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Medium 9788580556025

Capítulo 204. Cessação do tabagismo

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

1296

Seção 16

prevenção de doenças e manutenção da saúde

mostraram que os retinoides preveniam o surgimento de segundos tumores primários, uma característica comum dos cânceres de cabeça e pescoço. Entretanto, grandes estudos randomizados não confirmaram esse efeito benéfico. Estão em andamento outros estudos que combinam retinoides e AINEs com e sem inibidores do receptor de EGF.

ORIENTAÇÃO AO PACIENTE NA DETECÇÃO PRECOCE

Os pacientes podem aprender a procurar sinais precoces de alerta. A American Cancer Society identificou os sete principais sinais de alerta do câncer:

• Mudança no hábito intestinal ou vesical

• Ulceração que não cicatriza

• Sangramento ou secreção incomuns

• Nódulo (caroço) na mama ou em outras partes do corpo

• Indigestão crônica ou dificuldade de deglutir

• Alterações óbvias em verruga ou nevo (mancha)

• Tosse ou rouquidão persistentes

Para uma discussão mais detalhada, ver Crosswell JM, Brawley

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Medium 9788580556025

Capítulo 28. Febre, hipertemia e examtema

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

Seção 3

28

APReSeNTAçÕeS CoMUNS Do PACIeNTe

Febre, hipertermia e exantema

DEFINIÇÕES

• Temperatura: o centro termorregulador hipotalâmico equilibra o excesso de calor produzido pela atividade metabólica nos músculos e fígado com a dissipação de calor através da pele e dos pulmões para manter uma temperatura corporal normal de 36,8 ± 0,4ºC com variação diurna (mais baixa pela manhã e mais alta

à tarde).

• Febre: elevação da temperatura corporal (> 37,2ºC pela manhã e > 37,7ºC à tarde) em conjunto com aumento do ponto de ajuste hipotalâmico.

• Febre de origem obscura (FOO): temperaturas > 38,3°C em duas ou mais ocasiões e uma duração de doença ≥ 3 semanas, sem estado imunocomprometido conhecido e com investigação laboratorial e radiológica não reveladora em relação à causa.

• Hiperpirexia: temperaturas > 41,5ºC que podem ocorrer nas infecções graves, porém que se verificam mais comumente nas hemorragias do SNC.

• Hipertermia: aumento descontrolado da temperatura corporal que excede a capacidade do corpo de perder calor sem alteração no ponto de ajuste hipotalâmico. A hipertermia não envolve moléculas pirogênicas.

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Medium 9788580556025

Capítulo 113. Cardiopastias congênitas no adulto

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

Cardiopatias congênitas no adulto

CAPÍTULo 113

751

ESCOLHA DO TESTE PARA DAC CONHECIDA/SUSPEITA

Paciente capaz de se exercitar?

Necessidade de informação estrutural?

Não

Sim

Eco com dobutamina

Sim

Nuc* farmacológico

Não

Exame de imagem farmacológico

Sim

BRE ou marca-passo permanente

IAM prévio

Não

Revascularização coronariana prévia

Não

Exame de imagem com esforço

ECG de repouso interpretável?

Sim

Necessidade de

Sim informação estrutural?

Eco de esforço

Não

Não

BRE ou marca-passo permanente

ECG com esforço

PET

Sim

Nuc farmacológico

Sim

Nuc de esforço

Não

Nuc de esforço ou eco de esforço

Não

IAM prévio?

Viabilidade

Eco com dobutamina ou

Nuc* farmacológico

Sim

FIGURA 112.3 Fluxograma mostrando a seleção dos testes de estresse iniciais em um paciente com dor torácica. DAC, doença arterial coronariana; BRE, bloqueio de ramo esquerdo;

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Medium 9788580556001

Capítulo 43. Cirugia pediátrica

Gerard M. Doherty Artmed PDF Criptografado

Cirurgia pediátrica

James Wall, MD

Craig T. Albanese, MD

Os pacientes de cirurgia pediátrica não são meros adultos pequenos. O cuidado cirúrgico de crianças difere bastante daquele dos adultos em muitos aspectos, incluindo as exclusivas demandas fisiológicas que variam conforme a idade e o desenvolvimento.

O desenvolvimento fisiológico do neonato é mais parecido com o de um feto, enquanto adolescentes são semelhantes a adultos, e lactentes ou crianças têm problemas exclusivos da sua idade cronológica e de seu desenvolvimento. Os lactentes e as crianças também sofrem de anormalidades congênitas e doenças que não são vistas em adultos, e o seu manejo exige uma ótima compreensão dos aspectos relevantes da embriologia e da patogênese.

CUIDADO DOS RECÉM-NASCIDOS

00 Cuidado intensivo neonatal

O recém-nascido com lesão cirurgicamente corrigível costuma ter outros problemas que ameaçam a sua sobrevida. O cuidado com esses bebês – particularmente os prematuros e pequenos para a idade gestacional – melhorou com o surgimento dos cuidados intensivos nos berçários. Foram feitos avanços significativos na tecnologia de monitoração e suporte respiratório de lactentes. Atualmente, lactentes de baixo peso ao nascimento podem receber suporte ventilatório com respiradores sofisticados para lactentes por períodos prolongados em um microambiente controlado com precisão. A terapia com surfactante e a ventilação de alta frequência permitiram a sobrevivência de uma população de lactentes extremamente prematuros. A temperatura é controlada por regulação automática, enquanto pulso e pressão arterial são continuamente registrados. A ventilação

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Medium 9788580555585

Capítulo 52. Doença de Alzheimer

Barbara G. Wells, Joseph T. DiPiro, Terry L. Schwinghammer, Cecily V. DiPiro Artmed PDF Criptografado

SEÇÃO 9

CAPÍTULO

DISTÚRBIOS NEUROLÓGICOS

52

Editada por Barbara G. Wells

Doença de Alzheimer

•• A doença de Alzheimer (DA) é uma demência progressiva e eventualmente fatal, de causa desconhecida, que se caracteriza por perda das funções cognitivas e físicas, em geral com sintomas comportamentais.

FISIOPATOLOGIA

•• As formas de DA de herança dominante representam menos de 1% dos casos. Mais de 50% dos

casos de herança dominante de início no indivíduo jovem são atribuídos a alterações nos cromossomos 1, 14 ou 21. A suscetibilidade genética à DA de início tardio está principalmente ligada ao genótipo da apolipoproteína E (APOE), porém uma interação de múltiplos genes com o ambiente pode desempenhar um papel.

•• Os fatores de risco associados à DA incluem idade, diminuição da capacidade de reserva do cérebro, lesão craniana, síndrome de Down, depressão, comprometimento cognitivo leve e fatores de risco para doença vascular, incluindo hipertensão, níveis elevados de colesterol das lipoproteínas de baixa densidade, baixos níveis de colesterol das lipoproteínas de alta densidade e diabetes melito.

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Medium 9788580555790

Capítulo 33. Prótese total

Ian B. Maitin Artmed PDF Criptografado

Prótese total

Kevin McElroy, DO

Caitlin Innerfield, MD

Sara Cuccurullo, MD

Roger P. Rossi, DO

33

PRÓTESE DO QUADRIL

00 Achados clínicos

00 Considerações gerais

A. Sinais e sintomas

Cerca de 330 mil artroplastias totais de quadril (ATQs) foram feitas nos Estados Unidos em 2010. O número de cirurgias de

ATQ nesse país aumentou de forma drástica nas últimas quatro décadas, e espera-se que esses procedimentos tenham ainda um aumento significativo em 2030.

O paciente com dor crônica no quadril pode se queixar de dor na virilha ou nas nádegas que frequentemente se irradia até a coxa. Essa dor costuma ser descrita como uma dor contínua, que piora com a atividade e melhora com o repouso. O exame pode revelar amplitude de movimento diminuída, dor na virilha ou na coxa anterior ao teste de elevação da perna reta, claudicação, teste de Trendelenburg positivo e dor nos extremos da amplitude de movimento.

A lesão do quadril que produz uma fratura tipo III ou IV de

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Medium 9788582714249

Capítulo 10 - Desafios na aprendizagem e no ensino do método clínico centrado na pessoa

Moira Stewart, Judith Belle Brown, W. Wayne Weston, Ian R. McWhinney, Carol L McWilliam, Thomas R. Freeman Artmed PDF Criptografado

10 Desafios na aprendizagem e no ensino do método clínico centrado na pessoa

W. Wayne Weston e Judith Belle Brown

No capítulo anterior, descrevemos o método de educação centrada no educando e esboçamos uma base para os professores colocarem em prática essa abordagem de ensino. Neste capítulo, apresentaremos alguns dos desafios mais enfrentados por aqueles que se esforçam para aprender, ensinar e praticar o método clínico centrado na pessoa. No Capítulo 11, traremos sugestões de ensino práticas e concretas para ajudar os professores em todos os níveis educacionais.

