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Capítulo 19 - Manejo cirúrgico da via aérea

Calvin A. Brown III, John C. Sakles, Nathan W. Mick Grupo A PDF Criptografado

Manejo cirúrgico da via aérea

Aaron E. Bair e David A. Caro

19

C apítulo 19  Manejo cirúrgico da via aérea     209

INTRODUÇÃO

O manejo cirúrgico da via aérea é definido como a criação de uma abertura para a traqueia por técnica cirúrgica invasiva para fornecer ventilação e oxigenação. Porém, existe alguma confusão gerada pelo termo manejo cirúrgico da via aérea. Em alguns contextos, as discussões se limitam a técnicas cirúrgicas abertas. Para os propósitos da discussão neste capítulo, o manejo cirúrgico da via aérea inclui a cricotireotomia (tanto a técnica aberta quanto a orientada por fio-guia), a ventilação transtraqueal percutânea

(VTP) e a colocação de uma via aérea cirúrgica usando um cricotireótomo (um dispositivo para a colocação de uma via aérea cirúrgica percutaneamente, em geral, em 1 ou 2 etapas, sem a realização de uma cricotireotomia formal). Cada categoria das técnicas de via aérea cirúrgica é descrita em detalhes nas seções a seguir.

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Capítulo 26 - Via aérea pediátrica difícil

Calvin A. Brown III, John C. Sakles, Nathan W. Mick Grupo A PDF Criptografado

Via aérea pediátrica difícil

26

C apítulo 26  Via aérea pediátrica difícil     311

Joshua Nagler e Robert C. Luten

VISÃO GERAL

As diferenças anatômicas e fisiológicas relacionadas à idade no lactente ou criança pequena normais podem dificultar o manejo da via aérea. Porém, essas diferenças podem ser previstas e abordadas na maioria dos pacientes pediátricos conforme discutido no Capítulo 24. A via aérea pediátrica difícil, como em adultos, é definida por atributos da anamnese e exame físico que predizem dificuldades na ventilação com máscara, laringoscopia ou intubação. Na população pediátrica, a maioria desses casos resulta de agressões agudas que modificam a anatomia normal da via aérea ou de anormalidades congênitas conhecidas. A dificuldade relacionada a anormalidades anatômicas imprevisíveis reveladas apenas após tentativas malsucedidas de manejo da via aérea, resultando em uma via aérea pediátrica falha, é rara em crianças.

A abordagem para a via aérea difícil de emergência no paciente adulto está descrita nos Capítulos 2 e 3, os quais devem ser lidos antes deste. Os mesmos conceitos de antecipação e planejamento também se aplicam às crianças. O uso de ferramentas rápidas, fáceis de lembrar e sensíveis para a identificação de pacientes com potencial dificuldade é fundamental. As crianças diferem dos adultos, porém, em relação a quais preditores de dificuldade são mais comuns (ver Tab. 26-1). Por exemplo, características dependentes da idade (p. ex., barba e idade > 55 anos) e processos patológicos progressivos (p. ex., artrite reumatoide cervical) são menos aplicáveis às crianças. Porém, o uso da mnemônica LEMON para o imediato reconhecimento de características faciais anormais e a avaliação de sinais de doença obstrutiva das vias aéreas serão bastante úteis (ver Tab. 26-2). A maioria das crianças com via aérea difícil apresentará processos patológicos reconhecíveis ou anormalidades congênitas conhecidas associadas à dificuldade na via aérea. Assim, este capítulo se concentrará nessas etiologias comuns de via aérea pediátrica difícil e oferecerá estratégias de manejo. A Tabela 26-3 oferece uma abordagem geral para o manejo da via aérea pediátrica normal e difícil.

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Capítulo 17 - Estiletes de intubação com fibra óptica e vídeo

Calvin A. Brown III, John C. Sakles, Nathan W. Mick Grupo A PDF Criptografado

Estiletes de intubação com fibra óptica e vídeo

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C apítulo 17  Estiletes de intubação com fibra óptica e vídeo     191

Cheryl Lynn Horton e Julie A. Slick

INTRODUÇÃO

Os estiletes de intubação com fibra óptica e vídeo são dispositivos de intubação novos que permitem a visualização da glote na forma de uma imagem transmitida a um visor ou a uma tela de vídeo a partir de uma fonte de imagem de fibra óptica ou vídeo distalmente localizada. Assim, eles não exigem uma linha direta de visão entre o olho do operador e a glote, como deve ocorrer em uma laringoscopia direta (LD) bem-sucedida. Diferentemente dos videolaringoscópios (ver Cap. 14) e dos dispositivos

ópticos (ver Cap. 15), os estiletes de fibra óptica e vídeo devem ter um tubo endotraqueal (TET) diretamente acoplados neles, como em qualquer estilete convencional, sendo usados para guiar o tubo através das pregas vocais até a traqueia sob visualização contínua. Diferentemente dos dispositivos flexíveis de fibra óptica, esses dispositivos são rígidos ou semirrígidos, incluindo um feixe de fibra óptica ou um aparato de vídeo contido em um estilete de aço curvado e pré-moldado. Eles são desenhados para navegar ao redor da língua e atravessar a hipofaringe para visualizar as estruturas laríngeas, muitas vezes com mínima abertura bucal ou mobilidade cervical. Seu uso pode oferecer vantagens em pacientes com impedimentos anatômicos para a LD, como laringe alta, imobilidade da coluna cervical ou abertura bucal reduzida. Além disso, os estiletes rígidos não têm qualquer mecanismo de controle como ocorre nos dispositivos de fibra óptica e, assim, são geralmente mais fáceis de manusear, em especial no caso de profissionais sem experiência. Os estiletes rígidos têm bainhas de metal curvadas não maleáveis, cuja forma não pode ser alterada, enquanto os dispositivos semirrígidos, embora não sejam flexíveis, podem ter sua angulação levemente alterada para se encaixar à geometria particular da via aérea de cada paciente.

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Capítulo 22 - Agentes bloqueadores neuromusculares

Calvin A. Brown III, John C. Sakles, Nathan W. Mick Grupo A PDF Criptografado

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Agentes bloqueadores neuromusculares

C apítulo 22  Agentes bloqueadores neuromusculares     263

David A. Caro e Erik G. Laurin

INTRODUÇÃO

O bloqueio neuromuscular é o fundamento da sequência rápida de intubação (SRI), otimizando as condições para a intubação endotraqueal e minimizando os riscos de aspiração e outros eventos fisiológicos adversos. Os agentes bloqueadores neuromusculares (ABNMs) não oferecem analgesia, sedação ou amnésia. Assim, eles são combinados com um agente de indução sedativo para a SRI. De maneira semelhante, a sedação apropriada é essencial quando o bloqueio neuromuscular é mantido após a intubação.

Os receptores colinérgicos nicotínicos na membrana pós-juncional da placa motora terminal desempenham o papel primário na estimulação da contração muscular. Sob circunstâncias normais, o neurônio pré-sináptico sintetiza acetilcolina (ACh) e a guarda em pequenos pacotes (vesículas). A estimulação nervosa faz essas vesículas migrarem para a superfície pré-juncional do nervo, rompendo e liberando a

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Capítulo 28 - Introdução ao manejo da via aérea em serviços médicos de emergência

Calvin A. Brown III, John C. Sakles, Nathan W. Mick Grupo A PDF Criptografado

Introdução ao manejo da via aérea em serviços médicos de emergência

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C apítulo 28  Introdução ao manejo da via aérea em serviços médicos de emergência     331

Frederick H. Ellinger Jr., Michael Keller e Darren A. Braude

DESAFIO CLÍNICO

O ambiente pré-hospitalar apresenta desafios únicos para todos os cuidados com o paciente e não apenas no manejo da via aérea. O processo de doença do paciente costuma ser indiferenciado, os recursos e os equipamentos podem ser mais limitados do que no ambiente hospitalar e pode haver problemas relacionados a acesso ao paciente, iluminação, clima adverso, espaço confinado, turbulência e vibrações da estrada e segurança do profissional, entre outros. Quando esses fatores são considerados em conjunto, não é razoável esperar que o manejo da via aérea fora do hospital seja idêntico ao manejo da via aérea dentro do hospital. Além disso, o manejo da via aérea não parecerá o mesmo nos dois sistemas de serviços médicos de emergência (SME)* devido a diferenças nos níveis de treinamento do profissional, escopo da prática, direção médica, diretrizes de tratamento, tempos de transporte, equipamentos e disponibilidade de retaguarda, incluindo o transporte aeromédico.

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