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Medium 9788582715888

Capítulo 37 - Cuidados aos pacientes com síndrome coronariana aguda

Renata Andréa Pietro Pereira Viana, Iveth Yamaguchi Whitaker, Suely Sueko Viski Zanei Grupo A ePub Criptografado

Patrícia Ana Paiva Corrêa Pinheiro

Vanessa Santos Sallai

As síndromes coronarianas agudas (SCAs) são causadas por obstrução coronariana decorrente da interação entre fenômenos de trombose e vasoespasmo, caracterizada por uma desproporção entre a oferta e a demanda de oxigênio no miocárdio, resultando em sintomas clínicos compatíveis com isquemia. Elas englobam a angina instável e o infarto agudo do miocárdio (IAM), com ou sem supradesnivelamento do segmento ST (IAM com ou sem SST).1

Várias organizações mundialmente reconhecidas, como Sociedade Europeia de Cardiologia, American College of Cardiology Foundation, American Heart Association (AHA) e World Heart Federation, em 2018, atualizaram e entraram em consenso com relação às definições universais para IAM:

Tipo 1: infarto do miocárdio espontâneo causado por doença arterial coronariana aterotrombótica geralmente relacionada à ruptura.

Tipo 2: infarto do miocárdio secundário a desequilíbrio isquêmico devido a outra condição que não a ruptura da placa aterosclerótica, contribuindo para o desequilíbrio entre o suprimento de oxigênio miocárdico e a demanda. As causas incluem aterosclerose coronariana, disfunção endotelial coronariana, espasmo da artéria coronária, embolia coronariana, taquiarritmias, bradiarritmias, anemia, insuficiência respiratória, hipotensão/choque, hipertensão, com ou sem hipertrofia ventricular esquerda.

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Medium 9788582715963

8 - Efeitos adversos graves dos psicofármacos

João Quevedo Grupo A ePub Criptografado

DEBORA MARQUES DE MIRANDA

ANTÓNIO ALVIM SOARES

ALEXANDRE GUIMARÃES DE ALMEIDA BARROS

MARCO A. ROMANO-SILVA

As duas formas mais comuns de emergência psiquiátrica são a agitação psicomotora e o comportamento autodestrutivo ou, em situações extremas, a tentativa de suicídio. Esses dois últimos respondem por até 15% das emergências. Uma forma frequente de tentativa de suicídio é o uso intencional e excessivo de medicamentos. O risco de suicídio e a agitação psicomotora são tratados em capítulos específicos deste livro, porém, no presente capítulo, são discutidas as medidas de urgência e emergência tomadas em caso de uso excessivo de medicamentos e também as medidas adotadas em situações nas quais há efeitos colaterais graves durante o uso de medicamentos empregados na clínica psiquiátrica. Em primeiro lugar, são descritas as reações frequentes diante de alguns medicamentos e, na sequência, as particularidades das intoxicações de medicações comuns ou com características específicas.

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Medium 9788527735735

71 Larva Migrans Visceral | Infecções pelo Gênero Toxocara

Rodrigo Siqueira-Batista, Andréia Patrícia Gomes, Sávio Silva Santos, Luiz Alberto Santana Grupo Gen ePub Criptografado

A toxocaríase humana, conhecida genericamente como larva migrans visceral (LMV), é uma infecção zoonótica parasitária, com distribuição mundial, causada pela migração prolongada de larvas nematoides, típicas de outros mamíferos, em tecidos humanos. As larvas podem migrar através de quase todos os órgãos, sendo o fígado o mais frequentemente envolvido. Os sintomas estão associados à reação do hospedeiro à presença das larvas, embora a maioria das infecções seja assintomática ou com sintomatologia leve (Lötsch et al., 2017; Marques et al., 2019).

O termo “larva migrans visceral” foi introduzido e estabelecido em 1952. A condição mórbida foi inicialmente descrita como uma síndrome rara em crianças, variando de situações assintomáticas até acometimento de vários órgãos e sistemas, devido à migração duradoura da fase larvária do parasito (Nichols, 1956; Arighi et al., 2018). Desde então, várias manifestações clínicas foram reconhecidas, tornando-se mais adequado o uso do termo toxocaríase para definir a doença. As formas clínicas da toxocaríase humana são: larva migrans ocular, LMV, toxocaríase comum, neurotoxocaríase, toxocaríase secreta e doença cardíaca associada à toxocaríase (Finsterer; Auer 2007; Ma et al., 2018).

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Medium 9788527734226

32 | Desconsideração da Personalidade Jurídica e Código de Defesa do Consumidor

Jorge Paulete Vanrell Grupo Gen ePub Criptografado

A falta de normas específicas, no Direito pátrio, bem como a indevida atuação empresarial, situação esta que permeia o cotidiano do cidadão, como se pode observar ao analisar o noticiário diário, permite que as pessoas sejam vítimas da simulação, fraude, abuso de direito e, até mesmo, de má-fé.

Dessa forma, ao desamparo do ordenamento jurídico, o indivíduo se vê vitimado pela realidade que se lhe apresenta como desfavorável.

Com o intuito de diminuir ou até mesmo eliminar distorções existentes na realidade dos brasileiros é que se instituiu a Lei no 8.078/90, o Código de Defesa do Consumidor, que trouxe consigo inovações, tais como a desconsideração da personalidade jurídica.

Porém, para a correta análise do instituto da desconsideração, necessário se faz entender o mecanismo pelo qual se dá a consideração da personalidade jurídica.

Pessoas naturais (físicas) e jurídicas apresentam diferenças nítidas e contrapostas. As primeiras são os homens, entes corpóreos dotados de intelecto, vontade e conhecimento. As segundas têm existência puramente ideal, criação que são do ordenamento jurídico.

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Medium 9788527736152

11 Semiologia do Sistema Nervoso

Francisco Leydson F. FEITOSA Grupo Gen ePub Criptografado

Qual é a tarefa mais difícil do mundo? Pensar.

Ralph Waldo Emerson

PALAVRAS-CHAVE

■ Sistema nervoso central

■ Sistema nervoso periférico

■ Líquido cefalorraquidiano

■ Nervos cranianos

■ Reações posturais

■ Reflexos miotáticos

■ Eletroneurografia

■ Eletromiografia.

Mary Marcondes

De todos os sistemas do organismo, o sistema nervoso é, muitas vezes, o menos compreendido pela maioria dos clínicos. Para que seja possível realizar corretamente o exame neurológico, bem como sua interpretação, é necessário conhecer a estrutura e o funcionamento de tal sistema. Sem o conhecimento das bases anatomofuncionais, ainda que elementares, não é possível trilhar o caminho da semiologia e da clínica neurológica; além disso, o diagnóstico topográfico é de fundamental importância em neurologia, seja para fins clínicos ou para o tratamento cirúrgico de algumas enfermidades.

O sistema nervoso pode ser dividido em partes, considerando critérios anatômicos, embriológicos e funcionais. A divisão com base em critérios anatômicos é uma das mais conhecidas, e é demonstrada nas Figuras 11.1 e 11.2.

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Medium 9788527734929

37 Miopatia Inflamatória Idiopática Juvenil

Marco Antonio P. Carvalho, Cristina Costa Duarte Lanna, Manoel Barros Bertolo, Gilda Aparecida Ferreira Grupo Gen ePub Criptografado

A dermatomiosite juvenil (DMJ) representa a principal miopatia inflamatória idiopática (MII) em crianças. Outras menos frequentes e que contribuem com 10 a 15% dos casos são a polimiosite e as síndromes de sobreposição de miosite com outras doenças do tecido conjuntivo. Apenas 1% pode ser denominada dermatomiosite amiopática/hipomiopática.

Diferentemente das MII em adultos, são excepcionais os casos associados a neoplasias e à miosite por corpo de inclusão. Formas raras de MII têm sido descritas e incluem miosite focal, orbital, eosinofílica, granulomatosa e miofascite macrofágica.

A maioria dos estudos sobre incidência da DMJ aponta dois a três casos a cada 1.000.000 de crianças, com predomínio no sexo feminino (2:1 a 3:1) e média de idade de início em torno de 4 a 9 anos. A miosite com sobreposição e a polimiosite também predominam no sexo feminino, mas têm início mais tardio, em torno dos 10 a 12 anos.1

A DMJ é uma doença autoimune de etiologia desconhecida, embora se suspeite que um fator externo, talvez um agente infeccioso, desencadeie uma disfunção imune e resposta tecidual específica em indivíduos geneticamente suscetíveis. Entretanto, faltam evidências que comprovem essa relação.2

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Medium 9788582715888

Capítulo 13 - Sinais vitais: condições do paciente crítico que interferem na confiabilidade das medidas

Renata Andréa Pietro Pereira Viana, Iveth Yamaguchi Whitaker, Suely Sueko Viski Zanei Grupo A ePub Criptografado

Ayla Mesquita

Théia Maria Forny Wanderley Castellões

Viviane Modesto Ferraz

Sinais vitais são variáveis que evidenciam as alterações do comportamento do organismo. Esses sinais são utilizados na prática diária em unidades de internação como coadjuvantes para auxiliar na tomada de decisão à beira do leito. Além disso, estão intimamente associados a distúrbios dos sistemas circulatório, respiratório, neurológico e renal. São parâmetros regulados pelo funcionamento dos órgãos vitais e revelam o estado de preservação destes, sendo, por isso, chamados de sinais vitais. Para seu monitoramento, os dados devem ser fidedignos, a fim de que culminem em uma ação acertada, refletida no monitoramento adequado. Porém, algumas condições apresentadas pelo paciente crítico podem interferir nesse monitoramento.

Neste capítulo, são abordadas as formas minimamente invasivas para monitoramento do paciente crítico, bem como os fatores que podem interferir. Também são discutidos sua aplicabilidade e os desafios para a equipe de enfermagem em sua prática diária.

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Medium 9788527735353

15. Cardápios para Tratamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis

Silva, Sandra Maria Chemin Seabra da; Martinez, Sílvia Grupo Gen ePub Criptografado

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são as maiores causas de óbito na população mundial. Doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio (IAM), insuficiência cardíaca (IC) e acidente vascular encefálico (AVE), cânceres, doenças respiratórias e diabetes melito (DM) estão entre as principais DCNT e são resultados de uma combinação de fatores genéticos, fisiológicos, ambientais e comportamentais (WHO, 2017).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as DCNT são responsáveis por cerca de 70% das mortes em todo o mundo, sendo um importante desafio de saúde pública em muitos países. No Brasil, os dados são similarmente preocupantes, apresentando 73% de mortes decorrentes de DCNT (WHO, 2017; MS, 2018). Além de conhecer e controlar as DCNT, explorar seus fatores de risco é importante para prevenção de novos casos. Essas doenças compartilham fatores de risco modificáveis como dieta não saudável, falta de atividade física, uso nocivo do álcool, que, associados, podem levar a excesso de peso, obesidade, hipertensão arterial sistêmica (HAS), hiperglicemia e dislipidemias, e aumentar o risco de DCNT (WHO, 2017; MS, 2018; GBD 2015 Risk Factors Collaborators, 2016).

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Medium 9788582715888

Capítulo 41 - Pacientes com lesões traumáticas graves na UTI

Renata Andréa Pietro Pereira Viana, Iveth Yamaguchi Whitaker, Suely Sueko Viski Zanei Grupo A ePub Criptografado

Lilia de Souza Nogueira

Tatiane Gonçalves Gomes de Novais do Rio

Anna Carolina Margarido Karakhanian

Dyenily Alessi Sloboda

O trauma é reconhecido como doença e considerado um problema mundial de saúde pública. Dados do Ministério da Saúde1 mostram que, em 2016, as causas externas, que incluem acidentes e violências, foram a quarta principal causa de morte na população brasileira, precedidas apenas pelas doenças do aparelho circulatório, neoplasias e doenças do aparelho respiratório.

Além disso, o trauma é responsável por elevadas taxas de internação hospitalar. Entre 2015 e 2018, foram admitidos mais de três milhões de vítimas de trauma nos hospitais públicos e privados do Brasil, com média de permanência de 5,3 dias e gastos superiores a quatro bilhões de reais.2

Estatística americana3 mostra que, de 2002 a 2016, 18,3% das vítimas de trauma internadas em hospitais foram encaminhadas à unidade de terapia intensiva (UTI) para acompanhamento, monitoramento e tratamento. No contexto da assistência em UTI, os pacientes traumatizados apresentam, além de elevado risco de morte decorrente da gravidade do trauma, maior probabilidade de internações prolongadas e sequelas oriundas dos diferentes tipos de lesões traumáticas. Apesar da importância do tema e do aumento da discussão sobre o trauma no Brasil, o país ainda carece de estudos que abordem especificamente o cuidado ao doente traumatizado em UTI. Frente a tal cenário, este capítulo visa abordar principais lesões, complicações e cuidados requeridos pelo doente traumatizado grave na unidade crítica.

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Medium 9788527734691

M

Hinkle Grupo Gen ePub Criptografado

À medida que as técnicas de cirurgia vão-se modificando como resultado dos avanços tecnológicos e das especializações médicas, algumas cirurgias tornaram-se menos invasivas e, portanto, menos agressivas. Em decorrência do uso crescente da cirurgia minimamente invasiva – isto é, procedimentos cirúrgicos que utilizam instrumentos especializados introduzidos no corpo por meio de orifícios naturais ou pequenas incisões –, muitas cirurgias podem ser realizadas em base ambulatorial. A cirurgia, seja ela eletiva ou de emergência, continua sendo uma experiência estressante e complexa. Mesmo pacientes saudáveis submetidos a cirurgia ambulatorial podem apresentar complicações inesperadas durante procedimentos relativamente simples nos demais aspectos.

