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Capítulo 1 - A experiência do Clube: cocriação emuma comunidade terapêutica

Celso Gutfreind; Isabel Leite Celia; Norma Beck; Victor Guerra Grupo A PDF Criptografado

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A experiência do Clube: cocriação em uma comunidade terapêutica

Norma Beck • Salvador Celia

Nos anos de 1960, um grupo de jovens profissionais da área da saúde mental, constituído por quatro psiquiatras (Luiz Carlos Osório,

Nilo Fichtner, Milton Shansis e Salvador Celia), uma neurologista

(Newra Rotta) e um pediatra (Ronald Pagnoncelli de Souza), desenvolveu um trabalho pioneiro, criando, em Porto Alegre, a primeira

Comunidade Terapêutica para crianças e adolescentes na América

Latina. Outros profissionais das áreas da saúde mental e da educação fizeram parte da equipe. Além de promover o atendimento com o objetivo de ensino e pesquisa, o local foi o primeiro a organizar residência em Psiquiatra da Infância e Adolescência no Brasil.

Na mudança de sede, em junho de 1969, a inauguração contou com a importante presença de Leo Kanner em Porto Alegre.

Segundo Osório (1975), o nome da Comunidade Terapêutica foi dado em homenagem a Kanner, considerado o pai da Psiquiatria

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Suíça - Capítulo 27 - Mensagem

Celso Gutfreind; Isabel Leite Celia; Norma Beck; Victor Guerra Grupo A PDF Criptografado

Suíça

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Mensagem

Sandra Rusconi Serpa

Conheci Salvador em Genebra, em 1995. O atual Service de Psychiatrie de l’Enfant et de l’Adolescent, em Genebra, no qual ainda hoje trabalho, era então dirigido pelo professor Bertrand Cramer.

Salvador convidava o seu amigo Bertrand Cramer várias vezes para ir ao Brasil, ao Instituto Léo Kanner. Bertrand Cramer voltava sempre entusiasmado com a qualidade do trabalho que lá encontrava e com os projetos do Salvador e sua equipe (Projeto Vida,

Lar São José). Voltava ainda repleto de certa alegria e euforia regenerativa e altamente contagiosa que tão bem era transmitida pelo

Salvador, que tinha um sentido tão apurado para o trabalho sério como para a festa e o convívio!

Bertrand Cramer, psiquiatra e psicanalista, colaborou durante muito tempo com T.B. Brazelton nos Estados Unidos. Estava convencido, tal como Salvador, do papel determinante dos pediatras no tratamento das relações precoces pais-bebê. Considerava genial a ideia de Salvador e seu grupo de criar um programa de formação em saúde mental para os pediatras. Dado o domínio relativo que

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Capítulo 2 - Principais aspectos psiquiátricos na infância

Celso Gutfreind; Isabel Leite Celia; Norma Beck; Victor Guerra Grupo A PDF Criptografado

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Principais aspectos psiquiátricos na infância*

Salvador Celia

Embora nas últimas décadas a preocupação com a infância e a juventude tenha sido constante em todo o mundo, na prática ainda encontramos uma falta de integração e coordenação na política de atendimento a essas prioridades e necessidades. O objetivo de garantir um desenvolvimento integral do ser humano parece-nos ainda muito distante de ser alcançado.

Estudos mais recentes mostram e até mesmo salientam a necessidade de que a criança seja atendida a tempo nas suas necessidades; cada vez mais, nos apercebemos dos períodos críticos que a criança atravessa na sua evolução, desde que nasce até completar o período pré-escolar, pois as ações aí desenvolvidas influirão de modo decisivo no desenvolvimento da personalidade.

