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16. Estimulação elétrica funcional

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Estimulação elétrica funcional

Vanessa Costa Monteiro

INTRODUÇÃO

A estimulação elétrica funcional (EEF) baseia-se na aplicação de uma corrente elétrica capaz de causar uma contração muscular que ocorre por meio da estimulação intramuscular do ramo do nervo, que supre o músculo ou grupo muscular.

Na reabilitação ortopédica, já é uma técnica amplamente difundida, utilizada principalmente no pós-operatório. Os primeiros estudos sobre neurologia foram rea­ lizados nas décadas de 1980 e 1990, nos quais a aplicação da eletroestimulação em tibial anterior era destinada à melhora da força, ao controle dos dorsiflexores e ao aumento da amplitude de movimento de dorsiflexão.

Na maioria desses estudos, utilizava-se estimulação elétrica neuromuscular estática que não era associada a alguma atividade funcional. Porém, atualmente, sabe-se da importância do treinamento funcional e da prática de repetição de tarefas para aprendizado motor. Por isso, a maioria dos estudos utiliza EEF associada às mais diversas tarefas. Uma das precursoras a publicar estudos sobre estimulação elétrica associada a atividades funcionais e mostrar a importância de estimular também músculos espásticos foi Judy Carmick. Em seus relatos de caso com crianças hemiparéticas portadoras de paralisia cerebral, a autora mostra bons resultados aplicando EEF em dorsi e plantiflexores para melhora da marcha. A autora ressalta a importância do uso da EEF em plantiflexores, pois esse grupo muscular é fundamental na manutenção do equilíbrio em pé e na marcha.

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2. Considerações clínicas na reabilitação do paciente com acidente vascular encefálico

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Considerações clínicas na reabilitação do paciente com acidente vascular encefálico

Milene S. Ferreira

“O corpo é a unidade máxima de representação do ser humano e por isso adquire importância para toda vida e cultura. Para viver é necessária a mediação do corpo, que é o primeiro dos objetos culturais, o portador dos comportamentos. Vive-se com o corpo. Toda percepção exterior é imediatamente sinônima de certa percepção do corpo, como toda percepção do corpo se explicita na linguagem da percepção exterior.”

(Merleau-Ponty, 1971)

INTRODUÇÃO

O acidente vascular encefálico (AVE) é caracterizado por um déficit neurológico súbito causado após uma perda não traumática resultante de uma oclusão ou ruptura de um vaso sanguíneo cerebral.

Pode ser de etiologia aterosclerótica ou tromboembólica, e os fatores de risco ainda estão em fase de estudo. Além dos fatores de risco já conhecidos, como hipertensão, diabetes melito, dislipidemias, tabagismo, etilismo, obesidade, arritmias, idade, raça negra, história familiar, ataque isquêmico transitório, trombofilias e sedentarismo, outros vêm sendo associados à ocorrência do AVE, como fatores ambientais (como poluição) e emocionais (como depressão). Aproximadamente 80% dos eventos vasculares cerebrais são isquêmicos e o restante é considerado hemorrágico.

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26. Terapia Cuevas Medek Exercises: método dinâmico de estimulação cinética

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Terapia Cuevas Medek Exercises: método dinâmico de estimulação cinética

Claudia Akemi Yamauti Rizzo

Renata Marques

“O maior erro que você pode cometer na vida é o de ficar o tempo todo com medo de cometer algum.”

(Elbert Hubbard)

INTRODUÇÃO

Paralisia cerebral

A paralisia cerebral (encefalopatia crônica não progressiva) é um dos diagnósticos médicos mais frequentes no âmbito da pediatria neurológica. Em razão disso, são imprescindíveis a renovação e a ampliação constante dos horizontes médicos, visando a um único objetivo: o progresso do paciente. A seguir, apresenta-se um método, em crescente desenvolvimento e ampliação no Brasil, assegurado pelos 30 anos de existência e prática clínica.

Cuevas Medek Exercises

O método Cuevas Medek Exercises (CME) é uma abordagem fisioterapêutica utilizada para o tratamento de crianças que apresentam alguma alteração no desenvolvimento motor.

O CME foi idealizado por Ramón Cuevas, fisioterapeuta chileno, durante a década de 1970. A criação desse método surgiu da necessidade de estimular de maneira mais objetiva o aparecimento de respostas motoras automáticas na criança com atraso motor. A nomenclatura atual é conhecida mundialmente como Cuevas Medek

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24. Psicomotricidade

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Psicomotricidade

Andréa Moreno Pacheco

Introdução

A psicomotricidade é uma abordagem francesa para o estudo da gestualidade humana que considera movimento e postura como partes integrantes da expressão da personalidade, afirmando que motricidade, emoção e cognição são fatores indissociáveis no desenvolvimento humano. Sua aplicação é preventiva ou terapêutica e apresenta-se como uma possibilidade para o fisioterapeuta no tratamento das deficiências de origem neurológica. O principal objetivo da terapia psicomotora é desenvolver no paciente uma compreensão de seu corpo como ele é, para uma atuação no espaço e no tempo a partir de referências próprias, tomando consciência de suas possibilidades e de seus limites.

A psicomotricidade surgiu na França, no início do século XX, como uma abordagem corporal para os problemas psíquicos apresentada por Charcot e Dupré (1925).

A partir daí, vários autores contribuíram para seu crescimento, situando seus conceitos na neurologia e na psicologia. Foi Henri Wallon, no entanto, em 1925 e 1949, quem aprofundou os estudos que unem o tônus, pano de fundo de todo ato motor,

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7. Terapia ocupacional na atividade da vida diária

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Terapia ocupacional na atividade da vida diária

Maria Silvia Valerio Pirrello

Rosa Elvira da Cunha Oliveira

Rosemeire Zanchin

Sandra Regina de Almeida Pacini

“A participação em atividades diárias é vital para todo ser humano. Através dela, ele adquire habilidades e competência, relaciona-se consigo mesmo e com o mundo a sua volta. Através dela encontra motivo e significado para a vida.”

(AOTA, 2002)

INTRODUÇÃO

A terapia ocupacional é uma ciência da saúde e uma profissão de nível superior que utiliza diversas atividades para restaurar, fortalecer e desenvolver a capacidade funcional da pessoa com deficiência. É um processo de tratamento que se destina a pessoas de qualquer idade, que tenham dificuldades na realização das atividades cotidianas, no qual o terapeuta ocupacional utiliza a atividade como recurso técnico.

Essa atividade é considerada, nesse processo, como um instrumento que pode viabilizar expressão, espontaneidade e conhecimento das potencialidades e das limitações dos pacientes durante suas ações.

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15. Equoterapia

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Equoterapia

Divaina Alves Batista

Gustavo Mauro Witzel Machado

INTRODUÇÃO

A equoterapia é um método terapêutico e educacional que usa o cavalo em uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, como promotor do desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou necessidades especiais.

No Brasil, o uso do cavalo como mediador terapêutico e educacional foi reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina em 1997 e sua prática está regulamentada desde 1989, com a criação da Associação Nacional de Equoterapia (Ande-Brasil – www.equoterapia.org.br).

As denominações utilizadas pela Ande-Brasil são as seguintes:

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Mediador: profissionais que usam o cavalo como instrumento terapêutico.

Praticantes: as pessoas submetidas a essa terapia.

Auxiliares guias: profissionais que conduzem o animal.

A modalidade de equoterapia é indicada para os distúrbios de movimento como os que ocorrem em hemiplegia, diplegia, quadriplegia, ataxia, atetose e hipotonia

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5. Aspectos psicossociais do paciente em processo de reabilitação

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Aspectos psicossociais do paciente em processo de reabilitação

Rosilene Souza Lima

PROCESSO DE REABILITAÇÃO

O indivíduo que irá iniciar um processo de reabilitação possivelmente passou por uma doença ou acidente que transformou a sua vida de maneira transitória ou permanente, e o fisioterapeuta, profissional da reabilitação, depois da equipe médica,

é normalmente o primeiro profissional chamado para iniciar o processo de reabilitação e com a responsabilidade de adaptar e readequar esse indivíduo ao ambiente.

