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15 - Emergências psiquiátricas em idosos

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

LEONARDO CAIXETA

YANLEY LUCIO NOGUEIRA

MARIANA LIMA CAETANO

ANDREY ROCHA ROCCA

A abordagem psiquiátrica em um serviço de emergência tem como objeti- vos:

•Conduzir uma avaliação médico-psiquiátrica adequada, mesmo que célere e com poucas informações.

•Identificar uma hipótese diagnóstica, mesmo que inicialmente a abordagem seja sindrômica.

•Fornecer tratamento de emergência, eliminar riscos e preservar a vida.

Todas essas metas devem ocorrer em um serviço devidamente estruturado e eficiente.1-3 Erros no pronto e correto reconhecimento das condições psiquiátricas de urgência em idosos podem resultar em graves consequências clínicas e até risco de morte, além de onerar sobremaneira o sistema de saúde, que despenderá preciosas quantias na tentativa de manejar as sequelas advindas de quadros psicopatológicos malconduzidos.4

A avaliação psicogeriátrica de urgência depende da interpretação correta da complexa interdependência dos sistemas funcionais envolvidos nas operações mentais. Não apenas funções do próprio sistema nervoso central (SNC) apoiam tais sistemas operacionais, mas também, e especialmente no caso dos idosos, a homeostase sistêmica constitui pano de fundo importante na orquestração perfeita dessas funções. Por exemplo, um idoso com infecção no trato urinário ou no aparelho respiratório (aparelhos orgânicos aparentemente sem conexões com funções mentais) pode sofrer intenso impacto em seu funcionamento cognitivo e comportamental por causa dessas doenças, podendo, inclusive, apresentar um quadro de delirium ou demência de rápida instalação.5 Os idosos, assim como as crianças, muitas vezes respondem de forma sistêmica a agravos locais que acometem sistemas ou aparelhos orgânicos “distantes” do SNC.

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17 - Emergências psiquiátricas na gestação, no puerpério e na amamentação

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

JOEL RENNÓ JR.

RENAN ROCHA

O médico deve estar sempre atento à possibilidade de gravidez ao longo da menacme – o período de vida reprodutiva entre a menarca e a menopausa. Ocorre que cerca de 50% das gestações são não desejadas ou não planejadas, o que diminui a percepção a respeito de uma possível gravidez. Durante o período perinatal, a mulher pode apresentar manifestações psiquiátricas agudas e, portanto, buscar atendimento emergencial. Diante dessa paciente, o médico necessita atuar de modo particularmente cuidadoso e a partir das evidências científicas mais atuais e seguras. Este capítulo auxiliará o profissional nas abordagens e condutas de emergência psiquiátrica para a grávida, a puérpera e a lactante.

Cada mulher responde de maneira singular às transformações fisiológicas, afetivas e sociais perinatais. O estresse materno e as exacerbações psiquiátricas podem acontecer relacionados a vários fatores: poucos recursos materiais, alta demanda ocupacional, responsabilidades domésticas intensas, relações familiares conflituosas e complicações obstétricas e puerperais. As reações da gestante estão vinculadas a alterações metabólicas, sobretudo no eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal, que de modo peculiar podem influenciar o feto.

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3 - Aspectos ético-legais nas emergências psiquiátricas

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

SERGIO TAMAI

O que caracteriza uma emergência médica é a necessidade de uma intervenção terapêutica imediata. Na psiquiatria, os quadros de alterações do estado mental se apresentam como um risco significativo, para o paciente ou para terceiros, tais como tentativas de suicídio, risco de suicídio ou de homicídio, abuso de substâncias psicoativas, risco de exposição social, automutilações, prejuízo da crítica, do juízo e incapacidade de autocuidados.

O psiquiatra que trabalha em serviços de emergência se defronta em sua prática clínica com variados problemas éticos e legais. Neste capítulo, são abordadas algumas das questões éticas mais comuns, além da regulamentação legal pertinente.

