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156 - Raiva

Coura, José Rodrigues Grupo Gen PDF Criptografado

Seção  5  |  Doenças Produzidas por Vírus

156

CC

Raiva

Rugimar Marcovistz, Phyllis C. Romijn, Camila Zanluca e Carlos R. Zanetti

Introdução

A raiva é certamente a zoonose de registro mais antigo na história da humanidade. Os babilônios, no ­século 23 a.C., já estabeleciam multas aos proprietários de cães “loucos” que viessem a morder uma pessoa. Os gregos e romanos antigos também associavam a raiva humana às mordidas de cães doentes. Cardamus, um escritor romano (­século 1, d.C) acreditava que um veneno existente na saliva fosse o responsável pela raiva. Aulus Cornelius Celsus, contemporâneo de Cardamus, foi talvez o primeiro a descrever o quadro clínico da infecção rábica em humanos: “o paciente é torturado ao mesmo tempo pela sede e pela invencível repulsão à água”. Como prevenção da raiva, Celsus recomendava imediata cisão do tecido mordido, cauterização da mordida com ferro quente e imersão da vítima em uma piscina. No ­século 19 a cauterização da mordida ainda era usual, mas era feita com ácido nítrico.

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Medium 9788527722490

45 - Doença de Chagas

Coura, José Rodrigues Grupo Gen PDF Criptografado

Seção  1  |  Doenças Produzidas por Protozoários

45

CC

Doença de Chagas

João Carlos Pinto Dias, José Borges-Pereira e

Vanize de Oliveira Macedo†

Introdução e aspectos históricos

Estimada sua prevalência entre oito e dez milhões de pessoas em larga extensão da América Latina, a doen­ça de Chagas humana (tripanossomía­se americana, esquizotripanose, DCH) segue apresentando grande importância médica e social no continente. Nas últimas décadas, ademais, o fenômeno migratório está levando pessoas infectadas para todas as re­giões do planeta (Coura e Albajar-Viñas, 2010). São do maior interesse a descoberta da entidade por Carlos Chagas e a evolução do parasito Trypanosoma (Schizotrypanum) cruzi, até chegar à espécie humana. A história da descoberta é única nos anais da medicina, verdadeiro orgulho para a ciên­cia brasileira. Com excelente formação médica e científica, oriunda de Oswaldo

Cruz, Miguel Couto e Francisco Fajardo, Carlos Ribeiro

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Medium 9788582714959

Capítulo 82. Massas Cervicais

Alberto Augusto Alves Rosa; José Luiz Möller Flôres Soares; Elvino Barros Grupo A PDF Criptografado

MASSAS CERVICAIS

CAPÍTULO 82

MASSAS CERVICAIS

DANIELA DORNELLES ROSA

ANDRESSA STEFENON

FERNANDO CASTILHO VENERO

CONCEITO ► As massas cervicais tratam-se de qualquer aumento de volume na região cervical de um indivíduo representado por diversas condições, como nódulos, cistos, linfonodomegalias ou neoplasias.

► A epidemiologia varia de acordo com a faixa etária, sendo que, nas crianças, 90% das massas cervicais são benignas. Por outro lado, nos adultos, 80% dos casos de massas cervicais não tireóideas são malignos.

ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS

CLASSIFICAÇÃO ► As principais informações a serem consideradas ao classificar as massas cervicais são a etiologia e a localização.

A maneira mais prática de caracterizar as massas cervicais é separando-as em três grupos:

1. Congênitas;

2. Inflamatórias;

3. Neoplásicas.

Em relação à localização, a simplificação da anatomia cervical é dada com a seguinte divisão:

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Medium 9788582713990

Capítulo 10 - Transtornos relacionados a trauma e a estressores

Laura Weiss Roberts, Alan K. Louie Artmed PDF Criptografado

10

Transtornos relacionados a trauma e a estressores

Cheryl Gore-Felton, Ph.D.

Cheryl Koopman, Ph.D.

“Não consigo assistir ao noticiário – as memórias voltam com toda a força.”

“Me sinto vazio por dentro.”

O capítulo sobre transtornos relacionados a trauma e a estressores é novidade do

DSM-5 e reflete um afastamento significativo do DSM-IV no sentido de que a maioria dos transtornos dessa classe diagnóstica integrava anteriormente a classe de transtornos de ansiedade. Essa mudança reflete evidências empíricas obtidas na última década, as quais demonstram a variedade de respostas a eventos traumáticos ou estressantes. Embora alguns indivíduos possam responder com mais ansiedade, outros podem responder com maior anedonia, disforia, dissociação ou com uma combinação desses sintomas. Foi com a finalidade de capturar essa heterogeneidade e variabilidade que se criou a classe diagnóstica de transtornos relacionados a trauma e a estressores.

Essa classe diagnóstica está relacionada às respostas cognitivas, emocionais, comportamentais, fisiológicas e sociais a eventos traumáticos ou estressantes. A exposição a um evento traumático pode ocorrer a partir da experiência direta, do testemunho do evento, ao saber que o evento ocorreu com um parente próximo ou amigo

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Medium 9788580556025

Capítulo 179. Hemocromatose, porfirias e doença de Wilson

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

Hemocromatose, porfirias e doença de Wilson

179

CAPÍTULo 179

1119

Hemocromatose, porfirias e doença de Wilson

HEMOCROMATOSE

A hemocromatose é um distúrbio do armazenamento de ferro que resulta em aumento da absorção intestinal de ferro com depósito de Fe e lesão de muitos tecidos. A constelação clínica clássica da hemocromatose é representada por um paciente com pele bronzeada, doença hepática, diabetes, artropatia, anormalidades da condução cardíaca e hipogonadismo. Existem duas causas principais de hemocromatose: hereditária (devido à herança de genes HFE mutantes) e secundária à sobrecarga de ferro (geralmente em consequência de eritropoiese inefetiva, como na talassemia ou na anemia sideroblástica). O HFE codifica uma proteína que está envolvida na sensibilização celular para o ferro e na regulação da absorção intestinal de ferro. Mutações

HFE são muito comuns em populações originárias do norte da Europa (1 em cada 10

é portador). Os heterozigotos são assintomáticos; os homozigotos apresentam uma penetrância da doença de ~30%. Há uma sobrecarga de ferro progressiva, com as manifestações clínicas aparecendo após a idade de 30 a 40 anos, em geral mais cedo nos homens em comparação com as mulheres. A hepatopatia alcoólica e ingestão excessiva crônica de Fe também podem estar associadas a um aumento moderado do Fe hepático e reservas corporais elevadas desse elemento.

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