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Capítulo 13 - Periodontia e implantes

Rui Vicente Oppermann; Cassiano Kuchenbecker Rösing Grupo A PDF Criptografado

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Periodontia e implantes

PATRÍCIA WEIDLICH

JOSÉ MARIANO DA ROCHA

Objetivos de aprendizagem

• Diagnosticar as doenças peri-implantares

• Identificar as características da composição da mucosa peri-implantar

• Planejar o tratamento das doenças peri-implantares

A descoberta da osseointegração na década de 1960, por Branemark, possibilitou o desenvolvimento de implantes estáveis capazes de repor diversas estruturas no organismo. A odontologia foi uma das

áreas na qual a introdução dessa técnica teve um importante impacto.

O uso dos implantes dentários osseointegrados possibilitou uma alternativa de tratamento para situações de difícil resolução, como próteses totais inferiores, próteses removíveis de extremo livre ou desgaste de dentes hígidos para a colocação de próteses fixas de múltiplos elementos.

É importante ressaltar que os implantes dentários, apesar de possuírem um grande potencial resolutivo, não são imunes a problemas. A definição de sucesso ou insucesso dos implantes após a sua osseointegração depende dos parâmetros utilizados para definir o resultado. Avaliações de implantes dentários, se ficarem restritas a critérios como mobilidade ou perda do implante, podem subestimar o percentual de consequências negativas decorrentes da presença desses elementos.

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Medium 9788527732901

53 - Implantes na Odontologia Restauradora

LANG, Niklaus P.; LINDHE, Jan Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 53

Implantes na Odontologia

Restauradora

Niklaus P. Lang1,2 e Giovanni E. Salvi1

Department of Periodontology, School of Dental Medicine, University of Berne, Berna, Suí­ça

2

Center of Dental Medicine, University of Zurich, Zurique, Suí­ça

1

Introdução

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Desde que se demonstrou o alto grau de previsibilidade da integração dos implantes orais de titânio (97 a 98%) (Berg­ lundh et  al., 2002; Pjetursson et  al., 2007, 2012) e longevi­ dade satisfatória (taxas de sobrevida de aproximadamente

95,6% [IC 95% 94,4 a 96,6%] após 5 anos e aproximadamen­ te  93,1% [IC 95% 90,5 a 95,0%] após 10 anos de serviço)

(Pjetursson et al., 2012), a escolha dos implantes orais como pilares para a reconstrução da dentição tem revolucionado a odontologia restauradora. Sem o devido respaldo cientí­ fico, alguns clínicos passaram a confiar mais em um pilar de implante do que em um dente natural (Lang-Hua et al.,

2013) como base de restaurações protéticas, e há uma crença errônea de que, atualmente, os implantes orais solucionam a maioria dos problemas protéticos com maior facilidade e menor risco do que a odontologia restauradora tradicional

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Medium 9788527732901

4 - A Mucosa em Torno de Dentes e de Implantes

LANG, Niklaus P.; LINDHE, Jan Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 4

A Mucosa em Torno de

Dentes e de Implantes

Jan Lindhe, Jan L. Wennström e Tord Berglundh

Department of Periodontology, Institute of Odontology, The Sahlgrenska Academy at University of Gothenburg, Gotemburgo, Suécia

Gengiva

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Largura biológica

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Um termo frequentemente utilizado para descrever as dimen­ sões dos tecidos moles em contato com os dentes é a largura biológica dos tecidos moles de inserção. O desenvolvimento do conceito de largura biológica foi baseado em estudos e análises de vários autores, entre os quais Gottlieb (1921), Or­ ban e Köhler (1924) e Sicher (1959), os quais documentaram que os tecidos moles inseridos aos dentes são compostos por duas partes: tecido fibroso e epitélio. Em uma publicação de