O ensino e a aprendizagem do método clínico centrado na pessoa são atividades exigentes por muitas razões. Primeiro, descreveremos as questões relacionadas com a natureza da prática clínica e da comunicação entre a pessoa e o médico; depois, discutiremos os desafios específicos de ser um professor do método clínico centrado na pessoa.

A COMPLEXIDADE NÃO RECONHECIDA DA

COMUNICAÇÃO ENTRE A PESSOA E O MÉDICO

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Medium 9788580556001

Capítulo 30. Intestino grosso

Gerard M. Doherty Artmed PDF Criptografado

30

Intestino grosso

Jessica Cohan, MD

Madhulika G. Varma, MD

ANATOMIA

O colo do intestino inicia na válvula ileocecal e termina no reto, abrangendo, aproximadamente, 140 cm de comprimento. O colo tem componentes intraperitoneais e retroperitoneais. Ceco, colo ascendente e colo descendente são retroperitoneais, ao passo que colo transverso e sigmoide são intraperitoneais (Fig. 30-1). O diâmetro da luz é máximo no ceco (~ 7 cm) e reduz distalmente.

Consequentemente, lesões de massa no ceco têm menor probabilidade de causar obstrução, e a parede fina nessa localização

é mais vulnerável à necrose isquêmica e à perfuração causadas por obstrução do intestino grosso. Há quatro camadas na parede intestinal: mucosa, submucosa, muscular própria e serosa

(Fig. 30-2). A mucosa é composta por três camadas: epitélio colunar simples, organizado para formar criptas, lâmina própria e muscular da mucosa. A submucosa é a camada resistente do colo, por ter a maior concentração de colágeno. Portanto, é importante que essa camada seja incorporada nas anastomoses. A muscular própria é composta por uma camada circular interna e outra longitudinal externa, que se torna espessa em três bandas ao redor da circunferência para formar as tênias do colo. O apêndice pode ser encontrado em um ponto do ceco para o qual convergem as tênias. No retossigmoide, essas bandas se espalham para formar uma camada uniforme que assinala o final do colo e o início do reto. Os vetores desses componentes musculares da parede produzem encurtamento do colo para formar segmentações denominadas haustros (Fig. 30-3), que se movem longitudinalmente. Os apêndices epiploicos são apêndices de gordura sobre a superfície serosa.

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Medium 9788580556025

Capítulo 114. Cardiopatia valvar

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

Cardiopatia valvar

114

CAPÍTULo 114

757

Cardiopatia valvar

ESTENOSE MITRAL (EM)

Etiologia

Mais comumente reumática, embora uma história de febre reumática aguda seja incomum atualmente; as causas raras incluem EM congênita e calcificação do anel mitral com extensão para os folhetos.

Anamnese

Na maioria dos casos, os sintomas começam na quarta década, mas a EM costuma causar grave incapacidade em pessoas mais jovens nos países em desenvolvimento. Os principais sintomas são dispneia e edema pulmonar, desencadeados por esforço físico, euforia, febre, anemia, taquicardia, gravidez, relação sexual, etc.

Exame físico

Impulsão do ventrículo direito; B1 palpável; estalido de abertura (EA) depois de A2

(0,06 a 0,12 s); o intervalo entre o estalido de abertura e A2 é inversamente proporcional à gravidade da obstrução. Sopro de rolar diastólico com acentuação pré-sistólica no ritmo sinusal. A duração do sopro correlaciona-se com a gravidade da obstrução.

