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Medium 9788527735384

27 Síncope

Lucas Porteiro Prospero, Débora Yumi Hayashida, Clineu de Mello Almada Filho Grupo Gen ePub Criptografado

Lyina Kawazoe  •  Priscila Gaeta Baptistão

Síncope é a perda autolimitada da consciência e do tônus postural, consequente à redução transitória da perfusão cerebral. A incidência dessa síndrome aumenta proporcionalmente com a idade. A população idosa torna-se especialmente vulnerável em virtude do risco de quedas, o que aumenta o número de internações hospitalares, fraturas de fêmur e institucionalizações. Doenças cardiovasculares, muito prevalentes neste grupo etário, constituem grandes fatores de risco para síncope.

Para todo idoso com história de queda, deve-se pensar em síncope; e todo idoso com síncope deve ser rastreado e tratado para osteoporose.

Resulta de reflexos neuronais que alteram a frequência cardíaca e a pressão arterial sistêmica de maneira inapropriada:

■ Síncope vasovagal

■ Síncope situacional

■ Síndrome do seio carotídeo.

Geralmente acontece nas seguintes situações:

■ Ausência de doença estrutural cardíaca

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1 Avaliação Geriátrica Ampla

Lucas Porteiro Prospero, Débora Yumi Hayashida, Clineu de Mello Almada Filho Grupo Gen ePub Criptografado

Rodrigo Ngan Pazini  •  Eduardo Canteiro Cruz

A avaliação geriátrica ampla (AGA) aborda os aspectos médico, funcional e psicossocial, bem como os fatores ambientais. É multidimensional, geralmente interdisciplinar, e objetiva obter um diagnóstico global e detectar deficiências, incapacidades e desvantagens apresentadas pelos idosos, além de identificar os indivíduos frágeis e de alto risco, estabelecendo medidas de prevenção, tratamento e reabilitação.

A diferença entre a AGA e uma avaliação médica habitual consiste na priorização da funcionalidade e da qualidade de vida, utilizando instrumentos de avaliação, como testes, índices e escalas, que facilitam a comparação evolutiva do indivíduo.

O paciente deve ser avaliado considerando-se os grandes domínios: cognição, físico/funcionalidade, humor (mental), socioambiental e aspectos de espiritualidade. Por isso, deve-se:

■ Analisar as queixas atuais

■ Interrogar sobre os diversos aparelhos (questionar ativamente os sintomas, uma vez que, às vezes, determinadas alterações não são valorizadas pelo idoso nem por sua família)

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Medium 9788520429655

5. Doença Arterial Periférica

Luiz Roberto Ramos, Maysa Seabra Cendoroglo, Nestor Schor Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

5

Doença Arterial

Periférica

Marcia Makdisse

Introdução

Projeções epidemiológicas indicam que aproximadamente 27 milhões de pessoas na

Europa e nos Estados Unidos sofrem de doença arterial periférica (DAP).1 No Brasil, dados recentes do projeto Corações do Brasil demonstram prevalência de 10,5% da doen­ça nas cidades brasileiras com mais de 100.000 habitantes.2 A prevalência aumenta com a idade, chegando a atingir quase 40% dos octogenários.3

A presença de DAP funciona como um marcador de doença aterosclerótica generalizada. Entre idosos portadores de DAP, a prevalência de doença arterial coronariana e de doença cerebrovascular isquêmica é elevada (68% e 42%, respectivamente).4 Por conseguinte, a DAP está associada a aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais (acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e morte cardiovascular). No

Car­diovascular Health Study, no qual foram avaliados 5.714 idosos, seguidos por 6 anos, a mortalidade do grupo que apresentava doença cardiovascular associada a DAP foi de 32,3%; do grupo só com DAP, foi de 25,4%; e do grupo sem as duas patologias, foi de 8,7% (p < 0,01).5

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Medium 9788527731836

23 - Incontinência Urinária

Elizabete Viana de Freitas, Kalil Lays Mohallem, Roberto Gamarski, Silvia Regina Mendes Pereira Grupo Gen PDF Criptografado

23

Incontinência Urinária

Francisco José Werneck de Carvalho |

Marco Antônio Quesada Ribeiro Fortes

Introdução

Para cumprir a sua função primordial de conservar as condições ideais do meio interno, o rim recebe cerca de 25% do débito cardíaco, filtrando 180 l/dia e eliminando somente

10% desse total como urina. As demais estruturas do aparelho urinário têm como função o transporte (o ureter), o armazenamento pela bexiga e a eliminação da urina para o exterior pela uretra. Nesse conjunto de órgãos, a bexiga, constituída por musculaturas lisa (sistema autônomo) e estriada (musculatura voluntária), exerce fator de garantia social, por armazenar a urina e seus mecanismos neuro-hormonais, mecanismos estes que regulam sua atividade muscular (expandindo sua capacidade, com a adaptação da bexiga ao volume de urina produzido) e o desejo de esvaziamento e sua contração. Os esfíncteres interno e externo, também controlados por mecanismos neuro-hormonais, participam da regulação do acúmulo da urina e do esvaziamento vesical via uretra.

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Medium 9788527723442

4 - Farmacologia Geriátrica

Guccione, Andrew A. Grupo Gen PDF Criptografado

4

Farmacologia Geriá­trica

Charles D. Ciccone

CC

Introdução

Dominar o esquema medicamentoso administrado em cada paciente é fundamental para o fisioterapeuta. Este profissional precisa ter o conhecimento básico dos efeitos benéficos e adversos de cada substância e saber como certos medicamentos podem interagir nos vários processos de reabilitação.

Tal ideia é especialmente aplicável aos pacientes geriá­tricos em fisioterapia. Os idosos são mais sensíveis aos efeitos adversos da farmacoterapia, e muitas reações medicamentosas adversas

(RMA) impedem que o paciente evolua e participe dos procedimentos de reabilitação. Entretanto, a compreensão adequada do esquema medicamentoso do paciente pode ajudar os fisioterapeutas a reconhecer e lidar com esses efeitos adversos, e também aproveitar os benefícios da farmacoterapia nos pacientes idosos.

Neste capítulo, serão discutidos alguns aspectos pertinentes à farmacologia geriá­trica, com par­ticular ênfase na maneira como a farmacoterapia pode afetar os idosos em fisioterapia. O texto começa descrevendo o perfil farmacológico do paciente idoso, enfatizando por que as RMA tendem a ser mais comuns nessa população. As RMA específicas comuns no paciente idoso também serão delineadas aqui. Finalmente, examinaremos os efeitos benéficos e adversos das medicações específicas, e como esses medicamentos podem ter impacto na reabilitação de pacientes idosos.

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