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Medium 9788520461303

6 Nossa criatividade inata: distúrbios cerebrais e arte

Eric R. Kandel Editora Manole ePub Criptografado

Os artistas – pintores, escritores, escultores, compositores – parecem diferentes de outras pessoas, privilegiados com dons especiais que o restante de nós não possui. Os antigos gregos acreditavam que pessoas criativas eram inspiradas por musas, as deusas do conhecimento e das artes. Os poetas românticos do século XIX tinham uma visão diferente da criatividade. Eles alegavam que esta surge da doença mental, o que diminui as restrições impostas pelo hábito, pela convenção e pelo pensamento racional, além de permitir ao artista explorar os poderes criativos inconscientes.

Hoje sabemos que a criatividade tem origem no cérebro e possui uma base biológica. Também sabemos que, embora certas formas de criatividade surjam associadas a transtornos mentais, nossa capacidade criativa não depende deles. Além disso, a capacidade de ser criativo é universal. Cada um de nós expressa a criatividade de diversas maneiras e com diferentes graus de habilidade.

No entanto, os românticos não estavam totalmente errados. Para a maioria das pessoas, nossa capacidade criativa inata não é facilmente evocada. Os cientistas ainda não conseguiram desvendar os mecanismos biológicos da criatividade, mas descobriram alguns de seus precursores, um dos quais parece nos livrar de inibições, permitindo que nossas mentes vaguem livremente e busquem novas conexões entre ideias. Essa comunhão com o inconsciente é compartilhada por todas as pessoas criativas, mas às vezes é particularmente marcante em indivíduos criativos com transtornos mentais.

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Medium 9788520460139

18. CRIANÇA EXPOSTA AO VÍRUS DA HEPATITE C

Tânia Cristina de Mattos Barros Petraglia, Denise Cardoso das Neves Sztajnbok Editora Manole PDF Criptografado

18

CRIANÇA EXPOSTA

AO VÍRUS DA HEPATITE C

Denise Cardoso das Neves Sztajnbok

  OBJETIVOS

Conhecer a infecção pelo vírus da hepatite C (VHC).

Identificar as formas de transmissão do VHC.

Reconhecer os fatores de risco para transmissão vertical.

Diagnosticar clínica e laboratorialmente a infecção pelo VHC.

Acompanhar adequadamente a criança exposta ao VHC.

INTRODUÇÃO

A hepatite C é uma doença contagiosa causada pelo vírus da hepatite C (VHC), constituída por seis genótipos principais, que podem causar doença crônica e ser transmitidos verticalmente.1 O espectro clínico varia de doença leve a cirrose e câncer hepático.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada ano, 3 a 4 milhões de pessoas sejam infectadas pelo VHC em todo mundo. As hepatites B e C são as causas mais comuns de hepatite crônica viral em crianças e adultos, entretanto, com os programas de imunização para hepatite B em diversos países, a hepatite C se tornou mais frequente.

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Medium 9788520461358

14. CARDIOTOXICIDADE: MITIGANDO OS EFEITOS DA CARDIOTOXICIDADE POR MEIO DO CONTROLE DOS FATORES DE RISCO — CARDIOPROTEÇÃO

HERON R. S. RACHED, MIGUEL ANTONIO MORETTI, MARCELO DANTAS TAVARES DE MELO, MARIA VERÔNICA CÂMARA DOS SANTOS, RODRIGO SANTUCCI Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo 14

CARDIOTOXICIDADE: MITIGANDO OS EFEITOS DA

CARDIOTOXICIDADE POR MEIO DO CONTROLE

DOS FATORES DE RISCO — CARDIOPROTEÇÃO

A N TO N I O M E N D E S N E TO

A R I A N E V I E I R A S CA R L AT E L L I M AC E D O

INTRODUÇÃO

Com o avanço das terapias para tratamento do câncer, as preocupações relacionadas à segurança cardiovascular durante o tratamento oncológico têm requerido colaboração mútua entre oncologistas e cardiologistas.

O primeiro passo para a prevenção de cardiotoxicidade é avaliar o indivíduo quanto ao risco cardiovascular basal e identificar os pacientes de alto risco. É essencial realizar uma abordagem proativa, otimizando o tratamento das doenças cardiovasculares existentes e reduzindo os fatores que contribuem para o aumento do risco cardiovascular. Essa avaliação é um processo contínuo, que deve acontecer durante todo o tratamento.

É crucial que se saiba as melhores estratégias para monitorização, prevenção e tratamento das complicações cardiológicas do tratamento oncológico. O conceito de cardioproteção abrange reduzir a morbidade e a mortalidade da cardiotoxicidade e permitir que os pacientes recebam a quimioterapia proposta, seja com intenção de cura, de prolongar a sobrevida ou oferecer tratamento paliativo.1

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Medium 9788520456880

21. Iodo

Celso Cukier, Vanessa Cukier Editora Manole PDF Criptografado

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Iodo

Vinícius Cooper Capetini

Helena Maria de Albuquerque Ximenes

INTRODUÇÃO

O iodo é um microelemento essencial para a síntese dos hormônios tireoidianos, que exercem importante papel no crescimento, no controle de processos metabólicos do organismo e no desenvolvimento do sistema nervoso central, ainda no período fetal (Ahad e Ganie, 2010). A ingestão deficiente de iodo pode levar a várias alterações funcionais como o cansaço físico, o retardo do crescimento, a amenorreia com prejuízo da função reprodutiva, dano cerebral e retardo mental irreversível (Eastman e Zimmermann, 2018). Os primeiros indícios da deficiência de iodo datam de aproximadamente 3600 a.C., quando médicos chineses registraram a diminuição do tamanho do bócio após o uso oral de algas marinhas e esponjas do mar. Embora o iodo ainda não tivesse sido descoberto, o uso desses produtos permaneceu eficaz para o tratamento do bócio e se espalhou pelo mundo, chegando a ser documentado nos escritos de Hipócrates. Em 1811, a descoberta do iodo foi feita acidentalmente pelo químico francês Bernard Courtois, que observou um vapor violeta incomum proveniente das cinzas de algas durante a fabricação de pólvora. Em 1813, Joseph Louis Gay-Lussac, importante químico e físico francês do século XIX, identificou o mineral como um novo elemento químico denominado ioeides, que significa violeta. Em 1821, o médico suíço Jean François Coindet publicou que a administração oral de iodo foi capaz de diminuir o tamanho do bócio de seus pacientes. Em 1852, o químico francês Gaspard Chatin foi o primeiro a publicar a hipótese de que a deficiência populacional de iodo estava associada ao bócio endêmico. Isso foi confirmado em 1896 pelo químico alemão Eugen

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Medium 9788520458709

34. Delirium

Paulo de Oliveira Duarte, José Renato G. Amaral Editora Manole PDF Criptografado

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Delirium

Thiago Junqueira Avelino-Silva

Flávia Barreto Garcez

INTRODUÇÃO

Delirium ou estado confusional agudo corresponde ao que seria um quadro de insuficiência cerebral aguda. Aparece quando o indivíduo é incapaz de manter a homeostase cerebral frente a um ou mais agentes nocivos, levando à instalação dessa síndrome, que se caracteriza por alteração cognitiva aguda com tendência a flutuação dos sintomas no decorrer do dia, déficit de atenção e comprometimento da consciência, com evidências de que os distúrbios são causados diretamente por um ou mais fatores etiológicos (Tabela 1).

Com o envelhecimento populacional, o delirium tem uma importância crescente na atenção

à saúde do idoso. Até 50% dos idosos hospitalizados são afetados por delirium durante a internação2 e estima-se que mais de USD 160 bilhões são gastos anualmente nos Estados Unidos com o distúrbio. Além disso, o delirium muitas vezes representa o ponto inicial de uma cascata de even-

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Medium 9788520453827

54. Trauma ocular

Maria Aparecida Onuki Haddad, Marcos Wilson Sampaio, Remo Susanna Jr. Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo 54

Trauma ocular

Suzana Batista Vereza de Oliveira

Fábio Petersen Saraiva

Luiz Guilherme Marchesi Mello

Emilia Polaco Covre

Patricia Grativol Costa Saraiva

Erick Araújo

Lívia da Silva Conci

Depois de perguntar ao menino por que ele apertava tanto os olhos, o doutor José Lourenço tirou os óculos e os dependurou no nariz de Miguilim.

O morador de Mutum não podia acreditar.

“Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. Via os grãozinhos de areia, a pele da terra, as pedrinhas menores, as formiguinhas passeando no chão de uma distância. E tonteava.

Aqui, ali, meu Deus, tanta coisa, tudo… Coração de Miguilim batia descompasso.”