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Medium 9788582714249

Capítulo 6 - O terceiro componente: elaborando um plano conunto de manejo dos problemas

Moira Stewart, Judith Belle Brown, W. Wayne Weston, Ian R. McWhinney, Carol L McWilliam, Thomas R. Freeman Artmed PDF Criptografado

6

O terceiro componente: elaborando um plano conjunto de manejo dos problemas

Judith Belle Brown, W. Wayne Weston, Carol L. McWilliam, Thomas R. Freeman e

Moira Stewart

É um sentimento aterrador dar-se conta de que o médico não vê quem você realmente

é, que ele não entende o que você sente e que simplesmente segue adiante com suas próprias ideias. Começaria a me sentir como se eu fosse invisível, ou como se simplesmente não estivesse no mesmo local. (Laing, 1960)

Uma das metas centrais do método clínico centrado na pessoa é a elaboração de um plano conjunto de manejo dos problemas de saúde da pessoa assistida: encontrar um consenso com a pessoa para elaborar um plano para tratar seus problemas médicos e suas metas de saúde, que reflita suas necessidades, valores e preferências e que seja fundamentado em evidências e diretrizes. Esse consenso é atingível se primeiro explorarmos a experiência de saúde e de doença da pessoa e, ao mesmo tempo, os sinais e sintomas da doença. A construção desse entendimento se dá no contexto que abrange a individualidade da pessoa, sua família, outros relacionamentos importantes e o ambiente em que vive. Esse processo complexo é desenvolvido pela colaboração entre o médico e a pessoa, com base em confiança, empatia e respeito mútuo.

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Medium 9788580556025

Capítulo 145. Nefrolitíase

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

930

Seção 10

145

NEFROLOGIA

Nefrolitíase

Os cálculos renais são comuns e acometem cerca de 1% da população, sendo recorrentes em mais de 50% dos pacientes. A formação de cálculos começa quando a urina torna-se supersaturada com componentes insolúveis, em consequência de (1) baixo volume de urina, (2) excreção excessiva ou insuficiente de determinados compostos, ou (3) outros fatores (p. ex., pH urinário) que diminuem a solubilidade. Cerca de

75% dos cálculos contêm Ca (a maioria consiste em oxalato de Ca; ocorrem também cálculos de fosfato de Ca e outros cálculos mistos), 15% são constituídos de estruvita

(fosfato de amônio magnesiano), 5% de ácido úrico e 1% de cistina, refletindo o(s) distúrbio(s) metabólico(s) a partir do(s) qual(is) se originam.

SINAIS E SINTOMAS

Os cálculos presentes na pelve renal podem ser assintomáticos ou causar hematúria isolada. Com a sua passagem, pode ocorrer obstrução em qualquer nível ao longo do sistema coletor. A obstrução relacionada com a passagem de um cálculo provoca dor intensa, que frequentemente se irradia para a virilha, algumas vezes acompanhada de sintomas viscerais intensos (i.e., náuseas, vômitos, sudorese, tontura), hematúria, piúria, infecção do trato urinário (ITU) e, raras vezes, hidronefrose. Em contrapartida, os cálculos coraliformes, que estão associados a ITU recorrente por microrganismos que desdobram a ureia (Proteus, Klebsiella, Providencia, Morganella e outros), podem ser totalmente assintomáticos, manifestando-se na forma de perda da função renal.

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Medium 9788582712672

Capítulo 9. Dificuldades intelectuais leves no desempenho escolar e social: funcionamento intelectual bordeline

Newra Tellechea Rotta, César Augusto Bridi Filho, Fabiane De Souza Bridi Artmed PDF Criptografado

9

Dificuldades intelectuais leves no desempenho escolar e social: funcionamento intelectual borderline

FÁTIMA BALBELA

INTRODUÇÃO

Este capítulo se refere a uma pesquisa realizada por Fernell e Ek (2010), da Unit of Neurodevelopmental Disorders, Department of Paediatrics, Skaraborgs Hospital, Mariestad, Sweden Department of

Psychology, sobre a dificuldade de diagnosticar crianças e adolescentes que, ainda que avancem ano após ano nos anos escolares, apresentam baixo desempenho escolar.

A pesquisa de Fernell e Ek chama a atenção para a relação entre a capacidade intelectual (QI) de um determinado grupo de crianças e adolescentes e seu desempenho escolar e social. Essas crianças e adolescentes apresentam problemas escolares e comportamentais, além de significativas limitações funcionais, mas não se enquadram em um diagnóstico preciso. A autora sugere que a escola e também a sociedade se preparem para adaptar as condições de ensino e de trabalho para essa minoria de indivíduos que apresentam um funcionamento intelectual limítrofe.