Em nossas observações, notamos que, ao fazer um atendimento de “consultoria escolar”, estamos, na maior parte das vezes, realizando prevenção em nível secundário, já que existe um verdadeiro

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Capítulo 12 - Resiliência: projetos de vida

Celso Gutfreind; Isabel Leite Celia; Norma Beck; Victor Guerra Grupo A PDF Criptografado

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Resiliência: projetos de vida*

Salvador Celia

O mundo em que vivemos hoje está sob a égide da violência social, infelizmente não combatida de modo suficiente e não encarada sob a ideia de uma verdadeira epidemia. Não aceitar esse caráter epidêmico é também não reconhecer que o problema é uma questão mundial de saúde pública. Se não o tratarmos como tal, se não nos mobilizarmos, difícil ou quase impossível será a nossa sobrevivência diante desse terrível flagelo.

Em 1994, em São Francisco, Califórnia, reunidos no Congresso da International Association for Children and Adolescent Psy­chia­tric and Allied Professions (IACAPAP), 1.500 profissionais de vários países chegaram a uma triste conclusão, à primeira vista paradoxal: o Primeiro e o Segundo Mundo estavam iguais ao Terceiro e ao chamado

Quarto Mundo. Em outras palavras, seja em Porto Alegre, no sul do

Brasil, no Rio de Janeiro, na Bósnia, em Boston ou em Paris, todos estávamos submetidos ao mesmo fenômeno e às suas consequências trágicas. Adolescentes, crianças e mesmo bebês já apresentam problemas sérios de ordem emocional, co-mo os transtornos de estresse pós-traumático, tanto agudo como crônico, entre outros, dentro do estudo moderno da psicopatologia do desenvolvimento.

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Capítulo 18 - Cultura e psicopatologia no Brasil

Celso Gutfreind; Isabel Leite Celia; Norma Beck; Victor Guerra Grupo A PDF Criptografado

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Cultura e psicopatologia no Brasil*

Salvador Celia

“Todos os bebês têm uma cultura.”

A epígrafe, de autoria de Marie Rose Moro, na revista Enfances &

Psy”, de 1999, é de grande utilidade para examinarmos o tópico

“Cultura e Psicopatologia”. Se entendermos cultura como a “forma que a gente vive” – os padrões em que vivemos, recebemos, transmitimos e formamos a nossa sociedade –, podemos refletir sobre a infância e a adolescência brasileira.

Em matéria de desigualdade social, uma pesquisa recente, publicada nos jornais do mundo, revela que nosso país só perde para Serra Leoa, na África, no que tange a dificuldades e problemas com os quais vivem e sobrevivem nossos bebês, crianças e adolescentes. Essa desigualdade reflete-se muito na violência social em que vivemos, começando por índices como homicídios de quase 30 por 100.000 em nossa população, de 60% de evasão escolar no nível elementar e de 50% de analfabetismo “social”, ou seja, pessoas que leem e não compreendem o que leram.

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Capítulo 22 - O Salvador dos bebês

Celso Gutfreind; Isabel Leite Celia; Norma Beck; Victor Guerra Grupo A PDF Criptografado

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O Salvador dos bebês

Tailor Diniz

O incansável psiquiatra Salvador Celia, reconhecido internacionalmente,

é um soldado na luta pela felicidade dos recém-nascidos.

O rosto do psiquiatra Salvador Celia, 60 anos, ilumina-se quando fala dos seus bebês. Não são filhos temporões de seu casamento de

35 anos com Isabel Leite Celia, mas bebês que ele começou a decifrar em 1969, num tempo em que o cérebro das crianças até 3 anos era um mistério para os médicos brasileiros. Ou uma página em branco, porque ainda engatinhavam os estudos que acabariam provando que o desenvol­vimento cerebral atinge o seu máximo entre

3 e 6 anos de vida, que os bebês nascem prontos para se comunicar e possuem competências que precisam ser estimuladas por pais, avós e educadores.