Este tema é pouco abordado, embora seja relevante, principalmente quando se refere às condições de trabalho, muitas vezes desfavoráveis ao exercício ético e pleno da medicina. O Código de Ética Médica (CEM),1 em seu capítulo segundo, estabelece em incisos o que é direito do médico:

III – Apontar falhas em normas, contratos e práticas internas das instituições em que trabalhe quando as julgar indignas do exercício da profissão ou prejudiciais a si mesmo, ao paciente ou a terceiros, devendo comunicá-las ao Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição e à Comissão de Ética da Instituição, quando houver.

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14 - Emergências psiquiátricas em crianças e adolescentes

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

ANDRÉ LUIZ SCHUH TEIXEIRA DA ROSA

FELLIPE MATOS MELO CAMPOS

THIAGO GATTI PIANCA

CHRISTIAN KIELING

Os serviços de emergência psiquiátrica são frequentemente procurados em situações em que crianças e adolescentes requerem cuidado imediato e específico. Nos Estados Unidos, a demanda por esse tipo de atendimento vem aumentando: em 2001, 4,4% das visitas a emergências ocorriam por ­problemas de saúde mental em jovens; em 2011, essa proporção chegou a 7%.1 Não existem dados atualizados disponíveis sobre essa utilização no Brasil.

Há muitas semelhanças no tratamento dos quadros mais comuns apresentados por pacientes crianças e adolescentes, em relação aos mesmos quadros, quando apresentados por adultos. Entretanto, existem algumas diferenças importantes na avaliação e no manejo, as quais são enfatizadas ao longo deste capítulo. De forma geral, recomenda-se que serviços de emergência que atendem um número alto de pacientes nessas condições (acima de 2.000/ano) devem considerar a implementação de programas específicos para atendimento de jovens.2

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Capítulo 17. Oxigenoterapia

Alba Lucia Bottura Leite de Barros, Juliana de Lima Lopes, Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais Grupo A ePub Criptografado

 

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Graciana Maria de Moraes Coutinho

Ana Laura Oliveira Guedes

Introdução

O sistema respiratório compreende desde o nariz até os alvéolos pulmonares e visa garantir a realização das trocas gasosas em condições adequadas, em face da inalação constante de impurezas e de microrganismos presentes no meio ambiente.1

A prescrição de oxigênio deve respeitar indicações definidas e incluir especificações de dose, forma de administração, duração da terapia e monitoração da saturação.2

Definição

A oxigenoterapia é definida como a administração de oxigênio com finalidade terapêutica, em casos em que o paciente apresenta respiração ruidosa, taquipneia, ortopneia, cianose, batimentos das asas do nariz, queda da saturação de oxigênio, entre outros.3 As formas mais convencionais de administração de oxigênio dependem de máscaras faciais ou cânulas e dispositivos nasais.4

Consiste na oferta adequada de oxigênio (O2) complementar ao paciente com a finalidade de impedir ou tratar deficiência de oxigênio ou hipóxia. A American Association for Respiratory Care (AARC) cita como principais indicações de oxigenoterapia pacientes com pressão arterial de oxigênio (PaO2) menor do que 60 mmHg ou saturação periférica de oxigênio (SpO2) menor do que 90% em ar ambiente, ou SpO2 menor do que 88% durante a deambulação, exercícios ou sono em portadores de doença cardiorrespiratória.5

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Capítulo 14. Coleta de sangue venoso

Alba Lucia Bottura Leite de Barros, Juliana de Lima Lopes, Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais Grupo A ePub Criptografado

 

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Eliana Cavalari Teraoka

Introdução

A punção venosa é o método mais comum para obtenção de amostra de sangue venoso e envolve a perfuração de uma veia com agulha estéril.1,2

A coleta de sangue é amplamente praticada e continua sendo de inestimável valor para o diagnóstico e tratamento de vários processos patológicos. A sistematização do processo de coleta evita uma série de erros, retrabalhos e desperdícios de amostras e de reagentes, evitando danos aos pacientes e à imagem da instituição e custos maiores e desnecessários.3 A escolha de materiais deve oferecer segurança ao profissional que manuseia o produto, reduzindo riscos de acidentes de trabalho, proporcionando segurança no atendimento ao paciente e aumentando a confiança do exercício da função, ofertando um resultado laboratorial confiável.3

