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4 Emergência Pre-Hospitalar

Sergio TIMERMAN, Hélio Penna GUIMARÃES Grupo Gen ePub Criptografado

Na área da saúde, muitos medicamentos e sistemas, desde que surgiram, mudaram vidas. A insulina nos anos 1920, no Canadá; a penicilina nos anos 1940, na Inglaterra; e o atendimento pré-hospitalar nos anos 1960, nos EUA, são alguns avanços hoje considerados indispensáveis. Graças a esse desenvolvimento, atualmente se vive mais e com melhor qualidade.

O fornecimento de serviços pré-hospitalares para atendimento às emergências é considerado um dos itens-chave na infraestrutura de uma sociedade moderna.1 É a porta de entrada ideal para o sistema de saúde nas situações de urgência ou emergência médica. Em muitas cidades pelo mundo, não se aceita que um paciente chegue a um hospital por seus próprios meios para receber atendimento emergencial. Ele deve ser atendido por um sistema com capacidade para prover o socorro inicial no local do agravo, aumentando o sucesso na ação, salvando mais vidas, reduzindo sofrimento e sequelas, e possibilitando melhor organização na distribuição dos pacientes pelos hospitais.

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1 História da Medicina de Emergência

Sergio TIMERMAN, Hélio Penna GUIMARÃES Grupo Gen ePub Criptografado

A sociedade brasileira contemporânea passa por profundas modificações estruturais, e a área da saúde é uma das que mais necessitam de tais modificações; afinal, são visíveis as dificuldades da população em obter atendimento médico e, consequentemente, alívio de seu sofrimento. O atendimento às urgências e emergências é uma dessas demandas e carece, até o momento, de um projeto nacional organizado que se baseie nos seguintes pilares:

• Conhecimento médico e técnico-científico

• Formação de emergencistas com residência médica específica na área

• Capacitação e aprimoramento dos médicos e demais profissionais que hoje atuam nos diferentes serviços de emergência

• Gestão eficiente que utilize normas e orientações capazes de oferecer recursos humanos, área física, equipamentos e atendimento assistencial que satisfaçam os pacientes e a equipe de trabalho e produzam resultados como os encontrados nos melhores serviços de referência mundial.

Atualmente o sistema de atendimento às urgências e emergências é organizado de maneira fragmentada e não contempla uma visão macroestrutural do problema. Na maioria das emergências no Brasil, não há disponibilidade de especialistas em tempo integral, muito menos de médicos de outras áreas, como anestesiologistas, traumatologistas, otorrinolaringologistas, entre outros. Isso acarreta fragmentação excessiva do atendimento e encaminhamentos inadequados dentro do sistema, além de atrasos em tratamentos muitas vezes determinantes de morbidade e mortalidade. Não há dúvidas de que, para o paciente, o treinamento em Medicina de Emergência (ME) produz impacto positivo, com redução do número de internações, menor quantidade de exames solicitados, maior possibilidade de diagnósticos e tratamentos orientados, além de procedimentos mais seguros.

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5 Transporte de Paciente em Estado Crítico

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Considera-se crítico ou grave o paciente em risco iminente de perder a vida ou a função de um órgão ou sistema do corpo humano, bem como aquele em frágil condição clínica, decorrente de traumatismo e outras condições relacionadas com processos que requeiram cuidado imediato clínico, cirúrgico, gineco-obstétrico ou de saúde mental.

O transporte de pacientes críticos ou graves pode ser intra ou extra-hospitalar. O primeiro diz respeito à transferência temporária ou definitiva de pacientes por profissionais de saúde dentro do ambiente hospitalar. Já o transporte extra-hospitalar consiste na transferência de pacientes entre unidades não hospitalares ou hospitalares de atendimento às urgências e emergências, unidades de diagnóstico, terapêutica ou outras unidades de saúde que funcionem como bases de estabilização para casos graves ou como serviços de menor complexidade, de caráter público ou privado.1

O transporte intra-hospitalar é considerado um ambiente controlado, e tais movimentações ocorrem para realização de exames, encaminhamento ao centro cirúrgico, unidade de terapia intensiva (UTI), enfermarias. O transporte extra-hospitalar, por sua vez, é considerado um ambiente não controlado, e tais remoções estão relacionadas com atendimentos realizados pelas equipes de atendimento pré-hospitalar (APH) ou remoção inter-hospitalar.

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2 Educação em Medicina de Emergência

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A despeito de a Medicina de Emergência (ME) já ser uma especialidade consolidada em diversos países, inclusive no Brasil, todos os médicos devem ser capazes de lidar com cenários de emergência inesperados, que podem ocorrer tanto no ambiente hospitalar quanto no extra-hospitalar, até que cuidados definitivos possam ser oferecidos por um especialista emergencista.1-3

A ME é uma especialidade que demanda formação ampla e única, em condições nem sempre oferecidas pelo currículo de graduação médica, infelizmente.2,4-6 A especialização em ME pressupõe não apenas o aprendizado dos conceitos teóricos e funcionais do emergencista, mas também a realização de procedimentos e habilidades em interface com diversas outras especialidades médicas.

A dinâmica da ME pode, por vezes, dificultar o ensino prático de cuidados à beira do leito – às vezes não há tempo para ensinar metodicamente os procedimentos ao médico-residente ou ao aluno de graduação, dada a condição emergencial do quadro clínico do paciente.

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6 Interpretação Rápida de Eletrocardiograma

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Para facilitar a identificação das arritmias ao avaliar o ritmo no monitor ou no eletrocardiograma (ECG) na sala de emergência, podem-se seguir as etapas descritas na Tabela 6.1.

No ECG de 12 derivações, a frequência cardíaca pode ser avaliada por meio da regra prática de 1.500 divididos pela distância em milímetros entre dois pontos iguais de dois complexos consecutivos (p. ex., duas ondas R), desde que essa distância seja regular (Figura 6.1).

O complexo de duração maior que 120 ms configura o QRS alargado, que pode ter origem ventricular (Figura 6.2) do estímulo ou surgir por aberrância de condução intraventricular de estímulo, com origem supraventricular, como nos bloqueios de ramo. Os critérios de Brugada são usados para diferenciar essas duas situações, no entanto, em caso de instabilidade ou de outras situações na sala de emergência, pode-se inferir que o ritmo seja de origem ventricular.

Tabela 6.1 Identificação de arritmias.

1. Frequência cardíaca

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