O profissional fisioterapeuta deve adquirir uma visão que facilite perceber o indivíduo como um ser dotado de massa corpórea e uma demanda interna psicológica, para criar uma integração entre esses dois aspectos, que será o seu principal instrumento de trabalho que o conduzirá junto ao seu paciente a resultados surpreendentes. Considerar apenas o físico implicará em sucessivas frustrações e um engano do potencial real que o paciente possa oferecer.

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4. Quadro motor do paciente tetraplégico

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Quadro motor do paciente tetraplégico

Christiane Lanatovitz Prado Medeiros

Definição

O quadro motor refere-se à deficiência ou perda de função motora ou sensorial que afeta bilateralmente os membros superiores e inferiores com prejuízos também para tronco e órgãos pélvicos.

Quando o quadro motor é de paralisia, utiliza-se o sufixo plegia (tetraplegia, quadriplegia); quando o quadro motor é de perda parcial ou deficiência, utiliza-se o sufixo paresia (tetraparesia, quadriparesia).

Principais patologias que podem levar À tetraplegia

As tetraplegias são um dos sintomas, entre outros, de doenças neurológicas graves que compreendem tanto lesões encefálicas quanto da medula espinhal, tais como hemorragias cerebrais, que ocorrem por ruptura de artérias cerebrais em decorrência de distúrbios da coagulação, traumas ou alterações vasculares congênitas, principalmente em lesões com hemorragia no tronco encefálico. Outra patologia que pode levar a um quadro de tetraplegia é a insuficiência vertebrobasilar, por oclusão da artéria basilar e seus ramos, com infarto bilateral da parte ventral da ponte. Trata-se de uma afecção grave, com início rápido e alta taxa de mortalidade. Os pacientes que sobrevivem apresentam sinais de comprometimento do tronco encefálico, incluindo a tetraplegia.

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12. Atividade ludoterapêutica para população infantil

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12

Atividade ludoterapêutica para população infantil

Miriam de Oliveira Metello

Tatiana Galante Streiff

INTRODUÇÃO

A palavra “lúdico” origina-se do latim ludus, que significa jogo, divertimento, exercício e brincadeira. Já “terapêutica” vem da palavra grega therapeutiké: parte da medicina que trata doenças.

Existe a dificuldade em conceituar e diferenciar a brincadeira do jogo, pois os mesmos termos “jogar” e “brincar” muitas vezes são tratados como sinônimos. Segundo a literatura, esses termos, no Brasil, são utilizados indistintamente pela falta de conceituação que esse campo ainda apresenta, sendo difícil conceituar o comportamento do brincar, na língua portuguesa. No dicionário Aurélio, brincadeira é o “ato ou efeito de brincar” e brincar significa “divertir-se infantilmente”, já jogo está conceituado como “atividade física ou mental fundada num sistema de regras que define a perda ou ganho”. Na perspectiva de Vigotski (2007), essa definição é limitada, pois mesmo aquilo que é definido como brincadeira possui regras.

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23. Protocolo do Pediasuit

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23

Protocolo do Pediasuit

Luana Pedrozo

Justin Thomas

Leonardo de Oliveira

Braz Paiva

Introdução

Em 1971, o Penguin suit foi desenvolvido pelo programa espacial da Rússia. Esse suit especial foi usado pelos astronautas em voos espaciais para neutralizar os efeitos nocivos da ausência de gravidade e hipocinesia sobre o corpo: perda de densidade

óssea, alteração da integração das respostas sensoriais, atrofia muscular, alteração da integração das respostas motoras, alterações cardiovasculares e desequilíbrios dos fluidos corporais. Cientistas e especialistas em medicina espacial, depois de uma longa pesquisa, criaram esse suit com ação de carga, tornando longas viagens ao espaço possíveis (Adeli Medical Center; First Step Rehabilitation Center, 2007).