Quando há erro na coleta de uma amostra de sangue, os resultados são inexatos e enganosos para o clínico e podem ocasionar ao paciente o incômodo da repetição do teste. As três principais questões decorrentes de erros na coleta de uma amostra de sangue são hemólise, contaminação e erro de rotulagem.4

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Capítulo 3. Enfermagem baseada em evidências

Alba Lucia Bottura Leite de Barros, Juliana de Lima Lopes, Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais Grupo A ePub Criptografado

 

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Dulce Aparecida Barbosa

Mônica Taminato

A tecnologia e o acesso a informações evoluem de forma muito acelerada, e a formação do profissional enfermeiro deve acompanhar esse desenvolvimento. Para isso, muitos desafios devem ser superados, e diversas competências e habilidades são necessárias para transpor as novas demandas do mercado de trabalho, que a academia e a sociedade propõem a esse profissional.

Outro grande desafio é formar profissionais com capacidade de divulgar em literatura indexada e avaliar o impacto das intervenções de enfermagem que contribuam de maneira preventiva, com redução da morbimortalidade e melhoria da qualidade de vida dos pacientes, dos familiares e dos sistemas de saúde.1

Profissionais da saúde, consumidores, pesquisadores e formuladores de políticas têm acesso à quantidade crescente de informação científica disponível. É improvável, contudo, que todos terão tempo e recursos para identificar e avaliar essas evidências e incorporá-las às decisões em saúde.2

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Capítulo 10. Administração de hemocomponentes

Alba Lucia Bottura Leite de Barros, Juliana de Lima Lopes, Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais Grupo A ePub Criptografado

 

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Bruna Tirapelli Gonçalves

Definição

A terapia transfusional é definida como a prática infusional de partes do sangue administradas por via endovenosa para a restauração das necessidades orgânicas dos indivíduos em casos em que haja uma morbidade e mortalidade comprovada (laboratorial e clinicamente). O sangue total obtido através da doação do sangue deve ser 100% processado, resultando em 2 produtos distintos para a terapia transfusional: os hemocomponentes e os hemoderivados.1,2

Os hemoderivados são derivados sanguíneos fabricados em escala industrial (industrialização do plasma) por meio de processo físico-químico. São eles: albumina, imunoglobulinas e fatores da coagulação (fator VII, fator VIII, fator IX, além dos complexos protrombínicos).2

Os hemocomponentes são obtidos por meio de processos físicos (centrifugação e congelamento) e sem aditivos químicos. São eles: concentrado de hemácias, plasma fresco congelado, concentrado de plaquetas e crioprecipitado.2

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Capítulo 9. Administração de dieta parenteral

Alba Lucia Bottura Leite de Barros, Juliana de Lima Lopes, Sheila Coelho Ramalho Vasconcelos Morais Grupo A ePub Criptografado

 

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Ana Cristina Tripoloni 

Tânia A. Moreira Domingues

Introdução

A nutrição parenteral é a administração de uma solução de nutrientes, hipertônica (nutrição parenteral total [NPT]) ou isotônica (nutrição parenteral periférica [NPP]), composta de proteínas, carboidratos e vitaminas, além de eletrólitos, aminoácidos e micronutrientes, sendo que sua formulação é feita de acordo com as necessidades do paciente.1

Definição

A terapia nutricional parenteral (TNP) consiste na oferta de nutrição por via parenteral (endovenosa), podendo ser administrada através de acesso central ou periférico, conforme a osmolaridade da solução (deve ser menor que 900 mOsmol/L; valores superiores devem ser administrados em via central). Está indicada quando o trato gastrintestinal está indisponível ou quando a necessidade nutricional não pode ser atendida de forma integral pelo trato gastrintestinal através das vias oral ou enteral.2

Indicações

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8 - Modificando esquemas

Jesse H. Wright, Gregory K. Brown, Michael E. Thase, Monica Ramirez Basco Grupo A ePub Criptografado

Ao ajudar as pessoas a modificarem seus esquemas, você estará trabalhando nos alicerces do autoconceito e do modo de viver delas no mundo. Os esquemas são as crenças nucleares que contêm as regras fundamentais para o processamento de informações. Eles são uma matriz para:

1.selecionar e filtrar informações do ambiente;

2.tomar decisões;

3.direcionar os padrões característicos de comportamento.

