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6 - Técnicas de prevenção de recaída na dependência química

Ronaldo Laranjeira, Helena M. Takeyama Sakiyama, Maria de Fátima Rato Padin Grupo A ePub Criptografado

Vanessa Sola

Andressa Maradei

A prevenção de recaída (PR) é um conjunto de estratégias que objetivam preparar o cliente para identificar situações de risco e desenvolver seu enfrentamento. Em outras palavras, visa torná-lo mais consciente, aumentando sua capacidade de gerenciar os perigos que poderiam levá-lo ao lapso e/ou à recaída. Ato contínuo, um novo estilo de vida deverá ser adotado pelo cliente, de modo a manter-se abstinente, uma vez que não existe uso seguro quando se fala de consumo de drogas.1

Para isso, o terapeuta deverá dispor de técnicas que auxiliarão o cliente na avaliação de riscos e fatores de proteção, na tomada de decisão e na identificação de pessoas, lugares e situações que poderão ser classificados como aqueles que estimulam o uso ou, em sentido diverso, os que contribuem para sua abstinência.

As atividades propostas pelo profissional deverão auxiliar o dependente químico a reconhecer os próprios comportamentos que potencialmente o levariam ao consumo da substância (comportamento recaído). O terapeuta, ainda que não possa evitar o uso pelo cliente, deverá ajudá-lo a fazer escolhas que sejam condizentes com os objetivos do tratamento.

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7 - Técnicas de terapia cognitivo-comportamental aplicadas ao adolescente abusador de drogas ou dependente químico

Ronaldo Laranjeira, Helena M. Takeyama Sakiyama, Maria de Fátima Rato Padin Grupo A ePub Criptografado

Douglas José Resende Lima

Vivian Miucha Moura Barbosa

A adolescência é uma fase do desenvolvimento humano caracterizada por mudanças biopsicossociais, com importantes alterações hormonais, físicas e psíquicas. As alterações hormonais atuam nos centros emocionais e provocam variações nos neurotransmissores, o que contribui para que os adolescentes sejam mais emotivos e apresentem maior disposição a correr riscos.1 Há, também, nessa faixa etária, uma forte influência do ambiente e dos grupos sociais, predispondo à curiosidade e favorecendo a busca por novas experiências e por independência e identidade.

Com a forte pressão social enfrentada, aspectos como insegurança, insatisfação e sensação de não realização e de não pertencimento a grupos são comuns, podendo o adolescente que não consegue se destacar nos esportes, nos estudos e em relacionamentos buscar nas drogas uma identidade. Sintomas depressivos e sentimento de angústia são frequentes e também aumentam a vulnerabilidade nessa fase. Os jovens com esse quadro buscarão atividades que os ajudem a se sentir melhor, e o efeito das drogas pode aparecer como um alívio, podendo servir como tentativa de automedicação contra esse mal-estar, sendo que os mais impulsivos e menos tolerantes à frustração estarão mais vulneráveis a usá-las.2

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1 - Avaliação do padrão de consumo de substâncias

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Manuela Pires Rocha

Ronaldo Laranjeira

Helena M. Takeyama Sakiyama

O conceito de dependência química, incluindo a de álcool, é descritivo e organizado em sinais e sintomas, havendo diferentes graus de dependência. Não se considera mais a existência de uma dicotomia entre dependente e não dependente,1 mas sim um continuum de gradação de consumo – leve, moderado, substancial e pesado –, levando a problemas que vão de leve, de risco, graves até dependência.2 O consumo é considerado dependência quando é compulsivo, tem o objetivo de evitar ou aliviar os sintomas de abstinência e resulta em problemas sociais, físicos e psiquiátricos.2

A Figura 1.1 relaciona o consumo de substâncias com a frequência de problemas por ele causados. O eixo horizontal corresponde à dependência, e o vertical, ao aumento dos problemas. O Quadrante I mostra uma situação de alto consumo e alta incidência de problemas, típico da dependência. No Quadrante II, embora o indivíduo não apresente propriamente uma dependência, o consumo sem controle pode ocasionar problemas como acidentes, brigas, etc. O Quadrante III mostra um consumo de baixas doses, com os cuidados em evitar dirigir, podendo ser considerado um consumo de baixo risco. O Quadrante IV, por sua vez, indica uma situação inexistente, em que o indivíduo consome altas quantidades da substância, mas há baixa incidência de problemas, o que pode ser considerado uma dependência sem problemas.2, 3

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2 - Programa de tratamento: Elaboração de plano de tratamento

Ronaldo Laranjeira, Helena M. Takeyama Sakiyama, Maria de Fátima Rato Padin Grupo A ePub Criptografado

Helena M. Takeyama Sakiyama

Maria de Fátima Rato Padin

Alexandre Quelho Comandule

Este capítulo se insere em um amplo escopo do tratamento da dependência química. Primeiramente, porque o tratamento nem sempre foi como o conhecemos hoje. As formas de lidar com os efeitos e as consequências do uso de drogas, principalmente do álcool, estão diretamente relacionadas ao contexto histórico. Em segundo lugar, porque o conceito de adição como transtorno mental, com amplas repercussões físicas, psicológicas, sociais, laborais, etc., é recente.

Dessa forma, ocuparemos aqui um pequeno espaço para elucidar o itinerário percorrido pelas ideias que moldaram a história do tratamento das adições até hoje, para então abordar o plano de tratamento.

Os “bêbados” da Idade Média, sob influência e dominação religiosa, eram percebidos pela sociedade da época como indivíduos pecaminosos, portadores de um desvio moral. Assim, o “tratamento” era da ordem da punição – o alcoolista era colocado em um barril de álcool e execrado em praça pública.1

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4 - Motivação e entrevista motivacional no tratamento da dependência química

Ronaldo Laranjeira, Helena M. Takeyama Sakiyama, Maria de Fátima Rato Padin Grupo A ePub Criptografado

Alexandre Gama

Pilar Piñeiro Rivas Coratolo

Sílvia Leite Pacheco

A literatura mais recente descreve o conceito de motivação para o tratamento como um estado em que a pessoa se encontra em determinado momento, logo, sujeito a flutuações e à influência do próprio processo terapêutico.1 Cabe ao terapeuta a função de motivar e aumentar a probabilidade de que a pessoa desenvolva comportamentos específicos com o objetivo de mudança.2-5 Assim, acessar o estágio de prontidão para a mudança do paciente e, posteriormente, adequar as intervenções terapêuticas a tal estado é fundamental para a evolução positiva do tratamento.6

O termo motivação pode ser definido como “[...] a disponibilidade do indivíduo para exercer níveis de esforço em direção a um objetivo, condicionada pela capacidade desse esforço de satisfazer uma necessidade individual”.7

As pessoas que lutam contra comportamentos considerados “problema” (comer compulsivo, dependência de drogas, tabagismo, jogo patológico, etc.) geralmente chegam ao tratamento com motivações flutuantes e conflitantes em relação a manter ou interromper esses comportamentos.8, 9

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