“Campo Geral”, de João Guimarães Rosa, em

Manuelzão e Miguilim

INTRODUÇÃO

O trauma ocular representa um importante capítulo dentro da Oftalmologia. Trata-se de um problema de saúde pública que atinge a faixa etária mais produtiva da população, gerando consideráveis custos de tratamento e prejuízo social. Além disso, por sua natureza muitas vezes irreversível e incapacitante, pode exercer grande impacto na qualidade de vida do indivíduo traumatizado. Como demonstrado por

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Medium 9788520460696

20. Maus-tratos

Reinaldo José Gianini, Tarcísio Eloy Pessoa de Barros Filho, Alexandre Fogaça Cristante, Luiz Angelo Vieira, David Gonçalves Nordon Editora Manole ePub Criptografado

David Gonçalves Nordon

 

 

Classificação pelo CID-10

T74

Síndrome de maus-tratos

T74.0

Abandono

T74.1

Sevícias físicas

T74.2

Abuso sexual

T74.3

Abuso psicológico

T74.9

Síndrome não especificada de maus-tratos

Violência doméstica, ou maus-tratos, é definida como toda ação ou omissão praticada por pais, parentes ou responsáveis capaz de causar à vítima dor ou dano de natureza física, sexual ou psicológica. É dividida em quatro tipos:

Estima-se que a incidência anual de maus-tratos seja de 15 a 40 casos por 1.000 crianças, um número alarmante e que pode facilmente estar subnotificado. Mais de 1.200 morrem por maus-tratos a cada ano nos Estados Unidos.

Pode-se traçar, no Brasil, um espectro da ocorrência de violência doméstica: de um lado, com 98% de chances de ocorrerem maus-tratos de alguma forma, está uma família de mãe mais velha, em torno dos 40 anos, com vários filhos, parceiro analfabeto, usuário de bebidas alcoólicas e/ou drogas. No outro extremo, uma família de mãe nova (20 anos), com apenas uma criança, parceiro de nível superior de educação e sem uso de álcool ou drogas. Nesse extremo, porém, o valor ainda é alarmante: 24% de chance de ocorrer algum tipo de violência doméstica.

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Medium 9788520460498

03. Aspectos neurobiológicos da meditação mindfulness

Isabel C. Weiss de Souza Editora Manole ePub Criptografado

3

Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar.
Antonio Machado

Neste momento, o leitor já deve estar bem familiarizado com o conceito e a definição de mindfulness, conforme explanados nos capítulos anteriores. No entanto, é importante situar mindfulness no contexto das tradições meditativas e retomar seu significado, para que este seja o ponto de partida para abordar os aspectos neurobiológicos dessa prática. É sabido que a meditação mindfulness não foi nenhuma invenção e, portanto, é derivada de práticas meditativas mais antigas e tradicionais.

De acordo com a definição operacional de meditação desenvolvida por Cardoso et al.,1 a atenção sustentada é uma condição fundamental para a prática meditativa, seja ela qual for. As diversas técnicas ou escolas de meditação variam basicamente no objeto ou estímulo para o qual a atenção é direcionada, podendo ser mais focada, como na respiração, ou consistir em uma “monitoração” de um conjunto maior de sinais e estímulos, como no mindfulness. De qualquer forma, a meditação utiliza a atenção sustentada como um importante aspecto cognitivo. Tratando-se da definição de mindfulness, Kabat-Zinn et al.2 e Bishop et al.3 também trazem destaque para a atenção como recurso pelo qual se desenrola mindfulness. Por ser marcado por um aspecto cognitivo, mindfulness pode ser treinado como qualquer outra atividade cognitiva e, é de se esperar, portanto, que cause modificações na região cerebral, por exemplo, em sua atividade elétrica, estrutura ou função. Estes correlatos neurobiológicos passaram a ser mais compreendidos com o desenvolvimento de instrumentos para a observação das modificações do sistema nervoso central, como o eletroencefalograma (EEG) e a ressonância magnética.

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Medium 9788520461990

6. Trombofilias e perda gestacional

Ricardo Barini Editora Manole PDF Criptografado

Trombofilias e perda gestacional

6

Egle Couto

TROMBOFILIA ADQUIRIDA E SÍNDROME ANTIFOSFOLÍPIDE

A síndrome antifosfolípide (SAF) foi descrita pela primeira vez por Hughes, em 1983, e consistia em trombose arterial e venosa, Coombs direto positivo, trombocitopenia, livedo reticular e complicações obstétricas, principalmente o

óbito fetal de 2º trimestre.1 Trinta e cinco anos depois da descrição original da

SAF, o conhecimento sobre a doença ainda está se desenvolvendo.

A SAF é uma doença autoimune associada à presença de autoanticorpos.

