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104 Terapêutica Endoscópica em Patologia Biliar

Renato Dani, Maria do Carmo Friche Passos Grupo Gen PDF Criptografado

104

Terapêutica Endoscópica em

Patologia Biliar

Glaciomar Machado

“Of all the advances in technology that have been utilized in medicine over the past ten years there is no doubt in my mind that some of the most dramatic effects have resulted from the introduction of gastrointestinal fibre-optic endoscopy.”

Alan E. Read

A afirmativa do saudoso gastrenterologista inglês data de 1972, quando os endoscopistas podiam oferecer excelente documentação de suas observações, mas eram incapazes de intervir, de realizar procedimentos terapêuticos de maior envergadura.

O grande impacto técnico, que marcou o início da era terapêutica na especialidade, ocorreu em 1974, quando Classen e

Demling, e Kawai e colaboradores, simultânea e independentemente, realizaram as primeiras esfincterotomias da papila de

Vater por via endoscópica peroral. Seguiram-se as comunicações de Liguory e colaboradores, em 1975, de Machado, em

1976, e de Koch e colaboradores, em 1977.

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Medium 9788580556025

Capítulo 47. Dor e edema articulares

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

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Seção 3

ApresentAções comuns do pAciente

Piúria

Pode acompanhar a hematúria nas doenças glomerulares inflamatórias. A piúria isolada é observada com mais frequência em associação com uma infecção do trato urinário superior ou inferior. A piúria pode ocorrer também com nefrite intersticial alérgica (geralmente com preponderância de eosinófilos), rejeição de transplante, bem como doenças tubulointersticiais não infecciosas e não alérgicas, como a doença renal ateroembólica. O achado de piúria “estéril” (i.e., leucócitos urinários sem bactérias) em um cenário clínico apropriado deve despertar a suspeita de tuberculose renal.

Para uma discussão mais detalhada, ver Lin J, Denker BM: Azotemia e anormalidades urinárias, Cap. 61, p. 289, do Medicina Interna de Harrison

Harrison, 19ª edição, AMGH Editora.

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Dor e edema articulares

As queixas musculoesqueléticas são extremamente comuns na prática ambulatorial e estão entre as principais causas de incapacidade e absenteísmo no trabalho. A dor articular deve ser investigada de forma lógica, uniforme e abrangente para que haja maior chance de se obter um diagnóstico preciso e para o planejamento apropriado dos exames de acompanhamento e do tratamento. A dor e o edema articulares podem ser manifestações de distúrbios primários do sistema musculoesquelético ou constituir reflexos de doenças sistêmicas.

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Medium 9788582714706

Capítulo 29 - Câncer gástrico

Luiz Rohde, Alessandro Bersch Osvaldt Grupo A ePub Criptografado

Carlos Cauduro Schirmer

Marcio Fernando Boff

Maurício Jacques Ramos

Richard Ricachenevsky Gurski

O câncer gástrico é uma causa comum de mortalidade em todo o mundo, e possui incidência variada de acordo com a região geográfica. Em média, acomete duas vezes mais homens do que mulheres. Países asiáticos (Japão, Coreia e China) com alta incidência chegam a registrar 69 novos casos a cada 100 mil habitantes por ano. Países europeus e sul-americanos, incluindo o Brasil, possuem incidência intermediária. A incidência de câncer gástrico vem diminuindo ao longo dos anos, e fatores nutricionais, como o melhor acondicionamento de alimentos, estão implicados nesse fenômeno. Porém, tem sido observado aumento gradual da incidência de tumores de cárdia, que possuem características demográficas e patológicas semelhantes ao adenocarcinoma esofágico associado ao esôfago de Barrett, à doença do refluxo gastresofágico e à obesidade.

No ano de 2014, 14.028 pacientes morreram devido ao câncer gástrico no Brasil, correspondendo a 6,70 mortes a cada 100 mil habitantes. Apesar de ter ocorrido uma pequena diminuição nos últimos 10 anos, o câncer gástrico ainda é um dos cinco tumores com maior mortalidade no País. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA),1 o número de casos novos de câncer de estômago estimado para o Brasil no ano de 2016 foi de 12.920 para homens e 7.600 para mulheres, perfazendo uma estimativa bruta total de 11 casos novos a cada 100 mil habitantes.

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Medium 9788582714706

Capítulo 59 - Aplicações da ultrassonografia endoscópica no pâncreas e nas vias biliares

Luiz Rohde, Alessandro Bersch Osvaldt Grupo A ePub Criptografado

Carolin Desire Nava

Nelson Coelho

José Celso Ardengh

A ultrassonografia (US) endoscópica, também conhecida como ecoendoscopia ou endossonografia, surgiu da fusão de dois dos principais métodos utilizados na gastrenterologia: a endoscopia digestiva alta (EDA) e a ultrassonografia (US). Ao acoplar um transdutor ultrassonográfico na extremidade distal de um endoscópio, tornou-se possível realizar o exame pormenorizado de órgãos ou regiões pouco acessíveis a outros métodos de imagem, como o pâncreas, a porção distal do colédoco e a papila duodenal. Além disso, a utilização de transdutores de alta frequência (> 20 MHz) permite o estudo detalhado das diversas camadas da parede do sistema digestório (mucosa, camada muscular da mucosa, submucosa, muscular própria e serosa), do esôfago, do estômago, do duodeno e do reto, o que não é possível com a EDA, com a US, com a tomografia computadorizada (TC) e/ou com a ressonância magnética (RM) do abdome. Essas características possibilitam o diagnóstico de lesões e seu estadiamento por meio de punção aspirativa por agulha fina (PAAF), além de aplicações terapêuticas. Existem três tipos básicos de aparelhos para a realização de US endoscópica: (1) radial, (2) setorial e (3) minissonda (cateter de alta frequência que é introduzido pelo canal de trabalho dos endoscópios convencionais de visão frontal).1

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Medium 9788527718349

92 Pancreatite Autoimune

Renato Dani, Maria do Carmo Friche Passos Grupo Gen PDF Criptografado

92

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Pancreatite Autoimune

José Galvão Alves, Natália Cordeiro, Daniella Cavalcanti e Marta Carvalho Galvão

INTRODUÇÃO

Embora referida por Sarles et al. em 1961, que a chamou de

“pancreatite inflamatória”, apenas em 1995 a doença pancreática crônica de etiologia indeterminada, cujo componente fibroinflamatório é rico em células linfoplasmocitárias, foi denominada, por Yoshida et al. “pancreatite autoimune” (PAI), conferindo-lhe, finalmente, identidade própria e terminologia mundialmente aceita.

Em 2006, Chari, da Divisão de Gastrenterologia e Hepatologia da Mayo Clinic, definiu a pancreatite autoimune como

“doença fibroinflamatória sistêmica que afeta não somente o pâncreas, mas também uma variedade de outros órgãos, incluindo ductos biliares, glândulas salivares, retroperitônio e nódulos linfáticos. Os órgãos afetados têm um infiltrado linfoplasmocitário rico em células positivas para IgG4 e este processo inflamatório responde à corticoterapia”.

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