23244 capítulos
Medium 9788527726184

Capítulo 73 - Malária Aviária e outros Hemosporídeos Aviários

CUBAS, Zalmir Silvino; SILVA, Jean Carlos Ramos; CATÃO-DIAS, José Luiz Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 73

Malária Aviária e outros

Hemosporídeos Aviários

Ralph Eric Thijl Vanstreels

Nola Jane Parsons

CC

Introdução

Malária aviá­ria é um termo genérico utilizado para des‑ crever as enfermidades causadas por uma grande variedade de hemoparasitas que acometem aves. Embora estes parasi‑ tas sejam relacionados com aqueles que causam a malária em humanos e outros mamíferos, os significados clínico e epide‑ miológico da malária aviá­ria são muito distintos e demandam o seu estudo em separado. O termo “malária aviá­ria” é tradicio‑ nalmente reservado à enfermidade causada pela infecção por protozoá­rios do gênero Plasmodium, porém, outros hemos‑ porídeos, como Haemoproteus, Leucocytozoon e Fallisia, são frequentemente agrupados por sua proximidade taxonômica e suas similaridades epidemiológicas e patológicas.

As infecções por hemosporídeos em aves são tipicamente subclínicas ou resultam apenas em alterações clínicas discre‑ tas, mas, em casos par­ticulares ou em aves altamente suscetí‑ veis, pode provocar quadros clínicos graves e até o óbito. Há dois grupos taxonômicos de aves que são par­ticular­mente sensíveis à infecção plasmódica: os pinguins (Spheniscidae) e os honeycreepers do Havaí (Fringiliidae: Drepanidinae). No entanto, casos clínicos graves e surtos epizoó­ticos também são esporadicamente relatados em outras aves. Dentre as espécies de aves com ocorrência no Brasil, a malária aviá­ria recebe par­ticular importância entre os pinguins, em especial o pin‑ guim‑de‑magalhães (Spheniscus magellanicus), no qual é con‑ siderada uma das enfermidades de maior relevância durante a reabilitação e a manutenção em cativeiro.

Ver todos os capítulos
Medium 9788565852630

86. Tubulopatias

Luciano Fochesatto Filho; Elvino Barros Grupo A PDF Criptografado

86

Tubulopatias

Ita Pfeferman Heilberg

Mirian A. Boim

CASO CLÍNICO

Paciente do sexo masculino, 7 meses e 15 dias de idade, branco, referendado à consulta devido à irritabilidade, febre, diurese abundante e má evolução ponderal. A gestação cursou com polidrâmnio desde o 4o mês e necessitou de cinco amniocenteses. Nasceu de parto cesáreo, com idade gestacional de 32 semanas, devido a sofrimento fetal, com peso de 1.090 g.

Ao ser admitido no serviço médico o paciente apresentava-se desnutrido, desidratado, com distensão abdominal, peso de 5.450 g, comprimento de 60 cm, perímetro cefálico de 42 cm, pressão arterial de

80/40 mmHg, fácies sugestiva (face com forma triangular, olhos grandes e orelha de abano).

O exame bioquímico revelou níveis elevados de renina e aldosterona; potássio sérico de 2 mEq/L; bicarbonato de 18,2 mEq/L; pH urinário de 8,0; fração de excreção de sódio (FENa) de 1,09 mL/dL do

filtrado glomerular (FG); fração de excreção de potássio (FEK) de 29,9 mL/dL FG; fração de excreção de claro (FECl) de 3,0 mL/dL FG. A ultrassonografia mostrou a presença de nefrocalcinose.1

Ver todos os capítulos
Medium 9788582713686

Capítulo 16 - Alto Funcionamento com Baixo Insight

Rodrigo Affonseca Bressan; Ary Gadelha; Géder Grohs Artmed PDF Criptografado

16

ALTO FUNCIONAMENTO

COM BAIXO INSIGHT

CRISTIANO NOTO, ARY GADELHA, RODRIGO AFFONSECA BRESSAN

IDENTIFICAÇÃO

Márcio, 40 anos, médico.

