qualquer das causas mencionadas. Assim, por exemplo, a hipertensão e a hemorragia obstétricas, ou complicações da anestesia ou da cesárea são classificadas como morte materna direta gg Morte materna obstétrica indireta é aquela resultante de doen­ças preexistentes ou que se desenvolvem durante a gravidez, mas não de causas obstétricas diretas, embora agravadas pelas modificações fisiológicas da gestação. Mortes por complicações de doen­ças cardía­ cas ou renais, por exemplo, são consideradas mortes maternas indiretas

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos