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42 - Política Pública em Saúde da Mulher

PINTO E SILVA, Marcela Ponzio; MARQUES, Andréa de Andrade; AMARAL, Maria Teresa Pace do Grupo Gen PDF Criptografado

42

Política Pública em

Saú­de da Mulher

Maria Teresa Pace do Amaral

Programa de Atenção Integral à Saú­de da Mulher

Para compreender a necessidade e a importância de tornar efetivo um cuidado integral à saú­de da mulher no Brasil, por meio de programas e políticas públicas, é preciso voltar às décadas de 1930, 1950 e 1970, perío­dos em que os programas materno-infantis foram elaborados a partir de uma visão restrita sobre a mulher, com ba­se em sua especificidade biológica e no seu papel social de mãe e doméstica, responsável pela criação, pela educação e pelo cuidado com a saú­de dos filhos e demais familiares. Sob uma perspectiva reducionista, o cuidado à saú­de da mulher tinha enfoque apenas no ciclo gravídico-puerperal, ficando ausente a assistência à saú­de na maior parte de sua vida.1

Nos anos 1980, alguns fatores promoveram uma mudança de direção dessa tendência histórica, criando condições para alterar a definição de prioridades na atenção à saú­de das mulheres. Do ponto de vista epidemiológico, com a drástica mudança no padrão de procriação e a emergência da AIDS, passaram a ganhar relevância os aspectos relacionados com a sexualidade e os efeitos da contracepção, além daqueles relativos à concepção, à gravidez e ao parto. Nesse cenário, ficam evidentes os efeitos da intensa medicalização dos ciclos vitais femininos, expressos na epidemia de cesarianas e laqueaduras tubárias e no incremento das histerectomias.2

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34 - Urodinâmica

PINTO E SILVA, Marcela Ponzio; MARQUES, Andréa de Andrade; AMARAL, Maria Teresa Pace do Grupo Gen PDF Criptografado

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Urodinâmica

Claudia Pignatti Frederice  •  Marcelo Thiel

Urodinâmica convencional

O estudo urodinâmico convencional, também chamado urodinâmica, consiste na avaliação funcional do trato urinário inferior por meio do registro dos parâmetros fisiológicos relacionados com o armazenamento, o transporte e o esvaziamento de urina. Denomina-se estudo “convencional”, pois envolve o enchimento vesical artificial. Seus principais objetivos são reproduzir as queixas urinárias das mulheres e, simultaneamente, identificá-las e registrá-las por captação das pressões abdominal, vesical e do detrusor.

Esse exame possibilita estabelecer objetivamente se há disfunção e, assim, entender suas implicações clínicas. No entanto, apenas as observações urodinâmicas geralmente não representam o diagnóstico definitivo de doen­ça ou condição, mas a associação dessas observações à ocorrência de sinais e sintomas característicos pode resultar em um diagnóstico mais preciso. Dessa forma, a definição diagnóstica torna possível determinar o tratamento, contexto no qual o fisioterapeuta se insere, pois, muitas vezes, o recomendado é a fisioterapia. Por isso, é essencial que esse profissional entenda o processo de rea­li­zação e interpretação do exame para determinar os objetivos do tratamento.1,2

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41 - Transporte e Reanimação Cardiopulmonar na Gestante

PINTO E SILVA, Marcela Ponzio; MARQUES, Andréa de Andrade; AMARAL, Maria Teresa Pace do Grupo Gen PDF Criptografado

41

Transporte e Reanimação

Cardiopulmonar na

Gestante

Samira El M. T. Haddad  •  Maria Laura Costa  •  Antonio Francisco de Oliveira

Neto  •  Mariana Almada Bassani  •  Renata Taize Gasparoto Pereira  • 

Marcela Zanatta Ganzarolli  •  Simone Pollini Gonçalves

Transporte da gestante de alto risco

Define-se como doente crítico aquele cuja sobrevivência dependa de meios avançados de monitoramento e terapêutica, em razão de disfunção ou falência profunda de um ou mais

órgãos ou sistemas.

O transporte desses doentes envolve riscos, mas se justifica pela necessidade de facultar um nível assistencial superior ou para realizar exames complementares de diagnóstico e/ou terapêuticas não existentes no serviço ou na instituição onde o doente está internado.1-3 Esse transporte representa uma necessidade corriqueira nas unidades de saú­de e pode envolver profissionais da equipe de enfermagem, médicos e fisioterapeutas. É importante ressaltar que a remoção para transferência hospitalar, procedimentos e exames não deve acarretar prejuí­zos para a saú­de do paciente, tornando-se, portanto, necessária uma avaliação clínica multiprofissional e de qualidade, na qual se determinarão o risco para o transporte, a equipe e o tipo de equipamentos necessários.

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40 - Fisioterapia em UTI Especializada em Morbidade Materna Grave

PINTO E SILVA, Marcela Ponzio; MARQUES, Andréa de Andrade; AMARAL, Maria Teresa Pace do Grupo Gen PDF Criptografado

40

Fisioterapia em UTI

Especializada em

Morbidade Materna Grave

Ana Beatriz Francioso Oliveira do Monte  •  Fernanda Blanco Ferraz de Freitas

Introdução

O trabalho da fisioterapia aplicada em unidades de terapia intensiva (UTI) tem sido tema de debates, tanto em razão de sua função e importância quanto por suas técnicas e métodos aplicados.1

A fisioterapia é considerada uma á­ rea da saú­de bastante recente e, apesar de existirem registros de tratamentos de doen­ças por meio de recursos físicos datados da época de

Hipócrates, ela surgiu realmente como profissão em meados da Segunda Guerra Mundial. A inserção do fisioterapeuta na

UTI, porém, começou no fim da década de 1970.2

Em conse­quência da evolução tecnológica, científica e da interação, essa especialidade passou a ser imprescindível em

UTI, assumindo um papel relevante na equipe multiprofissional que atende os pacientes em terapia intensiva, especialmente no que se refere à intervenção precoce e direcionada às complicações respiratórias e físicas.3

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43 - Práticas Integrativas e Complementares na Saúde da Mulher

PINTO E SILVA, Marcela Ponzio; MARQUES, Andréa de Andrade; AMARAL, Maria Teresa Pace do Grupo Gen PDF Criptografado

43

Práticas Integrativas e

Complementares na

Saú­de da Mulher

Roseny Flávia Martins  •  Maria Teresa Pace do Amaral

Histórico e conceitos

Após a Revolução Industrial, as diversas transformações socioeconômicas e culturais que ocorreram na sociedade tiveram significativa interferência no comportamento feminino, o que acarretou um considerável aumento nas responsabilidades e atividades necessárias do dia a dia. Como conse­quência dessas transformações, queixas de cansaço, ansiedade, baixa autoestima, solidão, tristeza, dor, entre outras, começaram a ser referidas pelas mulheres.1

Na década de 1960, a medicina convencional mostrou-se deficiente em abordar e minimizar determinadas queixas e doen­ças crônicas. A insatisfação da população, associada ao aumento de estudos sobre os efeitos colaterais de medicamentos e das intervenções cirúrgicas, contribuiu para o crescimento e desenvolvimento de um modelo alternativo de atenção à saú­de, denominado nos EUA e no Reino Unido como medicina alternativa e complementar (MAC).2

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