395 capítulos
Medium 9788520427644

37. Insuficiência Respiratória Aguda

José Luiz Gomes do Amaral, Pedro Geretto, Maria Angela Tardelli, Flávia Ribeiro Machado, Américo Massafuni Yamashita, Nestor Schor Editora Manole PDF Criptografado

cap í t u l o

37

Insuficiência Respiratória

Aguda

Bruno Franco Mazza

Rodrigo Palácio de Azevedo

introdução

A insuficiência respiratória aguda é um quadro muito frequente e grave na prática clínica. É uma causa muito comum de admissão em prontos-socorros e unidades de terapia intensiva (UTI), estimando-se que seja responsável por aproximadamente 137 hospitalizações a cada 100 mil habitantes nos Estados Unidos,1 onde um estudo epidemiológico mostrou que aproximadamente 1/3 dos pacientes internados em UTI dependem de suporte ventilatório artificial.2 Os dados de incidência dessa condição não estão disponíveis em estudos nacionais.

A insuficiência respiratória aguda pode evoluir rapidamente e culminar em uma parada cardiorrespiratória. Patologias como pneumonia e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) têm como principal causa final de morte a insuficiência respiratória aguda. Sua mortalidade, em pacientes internados em UTI e que requerem ventilação mecânica, pode variar entre 28 e 58%.1,2 O quadro de disfunção respiratória também pode estar presente em outras patologias que agregam múltiplas disfunções orgânicas.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527715942

CAPÍTULO 17 – Transposição das Grandes Artérias

Fun-Sun F. Yao Grupo Gen PDF Criptografado

C APÍTU LO 17

Capítulo 17

Transposição das Grandes Artérias

255

Transposição das Grandes Artérias

JAMES A. DINARDO

UM RECÉM-NASCIDO A TERMO, COM 3 DIAS DE VIDA E PESANDO 3,4 KG tem agendada uma operação de troca arterial (OTA) (operação de Jatene). Logo após o nascimento, ele apresentou cianose diferencial invertida, com saturação arterial no braço direito de 40% e saturação no membro inferior de 60% apesar do uso de prostaglandina E1. Foi realizada atriosseptostomia com balão com resolução da cianose diferencial invertida e aumento da saturação arterial para 75%. A prostaglandina E1 foi interrompida 4 horas após a septostomia. O paciente foi extubado e mantido com O2 suplementar, 0,5 L/min, por cateter nasal. A saturação arterial de oxigênio é de 75%; a pressão arterial é de 63/37 mm Hg; o pulso, de 145 batimentos por minuto; a respiração, de 46 incursões respiratórias por minuto.

A. Diagnóstico Clínico e Diagnóstico Diferencial

1. O que é transposição das grandes artérias (D-TGA)?

Ver todos os capítulos
Medium 9788582714621

Capítulo 64. Anestesia em otorrinolaringologia

James Manica Grupo A PDF Criptografado

Anestesia em otorrinolaringologia

Anatomia

64.

Anestesia em otorrinolaringologia

Patrícia W. Gamermann

Adriene Stahlschmidt

Larissa Schultz

Os procedimentos otorrinolaringológicos são diversificados e variam em complexidade: os mais simples incluem a miringotomia, e os mais complexos abrangem ressecções laríngeas, procedimentos neuro-otológicos, cirurgias de apneia-hipopneia obstrutiva do sono e ressecções extensas de neoplasias cervicais com enxertos reconstrutivos.

Outras particularidades impõem alguns desafios ao anestesiologista, como o compartilhamento da via aérea entre o anestesiologista e o cirurgião e o risco de fogo durante os procedimentos com laser. Além disso, cuidados adicionais – como o fornecimento de um campo operatório limpo, a imobilidade profunda do paciente, a profilaxia de náuseas e vômitos e o despertar suave – fazem parte do adequado manejo anestésico em otorrinolaringologia (ORL).

Ainda que considerações anatômicas pertinentes aos diversos contextos cirúrgicos da especialidade sejam mencionadas nos tópicos subsequentes deste capítulo, alguns aspectos com implicação funcional relevante merecem ser citados.

Ver todos os capítulos
Medium 9788541204163

4 - Avaliação do Paciente com Cardiopatia

Guinther Giroldo Badessa, Nino Behar, Luiz Fernando Dos Reis Falcao Grupo Gen PDF Criptografado

4

Avaliação do Paciente com Cardiopatia

Pedro Adri Oliveira Agostini

Luiz Fernando dos Reis Falcão

Pontos-chave

Anamnese e história clínica é o primeiro ato na avaliação pré-operatória para estimar o risco cirúrgico

Indicadores do risco cardíaco podem ser avaliados pelo índice de Goldman, MET, preditores clínicos, entre outros

A indicação de exames pré-operatórios deve ser individualizada, conforme as doenças

A escolha da técnica anestésica deve levar em consideração o tipo de procedimento, local a ser abordado e as características individuais do paciente

A arritmia cardíaca, isoladamente, não está associada a maior risco cardiovascular no perioperatório

A cetamina (1 a 2 mg/kg) é classicamente utilizada na indução da anestesia na criança cianótica.

Introdução

A anamnese e a história clínica detalhada do paciente são os primeiros atos na avaliação pré-operatória para estimar o risco cirúrgico. Atualmente, com o aumento da expectativa de vida, torna-se cada vez maior a probabilidade de pacientes cardiopatas necessitarem de cirurgias não cardíacas. Durante o ato anestésico-cirúrgico, o sistema cardiovascular é submetido a múltiplas agressões decorrentes da resposta adrenérgica a cirurgia, efeitos circulatórios dos agentes anestésicos, alterações da respiração, da volemia, da temperatura e da atividade do sistema nervoso autônomo.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582714201

Capítulo 39 - Recuperação pós-operatória

Paul G. Barash, Bruce F. Cullen, Robert K. Stoelting, Michael K. Cahalan, M. Christine Stock, Rafael Ortega, Sam R. Sharar Grupo A PDF Criptografado

Recuperação pós-operatória

Roger S. Mecca

I. Selecionando o cuidado pós-operatório apropriado

O nível apropriado de cuidados pós-operatórios deve ser determinado pela doença subjacente do paciente, pela complexidade da cirurgia e anestesia e pelo potencial de complicações associadas. A adequação do nível de cuidados às necessidades melhora a satisfação do paciente e otimiza o uso da sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) sem afetar a qualidade e a segurança. Os pacientes devem ser individualizados, sejam pacientes internados ou ambulatoriais. Se os pacientes atenderem aos critérios da

SRPA de alta após a cirurgia, independentemente de terem passado por sedação profunda, anestesia regional ou anestesia geral, eles podem ser transferidos diretamente para unidades de cuidados de recuperação mais baixas, embora a dor ou as náuseas e os vômitos pós-operatórios (NVPOs) muitas vezes impeçam a alta da SRPA. Se existir qualquer dúvida sobre a segurança, os pacientes devem ser internados em uma unidade de cuidados pós-anestésicos completos.

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos