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Medium 9788580556001

Capítulo 27. Baço

Gerard M. Doherty; MD Artmed PDF Criptografado

Baço

Gerard M. Doherty, MD

ANATOMIA

O baço é um órgão de cor púrpura escura, altamente vascularizado, com formato de grão de café, de origem mesodérmica, situado no quadrante superior esquerdo do abdome, na altura entre a oitava e a décima primeira costelas, entre o fundo do estômago, o diafragma, a flexura esplênica do colo do intestino e o rim esquerdo (Fig. 27-1). O baço de adultos pesa entre 100 e

150 g, mede 12 × 7 × 4 cm e, em geral, não é palpável. Está fixado a vísceras adjacentes, parede do abdome e diafragma por pregas ou “ligamentos” peritoneais. O ligamento gastroesplênico abriga os vasos gástricos curtos. Os demais ligamentos são avasculares, exceto nos pacientes com hipertensão porta ou mielofibrose.

A cápsula esplênica é formada por peritônio sobre uma camada fibroelástica de 1 a 2 mm contendo poucas células musculares lisas. A camada fibroelástica envia à polpa numerosas bandas fibrosas (trabéculas) que formam a estrutura do baço.

Estudos anatômicos demonstraram que o baço é formado por segmentos específicos com base no suprimento arterial, em número que varia de dois a seis, separados por um plano avascular.

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Medium 9788582714164

Capítulo 17. Desenvolvimento de habilidades em grupos

Carmem Beatriz Neufeld; Bernard P. Rangé Artmed PDF Criptografado

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DESENVOLVIMENTO

DE HABILIDADES

EM GRUPOS

Marcia Fortes Wagner

Isabela Maria Freitas Ferreira

Carmem Beatriz Neufeld

Estudos no campo das habilidades para a vida têm sido o foco de muitos pesquisadores, a partir da formulação da hipótese de que indivíduos mais habilidosos podem vivenciar interações sociais mais satisfatórias, o que, por sua vez, é essencial para a prevenção e/ou redução de transtornos psicológicos. Nesse sentido, inúmeras investigações nessa área vêm originando a produção de um consistente referencial teórico e prático nos últimos anos.

Este capítulo tem por objetivo apresentar as habilidades de vida e as habilidades sociais, bem como estudos atualizados sobre o treinamento dessas habilidades, mostrando dados de evidência de sua eficácia e sua relevância na busca de comportamentos mais saudáveis, que, consequentemente, são fundamentais ao bem-estar e

à qualidade de vida do indivíduo. Também objetiva-se apresentar algumas diretrizes sobre a aplicação desses treinamentos em grupos clínicos ou não clínicos, finalizando

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Medium 9788582714072

Capítulo 36 - Anticoncepção

Eduardo Pandolfi Passos; José Geraldo Lopes Ramos; Sérgio H. Martins-Costa; José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke; Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Anticoncepção

Jaqueline Neves Lubianca

Maria Celeste Osório Wender

Mona Lúcia Dall’Agno

Nos Estados Unidos, verificou-se que, das 40 milhões de mulheres com vida sexual ativa, somente 10% não usavam qualquer método anticoncepcional. Nessa pequena parcela, ocorreram cerca de 53% das gestações não planejadas registradas nesse país. As demais

(47%) ocorreram em usuárias de algum método contraceptivo, provavelmente devido ao uso inadequado.

No Brasil, em levantamento realizado pelo Ministério da Saúde em 20061 com mulheres entre 15 e 44 anos de idade, verificou-se que 81,6% utilizavam algum método anticoncepcional, sendo 21,1%, esterilização feminina, 22,3%, anticoncepcional oral (AO),

10,6%, preservativo masculino e 5,7%, outros métodos. Comparando esses dados com informações anteriores (de 1996), houve diminuição da realização de ligadura tubária como método anticoncepcional e consequente aumento no uso de AO, porém, a esterilização cirúrgica continua sendo preferida pelas pacientes de menor renda.1 O uso de métodos anticoncepcionais é maior nas pacientes acima dos 30 anos de idade.

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Medium 9788580555790

Capítulo 41. Cadeira de rodas & dispositivos de assistência

Ian B. Maitin Artmed PDF Criptografado

41

//

Cadeira de rodas & dispositivos de assistência

Andrea Brown, MD

Kevin Banks, PT, DPT

CADEIRAS DE RODAS

Bengalas, andadores, muletas, cadeiras de rodas manuais, cadeiras de rodas motorizadas e scooters são exemplos de equipamentos de assistência à mobilidade (EAM). As cadeiras de rodas motorizadas e scooters são referidas como dispositivos de mobilidade motorizados (DMM). A primeira seção deste capítulo revisa os componentes básicos das cadeiras de rodas manuais, cadeiras de rodas motorizadas e scooters. Incluídos nessa abordagem estão os critérios usados na prescrição de um dispositivo de mobilidade e os requerimentos de documentação. Também são abordados os tipos de cadeiras de rodas usados por pacientes que sofreram AVC, traumatismo raquimedular (TRM) ou amputação, obesos ou pediátricos com paralisia cerebral.

A fim de prescrever o EAM mais apropriado, o médico precisa ter conhecimento de elementos-chave da história do paciente, da história médica pregressa, da história social, da condição funcional atual e de mudanças recentes na condição de saúde. São componentes igualmente vitais no processo de tomada de decisão a condição cognitiva do paciente e sua capacidade de usar o equipamento. A quantidade de assistência necessária para transferências, atividades da vida diária (AVDs) e mobilidade dentro de casa é muito importante, bem como saber se o paciente tem o auxílio de um profissional de saúde ou membro da família em casa. O médico precisa examinar por completo o paciente e avaliar a amplitude de movimento e força em todas as articulações. Contraturas articulares, espasticidade, amputações, anormalidades articulares e fraqueza afetam a capacidade do paciente de se mover com segurança, deambular e realizar as atividades da vida diária.

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Medium 9788580556025

Capítulo 193. Neuropatias periféricas, incluindo a síndrome de Guillain-Barré

Dennis L. Kasper; Anthony S. Fauci; Stephen L. Hauser; Dan L. Longo; J. Larry Jameson; Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

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Seção 14

193

neurologia

Neuropatias periféricas, incluindo a síndrome de Guillain-Barré

aBorDageM ao PaCienTe:

Neuropatia periférica

Neuropatia periférica (NP) refere-se a um distúrbio de nervo periférico de qualquer etiologia. O envolvimento do nervo pode ser isolado (mononeuropatia) ou múltiplo (polineuropatia); em termos patológicos, pode ser axônico ou desmielinizante. Uma abordagem aos pacientes em que se suspeita de neuropatia é apresentada na Figura 193.1.

Sete questões iniciais:

1. Que sistemas estão envolvidos? Determinar se os sinais e os sintomas do paciente são predominantemente motores, sensitivos, autonômicos ou uma combinação deles. Se houver apenas fraqueza, sem disfunção sensitiva ou autonômica, considerar uma neuropatia motora, distúrbio da junção neuromuscular ou miopatia; as miopatias costumam ter um padrão de fraqueza proximal e simétrico.

2. Qual é a distribuição da fraqueza? A polineuropatia compreende disfunção difusa e geralmente simétrica dos nervos periféricos que costuma ser mais distal que proximal; a mononeuropatia afeta um único nervo, geralmente devido a traumatismo ou compressão; as mononeuropatias múltiplas (mononeuropatia multiplex) podem resultar de múltiplas compressões, vasculite ou infiltração.

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Medium 9788580555585

Capítulo 71. Transtornos relacionados ao uso de substâncias

Barbara G. Wells; Joseph T. DiPiro; Terry L. Schwinghammer; Cecily V. DiPiro Artmed PDF Criptografado

CAPÍTULO

71

Transtornos relacionados ao uso de substâncias

•• O Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, 5a edição (DSM-5), classifica os transtor-

nos relacionados ao uso de substâncias (incluindo 10 classes distintas de substâncias) em (1) transtornos com o uso de substâncias e (2) transtornos induzidos por substância (p. ex., intoxicação, abstinência e transtornos mentais induzidos por substâncias).

•• O diagnóstico de transtornos por uso de substância é feito com base no padrão de comportamento patológico relacionado ao uso da substância. Os critérios diagnósticos são classificados em (1) dificuldade de controle; (2) disfunção social; (3) uso arriscado; e (4) critérios farmacológicos, incluindo tolerância e abstinência.

•• O DSM-5 não separa os diagnósticos de abuso e dependência de substâncias. Há critérios para definir transtorno com o uso de substância, além de critérios para intoxicação, abstinência, transtorno induzido pelo uso de substância e transtornos inespecíficos relacionados com substância em alguns casos.

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Medium 9788580556025

Capítulo 9. Cuidado paliativo e terminal

Dennis L. Kasper; Anthony S. Fauci; Stephen L. Hauser; Dan L. Longo; J. Larry Jameson; Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

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Seção 1

Cuidado do paCiente hospitalizado

Para uma discussão mais detalhada, ver Dzieczkowski JS, Anderson KC: Biologia e terapia transfusionais, Cap. 138e, do Medicina

Interna de Harrison

Harrison, 19ª edição, AMGH Editora.

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Cuidado paliativo e terminal

Em 2014, 2.596.993 pessoas morreram nos EUA; as taxas de mortalidade estão diminuindo. Quase três quartos de todas as mortes ocorrem em pessoas com mais de 65 anos de idade. A cardiopatia e o câncer são as duas principais causas de morte, contribuindo, juntas, com quase metade dos óbitos. Aproximadamente 70% dos óbitos acontecem em pessoas que apresentam uma condição conhecida por levar à morte; assim, planejar o cuidado terminal é relevante e importante. Uma fração crescente de

óbitos está acontecendo em asilos ou em casa, e não no hospital.

O cuidado ideal depende de uma avaliação abrangente das necessidades do paciente nos quatro domínios afetados pela doença: físico, psicológico, social e espiritual. Vários instrumentos de avaliação estão disponíveis para assistência no processo.

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Medium 9788582714072

Capítulo 25 - Puberdade precoce

Eduardo Pandolfi Passos; José Geraldo Lopes Ramos; Sérgio H. Martins-Costa; José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke; Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

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Puberdade precoce

Solange Garcia Accetta

Jaqueline Neves Lubianca

Cristiano Caetano Salazar

Alberto Mantovani Abeche

Fernando Freitas

As modificações biológicas que acontecem na adolescência são conhecidas como puberdade, sendo as mais evidentes o crescimento em estatura e o desenvolvimento de caracteres sexuais secundários. A puberdade normal inicia entre 8 e 13 anos (média de 10,5 anos) de idade para meninas e entre 9 e 14 anos para meninos.1 A definição do desenvolvimento puberal normal é baseada nos achados de

95% da população, ou até 2 desvios-padrão

(DPs) da média do início das transformações puberais. Apesar de ocorrerem pequenas variações individuais, tanto na época de início quanto na sequência da maturação sexual, o processo costuma durar em média 3 a 4 anos em ambos os sexos. Meninas afrodescendentes tendem a finalizar o processo em idade mais precoce do que as meninas brancas.

Nas meninas, o primeiro sinal da puberdade costuma ser o aparecimento do botão ou broto mamário (telarca), seguido do surgimento dos pelos terminais (pubarca), do estirão de crescimento linear e, por último, da primeira menstruação (menarca). O botão mamário pode ser inicialmente unilateral, não caracterizando anormalidade. O intervalo de tempo entre a telarca e a pubarca costu-

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Medium 9788580556025

Capítulo 199. Transtorno por uso de álcool

Dennis L. Kasper; Anthony S. Fauci; Stephen L. Hauser; Dan L. Longo; J. Larry Jameson; Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

transtorno por uso de álcool

CAPÍTULo 199

1271

Bulimia nervosa

• GIs: aumento de glândulas salivares e erosão dentária por exposição ao ácido gástrico

• Líquidos/eletrólitos: hipopotassemia, hipocloremia, alcalose (decorrente dos vômitos) ou acidose (decorrente do uso abusivo de laxantes)

• Outras: calos ou cicatriz no dorso da mão (devido à raspagem repetida contra os dentes durante a indução do vômito)

TRATAMeNTo

TRANSToRNoS ALIMeNTAReS

ANOREXIA NERVOSA

A terapia familiar de Maudsley é efetiva em pessoas mais jovens, com estritas contingências comportamentais usadas quando a perda ponderal se torna crítica. Nenhuma intervenção farmacológica tem efeito benéfico específico comprovado, mas a comorbidade com depressão e ansiedade deve ser tratada. O ganho ponderal deve ser gradual com objetivo de 250 a 500 g por semana para evitar complicações pela realimentação rápida

(retenção de líquidos, insuficiência cardíaca congestiva, dilatação gástrica aguda). A maioria dos pacientes consegue alcançar a remissão dentro de 5 anos do diagnóstico inicial.

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Medium 9788580555585

Capítulo 47. Infecções da pele e dos tecidos moles

Barbara G. Wells; Joseph T. DiPiro; Terry L. Schwinghammer; Cecily V. DiPiro Artmed PDF Criptografado

47

CAPÍTULO

Infecções da pele e dos tecidos moles

•• As infecções bacterianas da pele podem ser classificadas em primárias ou secundárias (Quadro

45-1). As infecções bacterianas primárias são geralmente causadas por uma única espécie de bactéria e costumam acometer áreas de pele saudável (p. ex., impetigo e erisipela). Por outro lado, as infecções secundárias surgem em áreas de pele previamente lesionada e, com frequência, são polimicrobianas.

•• As condições que podem predispor o paciente ao desenvolvimento de infecções da pele e dos tecidos moles (IPTM) incluem: (1) presença de uma alta concentração de bactérias; (2) umidade excessiva da pele; (3) suprimento sanguíneo inadequado; (4) disponibilidade de nutrientes para as bactérias; e (5) dano do estrato córneo, possibilitando a penetração das bactérias.

•• As IPTM são causadas por microrganismos gram-positivos e, menos comumente, por bactérias gram-negativas presentes na superfície da pele. O Staphylococcus aureus e o Streptococcus pyogenes são responsáveis pela maioria dos casos de IPTM. O S. aureus resistente à meticilina associado à comunidade (CA-MRSA, de community-associated methicillin-resistant S. aureus) emergiu e, com frequência, é isolado de pacientes saudáveis nos demais aspectos.

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Medium 9788580556025

Capítulo 95. Doença de Lyme e outras infecções por espiroquetas não sifilíticas

Dennis L. Kasper; Anthony S. Fauci; Stephen L. Hauser; Dan L. Longo; J. Larry Jameson; Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

590

Seção 7

DOENÇAS INFECCIOSAS

• A doença extrapulmonar por MNTs de crescimento rápido costuma ser tratada com sucesso utilizando-se um macrolídeo e outro fármaco (com a escolha baseada na suscetibilidade in vitro). A doença pulmonar por M. abscessus é difícil de curar e costuma necessitar de cursos repetidos que incluem um macrolídeo junto com um agente de administração IV, como amicacina, um carbapenêmico, cefoxitina ou tigeciclina.

• A infecção por M. marinum é efetivamente tratada com qualquer combinação de um macrolídeo, etambutol e uma rifamicina por 1 a 2 meses após a resolução clínica de doença isolada em tecidos moles; o envolvimento de tendões e ossos pode exigir tratamentos mais longos conforme a evolução clínica.

• O tratamento de infecções causadas por outras MNTs não é tão bem definido, mas macrolídeos e aminoglicosídeos costumam ser efetivos com a adição de outros agentes conforme indicado.

Para uma discussão mais detalhada, ver Raviglione MC: Tuberculose, Cap. 202, p. 1102; Gelber RH: Hanseníase, Cap. 203, p. 1122;

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Medium 9788580555585

Capítulo 72. Distúrbios acidobásicos

Barbara G. Wells; Joseph T. DiPiro; Terry L. Schwinghammer; Cecily V. DiPiro Artmed PDF Criptografado

SEÇÃO 14

CAPÍTULO

Distúrbios renais

72

Editada por Cecily V. DiPiro

Distúrbios acidobásicos

•• Os distúrbios acidobásicos são causados por alterações na homeostasia dos íons hidrogênio (H+), que é normalmente mantida pelo tamponamento extracelular, pela regulação renal de íons hidrogênio e bicarbonato e pela regulação ventilatória da eliminação de dióxido de carbono (CO2).

PRINCÍPIOS GERAIS

•• O tamponamento refere-se à capacidade de uma solução de resistir à mudança do pH após a adição

de um ácido ou de uma base fortes. O principal sistema tampão extracelular do organismo é o sistema de ácido carbônico/bicarbonato (H2CO3/HCO3–).

•• A maior parte da produção de ácido pelo corpo encontra-se na forma de CO2 e origina-se do catabolismo dos carboidratos, das proteínas e dos lipídios.

•• Existem quatro tipos principais de distúrbios do equilíbrio acidobásico que podem ocorrer independentemente ou em conjunto como resposta compensatória.

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Medium 9788582714287

Capítulo 4. A serenidade está em primeiro lugar

Ronaldo Laranjeira; Hugo Leal Artmed PDF Criptografado

4

A SERENIDADE ESTÁ

EM PRIMEIRO LUGAR

MARIA LUÍSA

SOBRE AL-ANON

Meu nome é Maria Luísa, sou esposa de um alcoólico e entrei para o Al-Anon há 27 anos. Entrei, mas não entendi nada. Apesar de ser formada em psicologia e trabalhar na

área, minhas noções do que era o alcoolismo ainda beiravam a ignorância total. Como consequência, me afastei da irmandade, que enxergava, na época, como um grupo de velhos conservadores e puritanos.

Minha família tinha muitos festeiros – a grande maioria bebedores sociais que, de vez em quando, bebiam um pouco além do que aguentavam e ficavam meio “alegres”, alterados, mas sempre em um clima amigável, sem problemas reais de atitude ou de relacionamento. Então, minha relação com o álcool era sempre considerando o beber demais – fazer escândalo, dizer besteiras, dar mancadas, causar acidentes dirigindo, etc. – como culpa da imaturidade, de descontroles emocionais ou da fraqueza de caráter do bebedor. Jamais tinha passado pela minha cabeça a possibilidade de que a situação dos “bons de copo” não poderia ser resolvida com conselhos ou até “chamadas na chincha”, que lhes despertassem “vergonha na cara”. Mas até isso, na verdade, meu código social só colocava como ação válida em situações de alto prejuízo material, ético ou de estrutura familiar – afinal, tomar um porre aqui, outro lá, mesmo que essa situação aumentasse gradualmente em frequência e intensidade, era normal para quem trabalhava, sustentava a família, encarava a dureza da vida e se estressava com desafios financeiros ou maus casamentos, falta de apoio e outros incidentes nada raros entre a população em qualquer nível social, principalmente entre os menos favorecidos.

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Medium 9788582714249

Capítulo 14 - Custos da assistência à saúde e o cuidado centrado na pessoa

Moira Stewart; Judith Belle Brown; W. Wayne Weston; Ian R. McWhinney; Carol L McWilliam; Thomas R.Freeman Artmed PDF Criptografado

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Custos da assistência à saúde e o cuidado centrado na pessoa*

Moira Stewart, Bridget L. Ryan e Christina Bodea

Um relatório recente do Conselho de Saúde do Canadá (2010) concluiu que é complexo o processo de tomada de decisão dos médicos de família quanto a exames complementares. Um dos vários fatores determinantes das decisões identificados no relatório é o cuidado centrado na pessoa, que, segundo os autores dão a entender, está relacionado a custos mais altos. Nossas pesquisas chegam a conclusões opostas.

O cuidado centrado na pessoa tem alta prioridade no sistema de assistência

à saúde do Canadá (CHSRF 2008; MOHLTC 2009). Há um volume considerável de evidências canadenses e internacionais de que o cuidado centrado na pessoa traz benefícios para a satisfação da pessoa atendida (Krupat et al., 2000; Fossum e Arborelius, 2004; Stewart et al., 1999), para a adesão ao tratamento (Stewart et al., 1999; Golin et al., 1996), para os desfechos de saúde da pessoa atendida, como redução da preocupação com a saúde (Stewart et al., 2000), melhor saúde segundo autorrelatos (Stewart et al., 2000, 2007b) e melhora da condição fisiológica (p. ex., pressão arterial e HbA1c) (Krupat et al., 2000; Stewart et al., 1999; Golin et al.,

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Medium 9788580555585

Capítulo 73. Lesão renal aguda

Barbara G. Wells; Joseph T. DiPiro; Terry L. Schwinghammer; Cecily V. DiPiro Artmed PDF Criptografado

CAPÍTULO

73

Lesão renal aguda

•• A lesão renal aguda (LRA) é uma síndrome clínica que costuma ser definida como uma redução

abrupta da função renal, manifestada por alterações nos valores laboratoriais, na creatinina sérica

(Scr), na ureia sanguínea e no débito urinário.

•• Os critérios RIFLE (risco, lesão, falência, perda da função renal e doença renal terminal, de risk, injury, failure, loss of kidney function e end-stage renal disease) e AKIN (Acute Kidney Injury Network) são dois sistemas de classificação baseados em critérios que foram elaborados para antecipar os resultados dos pacientes. As Diretrizes de Prática Clínica do Kidney Disease: Improving Global

Outcomes (KDIGO) foram desenvolvidas para proporcionar uma definição padronizada da LRA

(Quadro 73-1).

•• O KDIGO define a LRA como a presença de qualquer um dos seguintes critérios:

1. Aumento da Scr em pelo menos 0,3 mg/dL (27 µmol/L) dentro de 48 horas

2. Aumento da Scr em pelo menos 1,5 vez em relação aos valores basais nos sete dias precedentes

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