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Medium 9788582713990

Capítulo 22 - Transtornos parafílicos

Laura Weiss Roberts Artmed PDF Criptografado

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Transtornos parafílicos

Richard Balon, M.D.

“Tenho esse ímpeto de mostrar minha genitália.”

“Tenho fantasias sexuais recorrentes de ser espancado pela minha parceira.”

A classe diagnóstica de transtornos parafílicos inclui transtornos do interesse e do comportamento sexuais caracterizados por fantasias, interesses ou comportamentos intensos e persistentes que vão muito além do que é considerado um interesse e/ou comportamento sexual normal (“normofílico”) e que causam sofrimento ou prejuízo significativo. O termo parafilia literalmente significa amor (philia) além do comum

(para). O enfoque do comportamento parafílico pode ser ou o alvo da atividade ou fantasia sexual (p. ex., objetos não humanos, crianças ou adultos que não oferecem consentimento, animais), ou a atividade sexual (p. ex., diversas atividades, como espancar ou chicotear um parceiro sexual ou a si mesmo a fim de causar sofrimento ou humilhação a si ou ao parceiro sexual). É importante observar que esse interesse e/ ou comportamento deve ultrapassar o interesse no que é considerado uma relação sexual regular e o relacionamento com um parceiro que deu consentimento, porque alguns elementos desse comportamento podem ocorrer durante o que se considera atividade sexual normal.

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Medium 9788582714072

Capítulo 30 - Prolapsos genitais

Eduardo Pandolfi Passos; José Geraldo Lopes Ramos; Sérgio H. Martins-Costa; José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke; Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

30

Prolapsos genitais

José Geraldo Lopes Ramos

Adriana Prato Schmidt

Ana Selma Bertelli Picoloto

Definição

O prolapso de órgão pélvico (POP) é definido como o descenso da parede vaginal anterior e/ou posterior ou do ápice da vagina, incluindo o colo uterino, o útero ou a cúpula vaginal, em pacientes histerectomizadas.1

Epidemiologia

A incidência e a prevalência do POP são subestimadas, havendo poucos estudos que tenham avaliação epidemiológica precisa.

Muitas pacientes não são sintomáticas e outras só procuram assistência quando o prolapso atinge estágios avançados ou quando há comprometimento das funções urinária, sexual ou evacuatória.2 As estimativas de prevalência baseadas nos dados restritos ao exame físico tendem a ser maiores quando comparadas às fundamentadas unicamente em sintomas.3

O desenvolvimento do prolapso relaciona-se diretamente à presença de fatores de risco e varia de forma significativa entre as populações estudadas. De forma geral, a prevalência de POP aumenta com a idade, sendo

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Medium 9788580556025

Capítulo 25. Emergências oncológicas

Dennis L. Kasper; Anthony S. Fauci; Stephen L. Hauser; Dan L. Longo; J. Larry Jameson; Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

Emergências oncológicas

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CAPÍTULo 25

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emergências oncológicas

As emergências nos pacientes com câncer podem ser classificadas em três categorias: efeitos da expansão do tumor, efeitos metabólicos ou hormonais mediados pelos produtos tumorais e complicações do tratamento.

EMERGÊNCIAS ONCOLÓGICAS ESTRUTURAIS/OBSTRUTIVAS

Os problemas mais comuns são síndrome da veia cava superior; derrame/tamponamento pericárdico; compressão da medula espinal; convulsões (Cap. 181) e/ou aumento da pressão intracraniana; e obstruções intestinal, urinária ou biliar. As três últimas condições são discutidas no Capítulo 331 do Medicina Interna de Harrison, 19a edição.

SÍNDROME DA VEIA CAVA SUPERIOR

A obstrução da veia cava superior reduz o retorno venoso proveniente da cabeça, do pescoço e dos membros superiores. Cerca de 85% dos casos são decorrentes de câncer de pulmão; o linfoma e a trombose dos cateteres venosos centrais também são causas.

Com frequência, os pacientes apresentam-se com tumefação facial, dispneia e tosse.

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Medium 9788527734059

Capítulo 45 - Aspectos Éticos e Jurídicos dos Processos Infecciosos Hospitalares e suas Relações com a Vigilância e a Qualidade Assistencial

HINRICHSEN, Sylvia Lemos Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

45

Aspectos Éticos e Jurídicos dos Processos

Infecciosos Hospitalares e suas Relações com a Vigilância e a Qualidade Assistencial

Sylvia Lemos Hinrichsen

Accountability é a obrigação de um indivíduo e/ou organização dar conta de suas atividades, aceitar a responsabilidade por elas, tomando‑as para si, e produzir respostas com resultados. (Sylvia

Lemos Hinrichsen)

Introdução

Há muito tempo, o Ministério da Saúde (MS) vinha interes‑ sado em oferecer um equacionamento para a questão das infecções hospitalares (IH), atualmente denominadas como infecções relacionadas à assistência à saúde (IrAS). Foi então posto o fundamento legal da responsabilidade de sorte às secretarias estaduais de saúde, para apuração de ocorrências relacionadas com as infecções. Assim, diante de um caso con‑ creto (em que se consiga estabelecer nexo causal), em que as normas de controle de IrAS/IH não tiverem sido observadas, estará flagrada a responsabilidade administrativa do hospital, sujeita ao poder de política da administração. Em tal caso, esse poder é exercido nos termos da Lei no 6.437, de 20 de agosto de 1977, que configura infrações à legislação sanitária e estabelece as sanções respectivas. Conforme a gravidade da falta, as penalidades vão desde a advertência até o cancela‑ mento do alvará de licenciamento do estabelecimento.

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Medium 9788527722490

40 - Doenças Ditas Tropicais, Clima e Globalização

Coura, José Rodrigues Grupo Gen PDF Criptografado

40

Doenças Ditas Tropicais,

Clima e Globalização

Jacqueline Anita de Menezes

CC

O que são doen­ças tropicais?

Por definição, seriam doen­ças prevalentes nas re­giões tropicais e, em parte, ligadas ao clima quente e úmido que domina nos trópicos. Como exemplo, tal designação engloba as agressões por animais peçonhentos, cobras, aranhas, escorpiões e outros, que pululam nesses climas, o pênfigo foliá­ceo endêmico (“fogo selvagem”) e doen­ças carenciais como o bócio endêmico.

No Brasil, a especialidade médica que hoje recebe o nome de Infectologia ou Doenças Infecciosas e Parasitárias, originou-se na Medicina Tropical praticada em instituições de pesquisa e saú­de pública como o Instituto Bacteriológico de São

Paulo, hoje Instituto Adolpho Lutz (Benchimol et  al., 2003) e o Instituto Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro (Benchimol,

1990), cujos pioneiros foram os membros da chamada Escola

Tropicalista Baiana (Jacobina et al., 2008). No Rio de Janeiro, a

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