MOTIVO DO ATENDIMENTO

Márcio foi trazido à consulta pela mãe. Apresentava o diagnóstico de esquizofrenia desde a adolescência. Porém, desde os 25 anos, não havia experimentado um período longo de estabilidade. Segundo sua mãe, Márcio fazia uso irregular do medicamento. Quando in­terrompia o uso, não conseguia trabalhar e ficava falando com “as vozes da cabeça de­le”. Nos períodos em que seguia regularmente o tratamento, os sintomas reduziam em intensidade e ele voltava a trabalhar como médico. Além disto, Márcio estava sendo acom­panhado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), porque teve uma discussão com um colega que resultou em um processo. Foi realizada perícia pelo CRM para verificar se ele apresentava condições de exercer a profissão, e ele foi liberado somente para de­sempenhar funções administrativas, sem contato com pacientes.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527713382

Capítulo 49 -hanseníase

FILGUEIRA, Norma Arteiro; COSTA Jr., José Iran; LEITÃO, Clezio Cordeiro de Sá et al. Grupo Gen PDF Criptografado

656

HANSENÍASE

CAPÍTULO

49

Hanseníase

Mecciene Mendes Rodrigues, Juliana Cordeiro Souza Galindo, Perla Gomes da Silva,

Roberta de Castro Vieira, Mecleine Mendes Dantas,

Lígia Helena Pessoa de M. Rosendo e Margarida Silveira

INTRODUÇÃO

A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa de evolução crônica, causada pelo Mycobacterium leprae, bacilo álcool-ácidoresistente que tem tropismo pelas células do sistema reticuloendotelial, acometendo principalmente a pele e o tecido nervoso periférico. Em portadores das formas caracterizadas como multibacilares, a doença pode comprometer vários outros órgãos e sistemas, quais sejam a mucosa do trato respiratório superior, articulações, olhos, fígado, testículos, músculos e ossos.

Se não diagnosticada e tratada precocemente, pode causar incapacidades e deformidades permanentes.

A transmissão ocorre principalmente por via respiratória, que

é considerada porta de entrada e de eliminação do bacilo. Pode ocorrer também pelo contato com lesões cutâneas erodidas de pacientes com as formas multibacilares. O bacilo pode ser encontrado nas secreções orgânicas, como leite, esperma, suor e secreção vaginal, mas estas não possuem importância na disseminação da infecção. O desenvolvimento da doença, após a infecção, depende de fatores genéticos e da imunidade celular do hospedeiro. Sabe-se que, por vários fatores ainda não totalmente esclarecidos, até 90% de uma população pode ser resistente ao bacilo. No que concerne ao fator genético, observa-se que doentes com antígenos HLA DR1 caracterizam-se por suscetibilidade ao desenvolvimento da forma virchowiana, enquanto os de padrão HLA DR2 e HLA DR3 apresentam resistência à doença e evoluem para o pólo tuberculóide. É descrito que, em pacientes com lesão única ou freqüentemente na forma indeterminada da doença, pode ocorrer involução espontânea em até 80% dos casos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731300

PARTE 9: 110 - Correção de Hérnia Femoral com Tela

ELLISON, E. Christopher; ZOLLINGER Jr., Robert M. Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

110

Correção de Hérnia Femoral com Tela

INDICAÇÕES  Todas as hérnias femorais devem ser corrigidas, a não ser que haja alguma contraindicação devido ao estado físico ou clínico do paciente. O encarceramento com possível estrangulamento representa um problema, visto que o orifício femoral é pequeno, e seus limites não são pas‑ síveis de distensão. Os exames de imagem com ultrassom podem ser úteis quando o diagnóstico é difícil.

PREPARO PRÉ‑OPERATÓRIO O preparo pré‑operatório é determinado pelo estado geral do paciente. As hérnias femorais não complicadas podem ser corrigidas em ambiente ambulatorial. As hérnias femorais encarceradas, sem sinais ou sintomas gastrintestinais, devem ser corrigidas rapidamente, enquanto as hérnias sintomáticas devem ser tratadas como urgência. O estrangulamento exige internação e reanimação do paciente com descom‑ pressão por meio de tubo nasogástrico, reidratação intravenosa e antibióti‑ cos parenterais. Quaisquer condições clínicas gerais são avaliadas, e deve‑se reservar um tempo suficiente para estabilização do volume e dos eletrólitos.

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos