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Capítulo 88 - Afecções das mãos e dos pés

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Dermatologia de Sampaio e Rivitti

CAPÍTULO 88

AFECÇÕES DAS MÃOS E DOS PÉS

AFECÇÕES DAS MÃOS E ANTEBRAÇOS

CANDIDOSE INTERTRIGINOSA

Localiza-se mais comumente no espaço interdigital, entre os dedos anular e médio. A lesão é úmida, com maceração e fissuração.

CARCINOMA ESPINOCELULAR

Pode se desenvolver sobre queratose solar ou área de cicatriz.

A lesão é tumor ou ulceração que aumenta rapidamente de tamanho.

CISTO MUCOSO DIGITAL

Lesão normalmente única, ocorre geralmente na falange distal do dedo, próximo à unha. A lesão é papulonodular, arredondada, semitranslúcida, que, puncionada, deixa sair substância gelatinosa. O tratamento é a infiltração com corticoide e criocirurgia.

DERMATOFITOSES

Pouco frequentes nas mãos, comparadamente com os pés.

Apresentam-se como lesões eritematoescamosas, delimitadas, pruriginosas, localizadas principalmente no dorso das mãos (FIGURA 88.1). São frequentes as lesões vesiculosas e bolhosas de dermatofítide, processo de hipersensibilidade. Pode existir ou não onicomicose.

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Capítulo 14 - Dermatoscopia, citodiagnose e métodos de imagem

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Dermatoscospia, citodiagnose e métodos de imagem

CAPÍTULO 14

DERMATOSCOSPIA, CITODIAGNOSE E MÉTODOS DE IMAGEM

DERMATOSCOPIA

A dermatoscopia, microscopia de epiluminescência ou dermoscopia, é importante método auxiliar na diagnose diferencial das lesões pigmentadas benignas ou malignas, especialmente devido ao aumento da acurácia diagnóstica do melanoma nas fases iniciais.

Os primeiros aparelhos utilizados para o exame dermatoscópico foram os dermatoscópios, que têm uma fonte de luz somada a lentes de aumento com amplificações variadas. Posteriormente, foram desenvolvidas lentes objetivas específicas para a dermatoscopia, que, acopladas a uma máquina fotográfica comum, possibilitam o registro fotográfico da imagem dermatoscópica, permitindo melhor interpretação dos achados dermatoscópicos. O passo seguinte foi a adaptação de vídeo por câmeras ao dermatoscópio, facilitando a digitalização das imagens dermatoscópicas e sua transferência direta ao computador. Isso possibilitou a criação de softwares específicos para a dermatoscopia, que armazenam as imagens e realizam cálculos automáticos do tamanho, da forma, da textura e da coloração, auxiliando de forma especial na análise das lesões e aumentando a sensibilidade no reconhecimento de formas iniciais de melanoma. Essa mesma tecnologia vem permitindo o intercâmbio de imagens via Internet, possibilitando a análise dermatoscópica a distância.

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Capítulo 99 - Criocirurgia

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Dermatologia de Sampaio e Rivitti

CAPÍTULO 99

CRIOCIRURGIA

HISTÓRIA

A criocirurgia é o uso do frio para provocar destruição de tecidos com finalidade terapêutica. A criocirurgia utiliza o nitrogênio líquido a –195,8 °C.

A crioterapia tem sido usada há séculos. Hipócrates a usou para aliviar a dor e diminuir edema e sangramento. O cirurgião Dominique Jean Larrey, que trabalhava no Exército

Imperial de Napoleão, usava o frio como anestésico em procedimentos cirúrgicos. O primeiro criocirurgião a usar um gás liquefeito foi White, dermatologista de Nova York, que, em 1989, usou um estilete com algodão que embebia em ar liquefeito para tratar lesões benignas, pré-malignas e malignas cutâneas. Em 1907, Whitehouse, outro dermatologista de

Nova York, usou um aparelho com ar liquefeito para tratar o câncer de pele.

Na década de 1940, Allington foi o primeiro a usar nitrogênio líquido (NL) no tratamento de lesões cutâneas. Na década de 1960, Zacariam, após trabalhar com sondas de cobre embebidas em NL, desenvolveu um aparelho manual para aplicar NL na forma de spray.

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Capítulo 93 - Bases fisiopatológicas da terapêutica clínica das feridas cutâneas com ênfase em curativos

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Bases fisiopatológicas da terapêutica clínica das feridas cutâneas com ênfase em curativos

CAPÍTULO 93

BASES FISIOPATOLÓGICAS DA TERAPÊUTICA CLÍNICA

DAS FERIDAS CUTÂNEAS COM ÊNFASE EM CURATIVOS

Considera-se ferida cutânea solução de continuidade com ruptura do revestimento da pele e exposição do meio interno. Úlcera, do latim ulcera (plural de ulcus), significa lesão aberta de pele ou mucosa com perda de substância, sem possibilidade de fechamento primário e formação de tecido de granulação. O trauma desencadeia a cicatrização para recompor a barreira cutânea e restaurar a homeostase. A cicatrização ativa mecanismos sequenciais de replicação celular, liberação de mediadores químicos, quimiotaxia e síntese de fatores de crescimento, isolando o meio interno. Considerando o aumento da vida média das pessoas, antevê-se aumento da incidência de doenças ligadas ao envelhecimento, como diabetes melito tipo 2, hipertensão arterial e insuficiência venosa, implicadas na gênese de úlceras crônicas. Tais patologias apresentam risco constante de infecção e consequências mórbidas. Custos crescentes associados a tratamentos prolongados, a curativos múltiplos, à internação hospitalar e ao desenvolvimento de resistência bacteriana a antibióticos têm forte impacto na sociedade. A obtenção de tratamentos efetivos, práticos e economicamente acessíveis seria o princípio básico para a terapêutica das feridas. Para melhor compreensão e escolha do tratamento das feridas, mostra-se necessário o conhecimento da etiologia das lesões cutâneas, do tempo de duração, do grau de contaminação, da profundidade da lesão e do processo de cicatrização espontânea, critérios que permitem classificações de cunho didático.

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Capítulo 84 - Dermatoses na gestante

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Dermatoses na gestante

CAPÍTULO 84

DERMATOSES NA GESTANTE

A gravidez é uma condição que envolve marcantes modificações metabólicas, proteicas, lipídicas, glicídicas, endócrinas, imunológicas e vasculares, que poderão levar a alterações da pele e anexos em âmbitos fisiológicos e patológicos.

ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS

DA PELE NA GRAVIDEZ

As alterações cutâneas fisiológicas da gravidez podem ser divididas em pigmentares, dos cabelos e pelos, ungueais, das glândulas da pele, vasculares e das mucosas.

ALTERAÇÕES PIGMENTARES

Melasma (cloasma)

Acomete cerca de 70% das mulheres grávidas e pode melhorar após o parto em alguns casos (FIGURA 84.1). Ocorre pelo aumento do estrogênio, progesterona e do hormônio melanocítico-estimulante (MSH). Exposição à radiação ultravioleta e à luz visível pode piorar o quadro; por isso, recomenda-se evitar exposição solar excessiva e usar protetor solar (ver Capítulo 25).

Outras hiperpigmentações da gravidez

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