Os padrões relacionados com o período peroperatório abrangem os domínios da resposta comportamental, resposta fisiológica e segurança do paciente e são usados como diretrizes para o desenvolvimento dos diagnósticos, das intervenções e dos planos de enfermagem, assegurando os melhores resultados. A enfermagem peroperatória, que se estende por toda a experiência cirúrgica, consiste em três fases: a fase pré-operatória (que começa quando se toma a decisão de realizar uma intervenção cirúrgica até o momento de transferência do paciente para o centro cirúrgico [CC]), a fase intraoperatória (que começa quando o paciente é transferido para o centro cirúrgico até a sua admissão na unidade de cuidados pós-anestésicos [UCPA]), e a fase pós-operatória (que começa com a admissão do paciente na UCPA até a alta e o acompanhamento).

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Medium 9788582715840

6 - Avaliação psicológica da personalidade: modelos e instrumentos

Mario Rodrigues Louzã, Táki Athanássios Cordás Grupo A ePub Criptografado

Antonio de Pádua Serafim, Cristiana Castanho de Almeida Rocca

Desde a Antiguidade, compreender as relações entre cérebro, cognição, emoção e comportamento representa um percurso que desafia e mobiliza diversas ciências. Entre elas, a psicologia, que contempla em seu escopo o estudo do funcionamento mental (funções e estruturas psicológicas) e sua expressão no comportamento.1

Seus procedimentos possibilitam observar, descrever e analisar. Além disso, concebem métodos que colaboram para estabelecer probabilidades de como uma pessoa percebe um fenômeno ou uma situação, como ela sente, analisa e quais os fatores que participaram da tomada de decisão. Logo, compreender o comportamento depende da identificação dos fatores de vulnerabilidade e do aprofundamento do conhecimento sobre a capacidade cognitiva, além de estudo sobre o controle das emoções. A Figura 6.1 ilustra o papel da psicologia na compreensão do comportamento humano, que pode ser tanto adaptado quanto desadaptado.

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Medium 9788527733175

40 Cuidado ao Paciente | Sistema Digestório

Patricia Gonce Morton, Dorrie K. Fontaine Grupo Gen ePub Criptografado

Com base no conteúdo deste capítulo, o leitor deverá ser capaz de:

1. Explicar como os estresses fisiológicos da doença e da lesão alteram as necessidades do organismo em relação à energia.

2. Descrever as diferentes formas de desnutrição.

3. Discutir a nutrição enteral e a parenteral com relação às indicações, à avaliação, ao tratamento e às complicações.

4. Discutir medicamentos mais comuns utilizados para pacientes com distúrbios gastrintestinais.

A saúde e a nutrição apresentam uma relação simbiótica. Os estressores fisiológicos, como a doença e a lesão, alteram as demandas metabólicas e energéticas do organismo. Embora identificação e intervenção nutricional precoces possam diminuir os riscos de morbidade e mortalidade nos pacientes criticamente doentes, o processo patológico fundamental deve ser identificado e corrigido antes que o corpo possa reverter o metabolismo anormal do nutriente. Este capítulo apresenta uma revisão do estresse fisiológico e seus efeitos sobre o metabolismo, tipos de desnutrição e indicações, avaliação e controle das terapias de suporte na nutrição enteral e parenteral, bem como as complicações associadas a essas terapias.

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Medium 9788582714706

Capítulo 75 - Carcinoma do pâncreas

Luiz Rohde, Alessandro Bersch Osvaldt Grupo A ePub Criptografado

Mário Sérgio Borges da Costa

Alessandro Bersch Osvaldt

Luiz Rohde

O adenocarcinoma ductal é a mais frequente neoplasia maligna do pâncreas. Projeta-se o acometimento de 53.670 pessoas nos Estados Unidos, em 2017, com aproximadamente 43.090 mortes1 (cerca de 13 mortes:100 mil habitantes), o que situa essa doença como a quarta colocada entre as causas de morte por câncer naquele país (7% de todas as mortes por câncer).2,3 No Brasil, a mortalidade por câncer de pâncreas em 2014 foi de 4,4:100 mil habitantes,1 sendo que no Rio Grande do Sul a mortalidade foi de 8,9:100 mil habitantes.4,5 Seu prognóstico permanece sombrio, com apenas 8,2% do total de pacientes atingindo 5 anos de sobrevida, nos Estados Unidos.2

A cabeça do pâncreas é o local de ocorrência mais comum (70%), seguida pelo corpo do pâncreas (20%) e pela cauda do pâncreas (10%). Fatores de risco, atualmente reconhecidos para o adenocarcinoma ductal pancreático (ADP), incluem idade avançada, tabagismo, história familiar de câncer do pâncreas, pancreatite crônica, obesidade e diabetes melito. Várias alterações genéticas estão relacionadas com risco elevado de câncer do pâncreas, como mutações no oncogene KRAS e inativação dos genes supressores tumorais p16/CDKN2A, TP53 e SMAD4. Entre as síndromes genéticas associadas a risco elevado para surgimento de ADP, citam-se Peutz-Jeghers (mutação no gene STK11), pancreatite hereditária (mutações nos genes PRSS1, SPINK1 e CFTR), câncer hereditário de mama e ovário (mutações BRCA1 e BRCA2), carcinoma colorretal hereditário não polipomatoso (síndrome de Lynch), ataxia-telangiectasia, polipose adenomatosa familiar e síndrome familiar do nevo atípico ou melanoma maligno (mutação no gene p16/CDKN2A).6,7 A neoplasia cística mucinosa e a neoplasia papilar mucinosa intraductal (IPMN, do inglês intraductal papillary mucinous neoplasm) representam doenças de risco para transformação maligna. Elas foram abordadas no Capítulo 74, Neoplasias císticas do pâncreas.

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Medium 9788527735117

Capítulo 7 Relação entre Médicos

Genival Veloso de França Grupo Gen ePub Criptografado

Neste capítulo denominado Relação entre Médicos, não trata o Código de simples cortesias entre colegas, nem de dispositivos formais que digam respeito a regras de etiqueta ou de convivência entre os que exercem a mesma profissão. Ao contrário, cuida das relações entre profissionais, no sentido de favorecer sempre os interesses do paciente, dos seus familiares e da coletividade, sem os quais não existiria ato médico, por mais elementar que ele fosse.

Mesmo assim, pelo fato de o médico ter, para com seus colegas, respeito, consideração e solidariedade, isso não o exime de denunciar atos que contrariem os postulados éticos da profissão ou que possam agredir os direitos assimilados na luta pela cidadania e tributados pelo respeito à dignidade humana. Não se pode falar em solidariedade de classe quando alguém viola princípios da ética profissional ou usa da profissão para favorecer o crime. Não é justo falar em solidariedade de classe quando o médico usa de sua posição de dirigente para impedir seu colega de utilizar as instalações ou os recursos da instituição sob sua direção; quando um médico assume cargo ou função de colega demitido em represália a atitude de defesa aos movimentos legítimos da categoria; quando alguém pratica concorrência desleal; quando altera prescrição desnecessariamente e sem comunicação ao profissional responsável; quando deixa de passar a seu colega informações sobre o paciente que está transferindo; ou quando um chefe usa de sua posição para impedir seus subordinados de atuarem dentro dos princípios éticos. Na verdade, isso não se reveste apenas de faltas contra companheiros de uma mesma atividade profissional, mas, antes de tudo, de graves e irreparáveis prejuízos na condução dos interesses dos pacientes ou da coletividade.

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Medium 9788527735735

72 Loíase

Rodrigo Siqueira-Batista, Andréia Patrícia Gomes, Sávio Silva Santos, Luiz Alberto Santana Grupo Gen ePub Criptografado

A loíase – enfermidade descrita pela primeira vez em 1770, por um cirurgião francês, na ilha de São Domingos – é uma helmintíase incluída no grupo das filarioses, causada pelo nematoide Loa loa e transmitida por insetos do gênero Chrysops nas áreas de floresta tropical da África Central e Ocidental (CDC, 2019; Rey, 2008; Siqueira-Batista et al., 2001; Whittaker et al., 2018). Já houve registro de dois casos “importados” no Brasil, os quais apresentavam a forma adulta do patógeno L. loa migrando na região conjuntival bulbar, após os pacientes retornarem de uma viagem à área endêmica da doença (Giardulli et al., 2011; Passos et al., 2012).

O objetivo do presente capítulo é apresentar os principais aspectos da loíase, enfatizando a etiologia, a imunologia, a patologia, a clínica, o diagnóstico, a terapêutica, a epidemiologia e o controle dessa importante moléstia parasitária.

A classificação taxonômica do helminto se encontra descrita no Quadro 72.1.

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