Os últimos bebês do doutor Celia podem ser encontrados em Porto Alegre, no Lar São José, na Vila Passo das Pedras II e na

Vila lpê 1, em Canoas, na Vila União, ou em Canela, cidade que ele escolheu para sua residência de veraneio e da qual ganhou o título

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Capítulo 16 - Estudantes de Medicina ajudam adolescentes a serem mães

Celso Gutfreind; Isabel Leite Celia; Norma Beck; Victor Guerra Grupo A PDF Criptografado

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Estudantes de Medicina ajudam adolescentes a serem mães*

Salvador Celia • Carmen Nudelmann • Daniella Manganelli

Luciano Passos • Raquel Pancotto

Introdução

Na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), situada ao sul do Brasil, cada aluno do segundo semestre de Medicina, na disciplina curricular “Ciclo da Vida”, recebe uma gestante ou uma mãe com bebê para observar, cuidar e acompanhar o desenvolvimento em visita domiciliar (VD). A medicina começa pela vida. As famílias acompanhadas vivem em uma vila próxima da universidade, e um número expressivo delas encontra-se em situação socioeconômica desfavorecida. Os alunos fazem visitas semanais por dois semestres seguidos e contam com apoio dos professores que supervisionam as visitas de forma individual, grupal e em reuniões clínicas, em que os próprios alunos apresentam os casos das famílias. A supervisão

Carmen Nudelmann é médica pediatra. Mestre em Saúde Coletiva pela Ulbra. É professora adjunta do curso de Medicina da Ulbra.

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Capítulo 5 - Cimentos odontológicos

Marcelo Carvalho Chain Grupo A PDF Criptografado

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Cimentos odontológicos

PEDRO ALEXANDRE

LEANDRO IRAN ROSA

MARCELO CARVALHO CHAIN

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

• Conhecer as características dos cimentos odontológicos e suas aplicações clínicas

• Apresentar indicações, vantagens e desvantagens dos cimentos odontológicos

• Compreender os aspectos relacionados à manipulação dos cimentos odontológicos

• Conhecer as diferentes propriedades dos cimentos odontológicos

LEMBRETE

Entre as aplicações dos cimentos em odontologia, destacam-se cimentação em prótese, obturação de canais radiculares, restaurações provisórias, proteção do complexo dentina-polpa e tratamento de perfurações dentais.

Os cimentos odontológicos apresentam uma composição variada e têm diversas aplicações em odontologia. Os materiais classificados como cimentos são aqueles que sofrem reação ácido-base durante a reação de presa, logo após a mistura do material. Os cimentos são fornecidos pelo fabricante nas formas de pó e líquido, sendo que o pó tem natureza básica, e o líquido, o caráter ácido. Quando o pó e o líquido são misturados, sofrem uma reação ácido-base, exceto no caso dos cimentos resinosos, em que ocorre uma reação de polimerização.

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Capítulo 10 - Materiais para higiene e prevenção e agentes clareadores

Marcelo Carvalho Chain Grupo A PDF Criptografado

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Materiais para higiene e prevenção e agentes clareadores

BETSY KILIAN MARTINS LUIZ

CARLA MIRANDA

MARCELO CARVALHO CHAIN

HERMES PRETEL

MATERIAIS PARA HIGIENE

E PREVENÇÃO

É bastante conhecido e igualmente importante o lema “saúde começa pela boca”. Cada vez mais se evidencia a associação de uma pobre higiene oral com doenças coronarianas, partos prematuros e diversos tipos de artroses, pois a placa bacteriana contém agentes nocivos que geram processos infecciosos bucais que podem se disseminar para o resto do corpo. Cabe ao odontólogo o papel relevante de auxiliar o paciente a manter sua saúde bucal, evitando o surgimento de doenças. O profissional da área odontológica tem a obrigação de conhecer os principais produtos disponíveis no mercado, suas formulações e mecanismos de ação, para que, de maneira personalizada, possa orientar o paciente efetivamente. Esses diferentes produtos alteram-se com certa frequência, dada à intensa pesquisa na área, o que torna ainda mais difícil esgotar o tema. Neste capítulo, serão abordados os materiais que são utilizados por odontólogos e pacientes com o objetivo de prevenção, que essencialmente auxiliam na remoção da placa bacteriana e, consequentemente, impedem que certas doenças ou agravos instalem-se e prejudiquem a manutenção da saúde bucal.