O desenvolvimento de esquemas é moldado pelas interações com pais, professores, colegas e outras pessoas importantes na vida da pessoa, além de eventos da vida, traumas, sucessos e outras influências evolutivas. A genética também tem um papel na produção de esquemas, contribuindo para o temperamento, o intelecto, as habilidades especiais ou a falta de habilidades (p. ex., proeza atlética, forma física, atratividade, talento musical, habilidade para resolver problemas) e a vulnerabilidade biológica a doenças tanto mentais quanto físicas.

Várias são as razões pelas quais é importante entender os esquemas subjacentes de seu paciente. Primeiro, uma teoria básica da terapia cognitivo-comportamental (TCC) – a hipótese diátese-estresse – especifica que crenças nucleares desadaptativas, que podem jazer sob a superfície e ter relativamente poucos efeitos negativos durante períodos de normalidade, podem ser ativadas por eventos estressantes e se tornarem fortes controladoras do pensamento e do comportamento durante episódios de doença (Clark et al., 1999). Assim, os esforços para revisar os esquemas disfuncionais podem gerar benefícios positivos em duas áreas principais:

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Capítulo 25 - Reumatologia

Stephen Doral Stefani, Elvino Barros Grupo A ePub Criptografado

Fernando Schmidt Fernandes

Guilherme Leví Tres

Luiza Rossi

Rafael Mendonça da Silva Chakr

Odirlei Andre Monticielo

Claiton Viegas Brenol

Velocidade de sedimentação globular (VSG ou VHS [velocidade de hemossedimentação]): medida indireta da elevação de proteínas de fase aguda, com valores alterados nos quadros em que há aumento do fibrinogênio, como gestação, diabetes, doença renal crônica, doença cardiovascular. Como depende da agregação das hemácias, a anemia, a gestação, a obesidade e o mieloma múltiplo são algumas das condições que podem interferir no resultado. Os valores variam conforme a idade e o gênero, podendo ser realizado um cálculo simples para avaliação de seus limites superiores de normalidade: em homens, divide-se a idade em anos por 2, e, em mulheres, soma-se 10 à idade em anos e divide-se o resultado por 2. Apesar das influências associadas aos seus resultados, é um exame barato, fácil e muito utilizado na prática clínica.

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Capítulo 7 - Dermatologia

Stephen Doral Stefani, Elvino Barros Grupo A ePub Criptografado

Taciana Dal’Forno Dini

Renan Rangel Bonamigo

A pele é constituída por três camadas: uma camada epitelial superficial (epiderme); uma camada vascularizada de tecido conectivo (derme) e uma camada mais profunda (hipoderme).1,2 Ela apresenta vários anexos, que são os pelos, as unhas, os folículos pilosos e as glândulas sebáceas e sudoríparas. Os pelos recobrem toda a pele, com exceção das palmas e plantas.

A epiderme é um epitélio estratificado que possui quatro tipos principais de células: os ceratinócitos, os melanócitos, as células de Langerhans e as de Merkel. É composta por quatro camadas celulares: basal, espinhosa, granulosa e córnea. Esta última, mais superficial, é formada por células mortas compactadas, não existindo nas mucosas.

A derme é a camada subjacente à epiderme, separada desta pela membrana basal. É composta por proteínas da matriz extracelular, como colágeno e elastina, vasos sanguíneos e linfáticos e nervos. É dividida em derme papilar (porção superior) e derme reticular (porção inferior).

