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Medium 9788520461280

01 • Abordagem multiprofissional do paciente com dreno de tórax

Bruno José da Costa Medeiros, Fernando Luiz Westphal, Luiz Carlos de Lima Editora Manole ePub Criptografado

No Brasil, o trauma é considerado uma das doenças que mais matam por ano. Em 2016, o Ministério da Saúde publicou um total de 155.861 óbitos por causas externas. Só na Região Norte, foram 15.078 óbitos, 2.821 no estado do Amazonas (Brasil, 2016).

Essa alta mortalidade reflete um alto número de internações hospitalares de vítimas de trauma, o que torna essencial a implementação de métodos que avaliam e melhoram a abordagem multidisciplinar desses pacientes (WHO, 2009).

Nos últimos anos, discutiu-se sobre programas de melhoria de qualidade de atendimento. Batalden e Davidoff descreveram esses programas como:

esforços combinados e incessantes de todos, profissionais de saúde, pacientes, seus familiares, pesquisadores, financiadores, educadores, para fazer mudanças que levarão a melhores resultados para os pacientes (saúde), melhor performance do sistema de saúde (cuidados) e melhor desenvolvimento profissional (aprendizado) (Batalden e Davidoff, 2007).

Os cuidados padronizados em dreno torácico é um exemplo de programa de melhoria de qualidade em trauma baseado em abordagem multidisciplinar para solução de problemas (WHO, 2009).

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Medium 9786555760392

01. Etiologia e origem

Alberto dos Santos de Lemos Editora Manole ePub Criptografado

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Antecedentes

O potencial pandêmico de viroses respiratórias emergentes e reemergentes é objeto de estudo da comunidade científica há cerca de um século, desde a grande pandemia de gripe espanhola. Em 2007, os autores de uma relevante revisão sobre um coronavírus envolvido na epidemia ocorrida em 2003 de síndrome respiratória aguda grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) já apontavam os vírus dessa família como potenciais ameaças futuras, que poderiam ser ainda mais devastadoras1. Durante a epidemia em 2003, iniciada na província chinesa de Guangdong, foram reportados 8.096 casos e 774 mortes em mais de trinta países, nos cinco continentes1. A SARS era caracterizada por uma grave pneumonia viral difusa, que eventualmente evoluía para síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e morte. O coronavírus causador da SARS foi nomeado SARS-CoV.

Em 2012, na Arábia Saudita, foi confirmado novo surto de uma doença respiratória que cursava inicialmente com sintomas leves, mas que frequentemente evoluía com pneumonia, SRAG e insuficiência renal. Foi identificado como agente etiológico da doença o coronavírus da síndrome respiratória do Oriente Médio, ou MERS-CoV2, que ainda está circulando. Até janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) contabilizava 2.519 casos confirmados da doença, com 866 mortes relacionadas, a maioria em países do Oriente Médio3.

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Medium 9788520461105

01. Intervenção terapêutica ocupacional ambulatorial com bebê pré-termo

Luma Carolina Câmara Gradim, Tamara Neves Finarde Pedro, Débora Couto de Melo Carrijo Editora Manole ePub Criptografado

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Descrição do caso

Henrique é um bebê nascido pré-termo, com 29 semanas e 2 dias de idade gestacional, de parto cesariano e de muito baixo peso ao nascimento; suas medidas foram 1,250 kg, 37 cm de comprimento, 29 cm de perímetro cefálico. Apresentou Apgar 4, 6 e 8 no 1º, 5º e 10º minutos, respectivamente. Apesar de desconforto respiratório transitório, não teve anóxia ao nascimento, mas foi detectada uma hemorragia periventricular grau 3.

Permaneceu 60 dias na unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN). Apresentou duas crises convulsivas no 1º e 2º dias de vida; necessitou de oxigenoterapia por 25 dias; recebeu terapia de reposição de surfactante, alimentação via sonda nasogástrica e passou por duas correções cirúrgicas para retinopatia da prematuridade.

O ambiente da UTIN era adaptado seguindo as normas do Ministério da Saúde sobre a humanização do atendimento, e a equipe era treinada em abordagens desenvolvimentistas para o cuidado humanizado ao recém-nascido de baixo peso, o que promovia boa integração entre os profissionais e, muitas vezes, proporcionava uma assistência interdisciplinar adequada.

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Medium 9788520460498

01. Mindfulness: apresentando o constructo

Isabel C. Weiss de Souza Editora Manole ePub Criptografado

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A realidade está onde colocamos nossa atenção.
William James

Origem da palavra

Ao longo dos últimos anos muito tem se falado, comentado e estudado sobre a técnica de meditação chamada mindfulness, que em português traduzimos por “atenção plena”. Longe de querer esgotar definições e conceitos, visamos aqui proporcionar uma visão mais profunda e ancestral das origens do que hoje se tornou uma das técnicas de meditação mais difundidas dos últimos tempos no Ocidente.

A mais conhecida origem do termo mindfulness está atrelada comumente ao budismo, considerando aqui suas diversas escolas. Para uma de suas traduções está a palavra sati, que em páli, a língua original dos ensinamentos budistas, significa “recordação” ou “lembrança”1 e, mais precisamente, o não esquecimento da mente em relação ao objeto experimentado, sendo a sua função a não distração, conforme expresso no comentário do grande mestre budista Asanga a um importante texto dessa tradição2.

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Medium 9788520461280

02 • Anatomia torácica e fisiologia da respiração

Bruno José da Costa Medeiros, Fernando Luiz Westphal, Luiz Carlos de Lima Editora Manole ePub Criptografado

O tórax é um segmento do corpo que abriga órgãos vitais, como coração, pulmões, esôfago, medula espinal, grandes vasos, traqueia e brônquios (Drake et al., 2015).

Esses órgãos são protegidos por uma armadura óssea composta por 12 pares de costelas, acopladas posteriormente às vertebras torácicas e anteriormente ao esterno por meio das cartilagens (Figura 2).

Embaixo de cada costela, há o paquete vasculonervoso, que compreende a veia, a artéria e o nervo intercostais, que se situam imediatamente na borda inferior. Esses parâmetros anatômicos são bem conhecidos pelos médicos e cirurgiões, pois norteiam o local adequado em que a drenagem de tórax tem de ser realizada, a fim de evitar lesões a essas estruturas (Figura 3).

Para entender a fisiologia da respiração, é necessário conhecer os músculos que executam essa importante função, que são divididos em músculos primários, secundários e terciários da respiração (Gardner et al., 1988) (Tabela 1).

Tabela 1 Músculos da respiração.

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