O suit desenvolvido pelo programa espacial russo foi o primeiro passo para a moderna suit terapia. No entanto, o suit limitava o movimento dos astronautas e era difícil de ser vestido. Por outro lado, seu design ortopédico dinâmico foi um sucesso.

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21. Neuromodulação com estimulação cerebral não invasiva: aplicação no acidente vascular encefálico, doença de Parkinson e dor crônica

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Neuromodulação com estimulação cerebral não invasiva: aplicação no acidente vascular encefálico, doença de Parkinson e dor crônica

Mariana E. Mendonça

Felipe Fregni

Introdução

A técnica de neuromodulação vem sendo utilizada, há muitos séculos, desde que o homem tomou conhecimento da possível interação de tecidos biológicos e campos eletromagnéticos. Na última década, as pesquisas científicas nesse campo vêm crescendo e se aprimorando, ganhando, assim, cada vez mais espaço na prática clínica.

Entre as técnicas de neuromodulação não invasiva, destacam-se a estimulação magnética transcraniana (EMT) e a estimulação transcraniana de corrente contínua

(ETCC). Essas técnicas promovem mudanças específicas na atividade cortical que refletem em melhoras comportamentais, muitas vezes mantidas em longo prazo. A

EMT é uma técnica de neuroestimulação e neuromodulação que utiliza o princípio da indução eletromagnética para gerar uma corrente elétrica de forma focal no córtex cerebral (Fregni e Pascual-Leone, 2007). Com essa técnica, é possível gerar potenciais de ação em interneurônios corticais observando respostas motoras ou cognitivas associadas. A ETCC é uma técnica de neuromodulação que utiliza corrente elétrica de baixa magnitude para modificar o limiar de excitabilidade das células. A alteração no limiar induz alterações plásticas secundárias de acordo com a polaridade da estimulação (Fritsch et al., 2010). Além disso, essas técnicas de neuromodulação apresentam vantagens por possibilitarem uma atuação em áreas específicas do córtex cerebral, com pouco ou nenhum efeito adverso, e com custos relativamente baixos para o uso na prática clínica.

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20. Manuseio e adequação de atividades funcionais (MAAF): proposta de tratamento fisioterapêutico na paralisia cerebral

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20

Manuseio e adequação de atividades funcionais (MAAF): proposta de tratamento fisioterapêutico na paralisia cerebral

Carlos Bandeira de Mello Monteiro

Para muitos, quando se pensa em movimentos corporais, logo vem à mente a figura de indivíduos altamente habilidosos realizando atividades motoras de forma excepcional, como profissionais da dança e do esporte. Todavia, a característica mais marcante do movimentar-se humano não é sua excepcionalidade, mas sua ubiquidade (Dantas e Manoel, 2009).

Indivíduos sem alterações da postura e movimento apresentam capacidade para diferentes atividades e adequado desempenho na participação de tarefas vitais do dia a dia, sem qualquer limitação ou restrição. Segundo a taxonomia proposta pela

Organização Mundial da Saúde (OMS) por meio da Classificação Internacional de

Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF, 2003), essas atividades e participações são desde funções na mobilidade, como mudar a posição do corpo, sentar, levantar, transferir, puxar e empurrar, até funções em cuidado pessoal, como lavar e secar partes do corpo, vestir-se, calçar-se etc. Sendo importante destacar que, ao conseguir rea­lizar movimentos funcionais, o indivíduo tem facilitadas funções de vida doméstica, relações interpessoais, vida comunitária, social e cívica.

