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17. Cuidados com as vias aéreas

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CUIDADOS COM AS VIAS AÉREAS

C arolina F u

J eanette J anaina jaber lucato maise cala figueirôa

INTRODUÇÃO

A internação em unidade de terapia intensiva

(UTI) decorre usualmente de instabilidades clínicas e cirúrgicas, requerendo cuidados intensivos por meio de monitorização e administração medicamentosa contínuas. Do ponto de vista respiratório, a necessidade terapêutica prevalente nas UTIs é o suporte ventilatório realizado por meio do ventilador me­cânico, que tem por objetivo promover alívio total ou parcial do trabalho respiratório do paciente.

Em contrapartida aos benefícios clínicos da indicação do suporte ventilatório por VMI, recurso am­plamente utilizado nas UTIs, esse procedimento não está isento de complicações, tornando crucial a cor­­reta decisão de utilização e da retirada do suporte.

O processo de intubação é o primeiro passo para se iniciar o suporte ventilatório. A equipe responsável por esse procedimento deve tomar cuidados que vão da escolha adequada do material e assistência durante os processos da intubação e da ventilação mecânica até a sua retirada.

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24. Tabagismo

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TABAGISMO

R osangela caitano de oliveira maria stela gonçalves

INTRODUÇÃO

O tabaco era utilizado para promover transe em rituais religiosos de índios na América Central, desde pelo menos 1000 a.C. A planta do fumo foi co­nhecida pela tripulação de Cristóvão Colombo quando este chegou a América em 1492 e tanto a planta como as sementes foram levadas pelo capitão Don Rodrigo

Jeres para a corte espanhola. O tabaco difundiu-se pela Europa quando o embaixador francês em Portugal, Jean Nicot, utilizou a planta, denominada na ocasião petum, para o tratamento de uma úlcera em sua perna. Entusiasmado com o resultado, levou a planta para a rainha da França, Catarina de Médici, para tratamento de enxaqueca crônica. O nome

“nicotina” deriva de Nicot e várias classificações foram dadas à planta, dentre elas a Nicotiana tabacum, a mais difundida, e as variedades Nicotiana rustica,

Nicotiana glutinosa e Nicotiana penicilata.

Sua propagação se deu mundialmente como um comportamento predominantemente do sexo masculino até o fim da Primeira Guerra Mundial. A publicidade, associando a ideia de liberdade de expressão, beleza e sensualidade ao cigarro, teve forte influência para estimular o consumo entre as mulheres. Com o evento da Segunda Guerra Mundial, o consumo do cigarro aumentou muito, uma vez que as mulheres tiveram que trabalhar nas indústrias, pois os homens estavam em batalha.

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26. Reabilitação cardiovascular

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REABILITAÇÃO CARDIOVASCULAR

C ristiane P ul z

T hais T elles R isso

INTRODUÇÃO

Quadro 1 Principais efeitos deletérios do repouso

De acordo com a Organização Mundial da

Saúde, reabilitação cardiovascular é definida como o conjunto de atividades necessárias para garantir aos portadores de cardiopatia as melhores con­dições física, mental e social, permitindo que o paciente, pelo seu próprio esforço, reassuma uma posição normal na comunidade e tenha uma vida ativa e produtiva.

A reabilitação cardiovascular inclui, além do treinamento físico, um programa educacional visando a modificação do estilo de vida através de orienta­ções sobre doença, uso dos medicamentos, hábitos alimentares, cessação do tabagismo, entre outros. Sendo assim, envolve a atuação de uma equipe multi­pro­ fissional composta por médico, enfermeiro, fisiote­ rapeuta, nutricionista, psicólogo e assistente social.

É um processo que se inicia com o evento cardíaco e tem duração indefinida e variável, sendo dividido nas fases apresentadas a seguir.

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19. Desmame da ventilação mecânica invasiva

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DESMAME DA VENTILAÇÃO

MECÂNICA INVASIVA

C L A U D I A M I R A N D A S TA R L I N G

PAT R I C I A A N G E L I D A S I LVA

Introdução

O desmame da ventilação mecânica invasiva é definido como o processo de transição entre a ven­ tilação mecânica e a ventilação espontânea. Faz-se necessário em pacientes que permanecem em ventilação artificial por tempo superior a 24 horas.

É uma etapa essencial no cuidado de pacientes entubados e em estado crítico. É responsável por mais de 40% do tempo total de ventilação, dependendo do grau de complicações pulmonares e/ou sistêmicas.

Além de visar o retorno à respiração espon­ tânea, o processo de desmame implica diminuir as complicações relacionadas à ventilação mecânica prolongada, como pneumonia, lesões causadas pela entu­bação e pelo tubo orotraqueal, fraqueza muscular e barotrauma, assim como evitar as alterações fisio­lógicas impostas pela pressão positiva, como a diminuição do retorno venoso e do débito cardíaco.

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25. Reabilitação pulmonar em indivíduos asmáticos: uma nova perspectiva

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REABILITAÇÃO PULMONAR EM INDIVÍDUOS

ASMÁTICOS: UMA NOVA PERSPECTIVA

A D R I A N A FA N E L L I

C E L S O C A R VA L H O

INTRODUÇÃO

A reabilitação pulmonar (RP) é um programa mul­ tiprofissional dirigido a pneumopatas e seus familiares, cujo objetivo é atingir e manter um nível de independência e atividade na comunidade, em relação ao atendimento hospitalar. Pacientes com diversas doenças respiratórias podem se beneficiar da RP, como aqueles com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), com fibrose cística ou mucoviscidose, os asmáticos, os pacientes com fibrose pulmonar idiopática e aqueles que precisam se submeter a cirurgias torácicas. Apesar desses pacientes se beneficiarem da RP, e de existir uma diferença na abordagem de pacientes com cada uma dessas doenças, este capítulo abordará especificamente a RP em pacientes com asma.

ASMA

Segun­do a defi­ni­ção do Glo­bal Ini­cia­ti­ve for

­Asthma (2002), a asma é uma desor­dem infla­ma­tó­ria crô­ni­ca, da qual par­ti­ci­pam os mas­tó­ci­tos, os eosi­ nó­fi­los, os lin­fó­ci­tos T e os neu­tró­fi­los, que causam uma obs­tru­ção das vias ­aéreas e hiper-­res­pon­si­vi­ da­de brôn­qui­ca fren­te a diver­sos estí­mu­los e epi­só­ dios recor­ren­tes de sibi­lân­cia, dis­pneia, aper­to no peito e tosse, prin­ci­pal­men­te pela manhã e à noite.

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