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14 - Complicações crônicas do diabetes mellitus

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Capítulo

14

Complicações crônicas do diabetes mellitus

14.1 Fisiopatologia

14.2 Resistência à insulina e disfunção endotelial

14.3 Nefropatia diabética

14.4 Neuropatia diabética

14.5 Retinopatia diabética

14.6 Doença cardiovascular

14.7 Pé diabético

14.8 Doença cerebrovascular

14.1

Fisiopatologia

Paula Bruna Araujo

Adolpho Milech

INTRODUÇÃO

O diabetes mellitus (DM) é uma doença metabólica caracterizada por hiperglicemia secundária à falta absoluta ou relativa de insulina no organismo. O principal objetivo no manejo clínico do DM é a prevenção das complicações vasculares crônicas, as quais podem ser divididas em microvasculares (inclusive retinopatia, nefropatia e neuropatia) e macrovasculares (que afetam a vascularização arterial coronariana, cerebral e periférica).

Grandes estudos clínicos prospectivos mostraram forte associação entre níveis glicêmicos e complicações microvasculares (The Diabetes Control and Complications

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3 - Diagnóstico do diabetes mellitus

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Capítulo

3

Diagnóstico do diabetes mellitus

Marcus Miranda dos Santos Oliveira

Fernanda Costa Chuva

INTRODUÇÃO

Hoje em dia, o diabetes mellitus (DM) é considerado uma das principais doenças de evolução crônica que acometem o homem moderno em qualquer idade, condição social e localização geográfica, podendo levar a problemas de saúde mais sérios, como incapacitações, mortalidade prematura e custos envolvidos no controle e no tratamento das suas complicações. A prevalência mundial da doença tem crescido em proporções epidêmicas e, segundo dados da Federação

Internacional de Diabetes em 2011 existiam 366 milhões de diabéticos no planeta (8,3% da população adulta) e esse número se elevará para aproximadamente

552 milhões até 2030.1

Um estudo multicêntrico brasileiro do final da década de 1980 mostrou que a prevalência de diabetes em indivíduos entre 30 e 69 anos foi de 7,5%, aumentando para 17,4% no grupo entre 60 e 69 anos.2 Foi verificado ainda que a prevalência da doença aumentava 2 a 3 vezes entre aqueles com parentes de 1o grau com diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Cerca da metade dos pacientes com diagnóstico confirmado de diabetes desconhecia previamente a doença e 20% daqueles com diagnóstico prévio não faziam nenhum tipo de tratamento. Com base nessas informações, pode-se presumir que cerca de metade dos pacientes com diabetes convive com a hiperglicemia, que sabidamente aumenta o risco de complicações cardiovasculares, renais, neurológicas, oftalmológicas e infecciosas.

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Medium 9788581141275

18 - Infecção no paciente diabético

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Capítulo

18

Infecção no paciente diabético

Fernanda Vaisman

Mario Vaisman

Melanie Rodacki

INTRODUÇÃO

O diabetes mellitus (DM) é considerado um fator de risco para o desenvolvimento de infecções. São diversos os mecanismos propostos para essa associação.1-6

Sabe-se que o paciente com DM apresenta:

Depressão da atividade dos polimorfonucleares neutrófilos.

Alteração na aderência, quimiotaxia e opsonização leucocitária.

Resposta imune celular ineficiente e retardada aos agentes nocivos (a função humoral, por outro lado, parece estar preservada).

Alteração dos sistemas antioxidantes e menor produção de interleucinas (IL-2).

Redução da resposta vascular a mediadores inflamatórios, como histamina e bradicinina, diminuição da ligação proteica com consequente edema, redução da degranulação dos mastócitos e piora da oxigenação tecidual.

Todas essas anormalidades parecem contribuir para a suscetibilidade a infecções em pacientes com DM e estariam direta ou indiretamente relacionadas com a hiperglicemia crônica.3 Parece que a duração da hiperglicemia é mais importante que o valor absoluto dos níveis de glicose plasmática para aumentar o risco de infecções no paciente com DM. Sendo assim, um dos principais fatores de risco para um paciente diabético desenvolver infecção é a longa duração do diabetes mal controlado.

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Medium 9788581142821

3 - PATOGÊNESE DO PÂNCREAS NO DIABETES TIPO 2

LYRA, Ruy; CAVALCANTI, Ney; SANTOS, Raul Dias Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

3

PATOGÊNESE DO PÂNCREAS

NO DIABETES TIPO 2

// Silmara Aparecida de Oliveira Leite

// Suelen do Carmo Vieira

// Lívia Justen Tristão

Introdução

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma síndrome clínica com expressão fenotípica variável, sem etiologia específica, sendo considerada uma doença de natureza poligênica mediada pelo meio ambiente e caracterizada pela disfunção bi-hormonal do pâncreas.

A regulação da glicemia depende, basicamente, da ação de dois hormônios produzidos nas ilhotas de Langerhans, no pâncreas: a insulina e o glucagon, que promovem o ajuste minuto a minuto da homeostasia da glicose (Figura 3.1). A célula beta, responsável pela produção de insulina e amilina, corresponde a 60% da massa endócrina do pâncreas; já a célula alfa, responsável pela secreção de glucagon, ocupa cerca de 30% da massa pancreática.

Em pessoas saudáveis, a ação do glucagon é estimular a produção de glicose pelo fígado, e a ação da insulina é bloquear essa produção e aumentar a captação da glicose pelos tecidos periféricos sensíveis à insulina, como o músculo e o tecido adiposo. No estado normal de jejum, pequenos aumentos na glicemia levam à supressão da produção de glucagon e ao aumento da produção de insulina. O glucagon, assim como a insulina, é muito importante para a homeostase da glicose. A função adequada da célula alfa-pancreática é essencial para a glicorregulação normal.

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Medium 9788581140780

CAPÍTULO 15 - Resistência à Insulina e Demência

MOREIRA, Rodrigo O.; MOURA, Fábio; BENCHIMOL, Alexander; SALLES, João Eduardo Nunes Grupo Gen PDF Criptografado

C APÍTULO

15

Resistência à

Insulina e Demência

Renata Freitas Nogueira Salles �

João Eduardo Nunes Salles

INTRODUÇÃO

234

A Doença de Alzheimer (DA) é a causa mais frequente de demência em pessoas idosas, sendo responsável por 50% a 60% dos casos. A segunda forma de demência mais comum é a vascular (DV), chegando de 12% a

20% dos casos.

Durante décadas, “arteriosclerose cerebral” esteve consagrado como o termo técnico para demência, inclusive tendo a designação “esclerosado” como referência ao paciente portador dessa síndrome. Isso persistiu até constatarem como causa primordial das demências os processos degenerativos primários do Sistema Nervoso Central (SNC) (principalmente a

DA), desbancando, assim, os processos mórbidos vasculares cerebrais, como causas titulares fisiopatológicas da síndrome demencial em geral.

A DV se refere às síndromes demenciais que são secundárias a diferentes agravos da circulação sanguínea cerebral – acidente vascular encefálico

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