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10. Adaptações na prática desportiva para população infantojuvenil

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10

Adaptações na prática desportiva para população infantojuvenil

Marcel dos Santos Paiva

INTRODUÇÃO

A prática esportiva e seus benefícios encontram-se em evidência não apenas por sua associação à melhora da qualidade de vida e ao desenvolvimento físico e psicológico da criança e do adolescente. Ela difunde-se na promoção da saúde e do bem-estar, aumento da autoestima, da autoconfiança, do senso de responsabilidade e de grupo, redução da gordura corpórea, diminuição de estresse e ansiedade, diminuição do uso de álcool e drogas e da propensão ao uso de tais substâncias (Strong, 2005). Quando comparados a indivíduos inativos, os fisicamente ativos apresentam níveis mais elevados de resistência cardiorrespiratória e força muscular, diminuição dos riscos relacionados a doenças cardiorrespiratórias e metabólicas e melhor densidade óssea (PAGACR, 2008). Apesar de escassos na literatura, vários estudos (WHO, 2001; Stevens,

1995; Law, 2006) têm mostrado que a participação de crianças com deficiência é mais restrita quando comparada com crianças sem deficiência. Apesar do reconhecimento de que a natureza e a extensão da participação das crianças são fortemente influenciadas pelos ambientes onde se situam todos os dias (Mahoney, 2005; WHO, 2004).

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34. Uso da robótica para locomoção

Rodrigo Deamo Assis Manole PDF Criptografado

34

Uso da robótica para locomoção

Fernanda Pupio Silva Lima

Paulo Roberto Garcia Lucareli

Mario Oliveira Lima

INTRODUÇÃO

No âmbito da neurorreabilitação, a inovação tecnológica inclui a robótica no tratamento de disfunções do aparelho locomotor em razão de sua fácil aplicabilidade, confiabilidade e capacidade de estabelecer parâmetros relacionados à intensidade dos exercícios.

Sua utilização tem sido promissora no tratamento de desordens da marcha decorrentes de lesões neurológicas, por permitir controle da velocidade, melhora da coordenação e simetria do movimento.

A locomoção envolve a interação entre a manutenção do controle postural e equilíbrio para que haja capacidade de realizar a transferência e o apoio do peso corporal aos membros inferiores durante as fases da marcha.

O treinamento por tempo prolongado por meio de tarefas específicas impacta positivamente a reabilitação de pacientes com lesões encefálicas ou medulares, por estimular o reparo e a reorganização de áreas corticais. A repetição contínua de movimentos promove aumento das aferências sensoriais, favorecendo a aprendizagem e a melhora do controle motor. Assim, o foco da intervenção utilizando a robótica é o estímulo da plasticidade neuronal para facilitar o ato motor.

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6. O papel da família no processo de reabilitação

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6

O papel da família no processo de reabilitação

Janaina Carvalho

Luciana Rodrigues Giannico

Lydiane Regina Pereira Fabretti

Marina de Castro Nascimento Gonçalves

Sandra Regina Rodrigues Iriya

Introdução

Este capítulo apresenta como objetivos descrever e discutir as formas de relacionamento familiar relevantes ao processo de reabilitação do paciente neurológico, assim como as propostas de intervenções para o familiar utilizadas pela psicologia do centro de reabilitação Lar Escola São Francisco.

A equipe de psicologia desse centro de reabilitação trabalha com pacientes de diversos diagnósticos: paralisia cerebral, síndromes genéticas, doenças ortopédicas, doenças neurodegenerativas, amputações, lesões medulares e lesões encefálicas adquiridas. No decorrer deste texto, serão abordadas questões pertinentes aos pacientes com diagnósticos neurológicos.

A variedade de quadros também corresponde à diversidade de incapacidades e prejuízos, que podem dificultar tarefas como locomoção, comunicação, autonomia e autocuidados; podem gerar incapacidades que variam do nível motor ao nível neuropsicológico. É importante lembrar que, sob o paradigma da inclusão, as incapacidades geradas pelas deficiências são intensificadas de acordo com as barreiras arquitetônicas e de acessibilidade; e outras barreiras sociais, como o estigma e o preconceito (Almeida, 2007). Desse modo, cada vez mais a reabilitação deve envolver o meio social no qual as deficiências são compreendidas e tratadas.

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