Esses anticorpos incluem o anticardiolipina, anti-beta-2-glicoproteína 1 e o anticoagulante lúpico. Os anticorpos anticardiolipina são direcionados contra a cardiolipina, que é um fosfolípide da membrana celular. Os anticorpos anti-beta-2-glicoproteína 1 são direcionados contra a beta-2-glicoproteína 1 – um fator de ligação da cardiolipina. O anticoagulante lúpico é uma mistura de vários autoanticorpos, que são detectados pelo prolongamento de testes de coagulação dependentes de fosfolípides.

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Medium 9788520458709

3. Rastreamento por exames complementares em geriatria

Paulo de Oliveira Duarte, José Renato G. Amaral Editora Manole PDF Criptografado

Rastreamento por exames complementares em geriatria

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Eduardo Borges de Oliveira

Ellen Diniz de Andrade Lessa

INTRODUÇÃO

O conhecimento sobre o funcionamento do corpo humano e das doenças que o acometem tem levado à constante busca por tratamentos que possam reverter ou amenizar os danos causados e os sintomas decorrentes. À medida que tratamentos eficazes para diversas condições são descobertos e estabelecidos, inicia-se a busca por meios de diagnosticá-las em estágios em que seus portadores ainda possam ser beneficiados pelos respectivos tratamentos. Com o crescente aumento dos métodos diagnósticos desenvolvidos, atualmente é possível detectar diversas condições muito antes de haver manifestações clínicas, o que pode trazer grandes vantagens, mas também pode chegar ao extremo de diagnosticar potenciais condições que nunca venham a se manifestar.

A experiência do rastreamento de diversas condições tem ensinado muitas lições e atualmente apenas algumas apresentam claros benefícios de serem rastreadas. Até o momento, não existe evidência consistente de que o rastreamento leve à redução da mortalidade geral e há evidência para redução de mortalidade específica para pouquíssimas condições. Mundialmente, existe um elevado entusiasmo da população quanto aos benefícios do rastreamento, particularmente em relação às doenças neoplásicas, para as quais referem haver um grande sentimento de medo. Entretanto, com o avanço dos estudos na

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Medium 9788520461303

3 As emoções e a integridade do self: depressão e transtorno bipolar

Eric R. Kandel Editora Manole ePub Criptografado

Todos nós experimentamos estados emocionais. Na verdade, nossa linguagem transborda de descrições coloridas de como nos sentimos: levantei com o pé esquerdo. Ele está na fossa. Ela está nas nuvens com o novo emprego. Nesses contextos, descrevemos a emoção como um estado mental temporário que vai e vem. Essas mudanças de emoção são completamente normais – e desejáveis. A consciência emocional é vital para se manter vivo e negociar as complexidades da existência social humana.

O estado emocional de uma pessoa é geralmente transitório e ocorre em resposta a um estímulo específico do ambiente. Quando um estado emocional específico se estabelece e se prolonga no tempo, chamamos isso de humor. Pense na emoção como as condições climáticas diárias e no humor como o clima predominante. Da mesma forma que o clima varia amplamente em todo o mundo, o humor predominante varia nos indivíduos. Alguns desfrutam de um bom humor estável, enquanto outros enxergam o mundo de modo mais sombrio. Essa variação na maneira como encaramos o mundo (os psiquiatras chamam isso de temperamento) tornou-se parte intrínseca do comportamento humano. Estamos aqui, portanto, comentando sobre a biologia do self em seu sentido mais profundo e pessoal.

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Medium 9788520461358

17. MANEJO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDA E CRÔNICA, VALVULOPATIAS E PERICARDIOPATIAS SECUNDÁRIAS À CARDIOTOXICIDADE

HERON R. S. RACHED, MIGUEL ANTONIO MORETTI, MARCELO DANTAS TAVARES DE MELO, MARIA VERÔNICA CÂMARA DOS SANTOS, RODRIGO SANTUCCI Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo 17

MANEJO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDA E

CRÔNICA, VALVULOPATIAS E PERICARDIOPATIAS

SECUNDÁRIAS À CARDIOTOXICIDADE

LIVIA PERES HUCK

DA N I E L G O L D WAS S E R

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDA E CRÔNICA

Definição

A insuficiência cardíaca (IC) caracteriza-se como uma síndrome clínica complexa de caráter sistêmico, na qual a disfunção cardíaca, tanto aguda quanto crônica, ocasiona inadequado suprimento sanguíneo para atender as necessidades metabólicas tissulares.1-3

Os sintomas (como falta de ar, inchaço do tornozelo e fadiga) e os sinais clínicos (como pressão jugular venosa elevada e crepitações pulmonares) da IC resultam da redução do débito cardíaco ou do aumento das pressões de enchimento, as quais são decorrentes de disfunção sistólica e/ou diastólica causada por anormalidades estruturais ou funcionais do coração.4,5

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CA RD IO NCO LO GIA NA PRÁT ICA CLÍNICA

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Medium 9788520453827

24. Acessibilidade urbana

Maria Aparecida Onuki Haddad, Marcos Wilson Sampaio, Remo Susanna Jr. Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo 24

Acessibilidade urbana

Sheila Walbe Ornstein

Maria Beatriz Pestana Barbosa

INTRODUÇÃO

Nos últimos anos, intensificaram-se as políticas públicas para a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade, com destaque para a mobilidade da população, por se tratar de um direito para viabilizar outros direitos, uma pré-condição para a realização de outros objetivos, como trabalho, moradia, educação, lazer e saúde. As viagens realizadas pressupõem a compreensão do ambiente urbano e dos sistemas de transportes de acordo com a origem do deslocamento e o destino desejado.

A decisão do meio de transporte a ser utilizado – táxi, van, ônibus, metrô, trem – envolve aspectos como distância, itinerários, conexões, tempo, custo, facilidades e acessibilidade dos deslocamentos. As viagens realizadas pressupõem também a compreensão dos complexos terminais de transportes, impossíveis de serem padronizados, que exigem a constante decodifi­ cação dos percursos de embarque e desembarque

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Medium 9788520460139

20. CRIANÇAS E ADOLESCENTES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL

Tânia Cristina de Mattos Barros Petraglia, Denise Cardoso das Neves Sztajnbok Editora Manole PDF Criptografado

20

CRIANÇAS E ADOLESCENTES

VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL

Denise Cotrim da Cunha

José Gilberto de Sá

Tânia Cristina de Mattos Barros Petraglia

  OBJETIVOS

✓ Orientar para a condução dos casos de vítimas de violência sexual.

✓ Enfatizar a importância da vacinação para hepatite B.

✓ Discriminar medicações e esquemas para as diversas profilaxias necessárias, bem como para a gestação acidental.

✓ Destacar as investigações laboratoriais necessárias durante o acompanhamento do paciente.

INTRODUÇÃO

Frequentemente, o pediatra defronta-se com situações em que o paciente atendido apresenta queixas ou evidências de maus-tratos domésticos ou de agressões físicas ou, ainda, psicológicas, muitas delas inerentes à esfera sexual. Crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual não constituem grupos de atendimentos raros. Muitas vezes, os relatos dos atos de violência sexual contra crianças não são objetivos, frequentemente sem fazer parte da miríade de queixas relatadas, pois nem sempre a criança revela abertamente a situação de abuso, por medo, vergonha ou insegurança, além disso, nem sempre existem sinais de violência física aparente. Isso reforça a necessidade de que os profissionais de saúde estejam capacitados para considerar esse diagnóstico, que, em geral, não é evidente.

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Medium 9788520462607

20 Cuidados paliativos

Thais Manfrinato Miola, Fernanda Ramos de Oliveira Pires Editora Manole ePub Criptografado

Laís dos Santos Puchetti

Nos últimos anos, com o envelhecimento da população, houve um progressivo aumento das doenças crônico-degenerativas, entre elas as neoplasias, assim como há um crescente avanço das tecnologias e terapêuticas que proporcionam longevidade a esses pacientes. Por conta dessas mudanças, tem ocorrido o crescimento de uma modalidade de tratamento que foca na qualidade de vida mediante prevenção e alívio dos possíveis sintomas, como dor, e outros sintomas físicos, espirituais e psicossociais. Essa assistência denomina-se cuidados paliativos.1,2,3

Os cuidados paliativos têm como principais fundamentos cuidar tendo em vista proporcionar qualidade de vida para pacientes e familiares e a manutenção da dignidade humana ao longo da doença, na fase final da vida e no período de luto, priorizando a autonomia dos pacientes.1,4

As primeiras evidências de cuidados paliativos surgiram com um estudo qualitativo publicado em 1970, que retratou um alívio de dor efetivo em paciente com câncer avançado, desmistificando o uso dos opiáceos.1 O comitê de câncer da OMS formou, em 1982, um grupo para estabelecer políticas para alívio de dor e cuidados do tipo hospice para pacientes oncológicos.1 A primeira definição de cuidados paliativos surgiu em 1990: “cuidado ativo e total para pacientes cuja doença não é responsiva a tratamento de cura. O controle da dor, de outros sintomas e de problemas psicossociais e espirituais é primordial. O objetivo do cuidado paliativo é proporcionar a melhor qualidade de vida possível para pacientes e familiares”.1,2

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