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Medium 9788580556025

Capítulo 179. Hemocromatose, porfirias e doença de Wilson

Dennis L. Kasper; Anthony S. Fauci; Stephen L. Hauser; Dan L. Longo; J. Larry Jameson; Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

Hemocromatose, porfirias e doença de Wilson

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CAPÍTULo 179

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Hemocromatose, porfirias e doença de Wilson

HEMOCROMATOSE

A hemocromatose é um distúrbio do armazenamento de ferro que resulta em aumento da absorção intestinal de ferro com depósito de Fe e lesão de muitos tecidos. A constelação clínica clássica da hemocromatose é representada por um paciente com pele bronzeada, doença hepática, diabetes, artropatia, anormalidades da condução cardíaca e hipogonadismo. Existem duas causas principais de hemocromatose: hereditária (devido à herança de genes HFE mutantes) e secundária à sobrecarga de ferro (geralmente em consequência de eritropoiese inefetiva, como na talassemia ou na anemia sideroblástica). O HFE codifica uma proteína que está envolvida na sensibilização celular para o ferro e na regulação da absorção intestinal de ferro. Mutações

HFE são muito comuns em populações originárias do norte da Europa (1 em cada 10

é portador). Os heterozigotos são assintomáticos; os homozigotos apresentam uma penetrância da doença de ~30%. Há uma sobrecarga de ferro progressiva, com as manifestações clínicas aparecendo após a idade de 30 a 40 anos, em geral mais cedo nos homens em comparação com as mulheres. A hepatopatia alcoólica e ingestão excessiva crônica de Fe também podem estar associadas a um aumento moderado do Fe hepático e reservas corporais elevadas desse elemento.

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Medium 9788527734059

Capítulo 63 - Antibióticos

HINRICHSEN, Sylvia Lemos Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

63

Antibióticos

Sylvia Lemos Hinrichsen  Jocelene Tenório Godoi  Tatiana de Aguiar Santos Vilella 

Líbia Moura  Juannicelle Tenório Godoi  Emmanuelle Tenório Godoi

Introdução

Antibióticos são substâncias produzidas por organismos vivos

(fungos/bactérias), que inibem o crescimento de microrganismos ou os destroem. São, portanto, substâncias sintéticas e/ou semissintéticas com ação antimicrobiana.

Na escolha do antibiótico adequado, deve-se estar atento

às suas características, sendo importante observar: se a atividade antimicrobiana é efetiva ou seletiva e não apresenta toxicidade para o hospedeiro; se é bactericida; se não altera a microbiota saprófita; se não induz resistência em organismos inicialmente sensíveis; se penetra de modo constante em todos os órgãos e tecidos; se não tem sua eficácia diminuída por condições locais, como pH e/ou potencial de oxirredução; se é estável em solução; se a biodisponibilidade é semelhante quando administrado por via oral ou parenteral; se tem meia-vida prolongada, o que leva à diminuição da necessidade de administração frequente; e se é de baixo custo.

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Medium 9788582715512

Capítulo 32. A Consciência de Zeno, de Italo Svevo

Táki Athanássios Cordás; Daniel Martins de Barros ; Michele de Oliveira Gonzalez Grupo A PDF Criptografado

32

A CONSCIÊNCIA DE ZENO

DE

ITALO SVEVO

Guilherme Spadini

Daniel Martins de Barros

Filho de pai alemão e mãe italiana, Italo Svevo é o pseudônimo de Aron

Ettore Schmitz, nascido em 1861, em Trieste, então parte do Império

Austríaco. Sua família era grande – sua mãe teve 16 filhos – e algo sofrida

– apenas oito sobreviveram e um declínio na fortuna da família obrigou-o a trabalhar como bancário.

Seu livro mais conhecido, A consciência de Zeno, só veio à luz por uma coincidência bastante curiosa. Ele é o terceiro de uma trilogia: o primeiro, Uma vida, já fora praticamente ignorado pelo mercado; o segundo, Senilidade, recebeu críticas muito desfavoráveis. Com isso, ele deixou de escrever por 25 anos. Na verdade, ele nunca parou de escrever, mas desistiu de tentar publicar qualquer coisa, produzindo fragmentos esparsos reunidos estoicamente por sua mulher, filha de um fabricante de tintas marítimas. Após o nascimento de sua filha, Letizia, Italo Svevo converteu-se ao catolicismo, mas suas raízes judaicas e o intenso interesse pela psicanálise, do também judeu Sigmund Freud, estão presentes em

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Medium 9788582714959

Capítulo 100. Paresia

Alberto Augusto Alves Rosa; José Luiz Möller Flôres Soares; Elvino Barros Grupo A PDF Criptografado

PARESIA

cirúrgica em casos de paralisia facial por trauma, quando a ENoG apresenta os mesmos resultados após 6 dias da lesão. Na OMA, também há indicação cirúrgica com os mesmos resultados de ENoG e após tratamento inicial com timpanocentese e antibiótico.

A proteção ocular é de extrema importância nos casos de paralisia facial em que não há completo fechamento ocular para evitar possíveis lesões de córnea. A utilização de lágrimas artificiais e a oclusão ocular noturna são sempre indicadas nesses casos.

REFERÊNCIA ►

House JW, Brackmann DE. Facial nerve grading system. Otolaryngol Head Neck Surg. 1985;93(2):146-7.

LEITURAS RECOMENDADAS ►

Almeida JR, Guyatt GH, Sud S, Dorion J, Hill MD, Kolber MR, et al. Management of Bell palsy: clinical practice guideline. CMAJ. 2014;186(12):917-22.

Atolini Junior N, Jorge Junior JJ, Gignon VF, Kitice AT, Prado LSA, Santos VGW, et al. Facial nerve palsy: incidence of different ethiologies in a tertiary ambulatory. Int Arch Otorhinolaryngol. 2009;13(2):167-71.

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Medium 9788527734059

Capítulo 43 - Infecções em Pediatria

HINRICHSEN, Sylvia Lemos Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

43

Infecções em Pediatria

Sylvia Lemos Hinrichsen

Todas as pessoas grandes foram um dia crianças, mas poucas se lembram disso. (O Pequeno Príncipe, Saint‑Exupéry)

Introdução

As infecções relacionadas à assistência à saúde (IrAS) apre‑ sentam importante prevalência no período neonatal, e, na pediatria, as crianças têm particularidades que as predispõem a maior risco de contraírem infecção; afinal, seu ambiente assistencial é composto por peculiaridades, como brinque‑ dos, que exigem cuidados na prevenção de infecções.

Recém‑nascido

Prevenir infecções em recém‑nascidos (RN) tem sido uma ati‑ vidade difícil, uma vez que os bebês têm vindo ao mundo cada vez mais prematuros e com maior sobrevida, assim como tam‑ bém pelo maior uso de recursos assistenciais e tecnológicos que oferecem riscos de IrAS.

Outro fator de importância está relacionado ao peso do

RN extremamente prematuro, que é inferior a 750 g ao nas‑ cimento. Isso dificulta os critérios diagnósticos e monitora‑ mento de taxas de IrAS, já que não se pode comparar essas crianças com outras com peso de 1.500 g ou mais. Assim, a estratificação do RN por faixa de peso ao nascimento é fun‑ damental para que seja possível comparar taxas de infecções em unidades de neonatologia.

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