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Medium 9788582714072

Capítulo 19 - Neoplasia do corpo uterino

Eduardo Pandolfi Passos, José Geraldo Lopes Ramos, Sérgio H. Martins-Costa, José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke, Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

19

Neoplasia do corpo uterino

Márcia L. Appel

Valentino Magno

Heleusa Monego

Tiago Selbach Garcia

Razyane Audibert Silveira

Hiperplasia endometrial

A hiperplasia endometrial (HE) é uma condição histológica caracterizada pela proliferação das glândulas endometriais que exibem tamanho e formato variados, aumento da relação glândula-estroma e presença ou não de atipias epiteliais. Do ponto de vista clínico, a HE está associada a sangramento uterino anormal

(SUA) perimenopáusico ou pós-menopáusico.

A HE resulta do estímulo estrogênico persistente e prolongado, sem a habitual oposição cíclica da progesterona e, portanto, é quase invariavelmente encontrada em mulheres anovulatórias perimenopáusicas. Na mulher pós-menopáusica, os estrogênios exógenos utilizados de maneira contínua, sob forma de terapia hormonal (TH), sem oposição da progesterona, ou os estrogênios endógenos, obtidos a partir da conversão periférica (no tecido adiposo) de androstenediona em estrona (estrogênio), podem expor o endométrio ao estímulo prolongado, levando à hiperplasia e, às vezes, ao câncer. De fato, alguns tipos de hiperplasia representam estados pré-malignos. Em 1985, Kurman e colabora-

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Medium 9788582714072

Capítulo 17 - Sexualidade feminina

Eduardo Pandolfi Passos, José Geraldo Lopes Ramos, Sérgio H. Martins-Costa, José Antônio Magalhães, Carlos Henrique Menke, Fernando Freitas Artmed PDF Criptografado

17

Sexualidade feminina

Janete Vettorazzi

Fernanda Grossi

Edimárlei Gonsales Valério

Indiara Velho

Heitor Hentschel

A sexualidade é um dos pilares da qualidade de vida, devendo ser abordada na atenção primária à saúde e em cada etapa do desenvolvimento sexual humano. A World Association for Sexual Health (WAS) e a Organização

Mundial da Saúde (OMS) estimulam a promoção de ações que melhorem a saúde sexual, por meio de uma abordagem ampla e sem preconceitos.1,2

Segundo a OMS, saúde sexual é um estado de bem-estar físico, emocional, mental e social em relação à sexualidade; não é meramente ausência de doença ou disfunção.

Requer uma abordagem positiva e respeitosa da sexualidade e dos relacionamentos sexuais, bem como a possibilidade de experiências seguras e prazerosas, livres de coerção, discriminação e violência, respeitando o direito de todas as pessoas, independentemente da orientação sexual.2

As pessoas, de modo geral, inclusive profissionais de saúde, entendem sexo e sexualidade como sinônimos, mas, na verdade, são conceitos diferentes. Sexo está relacionado ao biológico, ao ato sexual em si e suas variações, enquanto sexualidade apresenta uma conotação bem mais abrangente, estando relacionada à expressão do desejo, às escolhas, aos sentimentos, à comunicação com o outro

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Medium 9788580556025

Capítulo 155. Hipertensão portal

Dennis Kasper, Anthony Fauci, Stephen Hauser, Dan Longo, J. Jameson, Joseph Loscalzo Artmed PDF Criptografado

992

Seção 11

155

GastrenteroloGia

Hipertensão portal

A hipertensão portal é definida como uma elevação do gradiente da pressão venosa hepática para > 5 mmHg, que ocorre como uma consequência da cirrose (ver Cap.

154). É causada por maior resistência intra-hepática à passagem do fluxo sanguíneo pelo fígado em função da cirrose, junto com um maior fluxo venoso esplâncnico devido à vasodilatação dentro do leito vascular esplâncnico.

CLASSIFICAÇÃO (VER QUADRO 155.1)

CONSEQUÊNCIAS

As complicações primárias da hipertensão portal são varizes gastresofágicas com hemorragia, ascite (Cap. 43), hiperesplenismo, encefalopatia hepática, peritonite bacteriana espontânea (Cap. 43), síndrome hepatorrenal (Cap. 43) e carcinoma hepatocelular (Cap. 71).

VARIZES ESOFAGOGÁSTRICAS

Cerca de um terço dos pacientes com cirrose possuem varizes, e um terço dos pacientes com varizes acabarão tendo sangramento. O sangramento é uma complicação capaz de ameaçar a vida; o risco de sangramento correlaciona-se com o tamanho e

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