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30. Síndrome pós-pólio

Charlotte Michael Versagi, Rita D. Woods Editora Manole PDF Criptografado

Síndrome pós-pólio

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Informações gerais

• Possíveis causas: dano nervoso de longo prazo e sobrecompensação nervosa; estresse de longo prazo relacionado ao envelhecimento, ganho de peso; infecção dos neurônios motores pelo enterovírus no sobrevivente da pólio.

• Início gradual, aproximadamente 30 anos após a pólio aguda.

• Dura por toda a vida.

• Risco elevado relacionado à severidade e à idade do paciente no momento da infecção inicial pela pólio; risco elevado em pessoas que foram submetidas à intensa reabilitação física após a infecção pela pólio.

• Disseminação por meio da contaminação oral-fecal.

• Não tem cura.

Também conhecida como:

SPP

DEFINIÇÃO

Condição neuromuscular progressiva e debilitante que ocorre décadas após a recuperação da poliomielite aguda.

Morbidade e mortalidade

Até a década de 1950, a pólio matou ou incapacitou milhares de pessoas, predominantemente crianças. Dos aproximadamente 440 mil sobreviventes da pólio nos Estados Unidos, 25-50% podem estar afetados pela SPP. Alguns pesquisadores acreditam que se os sobreviventes da pólio forem acompanhados por tempo suficiente, todos eles desenvolverão sinais da condição. O prognóstico é bom; a condição raramente tem potencial letal. Os sintomas são lentamente progressivos e podem permanecer estáveis por 3-10 anos. A vacina Salk e a vacina oral de Sabin eliminaram a pólio nos Estados Unidos, e não há registro de novos casos de pólio há décadas.

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8. Bursite

Charlotte Michael Versagi, Rita D. Woods Editora Manole PDF Criptografado

Bursite

Informações gerais

• Uma história de desconforto local que piorou progressivamente; amplitude de movimento (ADM) diminuída ou dolorosa; vermelhidão ou edema; doença infl amatória, como artrite reumatoide.

• Dor que dura desde alguns dias a algumas semanas.

• Bursite geral: secundária a fratura, luxação, trauma ou tendinite.

• Bursite séptica (infecciosa): causada pelas bactérias introduzidas dentro da articulação após uma lesão traumática ou uma disseminação sistêmica de microrganismos.

• Bursite superfi cial: sobre um osso, logo abaixo da pele (como na bursite pré-patelar); bursite profunda: inserida na articulação, algumas vezes alojada entre articulações complicadas (como nas múltiplas bolsas localizadas no cíngulo do membro superior).

• Mais comum no cotovelo, no joelho, no ombro e no quadril.

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DEFINIÇÃO

Inflamação de uma bolsa (bursa), que consiste em um pequeno saco cheio de líquido que acolchoa e lubrifica as áreas dentro e ao redor das articulações.

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Medium 9788582714362

Capítulo 10 - Desenrolamento fascial

Leon Chaitow Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 10

Desenrolamento fascial

Paolo Tozzi

Introdução

O desenrolamento fascial (DF) compreende uma técnica indireta funcional dinâmica geralmente aplicada ao complexo miofascial–articular, visando a liberação das restrições fasciais e a restauração da mobilidade e função tecidual. O terapeuta inicia com indução do movimento no corpo, erguendo e segurando a área trabalhada para reduzir a influência da gravidade e para sobrepor o tônus postural reativo

(Minasny, 2009). O terapeuta trabalha a articulação e os tecidos restritos desenrolando o padrão dos vetores disfuncionais associados ao movimento fascial inerente. O movimento efetivo será percebido como uma expressão espontânea da tensão tecidual disfuncional; o componente de cisalhamento, de torsão ou de rotação pode se desenvolver em um padrão tridimensional complexo que precisa ser sustentado, amplificado e desenrolado até a liberação ser percebida.

Histórico

Embora o papel vital da fáscia tenha sido intuitivamente conhecido desde as origens da osteopatia

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44. Lesão em chicote

Charlotte Michael Versagi, Rita D. Woods Editora Manole PDF Criptografado

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Também conhecida como:

distúrbio associado

à lesão em chicote

(DALC), lesão cervical por aceleração em

flexão-extensão, distensão cervical, entorse cervical

Lesão em chicote

Informações gerais

• Causada por uma aceleração e/ou desaceleração súbita da cabeça e pescoço.

• Causa mais comum: colisão automobilística frontal, traseira ou lateral.

• Outras causas: lesões do esporte, um impacto sobre a cabeça, uma queda, um movimento violento do corpo.

• Início: 24-48 horas após o incidente desencadeador.

• Duração: aproximadamente 6 semanas.

• Descreve lesões múltiplas sobre os diversos tecidos do pescoço.

Morbidade e mortalidade

DEFINIÇÃO

Lesão por hiperextensão dos tecidos moles do pescoço.

Apesar de “lesão em chicote” não ser um termo clinicamente correto, seu uso persiste quando descrevemos os vários problemas que ocorrem após uma lesão cervical. Enquanto 95% das lesões em chicote envolvem somente o dano superficial a músculos e tendões, existem confusões sobre o tratamento porque muitas estruturas do pescoço, ombro e dorso podem ser afetadas muito após a lesão inicial. Por exemplo, pontos-gatilho compensatórios podem levar à disfunção muscular e dor que podem durar por meses ou anos.

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9. Síndrome do túnel do carpo

Charlotte Michael Versagi, Rita D. Woods Editora Manole PDF Criptografado

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Também conhecida como:

STC

DEFINIÇÃO

Distúrbio compressivo do nervo mediano no punho.

Síndrome do túnel do carpo

Informações gerais

• Causa habitual: lesão por esforço repetitivo (LER) pela flexão repetida do punho

(p. ex., conectar cabos, trabalhar usando teclado de computador, tocar um instrumento, hobbies que incluem um trabalho repetitivo).

• Condições sistêmicas associadas: diabetes, hipotireoidismo, gravidez, alcoolismo, obesidade e artrite reumatoide.

• Início lento.

• Duração de semanas a meses, ou durante toda a vida.

• Progressiva: crônica ou aguda.

• Neuropatia irreversível possível se os padrões repetitivos não forem interrompidos.

• Uma maior prevalência em mulheres de meia-idade.

Fisiopatologia

Localizado na base anterior do punho, o túnel do carpo é rodeado por ossos carpais e recoberto pelo ligamento carpal transverso, uma faixa firme que também é chamada de retináculo flexor (Fig. 9.1). O conteúdo do túnel do carpo inclui o nervo mediano, os nove tendões e bainhas sinoviais (tubos de tecidos que lubrificam os tendões) dos músculos flexores da região anterior do antebraço. Originando-se no plexo braquial (localizado na região posterior do pescoço), o nervo mediano faz um trajeto distalmente para terminar passando através do túnel do carpo (Fig. 9.2). O nervo mediano é essencial para o funcionamento normal da mão. Ele supre as fibras sensoriais ao polegar, dedo indicador, dedo médio e metade do dedo anular, e as fibras motoras (de movimento) aos músculos que permitem o movimento do polegar.

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