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Medium 9788582714959

Capítulo 35. Dispepsia

Alberto Augusto Alves Rosa; José Luiz Möller Flôres Soares; Elvino Barros Grupo A PDF Criptografado

DISPEPSIA

locais e sistêmicos, que irão reduzir o risco da infecção. Devem-se evitar próteses com tamanho inferior ao comprimento dos corpos cavernosos que causem desconforto e dificuldade de penetração, e próteses colocadas com comprimento excessivo que podem extruir pela glande ou pela uretra, além de causar dor, desconforto e encurvamento peniano.

Os pacientes diabéticos, grupo importante de portadores de DE que necessitam de tratamento de terceira linha, devem ser tratados de forma especial, com o adequado controle de sua patologia, além dos cuidados rígidos de higiene da pele peniana, escrotal e perineal. A antibioticoterapia, assim como nos outros pacientes, deve ser feita localmente e de forma sistêmica.

LEITURAS RECOMENDADAS ►

Al-Enezi A, Al-Khadhari S, Al-Shaiji TF. Three-piece inflatable penile prosthesis: surgical techniques and pitfalls. J Surg Tech Case Rep. 2011;3(2):76-83.

Burnett AL. Evaluation and manangement of erectile dysfunction. In: Wein AJ, Kavoussi LR, Novick AC, Partin

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Medium 9788582710104

Capítulo 6 - O teatro como fator de mobilização da comunidad

Celso Gutfreind; Isabel Leite Celia; Norma Beck; Victor Guerra Grupo A PDF Criptografado

6

O teatro como fator de mobilização da comunidade*

Salvador Celia

Canela é conhecida há muito como deslumbrante estância ser­rana que abriga em seu município lindas paisagens, entre elas a famosa

Cascata do Caracol, cujo parque, depois de Foz do Iguaçu, é o se­ gundo mais visitado no País.

Em revistas, livros, guias turísticos e até mesmo nas es­tra­ das, encontram-se frequentes referências, chamadas, informa­ções e anúncios que apregoam as belezas e outros atrativos que o mu­ nicípio oferece.

Nos últimos anos, entretanto, Canela passou a ser incor­po­ rada ao mapa turístico brasileiro com uma nova conotação, ou seja, passou a ser reconhecida também como a “Cidade do Teatro”. E essa conquista e ampliação do seu próprio espaço cul­tural es­ten­ deu-se para além das fronteiras do Estado, alcan­çando o restante do País e até mesmo as regiões do Prata.

Que milagre foi esse, que transformação foi essa, que má­ gica aconteceu é o que se pergunta qualquer visitante, qual­quer observador científico dos fenômenos sociais e mesmo qual­quer habitante dessa comunidade. Essa “coisa fantástica”, assim defi­nida pelo governador do Estado, na época Pedro Simon, que prestigiou

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Medium 9788580553048

Capítulo 4. Abordagem pela leitura

Eugene C. Toy; Debra Klamen Grupo A PDF Criptografado

CASOS CLÍNICOS EM PSIQUIATRIA

15

Eixo III: Transtornos físicos e outras condições clínicas gerais. A condição física pode estar causando a psiquiátrica (p. ex., delirium, codificado no Eixo I, causado por insuficiência renal, codificada no Eixo III); ser resultado de um transtorno mental (p. ex., cirrose alcoólica, codificada no Eixo III, secundária a dependência de álcool, codificada no Eixo I); ou não estar relacionada ao transtorno mental (p. ex., diabete melito crônico).

Eixo IV: Esse eixo é utilizado para codificar os problemas psicossociais que contribuem para o problema psiquiátrico do paciente. Informações sobre esses estressores podem ser úteis quando chegar o momento de fazer o plano de tratamento. Os problemas podem incluir aqueles envolvendo o grupo primário de apoio, educacionais, profissionais, de moradia, econômicos, o acesso ao atendimento de saúde ou relacionados ao sistema legal/criminal.

Eixo V: Esse eixo fornece uma avaliação global de funcionamento (AGF). A escala se baseia em um continuum de saúde e doença: uma escala de 100 pontos, em que

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Medium 9788582715369

Capítulo 208. Laboratório nas doenças reumáticas

Gustavo Gusso; José Mauro Ceratti Lopes; Lêda Chaves Dias Grupo A PDF Criptografado

SEÇÃO XXI ► CAPÍTULO 208

Laboratório nas doenças reumáticas

Lara Ribeiro Santiago Freitas

Daniela Cabral de Sousa

Aspectos-chave

► Não existem testes gerais de rastreamento para doenças reumáticas; o diagnóstico depende da anamnese e do exame físico.

► Geralmente, a investigação laboratorial das doenças reumáticas é

útil em confirmar ou descartar uma hipótese de patologia reumática, depois que a hipótese clínica é considerada.

Caso clínico

Maria José, 45 anos, dona de casa, comparece ao posto de saúde queixando-se de dores articulares. Relata que há cerca de 6 meses vem apresentando dor e edema nas articulações dos punhos, nas interfalangianas proximais (IFPs), nos joelhos e nos tornozelos. A dor é diária, apresentando períodos de exacerbação e de melhora, sem fatores precipitantes ou de alívio definidos. Ela relata o uso de diclofenaco de sódio

► Quando uma doença reumática é diagnosticada, alguns testes laboratoriais podem ajudar a avaliar o prognóstico ou a atividade da doença.

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Medium 9788580552591

Caso 4

Eugene C. Toy; Terrence H. Liu; Andre R. Campbell Grupo A PDF Criptografado

CASO 4

Durante um exame físico de rotina, em um homem branco com 30 anos e boa aparência, você descobre uma lesão cutânea pigmentada com aspecto de 1,5 cm no posterior do ombro esquerdo dele. A lesão não está endurecida, tem bordas bem-definidas e não há eritema em seu entorno. O exame da axila esquerda e do pescoço não revela anormalidades identificáveis. Nenhuma outra lesão cutânea pigmentada é observada durante o exame físico completo. De acordo com a esposa do paciente, a lesão cutânea surgiu há vários meses e ela acredita que aumentou e ficou mais escura com o tempo. O paciente mostra-se saudável nos demais aspectos.

Qual a próxima etapa?

 Qual o diagnóstico mais provável?

 Qual o melhor tratamento para esse problema?

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TOY, LIU & CAMPBELL

RESPOSTAS PARA O CASO 4

Melanoma maligno

Resumo: homem com 30 anos e lesão cutânea pigmentada suspeita no ombro esquerdo.

• Próxima etapa: fazer uma biópsia excisional.

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Medium 9788580555875

Seção 2 - Síndromes Clínicas: Infecções Adquiridas na Comunidade

Dennis L. Kasper; Stephen L. Hauser; J. Larry Jameson; Anthony S. Fauci; Dan L. Longo; Joseph Loscalzo Grupo A PDF Criptografado

151e

152e

AAlterações climáticas e ass ddoenças infecciosas

AAaron S. Bernstein

Este capítulo

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Vol o ume 1 desta obra.

A liberação de gases de efeito estufa – principalmente dióxido de carbono

– na atmosfera terrestre desde o final do século XIX tem contribuído para um clima não familiar à nossa espécie, o Homo sapiens. Esse novo clima já alterou a epidemiologia de algumas doenças infecciosas. O acúmulo continuado de gases de efeito estufa na atmosfera irá alterar ainda mais o clima do planeta. Em alguns casos, a alteração climática pode estabelecer condições que favorecem a emergência de doenças infecciosas, enquanto, em outros, ela pode tornar inadequadas áreas que no momento são adequadas para certas doenças. Neste capítulo, apresenta-se o estado atual do conhecimento a respeito das consequências conhecidas e prospectivas das alterações climáticas para as doenças infecciosas.

