110 capítulos
Medium 9788580554786

2. Abordagem à solução de problemas clínicos

Eugene C. Toy, Andrew N. Dentino, Monique M. Williams, Lowell S. Johnson Grupo A PDF Criptografado

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TOY, DENTINO, WILLIAMS & JOHNSON

e. Procedimentos cardíacos: i. Ecocardiografia: Utiliza a ultrassonografia para delinear a função e o tamanho cardíacos, bem como a fração de ejeção e a presença de disfunção valvular. ii. Angiografia: Injeta-se o contraste radiopaco em vários vasos, obtendo-se radiografias ou imagens fluoroscópicas para determinar a existência de oclusão vascular, a função cardíaca ou a integridade das válvulas cardíacas. iii. Testes ergométricos sob estresse: Os indivíduos sob risco de doença cardíaca coronariana são monitorados quanto à pressão arterial, frequência cardíaca, dor torácica e eletrocardiograma (ECG) enquanto se aumenta a demanda de oxigênio no coração, como em uma corrida na esteira.

As imagens de medicina nuclear do coração podem ser agregadas para aumentar a sensibilidade e a especificidade do teste. Os indivíduos que não conseguem correr na esteira (como aqueles com artrite grave) podem receber fármacos como adenosina ou dobutamina para “forçar” o coração.

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Medium 9788527735384

17 Lesão por Pressão

Lucas Porteiro Prospero, Débora Yumi Hayashida, Clineu de Mello Almada Filho Grupo Gen ePub Criptografado

Thais Regina Francisco  •  Aline T. Domingos

Com frequência, a literatura modifica as terminologias das feridas de pele causadas por pressão constante (elas já foram conhecidas como escaras ou úlceras de decúbito ou por pressão). Em 2016, a National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP) anunciou outra mudança na terminologia, passando a adotar o termo lesão por pressão (LPP).

Define-se LPP como um dano localizado na pele e/ou nos tecidos moles subjacentes, em pele íntegra ou com ferida aberta, localizada geralmente sobre uma proeminência óssea ou relacionada com o uso de dispositivo médico ou outro artefato. Tem etiologia isquêmica secundária à pressão intensa e/ou prolongada, combinada ao cisalhamento. A tolerância do tecido mole à pressão também pode ser afetada por fatores de riscos multifatoriais. O surgimento de LPP está associado a diferentes fatores:

■ Intrínsecos:

• Limitações de mobilidade ou imobilidade

• Alteração do nível de consciência

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Medium 9788527731836

16 - Síncope no Idoso

FREITAS, Elizabete Viana de; MOHALLEM, Kalil Lays; GAMARSKI, Roberto; PEREIRA, Silvia Regina Mendes (eds.) Grupo Gen PDF Criptografado

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Síncope no Idoso

Roberto Gamarski | Elizabete Viana de Freitas |

Kalil Lays Mohallem

Definição

Síncope é definida como a perda autolimitada da consciência e do tônus postural, decorrentes da redução transitória da perfusão cerebral. A pré-síncope é caracterizada pela perda do tônus postural sem perda da consciência. Assim, síncope e pré-síncope não são doenças, mas sim manifestações clínicas complexas de diferentes condições, de curta duração, que cursam com comprometimento transitório da perfusão cerebral.

Etiologia

Um primeiro pico de síncope tende a ocorrer entre os 10 e 30 anos de idade e pode acontecer um novo pico após os 65 anos, tanto em homens como em mulheres, conforme demonstrado no estudo de Framinghan, com aumento da incidência após os

70 anos.

Condições malignas e potencialmente fatais, como arritmias ventriculares, e condições benignas, como a síncope neurocardiogênica, podem se apresentar com síncope.

Independentemente de sua causa, episódios de síncope costumam ter como consequência um importante prejuízo para as funções física e psicológica do paciente idoso, de maneira que o risco do trauma físico muitas vezes acaba por diminuir a independência e a autonomia do idoso. Finalmente, episódios de síncope maligna, com trauma físico importante, podem ter consequências ainda maiores no paciente idoso.

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Medium 9788527731836

6 - Delirium

FREITAS, Elizabete Viana de; MOHALLEM, Kalil Lays; GAMARSKI, Roberto; PEREIRA, Silvia Regina Mendes (eds.) Grupo Gen PDF Criptografado

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Delirium

Ana Cristina Canêdo Speranza | Rodrigo Bernardo Serafim |

Priscila Mansur Taublib

Introdução

Delirium é um distúrbio global transitório da cognição, caracterizado por início agudo e curso flutuante dos sintomas. É desencadeado por determinado evento, como uso de fármacos ou doença subjacente em pessoas vulneráveis, particularmente idosos. Sua etiologia não é específica e pode surgir em qualquer ponto no curso de uma doença.

Trata-se de uma síndrome geriátrica, e pode ser o único sinal clínico de uma condição médica subjacente, especialmente em idosos frágeis com demência.

De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5a edição (DSM-5),1 o delirium é caracterizado por um distúrbio da atenção e da consciência, desenvolve-se em um breve período de tempo (horas ou dias), representa uma queda em relação à cognição basal, tem curso flutuante, requer a coexistência com um distúrbio adicional da cognição (memória, orientação, linguagem, visuoespacial ou percepção), e costuma estar associado a uma condição médica, intoxicação por substância ou efeito colateral medicamentoso, que devem ser descartados.

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Medium 9788527735384

23 Transtornos do Sono

Lucas Porteiro Prospero, Débora Yumi Hayashida, Clineu de Mello Almada Filho Grupo Gen ePub Criptografado

Lucas Porteiro Prospero  •  Osvladir Custódio

Cerca de metade dos idosos apresenta perturbação significativa e crônica do sono, o que se torna um fator de risco para quedas, pior qualidade de vida, institucionalização e aumento da mortalidade.

Em idosos saudáveis, pode ser difícil diferenciar algumas características do sono normal de uma patologia. Por exemplo, o declínio da eficiência do sono é usual na terceira idade e evidenciado por:

■ Sono mais superficial: o aumento das fases I e II, o encurtamento da fase de ondas lentas e a redução do sono REM, principalmente na segunda metade da noite, causam mais sensibilidade a estímulos externos e, por consequência, mais despertares noturnos

■ Redução de secreção de melatonina: promove avanço de fase do ritmo circadiano, traduzido por dormir mais cedo e despertar precocemente

■ Aumento da latência do sono: o idoso leva mais tempo para dormir.

Em estudos populacionais com pessoas acima de 65 anos, observa-se que:

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