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Capítulo 6 - Amálgama dental

Marcelo Carvalho Chain Grupo A PDF Criptografado

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Amálgama dental

JOÃO ADOLFO CZERNAY

MARCELO CARVALHO CHAIN

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

• Conhecer a composição do amálgama e suas características

• Compreender as reações de presa do amálgama

• Conhecer as diferentes propriedades do amálgama

• Orientar a seleção e o uso do amálgama a partir de suas características e aplicações clínicas

LEMBRETE

O uso do amálgama está relacionado a uma menor recidiva das lesões de cárie, motivo pelo qual esse material é indicado especialmente para pacientes nos quais é difícil manter controle sobre os fatores de risco a essa doença.

Atualmente a conduta preventiva vem aos poucos dando lugar a materiais adesivos que conservam a estrutura dental e têm forte apelo estético. Apesar disso, o amálgama dental continua sendo utilizado na restauração de dentes posteriores, em virtude de sua facilidade de manipulação e dos ótimos resultados avaliados ao longo de 150 anos, além de seu baixo custo.

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Capítulo 9 - A importância das intervenções precoces nodesenvolvimento do bebê

Celso Gutfreind; Isabel Leite Celia; Norma Beck; Victor Guerra Grupo A PDF Criptografado

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A importância das intervenções precoces no desenvolvimento do bebê*

Salvador Celia • Luciana dos Santos Celia Fossari

Márcio Accioly Sippel Fossari

Introdução

Os vários estudos surgidos em relação ao desenvolvimento do bebê e sua repercussão posterior foram comprovados recente­mente pelos modernos estudos de neuroimagem, evidenciando a necessidade da intervenção precoce e enfatizando os métodos preventivos e psicoprofiláticos.

Em geral, a atenção integrada ao bebê, à sua família e ao am­ biente necessita ser acompanhada muitas vezes por um atendi­men­to multidisciplinar, que envolve vários técnicos da área da saú­de, da educação e da cidadania. Esse atendimento deve basear-se no estudo do reconhecimento dos fatores de risco e protetores das situações que favorecem a resiliência, destacando a formação do apego. Tais medidas devem ser executadas de preferência até os 3 anos de vida.

Luciana dos Santos Celia Fossari é médica pediatra e gastroenterologista pediátrica. É professora do curso de Medicina da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

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França - Capítulo 24 - Salvador, uma ponte de sopro e de chama

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França

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Salvador, uma ponte de sopro e de chama

Alberto Konicheckis

Como dizer adeus àquele que não partiu? Como falar de alguém que desapareceu enquanto está sempre presente? Como falar de

Salvador morto se ele ainda está vivo no dia a dia?

Salvador para mim é uma ponte. Eu o ouvi pela primeira vez em Aix-en-Provence. Ele falava de sua prática junto a mães adolescentes e seus filhos. Tinha, em relação a elas, um tom profundamente compreensivo e paternal. Dava a impressão de falar de suas crianças a acalentar e cuidar. Ele era inteiramente engajado com essas pessoas para as quais o destino não tinha sido muito favorável, fazendo uma ponte entre elas e uma existência melhor.

Nós nos ligamos pelo afeto e pela amizade. Começamos a vislumbrar projetos conjuntos entre a França e a América Latina. Na elaboração desses projetos, compreendi que o que ele havia expressado na relação com seus pacientes fazia parte indissociável de sua pessoa.

Ele se mostrava inteiramente preocupado, inventivo, encorajador e particularmente resiliente para superar as limitações tecnocráticas.