Gargiulo et al. (1961), chamada “Dimensions and relations of the dentogingival junction in humans”, secções de bloco de necropsia que exibiam diferentes graus de “erupção passi­ va do dente” (i. e., degradação de tecido periodontal) foram examinadas. Avaliações histométricas foram feitas para des­ crever o comprimento do sulco (não faz parte da inserção), a inserção epitelial (atualmente chamada epitélio juncional) e a inserção de tecido conjuntivo (Figura 4.1). Foi observa­ do que o comprimento da inserção de tecido conjuntivo va­ riou dentro de limites estreitos (1,06 a 1,08 mm), enquanto o comprimento do epitélio inserido foi em torno de 1,4 mm em locais com periodonto normal, 0,8 mm em locais com moderada destruição e 0,7 mm em locais com degradação avançada do tecido periodontal. Em outras palavras: (1) a largura biológica da inserção variou entre aproximadamente

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Medium 9788527732901

57 - Complicações Relacionadas a Restaurações Suportadas por Implantes

LANG, Niklaus P.; LINDHE, Jan Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 57

Complicações Relacionadas a Restaurações Suportadas por Implantes

Clark M. Stanford1, Lyndon F. Cooper3 e Y. Joon Ko3

Dental Administration, University of Illinois at Chicago, Chicago, IL, EUA

Department of Prosthodontics, University of North Carolina, Chapel Hill, NC, EUA

3

Department of Prosthodontics, Unversity of Maryland, Baltimore, MD, EUA

1

2

Introdução

��

A qualidade dos implantes dentários tem melhorado significativamente desde a sua introdução terapêutica, o que tem acontecido com aumento constante do sucesso clínico e/ou da taxa de sobrevida (Cochran, 1996; Esposito et al., 1998;

Lindh et al., 1998; Jokstad et al., 2003). O aspecto biológico, conhecido como osteoi­ntegração, tem sido alvo de investigação intensiva e vem apresentando avanços notáveis. Como parte desse desenvolvimento, tem havido um contínuo esforço no aprimoramento das características de micro- e nanotopografias e das propriedades quí­micas da superfície dos implantes. Uma mudança importante da sua topografia pode ser resumida pela evolução das superfícies usinadas para superfícies com moderados graus de rugosidades. A resposta biológica superior (osteointegração) das superfícies rugosas tem sido muito bem-documentada na literatura (Astrand et al., 1999; Rocci et al., 2003; Schneider et al., 2003). O efeito cumulativo de todo esse esforço se reflete nas altíssimas taxas de sucesso biológico dos implantes dentários. Contudo, ocorrem complicações, as quais podem estar relacionadas tanto a fatores biológicos quanto a fatores protéticos. Este capítulo discute as potenciais complicações de restaurações suportadas por implantes, focando par­ticular­mente naquelas relacionadas ao aspecto protético da terapia.

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Medium 9788527728676

Parte 7 | Terapia Periodontal Regeneradora

HARPENAU, Lisa A.; KAO, Richard T.; LUNDERGAN, William P.; SANZ, Mariano Grupo Gen PDF Criptografado

Parte

7

Terapia Periodontal

Regeneradora

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Seleção de Material

Regenerador

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Flavia Q. Pirih e Paulo M. Camargo

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ara determinar o material regenerador que melhor se adapta a uma situação clínica, é importante identificar claramente quais são os resultados de tratamento que se deseja obter com a intervenção. Fenômenos biológicos relevantes para um resultado clínico específico devem servir como orientação na seleção do material e da técnica cirúrgica, de modo a otimizar passos específicos para a cicatrização da ferida. Portanto, os materiais e as técnicas regeneradoras selecionados devem melhorar a migração, a proliferação e a diferenciação das células apropriadas, promovendo a regeneração dos tecidos desejados. Outros fatores a se considerar no momento da escolha de materiais regeneradores incluem a capacidade de manter o espaço e de prover um arcabouço para o crescimento do tecido. Não existe material substituto ideal para regeneração periodontal e, em alguns casos, há pouca ou nenhuma evidência científica comparando diferentes modalidades de tratamento.

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