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Capítulo 38. Temperatura corporal e anestesia

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554

Anestesiologia

38.

Temperatura corporal e anestesia

Cristiane Gurgel Lopes

Rogean Rodrigues Nunes

A termorregulação mantém a energia térmica corporal central relativamente constante. Os humanos precisam conservar sua temperatura corporal em torno de 37 °C, o que é essencial para viabilizar as reações bioquímicas enzimáticas indispensáveis à sobrevivência.1,2

A inibição da termorregulação que ocorre pela ação dos fármacos anestésicos, somada à exposição ao ambiente frio das salas de cirurgia, leva os pacientes à hipotermia (temperatura central inferior a 36 °C), que é a alteração térmica mais frequente no período perioperatório.3

A hipotermia ocorre em 26 a 90% dos pacientes cirúrgicos.4 Seu risco é particularmente elevado em pacientes com mais de 60 anos, com estado físico da American Society of

Anesthesiologists (ASA) 3 e 4, cirurgias com prolongado tempo de exposição de cavidades, cirurgias extensas, perdas sanguíneas volumosas e hemotransfusões, temperatura da sala inferior a 23 °C,5 naqueles com estado nutricional ruim e em portadores de doenças preexistentes que possam comprometer a termorregulação, como a neuropatia do diabetes.6 Mesmo pequenas reduções na temperatura corporal central (1-2 °C) podem cursar com impacto negativo na segurança dos pacientes e nos desfechos dos procedimentos (Quadro 38.1).

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Capítulo 18. Princípios de farmacologia

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Princípios de farmacologia

18.

Princípios de farmacologia

Oscar César Pires

Fabiana Mara Scarpelli de Lima Alvarenga Caldeira

José Maria Leal Gomes

Benedito Barbosa João

A interação fármaco-organismo, desde o momento de sua administração, depende das propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas do fármaco e das características de cada indivíduo. Muitas vezes, a administração simultânea de dois ou mais fármacos pode alterar, de inúmeras formas, essas propriedades.1-3

As características farmacocinéticas de um fármaco determinam a maneira como ele irá agir sobre o organismo, envolvendo os processos de absorção, distribuição, depuração e excreção.1-3

Já as características farmacodinâmicas determinam a maneira como o organismo vai responder ao fármaco e dependem, fundamentalmente, de sua concentração nos receptores celulares.1-3

A resposta individual a um fármaco, por sua vez, é explicada pela diversidade genética (farmacogenética). Por meio do estudo do genoma humano pela farmacogenômica, espera-se, futuramente, estabelecer tratamentos farmacológicos individualizados.4

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Capítulo 5 - Sistema renal

Paul G. Barash, Bruce F. Cullen, Robert K. Stoelting, Michael K. Cahalan, M. Christine Stock, Rafael Ortega, Sam R. Sharar Grupo A PDF Criptografado

Sistema renal

Susan Garwood

5

I. Anatomia e fisiologia renal

A. Anatomia

Os rins são órgãos retroperitoneais pareados que se localizam obliquamente na parte superior dos espaços paravertebrais (Fig. 5.1) e são supridos pelas artérias renais. A artéria renal passa posteriormente à veia cava inferior, entra no hilo renal e geralmente se divide para formar os ramos anterior e posterior. As veias renais drenam os rins e também recebem a drenagem venosa das glândulas suprarrenais, gônadas, diafragma e parede corporal. A linfa drena para os nodos linfáticos lombares por meio de nodos situados localmente. A inervação simpática se origina dos plexos celíaco e intermesentérico e segue com as artérias renais. A inervação parassimpática é derivada dos nervos esplâncnicos que incluem as fibras da dor.

O parênquima renal é revestido por uma membrana fibrosa fina, porém resistente (exceto pelo hilo) e é dividida em duas regiões: o córtex e a medula (Fig. 5.1).

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Capítulo 33 - Anestesia neonatal e pediátrica

Paul G. Barash, Bruce F. Cullen, Robert K. Stoelting, Michael K. Cahalan, M. Christine Stock, Rafael Ortega, Sam R. Sharar Grupo A PDF Criptografado

Anestesia neonatal e pediátrica

Jorge A. Gálvez

Paul A. Stricker

Alan Jay Schwartz

I. Fisiologia

A. Sistema cardiovascular

Transição cardiovascular fetal normal para pediátrica

O desenvolvimento da fisiologia cardiovascular normal no paciente pediátrico depende da transição da circulação fetal para um padrão de fluxo adulto (1, 2). O feto usa a baixa resistência vascular da placenta como órgão de respiração e, portanto, não necessita de fluxo sanguíneo pulmonar. O fluxo sanguíneo venoso da placenta passa pelo ducto venoso para fornecer o fluxo venoso para o átrio direito, sendo desviado por meio do forame oval e do ducto arterioso para o coração esquerdo e a aorta, evitando o fluxo cardíaco e o circuito pulmonar (Fig. 33.1).

Durante o processo de parto, a eliminação da baixa resistência circulatória do leito placentário resulta em um aumento da resistência vascular sistêmica do neonato.

Isso está acoplado a uma redução da resistência vascular pulmonar neonatal, o que diminui e eventualmente elimina o fluxo sanguíneo que havia sido direcionado para fora dos pulmões por meio do forame oval e do ducto arterioso. O aumento no nível de oxigênio arterial, quando o recém-nascido começa a respirar, é fundamental para manter o fluxo de sangue pelo leito vascular alveolar.

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Capítulo 54. Anestesia em neurocirurgia

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854

Anestesiologia

54.

Anestesia em neurocirurgia

James Manica

Carlos Darcy Alves Bersot

Caroline Biral

Elizabeth Milla Tambara

João Marcos Rizzo

Luiz Piccinini Filho

Maria Célia B. F. de Melo

Mauro Coelho Lemos

O conhecimento dos processos fisiopatológicos e das técnicas terapêuticas envolvidas nas enfermidades neurocirúrgicas, assim como o domínio das condutas anestésicas a serem utilizadas em cada condição específica, outorgam ao anestesiologista um papel fundamental na preservação das funções neurológicas, evitando ou reduzindo os danos ao sistema nervoso central e periférico.1

As enfermidades e as intervenções cirúrgicas intracranianas e espinhais constituem riscos à integridade do sistema nervoso central (SNC). As intervenções neurocirúrgicas podem produzir lesões traumáticas ou isquêmicas, e o anestesiologista pode tornar mais seguro, menos lesivo e muitas vezes possível o procedimento que não o seria sem uma técnica anestésica apropriada.

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