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30 - NERVO TRIGÊMEO | V PAR

ALVES, Nilton; CÂNDIDO, Paulo L. Grupo Gen PDF Criptografado

30

Nervo Trigêmeo | V Par

Generalidades

O nervo trigêmeo é um nervo funcionalmente misto, ou seja, tem uma raiz sensitiva e outra motora. Ele emerge na superfície do sistema nervoso central, entre a ponte e o pedúnculo cerebelar médio, por essas duas raízes.

A raiz sensitiva, maior, dilata-se em um gânglio, conhecido como gânglio trigeminal (de Gasser) (Figura 30.1). Ele está situado dentro da cavidade do crânio, em uma depressão existente próximo ao ápice da parte petrosa do temporal, a impressão trigeminal.

A partir do gânglio trigeminal, o nervo trigêmeo apresenta três divisões

(Figura 30.1): nervo oftálmico, nervo maxilar e nervo mandibular, que deixam a cavidade do crânio pelos forames localizados em sua base.

Nervo oftálmico

O nervo oftálmico estende-se à cavidade orbital, penetrando nela através da fissura orbital superior. No teto dessa cavidade, o nervo oftálmico origina três ramos (Figura 30.2): o nervo nasociliar, que se estende junto à parede medial dessa cavidade; o nervo lacrimal, junto à parede lateral; e o nervo frontal, entre os dois primeiros.

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Medium 9788527730075

4. Histologia

LAROSA, Paulo Ricardo R. Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 4

Histologia

Mônica de Campos Pinheiro

Introdução

Os diferentes tipos de tecido do corpo humano formam-se a partir da organização de células com características morfofuncionais específicas associadas à matriz extracelular (MEC), constituída por um conjunto de macromoléculas localizado no espaço intercelular.

Duas das características que possibilitam a identificação de cada um dos tecidos são a quantidade e a composição da MEC produzida por suas próprias células. Apesar de toda sua complexidade, o organismo é constituído por apenas quatro tecidos básicos ou fundamentais: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso.

Tecido epitelial

O tecido epitelial, também chamado de epitélio, caracteriza-se por apresentar células justapostas, fortemente aderidas umas às outras, e pouco material extracelular. A MEC desse tecido está organizada como uma lâmina (basal), localizada na interface de suas células e o tecido subjacente. Sendo um tecido avascular, os epitélios estão quase sempre apoiados sobre o tecido conjuntivo, cujos vasos sanguíneos fornecem nutrientes e oxigenação para suas células. Além disso, é inervado e também tem como característica uma boa capacidade de regeneração.

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Medium 9788536302898

4. Neurobiologia do comportamento

Knapp, Paulo Grupo A PDF Criptografado

Neurobiologia do comportamento

4

RENATO ZAMORA FLORES

A

proposta de interpretar o comportamento humano por meio de uma abordagem biológica não é nova, mas nem por isso deixa de ser audaciosa, pois se trata de uma abordagem essencialmente reducionista que entra em conflito explícito com propostas alternativas, usualmente originadas nas ciências sociais e humanas, que se utilizam de descrições em níveis maiores de complexidade.

Há um conflito importante em andamento entre as áreas do conhecimento científico: a idéia de dividir para estudar é confrontada com a proposta de que só pelo exame do todo podemos abordar certos problemas, como a mente humana.

É possível identificar três tipos de reducionismo aplicáveis à abordagem neurobiológica do comportamento. O reducionismo ontológico, cuja posição metodológica é a de hierarquizar as estruturas, como, por exemplo, o modelo científico generalizado de que moléculas são feitas de átomos, que, por sua vez, são feitos de partículas subatômicas e assim por diante. O reducionismo metodológico, o qual propõe um método para a exploração de sistemas mais complexos, desmembrando-os em sistemas mais simples até que se encontre um conjunto de sistemas simples o suficiente para serem descritos e explicados. Por fim, o reducionismo teórico, que se refere a qualquer tentativa de descrever e explicar um campo do conhecimento unicamente ou principalmente dentro do paradigma de outro campo, hipote-

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Medium 9788527714891

V - Semiologia em Situações Específicas | 4 - Sinais e Sintomas em Oncologia

PUCCINI, Rosana Fiorini; HILÁRIO, Maria Odete Esteves Grupo Gen PDF Criptografado

4

Sinais e Sintomas em Oncologia

Antônio Sérgio Petrilli

Eliana Monteiro Caran

Monica Cypriano

INTRODUÇÃO

Embora raro na infância, o câncer é a segunda causa de morte na faixa etária de 5–14 anos no Estado de São

Paulo, sendo suplantado apenas por causas externas

(acidentes, homicídios, suicídios). Com a melhora do saneamento, da atenção básica à saúde, do tratamento e prevenção das doenças próprias da infância, esperase que, no futuro, esse padrão seja repetido em todo o território nacional. Assim sendo, torna-se imperativo

para médicos de todas as especialidades conhecer os sinais e sintomas do câncer infanto-juvenil, pois, com o diagnóstico precoce e tratamento adequado, mais de 70% dos pacientes podem ser curados. Não é fácil diagnosticar o câncer infantil em estágio inicial, uma vez que muitos dos sinais e sintomas são inespecíficos e podem simular uma série de doenças mais comuns da infância (Quadro 4.1). Ao pensar em câncer, é importante que o médico tenha em mente quais as neoplasias mais

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Medium 9788527730099

Capítulo 4 | Introdução aos Tecidos

Paulo Abrahamsohn Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 4

Introdução aos Tecidos

Principais tópicos abordados neste capítulo

CC

Abrahamsohn 04.indd 47

Tipos de tecidos animais, 48

CC

Parênquima e estroma, 48

01/06/16 09:19

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Histologia

Os diversos tipos celulares de um organismo podem ser classificados em tecidos

As centenas de tipos de células existentes nos organis‑ mos animais podem ser agrupadas em quatro grandes conjuntos, denominados tecidos. As quatro categorias de tecido são: tecido epitelial, tecido conjuntivo (ou conec‑ tivo), tecido nervoso e tecido muscular. A Tabela 4.1 apre‑ senta as principais características de cada um dos tecidos.

As células que compõem cada grupo de tecido têm em comum várias características: origem embriológica, carac‑ terísticas morfológicas e funções semelhantes. A maioria dos tecidos é constituída de subtipos, de acordo com crité‑ rios morfológicos e funcionais. Por analogia, pode‑se dizer que as células de um tecido exibem parentesco entre si e se comportam como se constituíssem “famílias”.

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