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Capítulo 69 - Alterações hereditárias mesenquimais e malformações

Evandro A. Rivitti Grupo A PDF Criptografado

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Dermatologia de Sampaio e Rivitti

CAPÍTULO 69

ALTERAÇÕES HEREDITÁRIAS MESENQUIMAIS E MALFORMAÇÕES

APLASIA CÚTIS CONGÊNITA

Doença rara, que pode ser familiar, com herança autossômica dominante ou recessiva, existindo também formas esporádicas não familiares. Caracteriza-se por ausência de pele em determinada área do corpo.

Patogenia

Como parece tratar-se de um grupo de enfermidades heterogêneas, admite-se que existam vários mecanismos de doença, genéticos, por traumas intrauterinos, relacionados a aderências amnióticas, por comprometimento da vasculatura cutânea ou por ação de fatores teratogênicos, inclusive viroses.

Alguns autores admitem que a localização no couro cabeludo

(cerca de 80% dos casos), particularmente no vértex, ocorreria por ser a área de maior tensão durante a fase de crescimento rápido do cérebro.

Manifestações clínicas

As lesões são congênitas e, clinicamente, apresentam aspecto diferente, de acordo com o momento em que ocorrem na gravidez. Lesões que surgiram no início da gravidez podem estar cicatrizadas ao nascimento e mostram-se como placas arredondadas, ovais, lineares ou estreladas, nitidamente delimitadas desprovidas de cabelo com aspecto fibrótico cicatricial. Essas formas são designadas de aplasia cútis congênitas membranosas e, em geral, em torno da lesão, há o sinal do colar de cabelos, observando-se, circundando a área cicatricial, um conjunto de cabelos com certo grau de distorção. O sinal do colar de cabelos é um indício da possibilidade de encefalocele, meningocele ou presença de tecido cerebral heterotópico.

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Capítulo 16 - Erupções eritematoescamosas

Evandro A. Rivitti Grupo A PDF Criptografado

Erupções eritematoescamosas

CAPÍTULO 16

ERUPÇÕES ERITEMATOESCAMOSAS

DERMATITE SEBORREICA

Também denominada, eczema seborreico ou eczemátide é afecção de caráter constitucional, crônica, frequente, recorrente, não contagiosa, que ocorre em regiões cutâneas ricas em glândulas sebáceas e, eventualmente, em algumas áreas intertriginosas.

Nos Estados Unidos, a prevalência na população geral e de 1 a 2% e, nos adultos, é de 3 a 5%, sendo as formas mínimas, descamação visível da superfície do couro cabeludo

(“caspa”), muito mais comuns.

Patogenia

A causa não é conhecida, porém, na patogênese, há uma alteração sebácea e um componente imunológico. Há, eventualmente, predisposição familiar (embora nenhum tipo de herança seja relacionado) e discreta predominância no sexo masculino. Recentemente, demonstraram-se quadros dermatite seborreica símile com lesões psoriasiformes em indivíduos com mutações no gene ZNF750 relacionado ao zinco, mas não há qualquer deficiência detectável desse elemento na dermatite seborreica. A afecção é do grupo das dermatoses que têm multiplicação celular acelerada com a presença de células nucleadas na camada córnea. No couro cabeludo com dermatite seborreica, o número de células nucleadas é cerca de 20 vezes maior que no couro cabeludo normal.

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Capítulo 76. Incontinência Fecal

Alberto Augusto Alves Rosa, José Luiz Möller Flôres Soares, Elvino Barros Grupo A PDF Criptografado

• Neoplasias: carcinoma hepatocelular, colangiocarcinoma, metástases hepáticas, linfoma

• Doenças hereditárias: doença de Wilson, deficiência de α1-antitripsina, hemocromatose, porfirias, fibrose hepática

• Infecções virais: hepatites virais, herpes-vírus, febre amarela, ebolavírus, adenoviroses, enteroviroses

• Infecções bacterianas: tuberculose, leptospirose, sífilis, abscessos piogênicos, brucelose, riquétsia

• Parasitas: áscaris, esquistossomose, amebíases, babesioses, leishmaniose

• Doenças sistêmicas: isquemia aguda, insuficiência cardíaca grave, insuficiência tricúspide, pericardite constritiva, síndrome de Budd-Chiari, doença veno-oclusiva, sarcoidose, amiloidose

• Tóxicos: hidrocarbonetos, vitamina A, arsênio

INCONTINÊNCIA FECAL

QUADRO 75.3 ► DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE ICTERÍCIA HEPATOCELULAR

terapêutica nos casos de hemocromatose). Em doenças genéticas manifestadas na infância, a icterícia deve ser tratada pelo seu potencial neurotóxico. Nas síndromes colestáticas, o ácido ursodesoxicólico pode ser utilizado.

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Seção 3 - Psoríase, dermatoses psoriasiformes e pitiriasiformes

Klaus Wolff, Richard Allen Johnson, Arturo P. Saavedra, Ellen K. Roh Grupo A PDF Criptografado

SEÇÃO 3

PSORÍASE, DERMATOSES

PSORIASIFORMES E

PITIRIASIFORMES

PSORÍASE

��A psoríase acomete 1,5 a 2% da população nos países ocidentais, mas sua ocorrência é global.

��Distúrbio crônico com predisposição poligênica e fatores ambientais desencadeantes, como infecção

bacteriana, traumatismo ou fármacos.

��Existem várias expressões clínicas. As lesões características consistem em pápulas e placas escamosas

crônicas e recidivantes. Ocorrem erupções pustulares e eritrodermia.

��A apresentação clínica varia entre indivíduos, desde pacientes com apenas algumas placas localizadas

até pacientes com acometimento cutâneo generalizado.

��Eritrodermia psoriásica é a psoríase que acomete toda a pele.

��A artrite psoriásica ocorre em 10 a 25% dos pacientes.

CLASSIFICAÇÃO

Psoríase vulgar

Gutata aguda

Placa estável crônica

Palmoplantar

Invertida

Eritrodermia psoriásica

Psoríase pustulosa

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Capítulo 28 - Hidroses

Evandro A. Rivitti Grupo A PDF Criptografado

Hidroses

CAPÍTULO 28

HIDROSES

As hidroses são afecções que podem acometer as glândulas sudoríparas écrinas ou apócrinas.

ASPECTOS GERAIS DAS

GLÂNDULAS SUDORÍPARAS

Glândulas écrinas

Originam-se do broto écrino da epiderme, compreendem 2 a

4 milhões de glândulas distribuídas por toda a pele, exceto na mucosa labial, no leito ungueal, nos pequenos lábios da vulva, na glande, na face interna do prepúcio, no clitóris e no canal auditivo externo. São encontradas em maior número e mais desenvolvidas nas regiões palmares, plantares e axilares.

O tamanho das glândulas écrinas varia de indivíduo a indivíduo, fato que explica as variações individuais da sudorese.

Somente começam a funcionar a partir dos 2 anos de idade.

São glândulas tubulares, que têm uma parte enovelada secretória e um ducto que, saindo da derme, atravessa a epiderme

(acrossiríngio) e se abre diretamente na superfície da pele.

Este orifício é invisível exceto nas palmas e plantas, em que podem ser reconhecidos com lupa. As glândulas écrinas secretam quantidade variável de suor após estímulos exógenos

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