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Medium 9788580555967

3. Farmacocinética e farmacodinâmica: dosagem racional e o curso do tempo de ação dos fármacos

Bertram G. Katzung; Anthony J. Trevor Grupo A PDF Criptografado

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C A P Í T U L O

Farmacocinética e farmacodinâmica: dosagem racional e o curso do tempo de ação dos fármacos

Nicholas H. G. Holford, MB, ChB, FRACP

esTuDo De CAso

Mulher de 85 anos, com 60 kg e creatinina sérica de 1,8 mg/ dL tem fibrilação atrial. Optou-se pelo uso de digoxina para controlar a frequência cardíaca rápida. A concentração-alvo de digoxina no tratamento da fibrilação atrial é de

A meta da terapêutica é conseguir o efeito benéfico desejado com efeitos adversos mínimos. Quando selecionado um medicamento, o médico deve determinar a dose que mais se aproxima dessa meta. Uma abordagem racional desse objetivo combina os princípios da farmacocinética com a farmacodinâmica, para esclarecer a relação dose-efeito (Figura 3-1). A farmacodinâmica rege a parte concentração-efeito da interação, e a farmacocinética, dose-concentração (Holford e Sheiner, 1981). Os processos farmacocinéticos de absorção, distribuição e eliminação determinam com que rapidez e por quanto tempo o fármaco aparecerá no órgão-alvo. Os conceitos farmacodinâmicos de resposta máxima e sensibilidade determinam a magnitude do efeito em uma concentração particular (ver Emáx e C50, Capítulo 2); C50 também é conhecida como EC50.

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Medium 9788527732390

1 - Anamnese e Exame Físico

LASMAR, Ricardo Bassil Grupo Gen PDF Criptografado

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Anamnese e

Exame Físico

Ricardo Bassil Lasmar | Ricardo Vasconcellos Bruno |

Roberto Luiz Carvalhosa dos Santos | Bernardo Portugal Lasmar |

Marianne Cecília da Costa Soares | Renata Ferri Macchione

j j j

Relação médico-paciente, 3

Anamnese, 3

Exame físico, 5

RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE

A relação entre o médico e sua paciente se inicia no instante em que esta decide buscar atendimento, pois suas expectativas são de grande importância para o relacionamento que se firmará depois.

Essas expectativas dependem do contexto sociocultural em que a cliente está inserida, do conhecimento prévio que ela tem sobre sua doença ou sua condição, e das relações anteriores que ela estabeleceu com outros profissionais.

Ao buscar ajuda médica, além da angústia e da sensação de impotência física e psíquica que acompanham naturalmente o processo de adoecimento, a paciente também se depara com o desconhecido: a pessoa que, naquele momento, será responsável por ouvir suas aflições. Além disso, a forma como a paciente vivencia a doença está intrinsecamente ligada à sua história, à sua carga genética e às suas vivências psíquicas.

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Medium 9788527726764

22 | Fonoaudiologia e Recursos Humanos | Assessoria para Diminuição do Turnover em uma Empresa de Telemarketing

FERREIRA, Léslie Piccolotto; SILVA, Marta Assumpção de Andrada e; GIANNINI, Susana Pimentel Pinto Grupo Gen PDF Criptografado

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Fonoaudiologia e Recursos Humanos |

Assessoria para Diminuição do

Turnover em uma Empresa de Telemarketing

Thais Carlini Paraizo Guidi

Apresentação

A inserção da Fonoaudiologia no ambiente corporativo pode ser considerada recente.

Suas práticas, iniciadas principalmente em ambulatórios médicos e atreladas ao fazer médico, vêm sendo modificadas pelas demandas do universo organizacional.

Com o objetivo de aprimorar e aperfeiçoar a comunicação do trabalhador, o fonoaudiólogo pode atuar de maneira preventiva, evitando o fazer curativo que muitas vezes onera o orçamento de empresas, por exemplo, aumentando a sinistralidade do convênio médico, apresentando um número exagerado de atestados médicos, afastamentos por auxílio doença, acidentes de trabalho e demissões (indicadores importantes da saúde organizacional).

As empresas de todos os ramos de atividade, em especial as empresas de telemarketing, lidam severamente com o turnover. Segundo

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Medium 9788536321653

1 Distimia – origem e evolução do conceito

Moreno, Ricardo Alberto Grupo A PDF Criptografado

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Distimia – origem e evolução do conceito

táki Athanássios Cordás eduardo Wagner Aratangy

De origem grega, o termo “distimia” etimologicamente significa “mal-humorado”.1 O radical grego dys (defeituoso, anormal) associa-se ao sufixo thymia, referindo-se ao timo, órgão linfático torácico, que se acreditava estar associado ao controle do humor. O distímico apresentaria um temperamento inclinado à melancolia, transliteração latina da palavra µελανχολια. Entre os gregos, a melancolia era considerada um problema mental, caracterizado por medo intenso e depressão. Nas palavras de Hipócrates: “se o medo e a tristeza duram muito tempo, tal estado é próprio da melancolia”.1,2

A bile negra, µελαινχολη (melaina khole), um dos quatro humores fundamentais, seria o fator determinante para o surgimento da melancolia.1,3 O temperamento influenciado pela bile negra e predisposto à melancolia recebeu especial atenção de vários filósofos gregos, sendo chamado de temperamento melancólico. Aristóteles acreditava que a bile negra, em doses adequadas, levaria à genialidade, enquanto em excesso levaria à doença. Em alguns personagens homéricos, como Bellerofonte, e em peças de Ésquilo encontramos o sofrimento melancólico em indivíduos de elevada capacidade artística, bem como tendências a solidão, reflexão existencial e autodestruição.

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Medium 9788582714584

Capítulo 1. Princípios gerais da ação de psicofármacos

Ricardo Alberto Moreno; Táki Athanássios Cordás Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 1

PRINCÍPIOS GERAIS DA

AÇÃO DE PSICOFÁRMACOS

CLARICE GORENSTEIN

TANIA MARCOURAKIS

Os psicofármacos distinguem-se de outros tipos de medicamentos por atua­ rem obrigatoriamente no sistema nervoso central (SNC). Isso implica a necessidade de que eles e/ou seus metabólitos atravessem uma barreira adicio­ nal – a barreira hematencefálica. Os princípios básicos que determinam os demais processos, ou seja, absorção, distribuição, biotransformação e excreção, são essencialmente os mesmos que para os demais fármacos (Fig. 1.1).

Alguns desses conceitos básicos de farmacologia serão brevemente revistos, com ênfase em sua aplicação na psicofarmacoterapia.

FARMACOCINÉTICA ►

ABSORÇÃO ► Todos os processos que ocorrem desde a administração de um

fár­maco até sua eliminação envolvem a passagem por meio de barreiras representadas pelas membranas celulares. A absorção refere-se à passagem do fármaco de seu sítio de aplicação para a corrente sanguínea.

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