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Medium 9788536702490

Capítulo 4 - Anamnese

Francisco José de Souza Filho Grupo A PDF Criptografado

4

Anamnese

EDUARDO DIAS DE ANDRADE

CONSIDERAÇÕES GERAIS

A anamnese (do grego ana = trazer de novo e mnesis = memória) é um pré-requisito básico da consulta inicial por parte do endodontista. É quando são obtidas informações úteis que servirão não somente para o diagnóstico, mas também para se estabelecer o perfil geral de saúde do paciente.

Quando houver relato de alguma intercorrência desagradável, ocorrida em tratamentos odontológicos anteriores, o problema deve ser cuidadosamente investigado.

Da mesma forma, indivíduos portadores de doenças sistêmicas devem ser questionados sobre o controle atual da doença e complicações recentes, como abordado mais adiante neste mesmo capítulo. Na maioria das vezes, tais sujeitos utilizam medicamentos de uso contínuo, alguns deles com potencial de interagir com outros fármacos comumente empregados na clínica odontológica, o que pode provocar reações indesejáveis.1

Na anamnese também se identificam pacientes com história de alergia a materiais ou substâncias com potencial alergênico, empregadas rotineiramente em Endodontia (p. ex., látex, amido de milho modificado, hipoclorito de sódio, etc.), evitando-se a exposição a esses agentes.2,3

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Medium 9788582710333

Capítulo 1 - O que tem em seu armário?

Petros Levounis; Jack Drescher; Mary E. Barber Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U LO 1

O que tem em seu armário?

JACK DRESCHER

ESTAR “DENTRO DO ARMÁRIO” é uma gíria usada para descrever tanto aqueles que estão escondendo seus sentimentos homossexuais quanto aqueles que estão escondendo uma orientação sexual gay, lésbica ou bissexual (GLB).1 Este coloquialismo está intimamente ligado

à expressão “sair do armário”, que se refere tanto a alguém que revela seus desejos e sentimentos homossexuais como àquele que aceita e declara sua orientação sexual GLB (mais detalhes a seguir e no Cap. 2, “‘Saindo do armário’ para si mesmo e para os outros”). Como ressalta um historiador, o uso de “sair”, neste contexto, é relativamente recente:

Antes dos anos 1960 [a expressão sair do armário] não aparecia em lugar nenhum, nem no movimento gay, nem nos romances, diários ou cartas de gays ou lésbicas [...] Como a maioria das expressões da terminologia gay, “sair do armário” era parte do vocabulário da cultura feminina

– neste caso, a expressão era usada para se referir ao ritual da debutante que é formalmente convidada a “sair do armário” e penetrar na sociedade de seus pares culturais [...]. Os gays de anos antes da Guerra, então, não falavam sobre sair do que chamamos de armário gay, mas sim de sair e penetrar naquilo que chamavam de “sociedade homossexual” ou “mundo gay.” (Chauncey 1994, p. 6-7; itálico do original)

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Medium 9788582714959

Capítulo 124. Urticária

Alberto Augusto Alves Rosa; José Luiz Möller Flôres Soares; Elvino Barros Grupo A PDF Criptografado

URTICÁRIA

REFERÊNCIAS ►

Abbade, LPF. Afecções ulcerosas. In: Belda Junior W, Di Chiacchio N, Criado PR. Tratado de dermatologia. São

Paulo: Atheneu; 2014. p. 803-30.

Abbade LPF, Lastória S. Abordagem de pacientes com úlcera da perna de etiologia venosa. An Bras Dermatol.

2006;81(6):509-22.

Alavi A, Sibbald RG, Phillips TJ, Miller OF, Margolis DJ, Marston W, et al. What's new: management of venous leg ulcers: approach to venous leg ulcers. J Am Acad Dermatol. 2016;74(4):627-40; quiz 641-2.

Bolognia JL, Jorizzo JJ, Schaffer JV. Dermatology. 3rd ed. London: Elsevier; c2012.

Cooper MA, Qazi U, Bass E, Zenilman J, Lazarus G, Valle MF, et al. Medical and surgical treatment of chronic venous ulcers. Semin Vasc Surg. 2015;28(3-4):160-4.

