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Capítulo 47 - Investigação de Surtos Infecciosos Hospitalares

HINRICHSEN, Sylvia Lemos Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

47

Investigação de Surtos Infecciosos

Hospitalares

Sylvia Lemos Hinrichsen  Tatiana de Aguiar Santos Villela  Martha Maria Romeiro Fonseca 

Girlayne Batista de Arruda  Jackeline Soares Costa

Ganhar uma guerra é tão desastroso quanto perdê‑la.

(Agatha Christie)

Introdução

O controle de surtos e epidemias tem sido uma atividade das equipes de controle de infecções relacionadas à assistência à saúde (IrAS). O termo “surto” está normalmente associado ao aumento na ocorrência de um agravo à saúde acima dos níveis esperados, ou seja, o número de casos é maior que o esperado em determinada população. O evento pode estar associado a uma estação do ano ou a determinado setor da instituição de saúde/hospital, bairro, cidade e país, persis‑ tindo por dias, meses ou anos.

Para a identificação precoce de um possível surto de IrAS,

é fundamental manter um sistema de indicadores de resulta‑ dos, de preferência mensal, que auxilie, a partir da suspeita, uma investigação envolvendo a confirmação da existência de um surto, bem como definição de caso, elaboração de um banco de dados, construção de uma curva epidêmica, revisão da literatura, formulação de hipóteses, medidas de bloqueio, coleta e guarda de material biológico, análise de dados e ela‑ boração de relatórios parciais e final (Quadro 47.1).

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Medium 9788582714096

Capítulo 29 - Parto, encefalopatia neonatal e paralisia cerebral no recém-nascido

Sérgio H. Martins-Costa, José Geraldo Lopes Ramos, José Antônio Magalhães, Eduardo Pandolfi Passos, Fernando Freitas Grupo A PDF Criptografado

29

Parto, encefalopatia neonatal e paralisia cerebral no recém-nascido

Sérgio H. Martins-Costa

Marcelo Marsillac Matias

Raquel Camara Rivero

Rita C. Silveira

A crença de que o trabalho de parto e o parto difíceis são causa frequente de dano neurológico, em especial de paralisia cerebral (PC) no recém-nascido (RN), tem se perpetuado ao longo dos anos. A primeira vez que se correlacionou o modo de nascimento com a PC foi em 1862, quando o ortopedista inglês William John

Little1 sugeriu que as causas mais frequentes de

PC eram a prematuridade, a asfixia perinatal e o trauma de parto. Naquela época, em que a cesariana era um procedimento raro, quase sempre fatal para a mulher, os trabalhos de parto prolongados e os partos difíceis acompanhados de extrações fetais cruentas eram comuns.

Baseado na hipótese de Little, era de se esperar que o progresso da obstetrícia e da neonatologia – como a utilização dos testes de avaliação da saúde fetal anteparto, o desenvolvimento das unidades de tratamento intensivo

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Medium 9788582713990

Capítulo 8 - Transtornos de ansiedade

Laura Weiss Roberts; Alan K. Louie Artmed PDF Criptografado

8

Transtornos de ansiedade

Alan K. Louie, M.D.

Laura Weiss Roberts, M.D., M.A.

“Vou fazer papel de bobo.”

“Meu coração de repente começa a bater tão rápido que não consigo respirar, mas meu médico não consegue encontrar nada de errado.”

A

classe diagnóstica de transtornos de ansiedade está relacionada aos estados humanos de medo, preocupação e ansiedade, os quais são bastante familiares à maioria, senão a todas as pessoas. Certamente, esses estados são, por vezes, a base da sobrevivência das pessoas, por prepará-las, alertá-las e mobilizá-las contra situações perigosas. A ausência de medo seria prejudicial – de forma semelhante à ausência de dor, o que permitiria que uma pessoa tocasse em uma chama sem hesitar. Apesar disso, medo, preocupação e ansiedade podem se tornar grandes demais – fora de proporção ou imoderados – devido aos “perigos” reais da vida de um indivíduo. Essa reação pode afetar de forma negativa a capacidade da pessoa de desempenhar o papel que ela assumiu, de gozar de relacionamentos saudáveis e de viver uma vida completa de modo geral. Por exemplo, uma mãe normalmente ficará preocupada querendo saber se seu filho pequeno chegou em segurança à escola. Essa mesma preocupação pode ser considerada excessiva quando a criança fica mais velha, moldando a experiência da criança e deixando a mãe mais obcecada. Quando medo, preocupação ou ansiedade causam sofrimento desnecessário e/ou influenciam de forma adversa o modo como a pessoa conduz sua vida, pode ser o caso de um transtorno da classe dos transtornos de ansiedade. Alguns indivíduos afetados podem buscar outras pessoas, orientadores ou clínicos, a quem possam descrever suas preocupações e sintomas, na esperança de tranquilização, compaixão ou tratamento. Outros, no entanto, podem ser tímidos ou constrangidos demais ou limitados de tal forma por sua ansiedade que acham que não conseguirão revelar seus sintomas para ninguém e, então, sofrem em silêncio.

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Medium 9788580556025

Capítulo 85. Infecções pneumocócicas

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

Infecções pneumocócicas

CAPÍTULo 85

501

Para uma discussão mais detalhada, ver Stevens DL: Infecções da pele, músculos e tecidos moles, Cap. 156, p. 827; Madoff LC: Artrite infecciosa, Cap. 157, p. 833; e Zimmerli W: Osteomielite, Cap. 158, p. 838, do Medicina Interna de Harrison, 19ª edição, AMGH Editora.

85

Infecções pneumocócicas

MICROBIOLOGIA

• O Streptococcus pneumoniae (o pneumococo) é um coco Gram-positivo que cresce em cadeias, causa α -hemólise em ágar-sangue, é solúvel em bile e sensível

à optoquina.

• Quase todos os isolados clínicos possuem uma cápsula polissacarídica, que protege a bactéria da fagocitose na ausência de anticorpo tipo-específico; foram identificadas 93 cápsulas distintas.

EPIDEMIOLOGIA

• Em países industrializados, as crianças servem como principais vetores da transmissão pneumocócica: 20 a 50% das crianças < 5 anos têm colonização nasofaríngea assintomática com S. pneumoniae (em comparação com 5 a 15% dos adultos jovens e de meia-idade). As taxas de colonização em todos os grupos etários são ainda maiores em países de baixa renda.

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Medium 9788582714959

Capítulo 10. Ascite

Alberto Augusto Alves Rosa; José Luiz Möller Flôres Soares; Elvino Barros Grupo A PDF Criptografado

ASCITE

CAPÍTULO 10

ASCITE

FERNANDA O. JAKIMIU

MARIA CRISTINA M. DOS SANTOS

PAULO ROBERTO LERIAS DE ALMEIDA

CONCEITO ► Ascite é definida como acúmulo de líquido na cavidade pe-

ritoneal. É um sintoma que pode ser ocasionado por diversas doenças, com diversos diagnósticos diferenciais; por isso, ao ser detectada, sugere-se realizar uma paracentese diagnóstica para análise do líquido.

CLASSIFICAÇÃO ► A ascite pode ser dividida em:

• Ascite de pequeno volume: detectada apenas com ajuda de exames de imagem;

• Ascite moderada: evidenciada no exame físico por uma moderada distensão abdominal;

• Ascite volumosa: distensão abdominal importante, podendo ser verificada tensão abdominal na palpação do abdome.

CAUSAS ►O Quadro 10.1 apresenta as causas de ascite. A Tabela 10.1

mostra as causas mais frequentes de ascite e suas respectivas características.

DIAGNÓSTICO E AVALIAÇÃO ► Na anamnese, deve-se questionar o pa-

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