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Capítulo 2 - Avaliação por imagem à beira do leito

Stephen Doral Stefani, Elvino Barros Grupo A ePub Criptografado

Marcus G. Bastos

Ana Luisa SILVEIRA Vieira

José M. Pazeli Jr.

A ultrassonografia (US) à beira do leito, também denominada point of care (POCUS, do inglês point of care ultrasound) é aquela feita pelo médico-assistente para obtenção de respostas tipo “sim” ou “não”, com o objetivo de incorporar imediatamente a informação obtida no raciocínio clínico para restringir as possibilidades diagnósticas, bem como orientar a realização de procedimentos, a fim de trazer mais segurança a estes.1

As imagens ultrassonográficas podem ser geradas nos modos B (ou 2D), M, ou de “movimento”, nos diferentes modos de Doppler, speckle tracking, uso de contraste e visualização por 3D. Contudo, na maioria das vezes, na POCUS, a técnica utilizada é a 2D.

Para a obtenção de uma boa imagem na US, na maioria dos estudos de interesse do clínico, são necessários três conhecimentos básicos:2

1.Escolher corretamente o transdutor, ou sonda de ultrassom: com relação ao transdutor, quanto maior a frequência, maior a resolução da imagem e menor a penetração das ondas no organismo. Os transdutores de alta frequência são utilizados para o estudo e os procedimentos em estruturas superficiais. Quanto maior o comprimento da onda, maior a penetração no organismo e menor a qualidade da imagem. Os transdutores com grande comprimento de onda (convexo ou setorial) possibilitam o estudo e os procedimentos nas estruturas anatômicas profundas.

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Capítulo 13 - Hematologia

Stephen Doral Stefani, Elvino Barros Grupo A ePub Criptografado

Paula Tabbal da Costa

Ana Cristina Fenili

Rafaela Komorowski Dal Molin

A anisocitose refere-se à variação no tamanho das hemácias (eritrócitos). Células grandes indicam retardo na síntese de DNA (p. ex., causadas por deficiência de folato ou de vitamina B12), e células pequenas indicam defeito na síntese de hemoglobina (Hb) (em situações de deficiência de ferro e genes anormais da Hb).

A pecilocitose refere-se a formas anormais das hemácias (Quadro 13.1).

QUADRO 13.1 ALTERAÇÕES NA MORFOLOGIA DAS HEMÁCIAS E CONDIÇÕES CLÍNICAS ASSOCIADAS

ALTERAÇÕES NA MORFOLOGIA/INCLUSÕES ERITROCITÁRIAS

CONDIÇÕES CLÍNICAS ASSOCIADAS

Acantócitos (células espiculadas)

Hepatopatia grave; abetalipoproteinemia

Equinócitos (células espinhosas)

Uremia

Eliptócitos (células elípticas)

Eliptocitose hereditária

Esquizócitos (células fragmentadas)

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Capítulo 13 Infanticídio

Genival Veloso de França Grupo Gen ePub Criptografado

27. O crime de infanticídio: Conceito e legislação. Objetivos periciais: determinação do estado de natimorto,feto nascente, infante nascido e recém-nascido. Provas de vida extrauterina. Causa jurídica da morte.Estado psíquico da parturiente. Exame de parto pregresso. O infanticídio indígena no Brasil.

O Código Penal de 1940 qualificou infanticídio como “matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após”.

Esse tipo de delito chegou a ser punido como homicídio agravado sujeito à pena de morte através de execuções graves. Na Idade Média, as mães que matavam seus próprios filhos de forma secreta, voluntária e perversa eram enterradas vivas ou empaladas segundo o costume.

A partir do século XVIII, as legislações começaram a abrandar a pena do infanticídio sob a influência de novas ideias que davam a esse crime uma forma de homicídio privilegiado.

Entre nós, desde o Código Criminal de 1830, essa infração passou a receber a indulgência da pena branda de 1 a 3 anos de reclusão, atendendo ao caráter de delito excepcional justificado pela espécie honoris causa. Em 1890, o Código Penal colocou-o como figura delituosa própria sem, no entanto, dar-lhe a configuração privilegiada “por defesa da honra”.

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