Hafner A, Sprecher E. Ulcers. In: Bolognia JL, Jorizzo JJ, Schaffer JV. Dermatology. 3rd ed. London: Elsevier; c2012. p. 1729-46.

Kirsner RS, Vivas AC. Lower-extremity ulcers: diagnosis and management. Br J Dermatol. 2015;173(2):

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Medium 9788582714201

Capítulo 8 - Agentes anestésicos inalatórios

Paul G. Barash; Bruce F. Cullen; Robert K. Stoelting; Michael K. Cahalan; M. Christine Stock; Rafael Ortega; Sam R. Sharar Grupo A PDF Criptografado

Agentes anestésicos inalatórios

Ramesh Ramaiah

Sanjay M. Bhananker

O valor dos gases inalatórios no alívio efetivo da dor foi descoberto nos anos 1840. O

óxido nitroso foi eficaz para analgesia e sedação, enquanto o éter dietílico pôde produzir anestesia geral. Desde então, vários gases puros e anestésicos voláteis (líquidos que foram vaporizados para ser inalados) foram sintetizados, estudados e usados na prática clínica.

I. Princípios farmacológicos

A. Terminologia

O comportamento dos fármacos administrados é mais bem descrito em termos de farmacodinâmica (o que o fármaco faz com o corpo) e farmacocinética (o que o corpo faz com o fármaco). A farmacodinâmica descreve os efeitos do fármaco nos sistemas orgânicos, tecidos e receptores específicos. A farmacocinética descreve o modo como os fármacos são absorvidos na sua administração, sua distribuição dentro dos vários compartimentos corporais, seu metabolismo e sua eliminação ou excreção.

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Medium 9788580555882

Capítulo 25 - Nutrição, metabolismo e regulação da temperatura

Cinnamon VanPutte; Jennifer Regan; Andrew Russo Grupo A PDF Criptografado

25

❯ Aprenda a prognosticar

Sônia e Davi adoram quando suas mães planejam piqueniques no parque. As crianças gostam de correr e de brincar na pracinha. Hoje,

Sônia pediu a sua mãe para preparar um lanche com biscoitos de chocolate e refrigerante de uva. Esse lanche repleto de calorias daria muita energia para as crianças, mas, por outro lado, teria baixo valor nutritivo. A mãe de Sônia explicou que um lanche com frutas, biscoitos de trigo integral e água seria mais saudável para todos. Depois de ler este capítulo, e recordando o que você aprendeu sobre a digestão e absorção de nutrientes no Capítulo 24, faça o prognóstico do que aconteceria se a mãe de

Sônia permitisse às crianças levarem ao parque o lanche sugerido por Sônia, em vez do lanche que ela sugeriu.

Fotografia: Fotografia de duas crianças apreciando um lanche saudável.

Nutrição, metabolismo e regulação da temperatura

“V

ocê é o que você come” é uma frase muito comum de se ouvir. As alegações de saúde sobre os alimentos e suplementos alimentares nos bombardeiam todos os dias. Enquanto isso, as taxas de obesidade em crianças e adultos nos Estados Unidos se elevaram. Nutrição e manutenção do peso são temas de constantes debates na televisão, nos jornais e até mesmo entre colegas, nos intervalos do trabalho. Ao escolher alimentos, muitos de nós estamos mais preocupados com o sabor do que com o valor nutricional.

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Medium 9788580555875

Parte 19: Distúrbios associados a exposições ambientais

Dennis L. Kasper; Stephen L. Hauser; J. Larry Jameson; Anthony S. Fauci; Dan L. Longo; Joseph Loscalzo Grupo A PDF Criptografado

Parte 19: Distúrbios associados a exposições ambientais

2753

476e

DDoença das altitudes

BBuddha Basnyat, Geoffrey Tabin

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Michael H. Bennett, Simon J. Mitchell

M

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Vol o ume 1 desta obra.

O QUE É MEDICINA HIPERBÁRICA E DO MERGULHO?

Medicina hiperbárica é o tratamento de distúrbios da saúde usando do a exsfera ou posição de todo o corpo a pressões acima de 101,3 kPa (1 atmosfera ração de

760 mmHg). Na prática, isso quase sempre significa a administração oxigenoterapia hiperbárica (HBO2T). A Undersea and Hyperbaricc Society

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Medium 9788582713631

Capítulo 12. Sentidos somáticos e sentidos especiais

Gerard J. Tortora; Bryan Derrickson Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U L O

1 2

SENTIDOS

SOMÁTICOS

E SENTIDOS

ESPECIAIS

I

magine uma viagem de acampamento para uma bela costa rochosa embalando um trecho de areia da praia. À medida que você desperta de sua noite de sono na areia, lentamente estica as articulações enrijecidas e cautelosamente sai do saco de dormir para cumprimentar o ar fresco da manhã. Você esfrega o sono dos olhos e vê o nevoeiro rolando distante das cristas brancas das rápidas ondas. Você caminha em direção ao oceano e respira profundamente, sente o cheiro salgado da maré, e sente os grãos individuais de areia entre os dedos que se mexem. De repente, começa a esfregar os braços expostos de forma vigorosa, à medida que o ar fresco envia um frio pelo corpo ainda sonolento.

Você vê e ouve gaivotas ruidosas que deslizam suspensas no ar, e ouve um barco distante soar a buzina. À medida que caminha em direção à água, na qual os sons produzidos tocam sua melodia contra as rochas, olha de relance para as piscinas naturais deixadas para trás pelas ondas que recuam, e percebe uma disposição colorida de vida entre as marés – estrelas do mar, mexilhões, anêmonas e caranguejos correndo. Curvando-se para dar uma olhada, seu rosto é espirrado por uma onda que se aproxima,

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Medium 9788565852630

95. Doenças neuromusculares

Luciano Fochesatto Filho; Elvino Barros Grupo A PDF Criptografado

95

Doenças neuromusculares

Daniele Fricke

Francisco Tellechea Rotta

CASO CLÍNICO

Um paciente do sexo masculino, 64 anos, destro, que exerce a profissão de relojoeiro, há três meses percebeu que estava com dificuldade para segurar objetos com a mão direita. A esposa também observou alteração na fala e engasgos frequentes, além de emagrecimento. O paciente afirmou não ter queixas sensitivas ou apresentar alterações esfincterianas. A partir do exame físico, foram verificados atrofia significativa na musculatura interóssea, tenar e hipotenar bilateral, fasciculações, reflexos tendinosos aumentados nos membros superiores e inferiores, sinal de Babinski e atrofia e fasciculações na língua (Fig. 95.1 A, B e C). O exame de eletroneuromiografia evidenciou disfunção dos motoneurônios inferiores e superiores. Na ressonância magnética nuclear constatou-se intensa hiperintensidade do trato piramidal na sequência axial T1. O paciente faleceu em um ano por insuficiência respiratória.

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Medium 9788536323282

Capítulo 8 - Subtipos clínicos da demência frontotemporal

Leonardo Caixeta Grupo A PDF Criptografado

C A P í T u LO

8

Subtipos clínicos da demência frontotemporal

Visto que os lobos frontais e temporais são os mais comprometidos na demência frontotemporal (DFT) (Brun, 1987; Brun, 1993; Mann; South, 1993) e que o funcionamento da personalidade é classicamente associado a tais áreas

(Blumer; Benson, 1977), nada mais lógico do que constatar que as alterações de personalidade são relatadas por muitos autores como sendo as mais precoces e frequentes nessa forma de demência (Jung; Solomon, 1993).

Em que pese o fato de os pacientes com DFT compartilharem os sintomas-chave que são mais importantes na caracterização da síndrome (alteração de personalidade, comprometimento do insight, perda do tato social, prejuízo das funções executivas), eles estão longe de constituir um grupo homogêneo. Três grandes subgrupos clínicos podem ser identificados (Caixeta;

Nitrini, 2001; Snowden; Neary; Mann, 1996):

1. Tipo desinibido

2. Tipo apático

3. Tipo estereotípico

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