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Capítulo 8 - O futuro das psicoterapias na infância

Celso Gutfreind; Isabel Leite Celia; Norma Beck; Victor Guerra Grupo A PDF Criptografado

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O futuro das psicoterapias na infância*

Salvador Celia

Em determinado momento, apesar de tudo ainda ser muito novo, estudamos dentro da psiquiatria infantil a criança propriamente dita, depois o adolescente e, mais tarde, o sistema familiar. Agora entramos em uma nova fronteira, um novo desafio: refiro-me ao estudo do bebê, ou seja, a criança de 0 aos 3 anos de idade. Tão novos são os estudos que até precisamos descobrir uma palavra em nossa língua, tal como os franceses descobriram nourisson e os ingleses infant; enquanto isso não acontece, prefiro chamar de psiquiatria do bebê, porque na realidade os grandes estudos e observações estão acontecendo no recém-nascido e no primeiro ano de vida.

Essa nova fronteira traz esperanças que precisamos descobrir, seja porque estamos lidando com o início da vida, o sentido da vida, seja porque também valorizamos todos os aspectos científicos que envolvem a prescrição e sua metodologia psicoprofilática. Na verdade, desde Freud e seus seguidores – sua filha Ana, Melanie

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Capítulo 29 - Salvador Celia: o amigo inquebrantável da América Latina

Celso Gutfreind; Isabel Leite Celia; Norma Beck; Victor Guerra Grupo A PDF Criptografado

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Salvador Celia: o amigo inquebrantável da América Latina

Miguel A. Cherro Aguerre

Quando se sente a necessidade de escrever estas linhas pela morte de um amigo, enfrenta-se uma tarefa muito dolorosa.

Para mim é difícil a representação de Salvador morto, porque tenho sua imagem ligada à vitalidade, à energia, à vontade de fazer, e não aceitarei outra maneira de recordá-lo, vê-lo e escutá-lo do que com seus braços e seu sorriso abertos ou sua atitude de escuta atenta, respeitosa e reflexiva ou sua modéstia assertiva quando se tratava de defender sua opinião.

Na América Latina, em matéria de saúde mental, ele sempre foi o Grande Pioneiro.

Quando a maior parte de nós se preocupava somente com a enfermidade, ele se interessava, além disso, pela saúde e procurava promovê-la.

Miguel A. Cherro Aguerre é professor titular de Psiquiatra da Infância e Adolescência na

Faculdade de Medicina, Hospital Pereira Rossell, e professor na pós-graduação em Psicologia da Infância e Adolescência da Universidad Católica, Uruguai. Sócio-fundador e expresidente da Asociación Uruguaya de Psicoterapia Psicoanalítica (AUDEPP), presidiu a

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Capítulo 19 - Psicopatologia da vida moderna versus recursose mobilizações terapêuticas

Celso Gutfreind; Isabel Leite Celia; Norma Beck; Victor Guerra Grupo A PDF Criptografado

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Psicopatologia da vida moderna versus recursos e mobilizações terapêuticas*

Salvador Celia

Escolhi este tema por me parecer muito atual, tendo em vista a forma como estamos vivendo e enfrentando os novos quadros clínicos e manifestações psicopatológicas, ou várias formas de se apresentar antigos problemas. Igualmente, penso também trazer exemplos de recursos e mobilizações de minha prática cotidiana, tanto no ensino docente como no de trabalhador da área da saúde, não somente na clínica privada, mas também na comunidade. Vivemos hoje uma crise social intensa, em que vários fatores existentes podem provocar e até mesmo gerar situações psicopatológicas, muitas vezes decorrentes da própria vulnerabilidade biológica.

Muito progredimos na chegada ao século XXI: o fantástico desenvolvimento tecnológico atinge pontos exuberantes, facilita­ do­res da vida humana; porém, esse mesmo progresso acarreta também uma série de dificuldades e transtornos devido a sua rapidez, seu poder de transformação de hábitos, só para citar algumas das variáveis.

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